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segunda-feira, setembro 08, 2025

Joni's Jazz

Joni Mitchell, cantora de jazz? Pense. Pense duas vezes... Acima de tudo, Joni Mitchell cantora com jazz. Eis o que se prova (se dúvidas houvesse) com a magnífica antologia Joni's Jazz (61 faixas), em que podemos encontrar coisas óbvias como Blue (logo a abrir), a par de preciosidades como The Man I Love, um registo do álbum Gershwin's World (1998), de Herbie Hancock.
Eis um "demo" de Be Cool, canção que viria a integrar o alinhamento de Wild Things Run Fast (1982), aqui numa gravação de 1980.
Não era um adivinha, mas convém lembrar que, na capa, Joni surge na companhia de Hancock e Wayne Shorter.

quinta-feira, agosto 29, 2024

Head Hunters, de Herbie Hancock — 50 anos

Head Hunters, álbum seminal de Herbie Hancock, fez 50 anos — foi lançado a 26 de outubro de 1973. No passado dia 14 de agosto, a efeméride teve a sua comemoração oficial, no Hollywood Bowl, com Hancock reunindo os sobreviventes da gravação original: Bill Summers (percussão), Harvey Mason (bateria) e Bennie Maupin (instrumentos de sopro), com Marcus Miller (baixo) no lugar do falecido Paul Jackson. Para lá de todas as fusões — jazz + funk + rock —, eis uma música realmente intemporal. Exemplo: Chameleon.
 

sábado, julho 23, 2022

Herbie Hancock — sons com 50 anos

Entre 1971 e 1973, Herbie Hancock lançou três álbuns: Mwandishi, Crossings e Sextant — é o chamado "período Mwandishi". Ou seja: um conjunto de fascinantes experiências de fusão, com o funk e as electrónicas a transfigurarem matrizes herdadas do gosto tradicional de improvisação. São produtos do trabalho de um sexteto de invulgares talentos (todos eles envolvidos na percussão!):

* Herbie Hancock – piano, piano eléctrico, mellotron, percussão
* Eddie Henderson – trompete, fliscorne, percussão
* Bennie Maupin – saxofone soprano, flauta, clarinete, flautim, percussão
* Julian Priester – trombones tenor e alto, percussão
* Buster Williams – guitarra baixo, contrabaixo, percussão
* Billy Hart – bateria, percussão

2022 é o ano em que Crossings perfaz meio século — escutemos, por isso, o tema Quasar, 50 anos de modernidade.

sexta-feira, julho 26, 2019

Piano solo [1/10]

Maiden Voyage é o tema-título do quinto álbum de estúdio de Herbie Hancock, lançado pela Blue Note em 1965. Faz parte da lista de gravações do lendário Rudy Van Gelder, com Hancock, cerca de um mês antes de completar 25 anos, a liderar um ensemble de notáveis: Freddie Hubbard (trompete), George Coleman (saxofone), Ron Carter (contrabaixo) e Tony Williams (bateria).
A vibração lírica da composição e, em boa verdade, de todo o álbum testemunha uma sofisticada evolução do hard bop do registo de estreia (Takin' Off, 1962), evolução que muitos analistas reconhecem pontuada pelo convívio com Miles Davis, cujo quinteto Hancock integrava desde 1963.
Muitos vezes retomado a solo, recriado na fascinante austeridade do piano, Maiden Voyage surge, aqui, num concerto de Hancock, em 1989, no Festival de Salzburgo.

sábado, agosto 05, 2017

Herbie Hancock em concerto

Vale a pena ler o artigo de Nate Chinen, na NPR, sobre Herbie Hancock. O pretexto é a sua nova digressão nos EUA, com alguns prolongamentos europeus, tudo isto na iminência de um novo álbum, ainda sem data anunciada. Particularmente sugestiva é a ligação das actuais experiências electrónicas de Hancock, numa paisagem de infinitas cumplicidades entre jazz, funk e pop, à referência emblemática do álbum Sunlight, lançado em 1978. Nas palavras do músico, trata-se de manter a mais primitiva atitude criativa: "O próprio conceito que conduz o trabalho da banda significa que todos os dias é diferente."
Para nos dar uma ideia do estado das coisas, a NPR disponibiliza o concerto de Hancock, a 11 de Agosto de 2016, no Celebrate Brooklyn! Festival, um prodigioso exercício de pouco mais de meia hora, na companhia de Terrace Martin (saxofone e teclados), Lionel Loueke (guitarra e voz), James Genus (baixo) e Trevor Lawrence Jr. (bateria) — sem esquecer que Cantaloupe Island "obriga" Hancock a regressar ao piano.
Para ver e ouvir — com o complemento da nota crítica sobre o concerto, também de Nate Chinen, publicada no New York Times.

sexta-feira, abril 29, 2016

7 versões de canções de Prince [3]

[ 1 ]  [ 2 ]

