Era ela que interpretava a personagem de Sandra Dee em Booby Darin - O Amor É Eterno (2004), insólito e magnífico "musical" de, e com, Kevin Spacey. Reencontramo-la agora numa admirável promoção de moda (Vanessa Bruno), combinando um velho truque cinematográfico (a inversão do movimento) com algumas proezas digitais – é um pequeno grande filme com assinatura de Stéphanie di Giusto.
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segunda-feira, outubro 03, 2011
quarta-feira, agosto 03, 2011
Uma bela campanha da União Zoófila
Continuando a desenvolver um trabalho exemplar na defesa dos animais abandonados, a União Zoófila lança, agora, a campanha 'Não compre, adopte'. Objectivo principal: combater os maus tratos a que são sujeitos cães e gatos, ao mesmo tempo promovendo a adopção de animais recolhidos por aquela instituição. Feita com a colaboração do IADE, a campanha é protagonizada por figuras públicas que dão a conhecer vários animais e também as "razões" por que forma abandonados... São vinte imagens que vale a pena conhecer.
segunda-feira, março 28, 2011
Como viajar à custa de José Sócrates...
Como conseguir uma "viagem de sonho"? Eis o que se pode obter à custa de um qualquer primeiro-ministro, mesmo demissionário...
Por certo, daqui a cem anos, quando alguém quiser compreender as fraquezas da nossa classe política, esta publicidade da Net servirá também para esclarecer um ponto que, aqui e agora, se tornou tabu: uma parte significativa dessas fraquezas passa pela vergonhosa pornografia com que muitos agentes da sociedade civil (?) envolvem os políticos e a sua actividade.
Para já, lembremos que o silêncio dos políticos — oposições incluídas — face a esta mediocridade galopante é algo que nos enfraquece como comunidade. E que, escusado será lembrá-lo, mina o espaço de actuação dos próprios políticos — todos eles.
Além do mais, que conceito de pessoa se insinua aqui? Votaria "no" Sócrates? Ou "no" Passos Coelho? Ou "no" Cavaco?... Diz-me como escreves, dir-te-ei como pensas.
sexta-feira, março 18, 2011
"Desire", por Erwin Olaf
| ERWIN OLAF Desire, 2011 |
Notável fotógrafo holandês, também autor de filmes, capaz de cruzar as influências da pintura flamenga com a iconografia pop, Erwin Olaf acaba de fazer um filme promocional para a Vente-Privée (comércio online de moda e artigos domésticos): chama-se Desire e tem um fragmento disponível no site do fotógrafo, estando a sua divulgação integral agendada para 21 de Março, no site da marca. São breves segundos de sedutora imponderabilidade figurativa, lembrando alguns portfolios de Olaf, em particular o assombroso Grief.
| ERWIN OLAF Grief, Grace portrait, 2007 |
terça-feira, fevereiro 22, 2011
"Hop", coelhos e basquetebol
Decididamente, se é verdade que a Páscoa liga bem com os coelhos, não é menos verdade que alguns coelhos ligam muito bem com o... basquetebol. Que é como quem diz: a campanha de lançamento de Hop prossegue, com mais um delicioso cartaz.
sexta-feira, fevereiro 04, 2011
January Jones por Mario Testino
Afinal, o glamour existe. E resiste. Consegue mesmo fazer-nos perceber que os artifícios do digital empalidecem face à imaginação primitiva do preto e branco, sancionando, discretamente, a soma de uma star com o olhar metódico de um fotógrafo. Ela é January Jones, intérprete de Betty Draper, ou apenas Betts, da série Mad Men — numa ironia carregada de alusões, a Vanity Fair já lhe chamou "Miss January"; o autor das fotografias é Mario Testino, nascido no Perú, image-maker sem fronteiras, herdeiro directo das poses de Hollywood, fotógrafo de Kate Moss, Madonna, Kim Basinger, Lady Gaga ou ainda, last but not least, Margaret Thatcher. O seu encontro deu-se sob o signo da Versace.
