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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Giovanni Pierluigi da Palestrina

Palestrina


“O Príncipe da Música”

     Conhecido pelo nome de sua cidade de origem, Palestrina, Giovanni Pierluigi, Compositor Italiano, nasceu em 3 de Fevereiro de 1525. Precocemente, conseguiu ser o primeiro mestre da Capella Julia (do papa Julio III) e, em seguida, diretor da Capela Sistina.
O sucessor de Julio III foi o papa Marcelo II, que governou a Igreja por apenas vinte e dois dias. Em sua memória, Palestrina compôs a mais famosa de suas obras: a Missa do papa Marcelo, a seis vozes. Depois de escutá-la, o Cardeal Borromeu (São Carlos Borromeu, 1538-1584) disse: “Esses são os cânticos que o apóstolo João ouviu na alegre Jerusalém celestial e que outro João nos traz como fruto de sua inspiração.
Devido às grandes epidemias que se seguiram às guerras, Palestrina perdeu sua mulher, Lucrezia Gori, dois de seus três filhos e seus três irmãos. Pediu então autorização para tornar-se padre, mas ao final de um ano abandonou esse caminho para casar-se com uma viúva rica, Virginia Dormoli, ocupando-se do comércio de peles. A situação econômica confortável lhe permitiu compor e publicar suas obras mais belas.
Se os papas anteriores haviam tolerado a presença de casados em suas capelas, o mesmo não ocorreu com Paulo IV. Por essa razão, Palestrina teve de afastar-se do Vaticano, mas seguiu vinculado às capelas de São João de Latrão e de Santa Maria Maior. Foi em São João de Latrão que compôs seus imortais Impropérios.
     A fama de Palestrina fez-se universal. Ele foi convidado para servir à corte imperial de Viena, mas suas pretensões financeiras foram excessivas ao imperador Maximiliano II. Em 1571, recuperou seu cargo na Igreja de São Pedro, no Vaticano, onde permaneceu até a morte, em 2 de fevereiro de 1594. Sua polifonia marcou todas as épocas posteriores. Para muitos suas obras alcançaram a perfeição absoluta do estilo eclesiástico.

Referência bibliográfica:
Enciclopédia do Estudante. Nº 13.Música.1º Ed. São Paulo : Moderna, 2008.

terça-feira, 2 de março de 2010

Música e sua influência moral (atualizado)




Autor: Prof. Pedro M. da Cruz.

