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sexta-feira, abril 25, 2025

A herança de Prince
* SOUND + VISION Magazine [FNAC — hoje, 26 abril]

O álbum Around the World in a Day, de Prince, foi lançado há 40 anos. É um bom momento para revisitarmos as suas imagens e sons, redescobrindo sinais multifacetados de uma herança musical (e não só) que continua viva no nosso presente.

>>> FNAC Chiado — hoje, 26 abril (17h00).

domingo, novembro 24, 2019

Prince na FNAC

Na nossa mais recente sessão na FNAC [23 Nov.], percorremos memórias justificadas por algumas reedições musicais (recheadas de inéditos), começando por 1999 (1982), um álbum emblemático de Prince, e passando também pelos universos de David Bowie, George Michael e Leonard Cohen. Eis alguns dos videos apresentados.

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Próxima sessão:

SOUND+VISION Magazine
Rolling Stones: "Let it Bleed", 50 anos

Foi o último álbum dos Rolling Stones em que Brian Jones ainda participou: assinalamos os 50 anos do lançamento de Let it Bleed, evocando os caminhos criativos da banda, em estúdio e em palco.

* FNAC, Chiado — 14 Dezembro (18h30).

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>>> Prince (Little Red Corvette) + David Bowie (Wide Eyed Boy from Freecloud 2019) + George Michael (This Is How (We Want You to Get High)).





sábado, novembro 23, 2019

Prince: 1982, 1999, 2019
— SOUND + VISION Magazine [ hoje, 23 Nov. ]

A reedição do álbum 1999 (1982), um clássico da discografia de Prince, é pretexto para viajarmos através de memórias musicais (mas também cinematográficas...) que continuam a regressar ao mercado — Leonard Cohen não será esquecido.

* FNAC, Chiado — hoje, 23 Novembro (18h30).

sexta-feira, outubro 18, 2019

Prince: "demo" inédito

Foi a 19 de Outubro de 1979 que surgiu Prince, o segundo álbum de estúdio do príncipe de Minneapolis. Para assinalar a data, os gestores do património do cantor divulgaram um "demo" inédito de I Feel for You, tema desse álbum que, curiosamente, teria maior divulgação na voz de Chaka Khan, num álbum de 1984 cujo título coincide com o da canção  [notícia: Rolling Stone].
A gravação, em cassete, terá sido feita em 1978-1979, tinha Prince 20 anos — é um exercício paradoxal de contenção exuberância que vale a pena escutar em paralelo com o registo que está no álbum de Prince e, por fim, a versão de Chaka Khan.





terça-feira, julho 24, 2018

* Prince + Michael Jackson
— SOUND + VISION Magazine, FNAC [hoje]

Entre a realidade e a mitologia, Prince e Michael Jackson são dois nomes fundamentais da música popular; ambos completariam 60 anos em 2018 — numa das nossas habituais sessões na FNAC, propomos uma viagem/celebração através de memórias feitas de imagens e sons.

* FNAC (Chiado) — hoje, 24 Julho, 18h30

sexta-feira, junho 08, 2018

Prince, um piano e um microfone

Do cofre de Prince (que teria completado 60 anos a 7 de Junho) continuam a brotar pequenos grandes prodígios. Depois de Nothing Compares 2 U, aí está Mary Don't You Weep, um espiritual que Prince registou em casa, apenas recorrendo a um piano e um microfone — integra um álbum de registos inéditos que surgirá a 21 de Setembro, com toda a objectividade intitulado Piano & A Microphone 1983 [Rolling Stone]. Mary Don't You Weep ouve-se no genérico final do mais recente filme de Spike Lee, BlacKkKlansman, Grande Prémio do último Festival de Cannes.

quinta-feira, abril 19, 2018

Prince — uma gravação inédita

Apesar de não estarem resolvidas as questões relacionadas com a gestão da herança de Prince, por certo de infinita complexidade jurídica, a sua música permanece como coisa da actualidade. Hoje mesmo, através da divulgação de um inédito: uma gravação de 1984 do seu hit Nothing Compares 2 U (que, como sabemos, se tornaria uma das mais fortes marcas artísticas de Sinéad O'Connor). É certo que, a partir de certa altura, a canção foi presença regular nos concertos de Prince, mas este registo tinha permanecido por divulgar — o respectivo teledisco, particularmente hábil na forma de encenação de uma performance de que não existem imagens, foi montado a partir de arquivos de ensaios de Prince & The Revolution [NPR].