A dimensão jazzística da obra de Prince não foi um mero adorno. Além do mais, sintomaticamente, encontrou ecos muito concretos no trabalho de alguns mestres. No caso de Thieves In the Temple, é Herbie Hancock, em luxuriante companhia — Michael Brecker (saxofones), John Scofield (guitarras), Dave Holland (baixo acústico), Jack DeJohnette (bateria) e Don Alias (percussão) —, que propõe uma primorosa versão que parece ter sido composta directamente para o seu piano. A canção pertence ao álbum Graffiti Bridge (1990), banda sonora do filme com o mesmo título; Hancock inclui a sua versão em The New Standard (1996), ao lado, por exemplo, de Mercy Street (Peter Gabriel), Norwegian Wood (Lennon, McCartney) e All Apologies (Kurt Cobain).

quarta-feira, julho 23, 2014

Herbie Hancock x 3

Greetings, Mr. H.
Os três prodigiosos álbuns que Herbie Hancock gravou para a Warner voltam a estar disponíveis, agora numa compilação intitulada The Warner Bros. Years (1969-1972).
São eles:
FAT ALBERTA ROTUNDA (1969)
Mwandishi (1971)
Crossings (1972)
Era uma época balizada, por assim dizer, pelas experiências do próprio Hancock, atraídas pelos domínios da electrónica — ouça-se a banda sonora que compôs para o filme Blow Up (1966), de Michelangelo Antonioni [trailer] — e a referência tutelar de Bitches Brew (1970), de Miles Davis. Mwandishi, justamente, inauguraria uma trilogia de álbuns intensamente electrónicos, prolongada por Crossings (1972) e encerrada com Sextant (1973), este já com a etiqueta Columbia.


Vale a pena referir que, em 1974, de novo sistematizando um novo paradigma, Miles lançaria o genial Get Up with It, coligindo gravações de 1970-74, e definitivamente afastando-se dos que o acusavam de infidelidade às raízes mais "sérias" do jazz. Eis um tema desse álbum, Red China Blues, num video criado David Duchow, disponível no YouTube.


Os músicos que vieram a partilhar esta aventura de Hancock — Buster Williams (contrabaixo), Billy Hart (bateria), Eddie Henderson (trompete), Julian Priester (trombone) e Bennie Maupin (saxofone) — ficaram mesmo conhecidos como o sexteto Mwandishi, depois um septeto, com a integração de Patrick Gleeson nos sintetizadores, incluindo a respectiva programação. São momentos singulares e fascinantes da história do jazz, desde já no top das antologias lançadas em 2014.
Eis o sexteto Mwandishi num registo da televisão francesa, de 1972, interpretando Sleeping Giant, tema de abertura de Crossings, aqui numa versão de 12 minutos, cerca de metade da duração da faixa original.


>>> Site oficial de Herbie Hancock.

segunda-feira, agosto 05, 2013

Wayne Shorter + Herbie Hancock

O saxofonista Wayne Shorter a tocar no seu quarteto, com Danilo Pérez (piano), John Patitucci (baixo) e Brian Blade (bateria). E recebendo a visita de um quinto elemento, ao piano, de seu nome Herbie Hancock. Dito de outro modo: eis um singularíssimo evento, de envolvente beleza, além do mais antecipando a data de 25 de Agosto, em que Shorter completará 80 anos — aconteceu no Newport Jazz Festival e está em escuta nas páginas da NPR.

sexta-feira, setembro 30, 2011

Gustavo + Herbie + George


A temporada 2011/12 da Los Angeles Philharmonic abriu, na passada 5ª feira, no Walt Disney Concert Hall, com um concerto que juntou, à orquestra dirigida por Gustavo Dudamel, o pianista de jazz Herbie Hancock, para uma noite integralmente dedicada à música de George Gershwin. O programa abriu com a Cuban Overture, depois com An American in Paris e, no final, contou com uma interpretação de Rhapzody In Blue, a peça que contou, ao piano, com Herbie Hancock. Começou assim a terceira temporada da orquestra com o maestro venezuelano, que está ligado à LA Philharmonic até 2019.

Podem ouvir aqui uma gravação (comentada) do concerto e ver algumas imagens desta noite.

Podem ler uma reportagem sobre este concerto aqui.

domingo, junho 20, 2010

Imaginações de Herbie Hancock

Está a chegar o novo álbum de Herbie Hancock, The Imagine Project. Três anos depois de River: The Joni Letters (em torno da obra de Joni Mitchell), Hancock apresenta uma antologia de canções das mais variadas origens, integrando uma lista invulgar de convidados — são eles: Dave Matthews, Anoushka Shankar, Jeff Beck, The Chieftains, John Legend, India Arie, Seal, Pink, Juanes, Derek Trucks, Susan Tedeschi, Chaka Khan, K'Naan, Wayne Shorter, James Morrison e Lisa Hannigan. Quatro dos temas podem ser escutados no site de Hancock, incluindo Imagine (John Lennon), com Pink, Seal, India Arie e Jeff Beck, e Don't Give Up (Peter Gabriel), com Pink e John Legend. Sempre com o piano de HH.