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quinta-feira, abril 14, 2016
Para ver: "High Rise",
dos 'storyboards' à imagem final
A (magnífica) adaptação ao grande ecrã de Arranha Céus, de J.G. Ballard, que ainda não parece ter estreia nacional garantida, foi alvo de atenção da revista Sight and Sound, que lhe dedicou uma capa. Aqui, neste post do site oficial da revista do BFI, podem ver alguns dos desenhos dos storyboards e imagens finais do filme, fazendo assim um retrato de como trabalhou a equipa de art direction.
Podem ver aqui.
sexta-feira, outubro 30, 2015
Para ler: quarenta andares de caos
num clássico de J.G. Ballard
Hoje escrevo sobre o romance Arranha-Céus, de J.G. Ballard, na Máquina de Escrever. Fica aqui o parágrafo de abertura do texto:
Tratemos as coisas pelos nomes. E ao assinalarmos a edição, pela Elsinore, de Arranha-Céus, de J.G. Ballard – estando já confirmados lançamentos, pela mesma chancela, de novas traduções de Crash e Kingdom Come – observamos algo que hoje em dia, salvo pontuais exceções, representa uma rara aposta do panorama livreiro português numa obra de ficção científica. Ficção científica? Então não é este o autor de Império do Sol (do qual, por estes lados, muito mais gente terá visto a adaptação ao cinema que lido o livro)? E não era ele mesmo um escritor que não gostava desse “rótulo”? Respondendo por partes… Sim, é o autor de Império do Sol, livro que transpira vivências autobiográficas de memórias de infância quando, aos 13 anos de idade, e em plena II Guerra Mundial, Ballard se viu fechado, com os pais, num campo de prisioneiros japonês em solo chinês. E sim, como tantos outros autores, era avesso a rótulos. Mas a verdade é que ambas estas dúvidas apontam a uma verdade comum. A violência a que foi submetido muito jovem ter-lhe-á sacudido do horizonte, mais cedo do que o habitual, um sentido de descrença no homem e neste mundo que habitamos. E é inevitável acreditar que foram essas as vivências que dele fizeram um dos autores mais marcantes na construção de uma visão mais assombrada do futuro próximo, observando (não muito distante) o final do século XX como um tempo não de esperança e luz, mas antes o palco para o fim do sonho tecnológico. Com ele, e apesar de no passado terem já surgido distopias como O Admirável Mundo Novo de Huxley ou 1984 de Orwell, a melancolia tolda de outra forma toda uma série de visões. E sim, falamos de ficção científica.
Tratemos as coisas pelos nomes. E ao assinalarmos a edição, pela Elsinore, de Arranha-Céus, de J.G. Ballard – estando já confirmados lançamentos, pela mesma chancela, de novas traduções de Crash e Kingdom Come – observamos algo que hoje em dia, salvo pontuais exceções, representa uma rara aposta do panorama livreiro português numa obra de ficção científica. Ficção científica? Então não é este o autor de Império do Sol (do qual, por estes lados, muito mais gente terá visto a adaptação ao cinema que lido o livro)? E não era ele mesmo um escritor que não gostava desse “rótulo”? Respondendo por partes… Sim, é o autor de Império do Sol, livro que transpira vivências autobiográficas de memórias de infância quando, aos 13 anos de idade, e em plena II Guerra Mundial, Ballard se viu fechado, com os pais, num campo de prisioneiros japonês em solo chinês. E sim, como tantos outros autores, era avesso a rótulos. Mas a verdade é que ambas estas dúvidas apontam a uma verdade comum. A violência a que foi submetido muito jovem ter-lhe-á sacudido do horizonte, mais cedo do que o habitual, um sentido de descrença no homem e neste mundo que habitamos. E é inevitável acreditar que foram essas as vivências que dele fizeram um dos autores mais marcantes na construção de uma visão mais assombrada do futuro próximo, observando (não muito distante) o final do século XX como um tempo não de esperança e luz, mas antes o palco para o fim do sonho tecnológico. Com ele, e apesar de no passado terem já surgido distopias como O Admirável Mundo Novo de Huxley ou 1984 de Orwell, a melancolia tolda de outra forma toda uma série de visões. E sim, falamos de ficção científica.
Podem ler aqui o texto completo.
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