Gótica, apocalíptica e norueguesa, Jenny Hval está de volta com o seu nono álbum de estúdio: Iris Silver Mist [4AD] parece reencontrar a nostalgia romanesca de algumas harmonias pop, o que, naturalmente, não exclui o mesmo enigmático fascínio. Eis o primeiro teledisco: To Be a Rose.
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sábado, maio 03, 2025
quarta-feira, setembro 11, 2019
Jenny Hval, acidentalmente
A melhor maneira de definir a música da norueguesa Jenny Hval será, talvez, não tentar defini-la... De uma envolvente metodologia poética, corporal e abstracta, aí está uma primeira canção do seu novo álbum, The Practice of Loven (13 Set.) — chama-se Accident e o teledisco tem assinatura de Zia Anger, com Barbara Anger como protagonista.
terça-feira, janeiro 10, 2017
A nudez segundo Jenny Hval
Depois de Apocalypse, Girl (2015), a norueguesa Jenny Hval marcou o ano de 2016 com o magnífico Blood Bitch, anunciado por Female Vampire. Da sua galeria de divagações físicas e metafísicas, surge agora o teledisco de The Great Undressing, realizado por Marie Kristiansen. Ou como filmar a nudez como apoteose do mais austero guarda-roupa — ironia, feminismo e risco imagético, não necessariamente por esta ordem.
Like capitalism
It works like unrequited love that way
It never rests
Just like I need the love I'm not getting from you
And all the people in the world
Are between you and I in that way
And in the way of love
You must be disgusted
But I need to keep writing because everything else is death
I'm self-sufficient, mad, endlessly producing
I don't need money, I just need your love
Or your approval, anything
Like capitalism
(...)
Any sign is a promise of love, of being exposed
A stage ritual undressing taking a place of consumation
I'm here writing, working, making myself
Available for love
Making myself available for love
Because I love you
I just need a sign
Any recognition is a reward
Because I love you
quarta-feira, julho 27, 2016
O romance segundo Jenny Hval
Depois de Female Vampire, a norueguesa Jenny Hval dá a conhecer um segundo tema do seu quarto álbum de estúdio, Blood Bitch (a lançar em Setembro) — a mesma precisão poética ao serviço da criação de uma ambiência tão física quanto surreal.
domingo, maio 29, 2016
Jenny Hval a caminho de um novo álbum
A inspiração, diz a norueguesa Jenny Hval, vem dos filmes de terror da década de 70 e desemboca num discurso pessoal de reflexão — "um moderno diário poético entre o efémero e a transcendência". Saberemos os resultados em Setembro, quando ela lançar o seu quarto álbum de estúdio, Blood Bitch, pouco mais de um ano decorrido sobre o magnífico Apocalypse, Girl. Para já, podemos descobrir o enigmático Female Vampire.
domingo, janeiro 24, 2016
Os melhores discos de 2015 [JL]
Aqui, ainda mais do que nos filmes, vejo-me compelido a solicitar a indulgência do leitor: "aquele" disco que outros classificam de incontornável (e não tenho nenhuma razão para duvidar), provavelmente não o ouvi... Em todo o caso, confesso algum cansaço pelo experimentalismo chic que circula um pouco por todo o lado, inevitavelmente favorecido pelos modos virtuais, virtualmente acelerados, de escuta da música.
Por isso também, devo reconhecer, com algum embaraço, mas sem sentimento de culpa, a minha fidelidade aos "velhos" que não páram de nos surpreender (até saíu o 100º álbum oficial de Frank Zappa!). Dito isto, deixo-vos a volatilidade da habitual lista, acompanhada por alguma música com imagens ou, se quiserem jogar com as palavras, alguma música imaginada — Even when the world turns its back on me / That could be a war, but I'm not Joan of Arc...
FADO PORTUGUÊS, Amália Rodrigues
DANCE ME THIS, Frank Zappa
REBEL HEART, Madonna
CREATION, Keith Jarrett
SAVE YOUR BREATH, Kris Davis Infrasound
HONEYMOON, Lana Del Rey
ALGIERS, Algiers
APOCALYPSE, GIRL, Jenny Hval
DODGE AND BURN, The Dead Weather
ABYSS, Chelsea Wolfe
>>> Lana Del Rey (Music To Watch Boys To) + Algiers (Black Eunuch) + The Dead Weather (I Feel Love (Every Million Miles)).
sábado, junho 06, 2015
O feminismo segundo Jenny Hval
Cerca de dois anos depois do fascinante e inclassificável Innocence Is Kinky, a norueguesa Jenny Hval está de volta com outro álbum de bizarras intimidades e proclamações políticas. O título, a ler como uma irónica derivação feminista, é todo um programa: Apocalypse, Girl — o cartão de visita chama-se That Battle Is Over.
segunda-feira, janeiro 05, 2015
30 discos de 2014 (J. L.)
Foi o ano da plena revelação de um dos álbuns mais electrizantes de Miles Davis: Miles at the Fillmore reúne os sons de quatro dias (17/20 Junho 1970) no Fillmore East, Nova Iorque, levando-nos a redescobrir um artista de génio numa encruzilhada fascinante entre o património acumulado e a vertigem da experimentação: é um álbum sem tempo, clássico pela excelência, moderno em qualquer conjuntura — e se é preciso escolher um disco do ano, este será o meu.