sexta-feira, dezembro 24, 2010
Marion Cotillard por John Cameron Mitchell
Mais um episódio da campanha da Dior com Marion Cottilard: agora, em Lady Grey London, a actriz francesa surge a contracenar com dois ingleses, Ian McKellen e Russell Tovey, sob a direcção do americano John Cameron Mitchell (realizador de Hedwig e Shortbus). É uma curta-metragem, cerca de 7 minutos, que reencena com sábia contenção o cliché da femme fatale — nos tempos que correm, há filmes de duas horas e mais que não têm nem uma suspeita da discreta elegância desta derivação de Mitchell pelo mundo da publicidade.
terça-feira, dezembro 14, 2010
Madonna: 2010, aliás, 1993
Nas últimas semanas, a campanha de Dolce & Gabanna com Madonna tem sido redescoberta na Net através de uma série de imagens que o fotógrafo Steven Klein rejeitou. Sinal da pornografia mediática dos tempos: todos os restos são, ou podem ser, "informação" selvagem...
Surpreendentemente, ou melhor, sem qualquer surpresa, a maior parte dos discursos em torno das imagens reflecte a arrogância "juvenil" dos nossos tempos: Madonna está velha (et pour cause: fez 52 anos a 16 de Agosto) e as fotografias da campanha cometeriam o pecado de ser retocadas.
Na sua serena crueza, algumas das fotografias são de uma beleza hoje em dia rara. Mas mesmo não esquecendo que a difamação de todas as formas de envelhecimento é predominante na nossa cultura "popular", não deixa de ser comovente que haja tantas almas angelicais a descobrir, assim, no ano da graça de 2010, que as imagens publicitárias são retocadas...
Na sua serena crueza, algumas das fotografias são de uma beleza hoje em dia rara. Mas mesmo não esquecendo que a difamação de todas as formas de envelhecimento é predominante na nossa cultura "popular", não deixa de ser comovente que haja tantas almas angelicais a descobrir, assim, no ano da graça de 2010, que as imagens publicitárias são retocadas...
Em todo o caso, vale a pena referir que as perversas ambiguidades da carreira da Material Girl fazem com que as suas imagens nunca se aquietem em nenhum determinismo linear. E, sobretudo, que se relacionem de forma perversa. Neste caso, é inevitável associar a Madonna de 2010 a uma espécie de involuntária premonição que está no fabuloso Dangerous Game (1993), filme sobre os bastidores do cinema que ela rodou sob a direcção de Abel Ferrara (e que, tanto quanto se sabe, ambos continuam estoicamente a renegrar, cada um deles desagradado com o trabalho do outro). O cruzamento entre a campanha da Dolce & Gabanna e as memórias visuais do filme [exemplo aqui ao lado] pode ser esclarecedor. Tal como os espantosos minutos finais de Dangerous Game, disponíveis neste video do YouTube.
sexta-feira, outubro 01, 2010
Em vias de extinção
Ecologia e marketing voltam a unir forças, neste caso fazendo coabitar duas espécies em vias de extinção: os animais selvagens e as estrelas de cinema. Os primeiros vivem ameaçados pela estupidez do "progresso" que destrói o seu habitat; as segundas estão a ser metodicamente (e mediaticamente) substituídas pelas muitas derivações de "Paris Hilton", todos os dias empenhadas em confundir a inteligência do espectáculo com a laboriosa acumulação de gestos anedóticos ou palavras vazias.
Dos leões, devastadores de fotogenia, não foram divulgados os nomes. Dela, Julianne Moore, já conhecíamos o sofisticado talento de saber lidar com as câmaras. Graças à sua pose partilhada, voltamos a acreditar, ainda que por breves momentos, nas razões ancestrais do glamour — protagonizam a campanha de Inverno da Bulgari.
domingo, setembro 19, 2010
Veneza, 2010
Publicada a acompanhar um artigo do New York Times, esta fotografia (assinada por Elisabetta Povoledo) resume algumas das grandes convulsões simbólicas e económicas dos nossos tempos. Ou seja: por estes dias, as mais emblemáticas construções de Veneza têm estado tapadas por grandes painéis publicitários. Em boa verdade, no nosso mundo, a publicidade goza de um poder figurativo que supera a maior parte das mensagens; ao mesmo tempo, neste caso, as autoridades venezianas estão a utilizar este recurso para angariar preciosos fundos para inadiáveis trabalhos de restauro... Ou ainda: de que falamos quando falamos do espaço público? E que vemos quando contemplamos o mundo à nossa volta? O lugar concreto da nossa história? Ou o imaginário de uma história em que não passamos de figurantes?
quinta-feira, agosto 26, 2010
Do you know what it feels like for a girl?
