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quinta-feira, dezembro 22, 2011
As reedições de 2011
Entre os títulos que regressaram no formato de vinil, os lançamentos remasterizados em CD, as edições especiais e as caixas antológicas, houve pano para mangas ao longo de 2011. Na hora de fazer balanços há que juntar à música (que está na origem de cada título reeditado) e à qualidade do som do novo lançamento todo um conjunto de “extras” que vão dos eventuais conteúdos adicionais (que somam ao que se conhecia complementos que aprofundam o retrato do que se recorda) aos textos de acompanhamento, imagens reveladas e mesmo o próprio design que apresenta a reedição. E da soma de todos estes argumentos é difícil não reconhecer na caixa integral dos This Mortal Coil o grande acontecimento do ano. Se na origem a música dos This Motal Coil traduzia uma ideia de síntese do que era a visão da editora 4 AD em meados e finais dos oitentas (apesar de um terceiro álbum lançado já nos noventas), a imagem cedo surgiu como um complemento a todo esse mapa de ideias. A rigor, o reencontro com a obra dos This Mortal Coil fez-se numa caixa que em tudo recuperou o carácter gourmet do design dos dias “clássicos” da 4AD. Outros dois destaques a apontr a outras duas caixas antológicas. O primeiro a dar-nos um panorama (quase total, que faltam pontuais elementos) da obra dos Heróis do Mar. O segundo a juntar numa mesma caixa a miniaturização da obra em álbum dos The Smiths. Aqui fica a listinha que arruma as dez melhores melhores reedições do ano:
1 – This Mortal Coil, This Mortal Coil
2 – Heróis do Mar, 1981-1989
3 – The Smiths, The Smiths Complete
4 – Carlos Paredes – Guitarra Portuguesa (ed. vinil)
5 – U2 – Achtung Baby 20th aniversary DeLuxe Box Set
6 – Marc and The Mambas – Torment and Toreros
7 – Primal Scream – Screamadelica
8 – Pop Dell’Arte – Free Pop
9 – Simon and Garfunkel – Bridge Over Troubled Water
10 – Leonard Cohen – The Complete Studio Albums Collection
sexta-feira, novembro 25, 2011
Novas edições:
Heróis do Mar, 1981-1989
Heróis do Mar
“Heróis do Mar 1981-1989”
EMI Music
5 / 5
“Heróis do Mar 1981-1989”
EMI Music
5 / 5
Cinco soldados. Tocaram tambores. E todos dançaram, na terra. Adaptação livre das palavras escutadas no refrão de uma das canções do álbum Mãe (1983), dos Heróis do Mar, podia ser um retrato rápido de memórias de um dos casos superlativos da história pop/rock cantada em língua portuguesa. Não o retrato único, que outros destinos e valores passaram pela sua música, mas entre estas palavras cruzava-se a aura disco-militar que passou pela alma da banda (pelo menos na primeira etapa da sua carreira), uma noção de festa e apelo à dança (que invariavelmente cruzou grande parte dos seus singles) e uma ligação ao seu espaço e tradições, desse convívio entre uma consciência de raiz e heranças e uma visão pop que almejava a modernidade nascendo uma música que marcou o seu tempo (e deixou descendência). Há precisamente 30 anos, a 25 de Novembro de 1981, subiam ao palco do Rock Rendez Vous para dar a conhecer não apenas a música do seu primeiro álbum (que então era editado), mas também uma proposta pop capaz de agitar e marcar o seu tempo como a emergente cena pop lusitana ainda não tinha visto. Recorde-se que estávamos a pouco mais de sete anos de distância da revolução e, depois de vivida uma etapa de claro protagonismo da canção política e de um renascimento do peso da canção ligeira (ainda em finais dos anos 70), só perante os alvores dos oitentas o panorama musical português acolheu, com peso e representação social, o nascimento de uma verdadeira cultura jovem (com natural protagonismo de novas expressões musicais). Se o punk fora caso quase silencioso num mapa de acontecimentos ainda longe de preparado para lhe dar devida repercussão (o que fez dos Faíscas um caso importante no contexto, mas alheado da atenção popular), e se os dias do pós-punk prepararam terreno (daí, novamente, o papel crucial da visão de uns Corpo Diplomático), aos Herós do Mar coube o “fado” de serem a banda certa na hora certa. O seu álbum de estreia juntava uma atenção para com as formas contemporâneas a referências do espaço, cultura, vivências e língua do país. Escutando desde logo uma certa melancolia fadista (que aprofundariam mais tarde no magnífico Fado, de 1986) ou uma relação com heranças de África (a que regressariam, em 1988, numa parceria com Waldemar Bastos em Africana). 