sexta-feira, setembro 29, 2017

"Purple Rain" pelos London Grammar

Hannah Reid [foto], Dominic 'Dot' Major e Dan Rothman, isto é, os London Grammar estiveram no Live Lounge da BBC Radio 1 para enfrentar um desafio nada simples: interpretar o clássico Purple Rain, de Prince — prevaleceram rigor e sobriedade.

segunda-feira, agosto 28, 2017

Prince & Batman

Os telediscos de Prince continuam a (re)aparecer na Net. E o menos que se pode dizer é que, mesmo não esquecendo o muito que ele resistiu a tal divulgação, a sua circulação apenas tem servido para reafirmar o seu génio. Será que poderia ser de outra maneira?...
Aí estão, então, Batdance e Partyman, ambos da banda sonora do Batman (1989), de Tim Burton, o filme que inaugurou a era moderna do Homem Morcego no cinema. A sua energia funk, encenada através de uma espantosa energia orquestral, corresponde a um tempo de prodigiosa criatividade — mais concretamente, depois de Lovesexy (1988), antes de Graffiti Bridge (1990). Com direcção de Albert Magnoli e coreografia de Barry Lather, os telediscos são também um exemplo modelar de figuração "roubada" à iconografia de Batman — citação e apropriação, eis a questão.



domingo, julho 09, 2017

Prince — novos velhos telediscos

São paradoxais e acidentadas as relações de muitos criadores musicais com a Internet. Prince, por exemplo: é lendária a sua resistência à difusão dos seus registos audiovisuais na Internet, em particular no YouTube. Agora, pouco mais de um ano depois do seu desaparecimento, em paralelo com a reedição do álbum Purple Rain, alguns dos seus telediscos e registos ao vivo voltam a ter vida pública.
Como noticia a NPR, são cinco canções de Purple Rain, precisamente, que renascem nos espaços do YouTube e Vevo. O teledisco de When Doves Cry, por exemplo, foi dirigido pelo próprio Prince e inclui imagens do filme homónimo (Albert Magnoli, 1984).

segunda-feira, junho 26, 2017

"Purple Rain", 2017

Quando Prince faleceu (a 21 de Abril de 2016), a reedição de Purple Rain (1984) era um dos muitos projectos em que estava envolvido — Purple Rain [Deluxe Expanded Edition] aí está como assombroso resultado de tal processo: uma antologia CDs + DVD que, para além da remasterização do álbum original, oferece materiais alternativos e canções inéditas (pelo menos em registos oficiais), naquela que é a primeira grande revelação de um "cofre" que, tudo indica, continuará a alimentar muitas edições mais ou menos surpreendentes.
Dito de outro modo: aquilo que foi, na origem, a colecção de canções de um filme, dirigido por Albert Magnoli, em 1984 (com 25 milhões de cópias, continua a ser a sexta banda sonora mais vendida de sempre), renasce agora como um esplendoroso monumento musical — por certo, uma das reedições do ano.
Aqui fica um dos inéditos, The Dance Electric, e um video oficial da NFL, dedicado à espantosa performance de Prince na 41ª edição do Super Bowl, a 4 de Fevereiro de 2007, concluída, justamente, com Purple Rain.



quarta-feira, janeiro 11, 2017

De que falamos quando falamos dos mortos?

Harriet Andersson
LÁGRIMAS E SUSPIROS (1972), de Ingmar Bergman
Como lidamos com os nossos mortos? Que cultura jornalística e mediática rege a nossa relação com o silêncio da morte? — este texto foi publicado no Diário de Notícias (2 Janeiro), com o título 'Quando encontramos o silêncio'.

