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sábado, agosto 24, 2024

Ty Segall, percussão & melodia

[AP]

Depois de Three Bells, lançado no começo de 2024, o californiano Ty Segall tem já um novo álbum: Love Rudiments (a lançar no dia 30 de agosto). Como se prova pelo tema The Dance, a percussão é, ou pode ser, a mais melódica das artes.

domingo, janeiro 28, 2024

Ty Segall, opus 15

O 15º álbum do americano Ty Segall, Three Bells, é mais uma prova eloquente de um método obsessivo: preservar a rudeza poética do garage rock, instilando-lhe um risco experimental que faz com que seja impossível adivinharmos o que vem a seguir — não apenas o álbum seguinte, entenda-se, mas a canção que se segue a outra canção dentro do mesmo álbum. Eis um exemplo "trovadoresco" daquele que é um dos primeiros grandes registos discográficos de 2024: My Room, realizado por Matt Yoka e Ty Segall.

quarta-feira, abril 01, 2020

Ty Segall oferece EP para download

Poeta não alinhado do rock mais primitivo (ou mais futurista, se for esse o caso), o californiano Ty Segall (n. 1987) é um admirador militante do novaiorquino Harry Nilsson (1941-1994). E não apenas porque uma canção de Nilsson, Everybody's Talkin', ficou ligada a O Cowboy da Meia-Noite (1969), de John Schlesinger, título fundamental na reconversão crítica de Hollywood, já lá vai meio século; sobretudo porque Segall reconhece nele a lhaneza de um rock cuja respiração tradicional não exclui os riscos da experimentação nem procura justificações que estejam para lá das suas posses.
De tal modo que, em tempos de reclusão, decidiu gravar um tributo ao seu ídolo, um EP intitulado Segall Smeagol, com temas de Nilsson Schmilsson (1971), talvez o maior sucesso da discografia do homenageado. A proposta envolve uma recriação de seis temas, incluindo os sucessos Coconut e Jump into the Fire, tudo com uma capa que cita a pose de Nilsson no seu álbum — pode escutar-se aqui em baixo.
Mais ainda: Segall Smeagol está disponível para download gratuito no site da Bandcamp.

quinta-feira, outubro 19, 2017

Ty Segall a cores

Não, não é uma imitação naïf da geometria colorida de Piet Mondrian. São as capas dos dois mais recentes singles do incansável Ty Segall, ainda e sempre a viver em paisagens que integram o país do punk e o arquipélago do psicadelismo. Este ano, Segall já nos tinha surpreendido com um álbum chamado... Ty Segall. Agora, o verde diz respeito a Alta, o amarelo a Meaning — recomenda-se vivamente, mesmo a daltónicos.



segunda-feira, janeiro 05, 2015

30 discos de 2014 (J. L.)

Foi o ano da plena revelação de um dos álbuns mais electrizantes de Miles Davis: Miles at the Fillmore reúne os sons de quatro dias (17/20 Junho 1970) no Fillmore East, Nova Iorque, levando-nos a redescobrir um artista de génio numa encruzilhada fascinante entre o património acumulado e a vertigem da experimentação: é um álbum sem tempo, clássico pela excelência, moderno em qualquer conjuntura — e se é preciso escolher um disco do ano, este será o meu.
Em todo o caso, que o leitor não se iluda com a abundância, porventura deselegante, desta lista. Não são 30 discos porque queira fazer valer a quantidade. O excesso é, aqui, sintoma das próprias limitações que não posso deixar de me reconhecer: acredito que não ouvi com a devida atenção (ou, pura e simplesmente, não ouvi) muitos outros que, por certo, mereciam um destaque neste balanço. Digamos que estes podem condensar um panorama de géneros (e séculos!) cujos contrastes nos levam a experimentar a deslocação criativa das próprias fronteiras musicais — didacticamente, ou talvez não, aqui ficam por ordem alfabética dos respectivos títulos.

* The Art of Conversation, KENNY BARRON & DAVE HOLLAND



* Charlie Haden & Jim Hall, CHARLIE HADEN & JIM HALL

* Familiars, THE ANTLERS


* Gary Clark Jr. Live, GARY CLARK JR.