30 anos depois a obra dos Heróis do Mar recorda-se numa caixa. Que junta o visionário Heróis do Mar (1981) ao som mais electrónico e arrumado, mas seu herdeiro directo em Mãe (1983), passa depois pelo mais experimental e novamente desafiante Macau (1986) e desemboca no mais sofisticado, mas menos focado Heróis do Mar IV (1988). Um quinto disco, Singles 1982/1987, soma os momentos de glória a 45 rotações, mais festivos e dançáveis (e de maior sucesso) que foram Amor (1982), Paixão (1984), Alegria (1985) e O Inventor (1987), o mini-LP de alma mais eléctrica O Rapto (1984) e o lado B de Fado (só faltam mesmo a mistura sete polegadas de O Inventor e as versões em inglês de Amor e em espanhol de Paixão, oferecidas num single extra do mini-LP de 84 para a coisa ser mesmo perfeita). A grande novidade da caixa, além do belo booklet (com o devido e bem elaborado texto de contextualização, mais fotos que ajudam ao era uma vez que se conta e as letras de todas as canções), é um DVD que junta os telediscos a uma mão cheia de actuações televisivas. Que o exemplo fique para outras “integrais” do género que há ainda por fazer na devida fixação da memória dos grandes episódios da história pop/rock em português.
quinta-feira, novembro 24, 2011
Em conversa: Heróis do Mar
Em tempo de assinalar os 30 anos da histórica actuação dos Heróis do Mar no Rock Rendez Vous a 25 de Novembro de 1981, uma caixa é agora lançada juntando a sua obra em disco e vídeo. Aqui fica uma entrevista com Rui Pregal da Cunha, que serviu de base ao artigo ‘Cinco soldados que marcaram a nossa pop’ publicado na edição de 22 de Novembro do DN.
Os concertos de 1981 no Rock Rendez Vous (RRV) fazem parte de uma quase mitologia pop à la portuguesa. Como recorda essas noites?
Engraçado como a nossa estreia passou a ser vista como uma daquelas coisas tipo "eu estava lá" mas há quem confunda esses dois primeiros com o 3º e 4º, também decorridos no RRV, com os irmãos Pêra vestidos de beduínos a ajudar nas mudanças de instrumentos. O quinto concerto é em Leiria com o Serge Thomas do Actuel a convidar-nos para umas noites no Rex em Paris. Acho que o burbulhar e o latejar dessa primeira subida a palco só se acalma já na Gália. Uma espécie de rush maluco que nenhuma outra coisa pode alguma vez produzir.
Esperavam que a imagem do grupo gerasse tamanha controvérsia?
Não, na verdade até acho esse brouhaha um pouco tricoso. Aqui aparecem cinco rapazes a fazer aquelas canções e a imprensa comenta a indumentária, whoa, quão gay é essa situação? Os Dexy [Midnight Runners] e os ACR [A Certain Ratio] já o tinham feito. O Giorgio Armani e metade dos outros designers italianos tinham o paramilitar como tendência masculina nessa estação. Retratava o nosso som, o qual intitulámos de disco-militar, nunca nos passou que isso e as patilhas (que eu não tinha) poderiam ser vistas como algo passível de critica.
| 'Música Moderna' (1979) |
Os Faíscas eram uma banda punk, vieram numa altura em que ainda nada estava a postos. Mas já com o boom do Rock português em plena erupção, o Música Moderna dos Corpo Diplomático é um disco fantástico e que serve, de certa forma, como test drive de certas coisas implementadas pelos Heróis logo a seguir indo aqui o destaque para essa preocupação pop num contexto de música eléctrica cantada em português.