Ao longo de 2016, a sucessão de mortes de grandes figuras do espectáculo foi alimentando uma pobre religião mediática. David Bowie e Prince, Leonard Cohen e George Michael surgiram envolvidos num determinismo simbólico (em grande parte induzido pela agitação “social” da Internet) desembocando numa pueril perplexidade: que sentido devemos atribuir à avalanche de notícias fúnebres? Entretanto, a morte, em dois dias consecutivos, de Carrie Fisher e sua mãe Debbie Reynolds, agravou as invocações mais ou menos metafísicas — era preciso que as notícias “explicassem” a proximidade de tantos obituários.
Há em tudo isto uma formatação emocional que importa identificar. Será que só sabemos lidar com as imagens dos mortos se as integrarmos numa narrativa que confira algum sentido ao seu desaparecimento? E se a morte for essa “coisa” estúpida que esvazia todos os sentidos, expondo a nossa primordial vulnerabilidade?
Carrie Fisher e Debbie Reynolds
Poderíamos, aliás, perguntar por que passou a haver uma hierarquia informativa dos que morrem. Não para discutir prioridades ou privilégios. Bem pelo contrário. Acontece que 2016 foi também o ano em que, entre muitas outras pessoas excepcionais, faleceram Jacques Rivette, Harper Lee, Umberto Eco, Michael Cimino, Abbas Kiarostami, Edward Albee, Michèle Morgan... Será que o luto pela sua perda é dispensável? Ou só lhes reconheceríamos importância se as televisões gastassem horas a dizer tudo e coisa nenhuma sobre os seus talentos?
A ironia insinua-se em tudo isto, mas importa resistir-lhe. No fundo, deparamos com a fragilidade de uma cultura saturada de imagens, cada vez mais carecida de dimensão humana: duas mortes próximas no tempo são forçadas a “conter” um enigma que, supostamente, o jornalismo irá revelar ao mundo?
As perguntas multiplicam-se: de onde provém o impulso mediático que faz com que sejamos compelidos a canonizar a existência de quem morreu? O branqueamento das tensões e conflitos inerentes a qualquer biografia é uma boa maneira de administrar a herança de alguém que já não está connosco?
A nossa cultura virtual sente-se atraída por tudo o que é catastrófico (observe-se a proliferação de filmes com super-heróis sempre em missão para nos salvar do apocalipse), mas não sabe como lidar com o silêncio da morte — esse silêncio que nos deixa sem palavras nem imagens. Penso no filme Lágrimas e Suspiros (1972), de Ingmar Bergman, e na sua história de alguém que vai morrer. Há nele uma pulsão de vida que nos pode ajudar a sermos dignos daqueles que nos faltam.

segunda-feira, maio 09, 2016

Recordando "Purple Rain" (o filme)

No dia 6 de Maio, o filme Purple Rain, com Prince, foi objecto de uma breve reposição em cinemas de Lisboa e Porto — este texto foi publicado nesse mesmo dia, no Diário de Notícias, com o título 'Quando Prince experimentou o universo cinematográfico'.

Queixamo-nos, por vezes, e com razões muito objectivas, da inércia do mercado cinematográfico face ao imprevisto da actualidade. De facto, podemos imaginar as mais diversas formas de programação apostadas em corresponder aos temas decorrentes das notícias (e não apenas do mundo do cinema). Esta semana temos uma excepção que vale a pena sublinhar: evocando Prince (falecido a 21 de Abril), os cinemas UCI do El Corte Ingles (Lisboa) e Arrábida (Porto) vão exibir amanhã o filme Purple Rain (dia 6: 19h00 e 21h30).
Sem que isso minimize o génio musical de Prince Rogers Nelson (bem pelo contrário... ), talvez seja pedagogicamente útil relembrar que a sua herança cinematográfica está longe de ser brilhante. Ao mesmo tempo, não deixa de ser uma herança sintomática do seu sentido visionário: numa altura de espectacular reconversão dos parâmetros do universo musical, nomeadamente através do aparecimento da MTV (cujas emissões tinham arrancado em Agosto de 1981), Prince foi um dos primeiros — a par de Madonna, David Bowie ou os Rolling Stones — a compreender a importância de uma diversificação visual e mediática em que, obviamente, muito antes do YouTube ou Facebook, o cinema emergia como o território principal.


Purple Rain surgiu, assim, em 1984, como veículo de celebração da imagem de Prince, criador e intérprete de canções. Rezam as crónicas que o conceito foi desenvolvido ao longo da digressão de lançamento do álbum 1999 (o quinto da sua discografia, lançado em 1982), envolvendo a criação de um enredo mais ou menos romanesco, centrado na personagem de Prince (“The Kid”), um músico de Minneapolis, e em particular no seu romance com a cantora Apollonia, nome derivado da própria intérprete, Apollonia Kotero (a que Prince dera a liderança do grupo vocal Apollonia 6, por sua vez uma reinvenção de Vanity 6).
A realização de Alberto Magnoli, também responsável pela história (em colaboração com William Blinn), obedece a uma lógica “descritiva” em que as peripécias do argumento (muito ligeiras, por vezes algo desconexas) são sempre menos importantes do que os momentos especificamente musicais. “The Kid” é, assim, uma figura em permanente deambulação na sua emblemática moto Honda CM400 (modelo lançado em 1981), encarnando uma certa nostalgia cinéfila “on the road” (Easy Rider surgira em 1969) que, em todo o caso, desta vez, se projecta por inteiro na celebração da música.
Purple Rain foi mesmo um caso exemplar de colaboração estratégica dos mercados musical e cinematográfico, já que o filme surgiu nas salas dos EUA a 27 de Julho de 1984, um mês e dois dias depois do lançamento do álbum homónimo. Para a história, Purple Rain ficou como uma primorosa colecção de canções, incluindo o tema-título e ainda, por exemplo, Let’s Go Crazy, When Doves Cry e I Would Die 4 You. Nas salas portuguesas, o filme surgiu em 1985 como Viva a Música! — um título não muito inspirado que, agora, em todo o caso, pode resumir a nossa admiração pela herança de Prince.

