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sábado, abril 04, 2026

(Elizabeth) Taylor + Taylor (Swift)

Aí está o teledisco de Elizabeth Taylor, porventura a canção mais emblemática do álbum The Life of a Showgirl, de Taylor Swift. É uma genuína coleção de memórias — momentos emblemáticos da filmografia de Elizabeth Taylor —, reforçando o laço simbólico que liga a solidão de uma estrela como Taylort Swift ao tempo e ao imaginário de um universo edificado sobre o conceito irradiante de star.
 

>>> Eis os filmes citados no teledisco de Elizabeth Taylor.
>>> A imagem final do teledisco servia de abertura ao trailer original de Bruscamente no Verão Passado (1960).
 

sábado, fevereiro 28, 2026

Charli XCX, O Monte dos Vendavais

Mais uma das canções de Charli XCX para a banda sonora de O Monte dos Vendavais, de Emerald Fennell, a mesma ambiência de um "sinfonismo" pop tecido de nostalgia e experimentação — eis o teledisco de Always Everywhere, dirigido por Mitch Ryan.
 

quarta-feira, fevereiro 25, 2026

Madonna + Dolce & Gabbana + Mert Alas

O anúncio de um novo perfume Dolce & Gabbana, protagonizado por Madonna, com realização da dupla Mert Alas, é um breve e sofisticado exercício iconográfico que, certamente não por acaso, remete para memórias da obra videográfica da Material Girl — reveja-se, por exemplo, o teledisco de Take a Bow (1994). E também não será indiferente o facto de a banda sonora ser feita com a canção italiana La Bambola, um sucesso mítico de 1968, recriada por Madonna.
 

sábado, fevereiro 21, 2026

PVA, trip hop & etc.

Ella Harris (voz, teclas, percussão), Josh Baxter (voz, teclas) e Louis Satchell (bateria) formam os PVA, fundados em Londres, em 2017, tendo-se estreado nos álbuns com Blush (2022). Vogam num labirinto de punk mais ou menos dançável, sempre abençoado pelos espíritos do trip hop, com electrónicas q.b. — talvez se reconheçam mesmo numa herança em que a elegância dos Massive Attack se cruza com a crueza dos sons de Tricky...
Surge agora o seu segundo álbum, No More Like This, em que contam com a colaboração de Ruby Kyriaki (violino). Estamos perante uma proeza tanto mais assinalável quanto as derivações experimentais não põem a em causa a consistência poética de canções assombradas por uma rudeza existencial que a fisicalidade da capa espelha de forma muito directa — a espantosa fotografia é da autoria de Jak Payne.
Eis duas vias possíveis para uma bela descoberta: o teledisco de Enough e uma performance de Send.



terça-feira, fevereiro 17, 2026

As ruas de Minneapolis, por Bruce Springsteen

As acções brutais das forças do ICE (Immigration and Customs Enforcement) na cidade de Minneapolis, com o saldo trágico de duas vítimas mortais, Alex Pretti e Renee Good, levaram Bruce Springsteen a escrever Streets of Philadelphia.
Fazendo recordar a energia de outros momentos emblemáticos da obra de Springsteen — de The River (1980) a The Rising (2002) —, momentos em que a consciência social se exprime através de um discurso visceralmente político, eis a canção na chamada radio mix; o teledisco (ou lyric video, se preferirem) tem assinatura de Thom Zimny.
 

sexta-feira, fevereiro 13, 2026

Wish You Were Here — o teledisco

Na história das imagens e dos sons dos Pink Floyd, o filme Pink Floyd: Live at Pompeii (1972) ocupa um lugar central. Filmados por uma equipa dirigida por Adrian Maben, aí descobrimos o quarteto que estava a trabalhar em The Dark Side of the Moon (1973) — Roger Waters, David Gilmour, Richard Wright e Nick Mason — numa extraordinária performance realizada num anfiteatro romano das ruínas de Pompeia... sem espectadores.
Restaurado em 4K, o filme/concerto vai ser reeditado em Blu-ray, com lançamento marcado para 27 de fevereiro. Em paralelo, a banda pôs a circular um outro restauro: o teledisco (se é que na altura a palavra se aplicava...) de Wish You Were Here, tema-título do álbum que surgiria em 1975 — impecável.
 

segunda-feira, fevereiro 09, 2026

Taylor Swift, Opalite

Na companhia de um elenco de vedetas, incluindo Graham Norton, Cillian Murphy e Domhnall Gleeson, Taylor Swift protagoniza e realiza o teledisco de Opalite, o segundo de temas do seu álbum The Life of a Showgirl. Recuperando sinais da iconografia da década de 1990 (a começar pelo anúncio televisivo de uma poção mágica...), eis uma celebração festiva de uma cultura pop em que a tradição persiste como matéria ambígua, porque sujeita a permanentes transfigurações formais e simbólicas — com permanente sentido de auto-ironia.
 