A música é muito mais que uma simples combinação artística dos sons, ela é uma linguagem, e como tal comunica ao homem, além de estados de alma, idéias. Com efeito, a arte musical possui a esplêndida capacidade de entrar em contato direto com a sede de nossas emoções mais íntimas, expressando os mais inefáveis matizes da alma humana, inacessíveis à palavra.
A partir de disposições emocionais como alegria, tristeza, excitação erótica, melancolia ou entusiasmo causado pela música, somos levados, quase que imperceptivelmente, a conceber idéias congêneres, terminando por agirmos em conformidade com os pensamentos dali adquiridos. Como vemos, a música, começando por encontrar licença nas almas, modifica as idéias, moldando uma nova mentalidade que exigirá, gradativamente, uma rede de novos costumes para validá-la.
As leis e os modos de vida de uma sociedade são frutos de uma visão de mundo, senão coletiva, pelo menos de uma classe dominante. Muitos gostariam de legitimar sua forma de vida, criando leis que os auxiliassem mesmo numa prática errônea. Os abortistas, devido à mentalidade que possuem, querem assassinar seus filhos às claras, sem que por isso sejam reprovados legalmente. Os delinqüentes querem acreditar que, na consciência das pessoas de bem, coexista, ao lado da lei positiva que condene suas arbitrariedades, uma espécie de “sub-lei” que leve os cidadãos a compreenderem a conveniência de seus atos condenáveis, devido à sua situação, por exemplo, de pobreza.
Não foram idéias liberais, de livre exame, hedonistas e modernistas, negadoras do teocentrísmo, que geraram leis anti-Cristãs, e uma permissividade moral que não satisfaz o coração do homem? Em grande medida os homens são o que são a partir do que pensam. Pensamentos torpes geram homens péssimos.
Não queremos afirmar que a atual situação de injustiças contra Deus e o ser humano seja o resultado, pura e simplesmente, duma chamada “conspiração musical”, porém, não podemos deixar de ver na música uma espécie de “cavalo de tróia”, portador, quase sempre, de idéias contrárias a Deus e a seu Cristo.
Evidencia-se entre a música e a atualidade - numa relação de mão dupla - um, como que, círculo vicioso insaciável. Vejamos uma questão, por exemplo: existem tantas letras imorais por causa da promiscuidade em que vivem os pecadores, ou será o contrário, muitos vivem no pecado induzidos por letras musicais desprezíveis? Reconheçamos que ambas as alternativas são verdadeiras. De fato, os devassos cantam as impurezas que praticam ou gostariam de praticar; enquanto outros, devido a esta mesmas letras escandalosas, ainda que possuindo certa pureza de alma e unção da graça, são envenenadas gradativamente pelo vômito dos inimigos da virtude. O demônio não tem tanta pressa quanto imaginamos, apesar da grande ira que o atormenta... (Apoc.12,12)
Um jovem começa por ouvir certo tipo de Rock; com o tempo, é compreensível a convivência entre “amigos” que partilhem dos mesmos interesses. Sendo natural que o gostar nos leve à identificação, aquele jovem põe-se a vestir e falar nos moldes daqueles que admira; daí por diante, muitas coisas que lhe pareciam absurdas, agora, apresentam-se a ele compreensíveis, depois aceitáveis, e por fim praticáveis...
Outro rapaz, embebedado com a indecência imunda de certos Funks, Axés... Tem a imaginação invadida por formas obscenas e imagens eróticas delirantes; o que a princípio lhe parecia repulsivo, como indigno dum filho da Igreja Católica, agora, o arrasta veementemente às práticas mais abomináveis. A imaginação, tomada pelo desregramento da imoralidade, desvia-nos da realidade que é o Cristo e sua doutrina revelada, enfeitiça-nos com devaneios interiores, predispôe-nos ao pecado.
No começo, todo entretenimento musical não parece passar de inocente diversão; tem-se a sensação de que aquele fundo musical só embala algumas divagações mentais, ou sirva para criar meramente um ambiente festivo numa “balada”, e nada mais. Entretanto um germe de permissidade e euforia começam por dominar o coração sem discernimento, deixando o indivíduo numa atmosfera de aceitação e desligamento moral; a conivência como o espírito liberal dos que o rodeia, alimentado pelo fascínio das luzes frenéticas, gelo seco e lusco-fusco, seduzem a pessoa em tal intensidade, que as fantasias mais maliciosas terminam por abafar a voz da consciência; então, um clamor tão sofístico quanto satânico, brotando das desordens mais recônditas do coração rebelde, acaba por convencer ao pecado. Bem disse nosso Senhor: “... é do interior do coração que procedem os maus pensamentos, devassidões, adultérios, cobiças, orgulho e insensatez, todos estes vícios procedem de dentro...” (Marcos 7, 21-22)
Aqui, há de se ter muito cuidado! “Guarda, pois teu coração acima de todas as outras coisas, porque é dele que brotam todas as fontes da vida” (Provérbios 4,23). Certos ambientes, quando bombardeados com algumas espécies musicais, são  capazes de, dado o ritmo das músicas, alterarem, além de nossa respiração e pulsação, todo um amaranhado de realidades interiores. Estes ambientes criam um todo enfeitiçado levando o indivíduo a sensações fortes e distanciadoras do uso sóbrio e equilibrado da razão.
Somente um insensato freqüentaria tais lugares nestas condições, julgando-se forte. Muitos são, de fato, os que  não têm propensão para a inteligência e  discernimento, mas que, ainda assim, se gabam de satisfazerem, tão somente, os desejos desregrados do seu coração. (Provérbios 18,2) Nestes lugares, são os jogos de imagens, provocados pelo piscar desconexo de luzes coloridas, os movimentos sensuais dos que dançam ao som de ritmos malfazejos, e a emergência de desejos mesquinhos, que, de repente, nos tornam, como que, uma gota a mais no oceano, perdida na massa indômita dos que buscam a felicidade onde a mesma não se pode encontrar. Portanto, há que se atentar ao perigo ocultado em tais situações. Além do mais, São Paulo já nos advertia quanto ao perigo das más companhias; elas corrompem os bons costumes. Estas evidências, ao lado de tantas outras, que espíritos esclarecidos poderiam apresentar, levam-nos à certeza de tudo quanto afirmamos neste artigo. No mais, que a Virgem Maria ilumine nossas almas. Amém.