segunda-feira, maio 02, 2016

SOUND + VISION Magazine
— sessão especial PRINCE [5 Maio]

A música, a imaginação e o imaginário de Prince serão temas de uma sessão especial do SOUND + VISION Magazine — dia 5 de Maio, 18h30, na FNAC do Chiado.

Para ler: que impacte terão Prince
e Beyoncé no serviço Tidal?

Não tem a amplitude de alcance de outros serviços, mas apresenta alguns exclusivos como trunfo. Uma boa reflexão sobre as reais potencialidades e futuro do Tidal.

Podem ler aqui.

sexta-feira, abril 29, 2016

7 versões de canções de Prince [3]

[ 1 ]  [ 2 ]

A dimensão jazzística da obra de Prince não foi um mero adorno. Além do mais, sintomaticamente, encontrou ecos muito concretos no trabalho de alguns mestres. No caso de Thieves In the Temple, é Herbie Hancock, em luxuriante companhia — Michael Brecker (saxofones), John Scofield (guitarras), Dave Holland (baixo acústico), Jack DeJohnette (bateria) e Don Alias (percussão) —, que propõe uma primorosa versão que parece ter sido composta directamente para o seu piano. A canção pertence ao álbum Graffiti Bridge (1990), banda sonora do filme com o mesmo título; Hancock inclui a sua versão em The New Standard (1996), ao lado, por exemplo, de Mercy Street (Peter Gabriel), Norwegian Wood (Lennon, McCartney) e All Apologies (Kurt Cobain).

quinta-feira, abril 28, 2016

"Purple Rain" por um dia
nos cinemas UCI

O filme de 1984, que teve um peso marcante na projeção de Prince para um estatuto de estrela global, vai voltar a ser exibido comercialmente entre nós na próxima semana. Purple Rain estará em exibição no dia 6 de maio nos cinemas UCI de Lisboa e Porto, em sessões às 19.00 e 21.30.
Realizado por Albert Magnoli e protagonizado por Prince, o filme apresenta alguns traços autobiográficos do músico que, aqui, fazia a sua estreia no grande ecrã. Prince interpreta a figura de "The Kid”, um jovem talentoso e problemático vocalista de uma banda de Minneapolis.

Bruce Springsteen evoca Prince

Grande e comovente homenagem: em concerto no Barclays Center, em Brooklyn, Nova Iorque (23 Abril), Bruce Springsteen e The E Street Band evocaram Prince, numa performance em que, desde a música às luzes do palco, predominou a cor púrpura — eis o registo de Purple Rain, a abrir o espectáculo [a não perder: a magnífica crónica de Caryn Rose, no site da NPR]. Além do mais, no seu site, Bruce oferece o respectivo download.

quarta-feira, abril 27, 2016

7 versões de canções de Prince [2]

[ 1 ]

Porventura uma escolha menos óbvia no catálogo dos experimentais e electrónicos Art of Noise, Kiss surgiu transfigurado numa batida obviamente indissociável do seu novo intérprete: Tom Jones. A proeza, consagrada em single de 1988, afigura-se tanto mais admirável quanto esta era (e é) uma daquelas canções — do álbum Parade (1986) — que podem resumir o génio de composição e voz de Prince. Além do mais, a nova versão foi sustentada por um teledisco de muito simples, e também muito eficaz, energia visual.

sábado, abril 23, 2016

7 versões de canções de Prince [1]

Grande dama da soul, Etta James integrou Purple Rain (1984), do álbum homónimo de Prince, naquele que seria o seu penúltimo registo, All the Way (2006) — uma versão capaz de conciliar a fidelidade ao original com as singularidades de uma voz poderosa e inconfundível [registo com montagem de imagens da intérprete].