Som e imagem destacavam os Heróis das demais bandas daquele tempo. Sentiam-se uma carta fora do baralho ou integraram-se bem no emergente panorama pop/rock do Portugal de então?
Integrávamos uma corrente do rock nacional porque assim o era suposto, era esse o rótulo. Mas a vontade de showmanship era elevada e muito trabalhámos para subir a fasquia, para elevar as vozes onde o silêncio parecia por vezes mais bem vindo.
Porque foram precisos mais de seis anos após a revolução para que a cultura pop cativasse uma nova geração de portugueses?
A revolução veio seguida de um tempo em que quem assim o quis pôde viver o que lhe tinha sido proibido, os 60s e os 70s. Assim a década seguinte começou com uma sensação de novo despertar, raiando a aurora de uma era verdadeiramente revolucionária.
Como se podia demarcar uma identidade própria (ou seja, portuguesa) numa música cujas matrizes eram claramente de importação (e então mais inglesas que americanas).
A forma de cantar a nossa língua e o léxico escolhido para o fazer dentro da música eléctrica, os instrumentos recuperados, dos bombos aos paulitos, e a demanda constante pela surpresa que repetidamente disparava em direcções diferentes, do cançonetismo à electrónica ou às raízes africanas.
O que vos estimulava criativamente? Que referências vos entusiasmavam e que ideias queriam projectar?
Grandeza, aquela desmedida epopeia vivida sempre por quem tem de produzir e inventar. Do Kaguemusha às pranchas do Steve Ditko, do Bandarra ao Buckaroo Banzai, do Travadinha ao Lopes Graça. Quisemos sempre representar um país almejando modernidade mas pleno de tradição.
| 'Amor' (1982) |
Acho que pós-Amor sempre houve uma clivagem assumida entre esses dois modos: por um lado o álbum, sempre mais experimental, trabalhos de estúdio, cerebralmente mais compostos. Por outro os 12", formato privilegiado por estes 5 rapazes, como suporte preferenciado no panteão da música de dança numa decisão consciente nesse diferencial entre os LPs e estes amuse bouche de pop veraneante. Numa perspectiva lafontaineana este era o nosso lado de cigarra enquanto que os longa duração mostravam a faceta formiga, mais complexa e obreira.
O sucesso do Amor (single de 1982) definiu um modelo que vos tenha eventualmente conduzido rumo a um caminho do qual surgiram depois o Paixão e o Alegria?
Eram outros tempos mas o que poderemos sempre agradecer é o facto de nunca nos terem pedido assumidamente para desencantarmos álbuns repletos de Amores e Paixões. O sucesso do Amor põe o grupo definitivamente na ribalta, mete as miúdas aos pulos (e por sinal o resto dos familiares), cala algumas bocas da reacção, leva-nos aos prémios e à consagração mas deixa uma lâmina a pairar sobre o pescoço.
A ideia de fazer uma pop para dançar era discutida internamente ou a versão nocturna do Amor, por exemplo, foi um feliz acaso?
A Versão Nocturna feita para o lado b do 12" do Amor é feita a la Tom Moulton, com os cinco à frente da mesa de 24 canais, cada um encarregue de umas quantas pistas, ligando e desligando em sincronia, tudo a passar para uma fita de 1/2 polegada que se tornava ao fim o master para ser editado com tesoura e fita cola, invertendo a sequência dos loops recriados. Deu-nos um gozo tremendo.
| 'Macau' (1986) |
Quando a nossas aventuras nos levaram a esse derradeiro bastião do Império o grupo estava já num impasse criativo, essa viagem veio trazer novo alento e novas inspirações. Macau recebeu o filho pródigo, que lá não ia desde os quatro anos de idade, e os meus companheiros sónicos de braços abertos e uma estadia de dez dias transformou-se num mês repleto de sensações novas.
Fizeram do fado uma ideia pop. Como chegaram a essa canção [Fado foi um single editado em 1986]?
