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segunda-feira, dezembro 04, 2023

Olivia Rodrigo: original, ma non troppo

Digamos, para simplificar, que a invenção iconográfica de algumas modernas, eventualmente pós-modernas, estrelas da música pop não é um prodígio de originalidade. Parece haver mesmo a preocupação (?) de ir fabricando amálgamas (mashups, dizem os especialistas da indústria) de experiências que, no seu tempo, se distinguiram por diferentes valores e peculiares significações.
Acontece agora com o teledisco de Get Him Back!, de Olivia Rodrigo: a multiplicação de figurações da protagonista não passa de uma variação, certamente ágil e sugestiva, de experiências que terão a sua cristalização mais sofisticada no teledisco de Come into My World, de Kylie Minogue, dirigido por Michel Gondry. Quando? Em 2002!
Acrescente-se que Get Him Back! foi realizado por Jack Ebert usando um iPhone 15 Pro. Tudo motivos de curiosidade — afinal, a história das formas audiovisuais é também um permanente processo de revisitação de referências do passado — que, em qualquer caso, não justificam que rasuremos as memórias.
 

sábado, setembro 17, 2011

Kylie x 5

Na primeira sessão do Queer Pop da corrente edição do Queer Lisboa 15 (apresentada pelos autores deste blog), o tema foi Kylie Minogue. Dos onze telediscos vistos e comentados, vale a pena recordar o emblemático Come Into My World (2002), dirigido por Michel Gondry. A multiplicação da cantora/personagem (o teledisco acaba quando aparece a sua "cópia" nº 5) é bem reveladora de um princípio prático e estético, indissociável do digital, transversal a diversos domínios artísticos: cada elemento figurativo pode gerar um número inusitado de clones.
Há, por isso, duas vias fundamentais para esta arte da repetição: a exibição do mero artifício técnico como se fosse um gadget "artístico"; ou a sua integração como instrumento de desafio e reflexão susceptível de gerar novas linguagens. Na sua desarmante simplicidade, o teledisco de Gondry pertence a esta segunda alternativa.

domingo, junho 27, 2010

Kylie Minogue: corpo a corpo

Primeiro single do novo álbum de Kylie Minogue (Aphrodite), All the Lovers tem um teledisco que celebra uma teatralidade dos corpos ainda não destruída pela banalização "erótica" dos mais correntes anúncios de telemóveis. Dirigido por Joseph Kahn (vale a pena visitar o seu espantoso site), All the Lovers (trailer em baixo) funciona como uma espécie de ritual pagão, cristalino e sem culpas. Nos tempos que correm, a proeza merece ser assinalada -- versão mais longa aqui.