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quinta-feira, maio 14, 2015
Para ouvir: Giorgio Moroder com Charli XCX
O veterano do disco sound e das eletrónicas dançáveis regressa aos discos em junho. Aqui fica mais um dos temas do álbum... Algo diferente das velhas colaborações com Donna Summer e outros, é bem verdade...
terça-feira, novembro 18, 2014
Giorgio Moroder diz que os 74
são agora os novos 24...
(e assim regressa aos discos)
Foi em 1985 que pela última vez o vimos neste formato em Innovisions, álbum que lançou no mesmo ano em que editava um outro LP, esse em parceria com Phil Oakey, vocalista dos Human League.
Em 74 is the New 24 deixa claro que, na música de dança, a idade que surge no BI não é questão a merecer preocupações. E ao lado de figuras como Britney Spears, Kylie Minogue, Charlie XCX ou Sia, que convidou a colaborar no disco, regressa em 2015.
domingo, julho 28, 2013
Madonna, 1983
| FOTO: Gary Heery > do portfolio do álbum Madonna, 1983 |
Trinta anos depois do lançamento do primeiro álbum de Madonna, memórias daquela que ainda não tinha o cognome de Material Girl — este texto foi publicado no Diário de Notícias (27 Junho), com o título 'Quando Madonna apostou em… governar o mundo'.
A 15 de Abril de 1983, estreava-se nas salas dos EUA o filme Flashdance, realizado por Adrian Lyne. Com música de Giorgio Moroder, a sua aposta fundamental consistia em integrar no espectáculo cinematográfico as novas linguagens ligadas à popularidade da MTV. Criada dois anos antes, a “televisão da música” tinha gerado as condições para um novo modelo de comunicação musical: o teledisco.
Cerca de três meses mais tarde, a 27 de Julho de 1983 – faz hoje, precisamente, 30 anos –, surgia o primeiro álbum de Madonna (poucas semanas antes de ela celebrar o 25º aniversário, a 16 de Agosto). Chamava-se apenas… Madonna e, numa conjuntura de muitas transformações culturais e comerciais, veio a desempenhar um papel fundamental.
Quando saíu, dois dos respectivos temas, Everybody e Burning Up, já tinham sido lançados como singles, em boa verdade sem conseguirem grande impacto: nenhum deles chegou sequer a entrar no top (Hot 100) da revista Billboard. O certo é que, a pouco e pouco, Madonna começava a consolidar uma imagem e um estilo que, certamente não por acaso, tiveram no teledisco de Burning Up, dirigido por Steve Barron, um dos sucessos da programação da MTV no Verão de 1983.
A passagem pelos clubes noturnos seria decisiva. Aliás, era desse universo que Madonna provinha, ela que no início da década já integrara a banda The Breakfast Club, um dos muitos agrupamentos novaiorquinos apostados numa pop dançante com sintetizadores. Além do mais, a figura de Debbie Harry (Blondie) e o então já lendário CBGB (na Bowebry, Manhattan) eram, para ela, referências inspiradoras.
Quando olhamos para trás, dir-se-ia que dois dos vectores essenciais do universo de Madonna já estavam inscritos no seu ADN musical: um gosto visceral pela música de dança e um sentido de pose e imagem que passava por uma elaborada acumulação de rendas, pulseiras e crucifixos. A primeira sistematização desse look aconteceu no teledisco de Lucky Star, dirigido por Arthur Pierson, outro dos temas emblemáticos do álbum de estreia.
Lucky Star viria a ser o primeiro single de Madonna a entrar no top 5 da Billboard, mas é um facto que o tema Holiday, com o seu contagiante espírito de celebração (“It’s time for the good times…”), permanece como o símbolo mais exemplar do álbum. É significativo, aliás, que tenha integrado as suas principais antologias, The Immaculate Collection (1990) e Celebration (2009), além de ser regularmente retomado nas suas digressões. Em boa verdade, pode dizer-se o mesmo de várias das oito canções do álbum, incluindo Borderline, reinventada com uma sonoridade inesperada e agressiva, quase punk, em 2008, durante a “Sticky & Sweet Tour”.
Dos mais de 300 milhões de discos vendidos por Madonna ao longo da sua carreira, 10 milhões pertencem ao seu primeiro álbum (cerca de metade no mercado americano). Em finais de 1983, no programa televisivo American Bandstand, Dick Clark pediu-lhe que exprimisse os seus votos para o ano seguinte. “Governar o mundo!”, disse ela [video]. Não se enganou por muito.