As nossas canções são muito visuais, "dois homens parados e uma linda luz" é nitidamente uma epifania algures numa pequena cidade do interior, quase que arriscaria a dizer algures no Alentejo. O fado é pop, isso já nós sabemos hoje, na altura arriscámos simplesmente em fazer o que para nós se assemelhava como tremendamente óbvio, incorporando o que era nosso e assim trazendo mais nuances ao nosso som.
Africana [o último single dos Heróis do Mar] não deixa de ser outra forma de expressão de uma identidade pop portuguesa (sendo que carregamos séculos de uma experiência africana a que, muitas vezes, não damos visibilidade em consonância com a sua relevância social e mesmo antrolpológica)...
No primeiro disco o respeito pela influência africana sentida na capital era tão óbvia que até a revista Actuel percebeu isso. A Africana é um fechar do círculo, uma homenagem à "Dona Chica" e uma parceria com o seu autor, o cantor angolano Waldemar Bastos.
Era inevitável o fim para os Heróis do Mar depois do quarto álbum?
Os Heróis do Mar poderiam ter acabado muitas vezes antes disso. Tiveram o trajecto que tinham mesmo de ter e no findar da década que os havia revelado fecharam a loja.
De que forma os vossos primeiros projectos a solo pós-ruptura deram continuidade (ou contrariaram) os caminhos lançados pela aventura dos Heróis do Mar? Falo dos LX-90, dos Madredeus, dos discos a solo do Carlos Maria... Mais tarde até mesmo a Ovelha Negra do Paulo Pedro Gonçalves...
Os cinco soldados mencionados no álbum Mãe eram pessoas que trabalharam para um fim comum mas tinham vontades e expressões autónomas. O que os juntou foi também o que os separou. Mesmo assim podem-se sentir variadas marcas da banda em todos esses projectos.
Porque nunca se reuniram? E alguma vez o poderão fazer?
Preferimos continuar amigos uns dos outros e dia 25 deste mês iremos todos comemorar essa entrada no palco do Rock Rendez Vous há 30 anos. Guitarras, cantores, trompetes, tambores. Paixão. E mais do que um punhado de canções que ficam para a história. Afinal valeu a pena.
Sound + Vision Magazine:
as escolhas de Novembro
Entre livros, discos, DVD e Blu Ray viveu mais uma edição do Sound + Vision Magazine, que ontem decorreu ao fim da tarde na Fnac Chiado. Além das escolhas pessoais de cada um dos autores deste blogue falou-se do álbum 50 Words For Snow de Kate Bush, do novo teledisco dos Duran Duran realizado por Jonas Akerlund, do cinema de Gus Van Sant (a propósito do novo Restless, mas evocando também o magnífico Elephant) e, a fechar, a recente reedição em DVD e Blu Ray de O Rei Leão.
Aqui ficam, para arrumar ideias as, escolhas apresentadas nesta edição do Sound + Vision Magazine:
Discos
JL: Keith Jarrett “Rio” (ECM/Dargil)
Stacey Kent “Dreamer In Concert”
Miles Davis “Live In Europe 1967 – Bootleg Series Vol 1”
NG:
Heróis do Mar “Heróis do Mar: 1981-1989” Atlas Sound “Parallax”
Osso Vaidoso “Animal”
DVD/Blu Ray
JL:
“Isto Não é Um Filme”, de Jafar Panahi
NG:
“Tulpan”, de Sergei Dvortsevoy “George Harrisson: Living In The Material World”, de Martin Scorsese
“Essential Killing”, de Jerzy Skolimowski
Livros
JL: “Crime e Castigo”, de Fiódor Dostoiévski (duas traduções, uma da Ed. Presença, outra da Relógio d’Água)
“Helmut Newton - Polaroids”, de Helmut Newton
NG:
“D. Pedro V – Um Homem e um Rei”, de Ruben Andresen Leitão “Liszt – Vida e Obra”, de Malcolm Hayes
“Sérgio Godinho e as 40 Ilustrações”, por vários autores
A próxima edição do Sound + Vision Magazine será um especial de Natal. Em breve anunciaremos aqui a data da sua realização.