And cut their hair short
Wear shirts and boots
'Cause it's OK to be a boy
But for a boy to look like a girl is degrading
'Cause you think that being a girl is degrading
But secretly you'd love to know what it's like
Wouldn't you
What it feels like for a girl
quarta-feira, agosto 25, 2010
Directed by Madonna
sábado, julho 17, 2010
She's not me
Laços emocionais e cumplicidades figurativas: em cima, mais uma imagem da campanha de Inverno de Dolce & Gabanna, assinada por Steven Klein; em baixo, a família fotografada por Bruce Weber há quase um quarto de século, em 1986. Ou como a história artística de Madonna se faz através de um jogo de ambígua exposição, deixando-nos na fronteira instável onde se cruzam, e contaminam, o artifício do marketing e o confessionalismo da intimidade. Poucos sabem sustentar tal jogo de forma tão cristalina, sem perder, ou melhor, sem se perder.
quinta-feira, julho 15, 2010
La ragazza materiale
Para a sua colecção de Inverno 2010/2011, Dolce & Gabanna propõem uma revisitação dos valores familiares. Sempre com a cumplicidade do fotógrafo Steven Klein, Madonna já dera o mote na Primavera: o modelo inspirador vem da idade de ouro do cinema italiano e chama-se Anna Magnani (filmada por Pier Paolo Pasolini, em 1962, no emblemático Mamma Roma). Mais do que mimar as poses de Magnani, trata-se de recuperar a energia maternal da sua presença, misto de sensualidade e protecção. Acertemos, por isso, o relógio e, em vez de 'material girl', digamos 'la ragazza materiale'. Ou se quisermos ver as coisas do ponto de vista da criança: 'mamma mia'.
terça-feira, julho 06, 2010
Madonna: moda e boémia
Começam a aparecer as imagens da nova campanha 2010/2011, de Dolce & Gabbana, ainda e sempre com assinatura de Steven Klein. Desta vez, Madonna prepara-se no cenário de uma muito tradicional modista, depois surgindo num ambiente de boémia em que, uma vez mais, os papéis se diluem numa ambivalência festiva. Ou ainda: a imagem maternal, herdada da anterior campanha, não exclui, antes parece atrair, um romantismo serenamente desprovido de culpas.
terça-feira, junho 22, 2010
Telenovelas, "Twilight" e marketing
Em boa verdade, o fenómeno está longe de ser uma invenção made in Portugal. Como se volta a provar pela promoção do novo episódio de Twilight [estreia portuguesa: 30 de Junho], este é um modelo transnacional — a bem dizer, apátrida — em que os figurantes contemplam obrigatoriamente o potencial espectador, sugerindo uma única forma de cumplicidade: "somos-jovens-e-consumidores". Que todos pareçam zombies (em ambos os exemplos), eis um detalhe cuja lição moral importa não menosprezar.
quarta-feira, junho 16, 2010
Nostalgia publicitária
domingo, março 14, 2010
Madonna de óculos escuros
quinta-feira, janeiro 21, 2010
Madonna, mãe e filha
Subitamente, emerge um olhar que não coincide com o do fotógrafo: fotografada por Steven Klein, Madonna expõe-se numa espécie de fantasma ambíguo — porque ambiguamente autobiográfico —, como personagem que só se deixa definir a partir de um olhar de criança, desenhando uma cumplicidade silenciosa, realista e poética, entre mãe e filha. É a mais bela das imagens da campanha de Primavera de Dolce & Gabbana.
quarta-feira, janeiro 20, 2010
Marion Cotillard canta Franz Ferdinand
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