sexta-feira, janeiro 09, 2026

10 discos de 2025 [9]

* JOHN FIELD - COMPLETE NOCTURNES, Alice Sara Ott

Eis um laço artístico e simbólico que importava redescobrir e, mais do que isso, dar a ouvir: na sua depurada beleza, os 18 Nocturnos compostos pelo irlandês John Field (1782-1837) foram uma inspiração e, por assim dizer, uma premonição essencial para os 21 Nocturnos de Frédéric Chopin (1810-1849). Revisitadas por Alice Sara Ott, por certo uma das mais sofsticadas pianistas da actualidade (entenda-se: de uma sofisticação de absoluta sobriedade), as 18 peças conseguem a proeza de nos colocar num tempo de fascinantes ambivalência artísticas, até porque a Deutsche Grammophon encenou algumas delas em telediscos de inequívoco gosto pop — eis o Nº 14.
 

[ Patti Smith ] [ Taylor Swift ] [ Ryan Adams ] [ Lucy Dacus ] [ Ambrose Akinmusire ] [ Haim ]
[ Jonny Greenwood ] [ Bruce Springsteen ]

terça-feira, dezembro 02, 2025

Bedtime story & stories

Bedtime Story (singular) é, seguramente, a canção de Madonna sustentada pela produção tecnicamente mais sofisticada da sua coleção de telediscos. É também o emblema do álbum Bedtime Stories (plural), agora relançado em edição Deluxe — subtítulo The Untold Chapter, com o alinhamento original + uma série de remixes — para assinalar o seu 30º aniversário. Altura certa para revermos o dito teledisco, obra-prima assinada por Mark Romanek.
 

sábado, novembro 29, 2025

Brandi Carlile, Opus 8

Utópico? Distópico? Com o tema Human, Brandi Carlile baralha (e volta e dar as regras) das nossas lendas graças a um sedutor teledisco apocalíptico, ma non troppo, assinado por Floria Sigismondi (autora, por exemplo, de Dead Man Walking, de David Bowie) — é uma das canções de Returning to Myself, oitavo álbum de estúdio da cantora norte-americana.
 

sexta-feira, novembro 28, 2025

In memoriam
— Udo Kier (1944 - 2025)

Carne para Frankenstein (1973)

Actor de múltiplas transfigurações, vividas a partir de um pathos de pose austera e enigmática, o alemão Udo Kier faleceu no dia 23 de novembro, em Palm Springs — contava 81 anos. Como um puzzle em eterna reconversão, a sua filmografia resulta de encontros com os mais diversos autores, de Paul Morrissey (Carne para Frankenstein, 1973) até Kleber Mendonça Filho (Bacurau e O Agente Secreto, respectivamente de 2019 e 2025), passando por Lars von Trier (Dogville, 2003) — sem esquecer, claro, as várias colaborações com Rainer Wertner Fassbinder, incluindo A Terceira Geração (1978).
Qual fantasma acolhedor, contracenou com Madonna, sob a direcção de Bobby Woods, no teledisco de Deeper and Deeper (1992).
 

>>> Obituário em The Guardian.
>>> Udo Kier na Wikipedia.

sexta-feira, novembro 14, 2025

Rosalía, Opus 4

Cruzamento de culturas? Enfim, convenhamos que a expressão pode servir (e tem servido) para um pouco de tudo — das genuínas experiências de contaminação de formas, estéticas e narrativas, até à exploração demagógica de um "ecumenismo" que se vende bem em certos espaços televisivos e, claro, nos enredamentos "sociais" que nos querem impor.
Celebremos, por isso, a excepção da espanhola Rosalía, apostando na afirmação das suas raízes musicais, ao mesmo tempo que procura integrar inspirações e influências de outras paisagens, e também outras vozes. Assim, no seu quarto álbum de estúdio, Lux, na lista de convidados encontramos a portuguesa Carminho, a islandesa Björk e o músico experimental americano Yves Tumor — os dois últimos participam em Berghain, contando também com a companhia da London Symphony Orchestra, tema, além do mais, servido por um feérico teledisco assinado por Nicolás Méndez.
 

sexta-feira, agosto 29, 2025

David Bowie e Mick Jagger, agora em 4K

Dancing in the Street, tema emblemático de Martha and the Vandellas, em 1964, foi um dos símbolos do Live Aid, há 40 anos (13 julho 1985), na interpretração de uma dupla genial: David Bowie/Mick Jagger. A sua performance surgiu nos ecrãs dos estádios de Londres e Filadélfia que acolheram o concerto, num teledisco assinado por David Mallet. Agora num primoroso restauro em 4K, surgiu também numa versão "complementar", um pouco à maneira de um clássico making of — eis as duas versões.
 