Em todo o caso, que o leitor não se iluda com a abundância, porventura deselegante, desta lista. Não são 30 discos porque queira fazer valer a quantidade. O excesso é, aqui, sintoma das próprias limitações que não posso deixar de me reconhecer: acredito que não ouvi com a devida atenção (ou, pura e simplesmente, não ouvi) muitos outros que, por certo, mereciam um destaque neste balanço. Digamos que estes podem condensar um panorama de géneros (e séculos!) cujos contrastes nos levam a experimentar a deslocação criativa das próprias fronteiras musicais — didacticamente, ou talvez não, aqui ficam por ordem alfabética dos respectivos títulos.
* The Art of Conversation, KENNY BARRON & DAVE HOLLAND
* Burn Your Fire for No Witness, ANGEL OLSEN
* Charlie Haden & Jim Hall, CHARLIE HADEN & JIM HALL
* Familiars, THE ANTLERS
* The Future's Void, EMA
* Gary Clark Jr. Live, GARY CLARK JR.
* Gist Is, ADULT JAZZ
* Gone Girl, TRENT REZNOR & ATTICUS ROSS
* The Great Lakes Suites, WADADA LEO SMITH
* High Hopes, BRUCE SPRINGSTEEN
* The Imagined Savior Is Far Easier to Paint, AMBROSE AKINMUSIRE
* In My Solitude: Live at Grace Cathedral, BRANDFORD MARSALIS
* Macroscope, THE NELS CLINE SINGERS
* Manipulator, TY SEGALL
* Meshes of Voice, SUSANNA / JENNY HVAL
* The Rite of Spring, THE BAD PLUS
* Road Shows, Vol. 3, SONNY ROLLINS
* Ryan Adams, RYAN ADAMS
* Small Town Heroes, HURRAY FOR THE RIFF RAFF
* Songs, DEPTFORD GOTH
* Spark of Life, MARCIN WASILEWSKI TRIO & JOAKIM MILDER
* Stravinsky: Le Sacre du Printemps & Petrouchka, LES SIÈCLES / FRANÇOIS-XAVIER ROTH
* This Is All Yours, ALT-J
* To Be Kind, SWANS
* Trialogue, WESSELTOFT SCHWARZE BERGLUND
* Ultraviolence, LANA DEL REY
Labels:
Adult Jazz,
Balanço do ano - 2014,
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Jazz,
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Ryan Adams,
The Antlers,
Trent Reznor,
Ty Segall
quinta-feira, agosto 01, 2013
Para descobrir Jenny Hval (5)
quinta-feira, julho 18, 2013
Para descobrir Jenny Hval (4)
[ 1 ] [ 2 ] [ 3 ]
Blood Flight e How Gentle — mais dois temas de Jenny Hval, neste caso de Viscera (2011), primeiro álbum em que a cantora e compositora norueguesa abandona a designação de Rockettothesky, adoptando o seu próprio nome. Ainda e sempre uma viagem por elementos naturais que se vão transfigurando em paisagens mais ou menos imaginadas ou imaginárias.
terça-feira, julho 16, 2013
Para descobrir Jenny Hval (3)
[ 1 ] [ 2 ]
Dois temas do primeiro álbum da norueguesa Jenny Hval, com a designação de Rockettothesky: Grizzly Man, em teledisco, e God Is Underwater, ao vivo, ambos do primeiro álbum To Sing You Apple Trees (2006) — uma deambulação intimista construída a partir de uma visão da natureza que apela sempre aos ritmos da fábula.
quinta-feira, julho 11, 2013
Para descobrir Jenny Hval (2)
[ 1 ]
Mais um tema para descobrirmos a norueguesa Jenny Hval, autora do magnífico Innocence Is Kinky. Neste caso, ainda sob a designação de Rockettothesky, numa sóbria e exemplar recriação do clássico Venus in Furs, dos Velvet Underground.
sábado, junho 29, 2013
Para descobrir Jenny Hval (1)
Um rápido bilhete de identidade: norueguesa, à beira de completar 33 anos (nasceu em Oslo, a 11 de Julho de 1980), Jerry Hval respondeu durante alguns anos pelo nome artístico de Rockettothesky. Como tal, gravou dois álbuns: To Sing You Apple Trees (2006) e Medea (2008). Depois, já em nome próprio, lançou Viscera (2011) e, há poucas semanas, Innocence is Kinky — detalhe a não menosprezar nos antecedentes (e desenvolvimentos) desta história: a produção de Innocence Is Kinky é de John Parish, colaborador de PJ Harvey.
Se a sua música se organiza como um espantoso exercício de colagem, capaz de preservar uma estranha fluência romanesca, o teledisco do tema que empresta o título a este último álbum é uma tocante exaltação do mais puro, e também mais pudico, realismo físico. Insisto na palavra: físico. Porquê? Porque em tempos das mais vergonhosas manipulações figurativas do corpo humano, comandadas pela sinistra ideologia da reality TV, Hval vem afirmar uma verdade da pele, dos músculos e dos cabelos que consagra algo que a mais corrente ideologia audiovisual sempre recalca: nenhuma nudez é uma forma de revelação seja do que for. Na verdade, despir um corpo é apenas deslocar o enigma da identidade, anunciando novas paisagens, misteriosas, ambíguas, mais ou menos indizíveis.
Sem insistir demasiado na calculada ironia simbólica do título, permito-me solicitar, por tudo isso, para já, a devida disponibilidade para este Innocence is Kinky — é uma das obras-primas do ano (digo eu...).
>>> Site oficial de Jenny Hval.
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