>>> Site oficial de Madonna.
sexta-feira, julho 05, 2013
Novas edições:
Giorgio Moroder, Best of Electronic Disco
Giorgio Moroder
“Best of Electronic Disco (deluxe edition)”
Repertoire Records
4 / 5
Não será certamente estranha à presença (bem evidente) de Giorgio Moroder no alinhamento do mais recente álbum dos Daft Punk o aparecimento de uma nova antologia dedicada à sua música. Porém convém reconhecer também que não se esgota junto dos Daft Punk a carteira de potenciais novos focos de interesse sobre si. Afinal nos últimos meses o veterano alemão (que soma presentemente 73 anos de idade) descobriu através do Sound Cloud uma nova janela de comunicação para com novos públicos. E, convenhamos, a recorrente boa saúde que o disco sound respira (e o recente fenómeno space disco que o dia) assegura que a sua obra continue a ser matéria prima vibrante para sucessivas gerações de músicos e ouvintes. A sua discografia é vasta e naturalmente transcende os espaços do disco sound... Mas foi nesse domínio que se fez referência e visão, não apenas nas célebres e fundamentais parcerias com Donna Summer que ajudaram a definir e projetar o género, mas também num conjunto de discos nos quais levou mais adiante a exploração das potencialidades das eletrónicas ao serviço de ideias neste mesmo terreno. E é por aí mesmo que investem as memórias que recuperam os temas que agora reencontramos em The Best of Electronic Disco, antologia que assenta as bases no álbum (clássico) de 1977 From Here To Eternity (o seu grande disco em nome próprio), que recua mesmo ao anterior Knights In White Satin (1976) e escuta o sucessor E=MC2 (1980), acrescentando depois ao alinhamento alguns temas menores da primeira metade dos oitentas, entre os quais as menos interessantes colaborações que então criou com Paul Engemann e que se aproximam mais de registos de produção pop dos oitentas que do tutano da alma disco... Focado, o alinhamento exclui assim importantes parcerias que por esta altura assinou enquanto produtor junto de nomes como os Japan, Blondie ou David Bowie, assim como não convoca a presença do disco com Phil Oakey que gravou em 1984. Mesmo assim, um belo retrato do melhor de um autor que encarou o disco sempre artilhado de eletrónicas (naquilo a que poderíamos mesmo chamar como ponto de vista alemão sobre uma realidade de berço americano). Quem encontra em Lindstrom, Pet Shop Boys ou Kelley Polar motivos para celebrar o disco no presente tem aqui importantes páginas de história a (re)descobrir.
PS. Sim, a capa é horrenda. Mas quando se fala de música convém também saber ouvir...
quarta-feira, outubro 24, 2012
Para (re)descobrir Giorgio Moroder
Vá, não se assustem já com as capas dos discos, que falamos de Giorgio Moroder... Mesmo os que não tenham vivido os anos 70 e 80 já certamente se cruzaram com a sua música, seja numa noite de dança ao som do clássico I Feel Love de Donna Summer ou ao som de algumas canções que fizeram história em bandas sonoras dos anos 80, como um Take My Breath Away (dos Berlin), Neverending Story (de Limahl) ou Together in Electric Dreams, que ele mesmo co-assinou e co-interpretou com Phil Oakey... Nascido em 1940 em Itália, fez carreira na Alemanha e mais tarde nos EUA, onde ainda hoje vive e trabalha. Gravou primeiros discos nos anos 60, descobrindo cedo um interesse pelas electrónicas, ferramentas com as quais ajuda a inventar aquilo que podemos designar como electro disco já em meados dos anos 70 numa série de parcerias com Donna Summer que se tornariam referencia e geraram evidente descendência.
De Giorgio Moroder são mais conhecidas as colaborações que a sua música. De um Life in Tokyo, que em 1979 produziu para os Japan a Cat People (Putting Out Fire) que compôs em 1982 para David Bowie, a sua história mais visível é feita de parcerias. Mas é igualmente interessante, senão mesmo mais influente, a sua obra menos mediatizada. Como os discos que editou em finais dos anos 70 ou bandas sonoras dos setentas e oitentas. É este o universo que podemos (re)descobrir agora nas três páginas que o próprio Giorgio Moroder acaba de abrir no Sound Cloud. Ali podemos ouvir algumas das suas colaborações mais célebres, mas também elementos da música que compôs para cinema e single que foi editando a solo ou em parcerias. E numa das páginas há mesmo recuerdos dos anos 60... Para quem gostou da banda sonora de Drive (sim, que o filme era coisa menor), aqui fica uma boa janela por uma das suas mais evidentes fontes de inspiração.
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