sexta-feira, agosto 15, 2025

The Cranberries, 30 anos depois

É o álbum de Zombie, mas também de Ode to My Family e Dreaming My Dreams (em baixo, numa performance de 1994 na BBC, no programa Later... with Jools Holland): No Need to Argue, nº2 na discografia dos irlandeses The Cranberries, surgiu em finais de 1994, reaparecendo agora numa edição Deluxe comemorativa dos seus 30 anos — mantém-se a imagem da banda no sofá que, afinal, já tinha sido usado na capa de Everybody Else Is Doing It, So Why Can't We? (1993), álbum de estreia da banda irlandesa — enjoy.
 

domingo, agosto 10, 2025

The Favors, The Hudson

Ele é Finneas (irmão de Billie Eilish), ela Ashe — ou seja, The Favors. O seu primeiro álbum, The Dream (19 set.), promete nostalgia romântica e sofisticação pop. Cartão de visita: The Hudson.
 

terça-feira, agosto 05, 2025

The Soft Boys, 45 anos depois

Liderados pelo guitarrista Robyn Hitchcock (nascido em Londres, em 1953), os ingleses The Soft Boys, formados em Cambridge no ano de 1976 têm uma história de vários "revivalismos", mas o essencial da sua odisseia pós-punk & psicadélica concentra-se nos anos dos seus três álbuns emblemáticos: A Can of Bees (1979), Underwater Moonlight (1980) e Nextdoorland (2002).
Daí a efeméride que se comemora: Underwater Moonlight está a fazer 45 anos e tem direito a reedição (ainda) mais carregada de sugestões políticas. De tal modo que o teledisco desse tema lendário que é I Wanna Destroy You foi refeito com imagens do nosso aqui e agora, criando um curto-circuito de significações que nos envolve na sua poética em permanente desconstrução — um clássico, pois claro.

I wanna destroy you
(...)
I feel it coming on again
Just like it did before
They feed your pride with boredom
And they lead you on to war
The way you treat each other
Really makes me feel ill
Cause if you want to fight
Then you're just dying to get killed
I wanna destroy you
(...)
A pox upon the media
And everything you read
They tell you your opinions
And they're very good indeed
I wanna destroy you
And when I have destroyed you
I'll come picking at your bone
And you won't have a single atom left
To call your own
I wanna destroy you
(...)
Wanna destroy you
(...)

domingo, junho 29, 2025

Lorde, Opus 4

A neozelandesa Ella Marija Lani Yelich-O'Connor está de volta. E porque Virgin é o quarto álbum de Lorde, porque as suas canções parecem, mais do quer nunca, conciliar instrospeção e exploração formal, enfim, porque a cantora tem 28 anos, apetece dizer que a sua carreira está na fase da maturidade plena. Talvez. O certo é que, se regressarmos às origens (o seu primeiro álbum, Pure Heroine, surgiu em 2013), poderemos sentir que há nela um misto de precisão e obsessão que, desde muito cedo, a definiu como trovadora dos amores perdidos, porventura de perdição. Veja-se e escute-se What Was That.
 

segunda-feira, abril 28, 2025

Haim: mais uma nova canção
em teledisco de Bradley & Pablo

Chama-se I Quit o novo álbum das Haim, com lançamento agendado para 20 de junho. Entretanto, continuam a aparecer as novas canções, agora uma bela aventura/desventura romântica num teledisco de subtil aglidade com assinatura dos britânicos Bradley & Pablo — eis Down to Be Wrong.

terça-feira, abril 15, 2025

Pulp, Spike Island

Vinte e quatro anos depois de We Love Life (2001), os Pulp têm um novo álbum — chama-se More e chegará às lojas a 6 de junho. Spike Island, o primeiro single combina a nostalgia das imagens com as manipulações da Inteligência Artificial.
 

domingo, abril 13, 2025

Stereolab, hologramas & etc.

Na trajectória da banda do inglês Tim Gane e da francesa Lætitia Sadier havia um hiato iniciado em 2010, ano do lançamento de Not Music, o seu décimo álbum de estúdio. Mas os Stereolab não se reformaram. Assim, passados 15 anos, a 23 de maio irá surgir Instant Holograms On Metal Film, álbum que começa a conquistar-nos através do seu título... hologramático & metalizado. Além do mais, a canção de apresentação, Aerial Troubles, surge encenada num prodigioso teledisco cuja invenção formal celebra as maravilhas deste nosso mundo material & digital — a realização tem assinatura do francês Laurent Askienazy.