quarta-feira, novembro 23, 2011
Nos 30 anos dos Heróis do Mar (2)
O álbum de estreia dos Heróis do Mar representou em 1981 um dos casos mais marcantes (e influentes) entre uma geração de músicos que ajudavam, finalmente, a invenção de uma cultura pop/rock made in Portugal. O grupo demarcou desde logo uma linguagem musical, uma imagem, um sentido de programa reflectido, coerente e firme. O disco fez correr mais conversa que vendas de unidades mas marcou o seu tempo e hoje é reconhecido como um clássico. Em Agosto de 1981, poucos meses antes do álbum Heróis do Mar, um cartão de visita chegava na forma de um single que, de certa forma, deixava já claro um caminho. Um duplo lado A, com os temas Brava Dança dos Heróis e Saudade, inscrevia desde logo uma demanda com fôlego de identidade tribal e alma épica, explorando ainda um sentido de confiança e uma convivência com antigas heranças que geravam uma certa inquietude que o tempo acabaria por resolver.
Podem ver aqui uma actuação televisiva de 1988 na qual o grupo recorda a Brava Dança dos Heróis.
segunda-feira, novembro 21, 2011
Nos 30 anos dos Heróis do Mar (1)
Faz esta semana 30 anos. A 25 de Novembro de 1981 os Heróis do Mar subiam ao palco do Rock Rendez Vou para apresentar as canções do seu primeiro álbum. Herdeiros directos dos Faíscas (uma das raras bandas da primeira geração do punk português) e do Corpo Diplomático, juntavam Rui Pregal da Cunha (vocalista, que mais tarde integrou os LX-90 e Kick Out The Jams), Paulo Pedro Gonçalves (guitarrista, que além desses outros dois grupos com o vocalista criou ainda o projecto pessoal Ovelha Negra), Pedro Ayres Magalhães (baixista, mais tarde fundador dos Madredeus), Carlos Maria Trindade (teclista depois com carreira a solo, a dada altura integrando os Madredeus) e António José de Almeida (baterista, sem carreira como músico após a separação do grupo).
Editado em Novembro de 1981, o álbum de estreia do grupo, ao qual chamaram apenas Heróis do Mar, revelou, muito simplesmente, a mais desafiante das propostas entre uma geração que, por esses dias, “inventava” uma nova ideia pop/rock made in Portugal. Assimilando ecos do pós-punk britânico (acolhendo aí as heranças do Corpo Diplomático), procurando um relacionamento entre a forma da canção pop e um fôlego rítmico que cruza ecos do disco com um tom militarista, escutando ainda paisagens de uma portugalidade então à espera de ser reinventada e integrando ainda referências à música africana, os Heróis do Mar desenharam no seu álbum de estreia uma das mais importantes e influentes experiências de uma geração que então procurava uma voz. A iconografia que tomaram como expressão visual de identidade, a opção por uma imagem de perfil militar e um olhar por valores e referenciais culturais que foram por alguns tomados por agenda política fizeram da banda um “caso” discutido nas páginas dos jornais. Trinta anos depois, a razão está do lado da música, a expressão de heranças visíveis em bandas como Os Golpes ou Capitães da Areia confirmando nos Heróis do Mar, mais que um caso político, como uma das raras referencias decisivamente marcantes da alma pop/rock portuguesa.
terça-feira, novembro 15, 2011
Trinta anos depois
É uma das grandes reedições nacionais do ano. Com edição marcada para a próxima segunda-feira, assinalando assim os 30 anos da data da histórica actuação no Rock Rendez Vous, em Lisboa, a integral da obra em disco dos Heróis do Mar é editada numa caixa. Heróis do Mar 1981-1989 junta cinco CD e um DVD. Os CDs correspondem aos álbuns Heróis do Mar (1981), Mãe (1983), Macau (1986) e Heróis do Mar IV (1989), o quinto disco, sob a designação Singles 1982-1987 juntando temas apenas disponíveis em lançamentos a 45 rotações, bem como as quatro faixas do Mini LP O Rapto, de 1984. Já o DVD recolhe num mesmo disco os telediscos e as actuações televisivas dos Heróis do Mar, juntando ainda uma galeria de imagens.
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