* Gist Is, ADULT JAZZ

* Gone Girl, TRENT REZNOR & ATTICUS ROSS

* The Great Lakes Suites, WADADA LEO SMITH

* High Hopes, BRUCE SPRINGSTEEN



* Last Dance, KEITH JARRETT / CHARLIE HADEN

* Macroscope, THE NELS CLINE SINGERS

* Manipulator, TY SEGALL

* Meshes of Voice, SUSANNA / JENNY HVAL


* The Rite of Spring, THE BAD PLUS

* Road Shows, Vol. 3, SONNY ROLLINS

* Ryan Adams, RYAN ADAMS

* Singles, FUTURE ISLANDS

* Small Town Heroes, HURRAY FOR THE RIFF RAFF

* Songs, DEPTFORD GOTH

* Spark of Life, MARCIN WASILEWSKI TRIO & JOAKIM MILDER

* Stravinsky: Le Sacre du Printemps & Petrouchka, LES SIÈCLES / FRANÇOIS-XAVIER ROTH


* To Be Kind, SWANS

* Trialogue, WESSELTOFT SCHWARZE BERGLUND

* Ultraviolence, LANA DEL REY

terça-feira, setembro 09, 2014

Ty Segall: colagens surrealistas

Ty Segall continua a oferecer-nos proezas várias em torno do álbum Manipulator. Chega-nos agora o teledisco do tema-título, realizado por Matt Yoka e posto a circular nas páginas do New York Times. Os resultados, de adequada inspiração surrealista, possuem também a agilidade de uma colagem pop — tudo vintage, incluindo a música (para os apreciadores, há também uma versão interactiva).

segunda-feira, setembro 01, 2014

Ty Segall reinventa Ty Segall

Como é que alguém que se define a partir da herança punk, ao mesmo tempo que sabe integrar uma ambígua fidelidade aos clássicos, se inscreve na cena da música dita alternativa?... Pois bem, reinventando-se como alternativa a si próprio: Ty Segall é esse poço de energia que, através do álbum Manipulator, se afirma como personalidade marcante de uma sensibilidade em que as arestas mais agressivas do som garage se podem aproximar da herança mais lírica dos Beatles. Impossível? Aqui ficam mais algumas sugestões de (re)descoberta de Ty Garrett Segall, nascido a 8 de Junho de 1987, em Santa Clara County, California.

>>> Wave Goodbye, do álbum Slaughterhouse> (2012), da Ty Segall Band.


>>> Performance acústica na rádio KEXP, de Seattle, a 4 de Agosto de 2013.


>>> Video promocional do álbum Manipulator.

quinta-feira, agosto 21, 2014

Ty Segall, o próprio

Vivemos tempos de todos os cruzamentos e influências. De tal modo que, por vezes, parece que alguns artistas e bandas apenas têm para oferecer o catálogo das referências que os inspiraram... Dito de outro modo: como manter a fidelidade a si próprio? Uma resposta possível: Ty Segall.
Californiano, 27 anos, Ty Segall é um daqueles trabalhadores incansáveis que vai acumulando álbuns e colaborações em bandas de existência mais ou menos efémera, explorando um som agreste e poético que se mantém fiel à sua energia mais visceral, situada algures numa província remota do pós-punk, mesmo não desdenhando as mais inusitadas inspirações — enfim, se os Beatles tivessem continuado numa via de banda psicadélica, digamos que, quase meio século depois de Lucy in the Sky With Diamonds, soariam assim... Oops!
Simplifiquemos. E lembremos que está a aparecer o novo álbum de Ty Segall, Manipulator, disponível para audição integral na NPR. Aqui fica o som de uma das suas canções, Feel — e quem vier atrás, que não feche a porta.

quinta-feira, janeiro 17, 2013

Ty Segall: a pele, o tacto

Até que ponto uma imagem pode ser táctil? Ou ainda: de que modo uma imagem nos dá a ver o corpo, a matéria e as vibrações da sua pele?
Questão musical, talvez. Pelo menos, é isso que podemos apostar a partir do magnífico teledisco de Thank God For Sinners, de Ty Segall, dirigido por Matt Yoka — a canção pertence ao álbum Twins, acontecimento marcante de 2012, revelando uma faceta mais de um criador de muitas bandas e instrumentos, arriscando em zonas de confluência feliz entre a herança punk e a crueza do som garage.