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segunda-feira, julho 29, 2019

Brian Eno: música lunar

Título emblemático na discografia de Brian Eno, Apollo: Atmospheres and Soundtracks foi editado em 1983 como banda sonora de um filme de Al Reinert elaborado a partir de materiais de arquivo da NASA sobre as missões Apollo — inicialmente previsto como Apollo, o filme só surgiria em 1989 com o título For All Mankind.
Digamos que se tratou de uma confluência de memórias e criatividade (ainda) enraizada numa visão utópica da conquista do espaço e, em particular, no indizível fascínio de chegar à Lua. Agora que se assinalam os 50 anos dessa chegada — com a Apollo 11, a 20 de Julho de 1969 —, o álbum de Brian Eno reapareceu remasterizado numa extended edition, convocando-nos para a redescoberta daquela que foi também uma extraordinária aventura musical.
Eis dois videos esclarecedores: primeiro, um pequeno filme de Grant Armour sobre a gestação de Apollo: Atmospheres and Soundtracks, com a participação de Brian Eno e os seus dois cúmplices, o irmão Roger Eno e Daniel Lanois; depois, o tema An Ending (Ascent).



segunda-feira, dezembro 30, 2013

As imagens de 2013: um teledisco no espaço


O primeiro teledisco nascido no espaço... Sim, foi um dos feitos musicais e científicos do ano. O comandante canadiano Chris Hadfield aproveitou o período que passou na ISS (iniciais internacionais para a Estação Espacial Internacional) para juntar ao trabalho científico o seu gosto pela música. E na hora de pensar um teledisco para enviar de órbita para os que andam aqui pela Terra, escolheu naturalmente o clássico Space Oddity, de David Bowie.

Podem ver aqui o teledisco.

quinta-feira, agosto 16, 2012

Aqui Marte... dia 10


Algumas das novas imagens de chegam de Marte. Na primeira uma panorâmica da paisagem em frente do Mars Science Laboratory (a Curiosity, para os amigos)... Na segunda, um pormenor de rochas destapadas pela deslocação do ar no momento da aterragem. Na terceira, um olhar do espaço. Captada pela Mars Reconnaissance Orbiter, a Curiosity em plena superfície marciana.

segunda-feira, agosto 06, 2012

Está lá?... É para dizer que cheguei bem...


Eram seis e meia da manhã (hora portuguesa) e os técnicos da Nasa podiam respirar fundo... A Curiosity (na verdade chama-se Mars Science Laboratory) tinha chegado ao seu destino. Pariu da Terra em novembro do ano passado e desde hoje de manhã é o mais recente “habitante” de marte... Na verdade, entre os objetivos da sua missão leva a tentativa de resposta a uma velha questão: afinal há ou não marcianos?... Ou, admitindo uma variação: houve em tempos marcianos?... Nem que sob formas microscópicas ou até mesmo moleculares. A busca vai ter lugar na região da cratera Gale (não muito distante da região equatorial do planeta), onde a sonda (que transporta cerca de 75 quilos de material científico) vai caminhar ao longo dos dois próximos anos.


Esta é a primeira imagem que a Curiosity nos enviou depois de chegada ao solo marciano...

Podem acompanhar aqui, a par e passo, as revelações desta missão.

terça-feira, julho 03, 2012

Um 'reality show' em Marte?



Um reality show transmitido em direto de Marte? Parece coisa de ficção científica pouco imaginativa... De resto a série Virtuality, coisa sci-fi que envolvia uma nave a andar pelo sistema solar, transmitindo um reality show para a Terra nem passou do episódio piloto que a Fox transmitiu há poucos anos... Quem quererá saber como estão a correr as obras de calibragem de uma central de tratamento do habitat C, quantas partes por milhão de um metal raro foram encontradas numa amostra de solo, no drama da porta de acesso à garagem dos veículos que está a abrir menos bem ou da discussão acesa entre dois astronautas, em pleno passeio na superfície, sobre uma característica do relevo. “Foi erosão por água”, diz um. “Onde? Estás doido? É claro que foi derrocada gravítica”, responde o outro. E na terra, com um pacote de bolachas na mão, uma família olha deliciada para a mais recente ligação em direto para Marte... Afinal, em quem votarão esta semana?


Uma missão a Marte... Por aí, é verdade, a ideia está longe de ser um sonho novo... Mas numa era em que as palavras “contenção” e “cortes” são das mais usadas por quem decide orçamentos, uma eventual missão tripulada ao planeta vermelho parecia coisa adiada para as calendas... marcianas. E eis que entra em cena o projeto Mars One. É coisa privada, à procura de apoios e donativos... Visa a criação gradual de uma primeira colónia permanente, desde logo com um primeiro senão: as viagens são de ida (quem for, por lá fica)... A opção explica-se pela substancial redução de custos que representa uma agenda de vôos sem a necessidade de projetar um regresso. A maior das surpresas deste projeto (e isto se a coisa for mesmo real e não uma partida bem pregada) é contudo a vontade de associar à missão um reality show, os direitos de transmissão deste “big brother” marciano sendo pensados como uma das principais fontes de financiamento e mediatização. Se a ideia parece disparate desinteressante, a verdade é que a progressiva hipnose dos públicos frente a formatos do género parece justificar que haja quem pense que o modelo possa resultar. Quer isto dizer que quem pensa o que será a televisão do nosso futuro próximo acha que informação televisiva se demitirá de ser a chave do acompanhamento de uma missão desta envergadura? Afinal somos uma sociedade que acredita mais no show da realidade que na realidade de facto? O “disparate” marciano, pelos vistos, deve fazer-nos pensar sobre algo que está mais perto. Quem somos hoje? E até onde deixaremos que este modelo de televisão possa moldar a nossa forma de olhar o mundo? E, já agora, os outros mundos à nossa volta?...

PS1. Se um dos ganchos para "agarrar" espectadores e estimular a sua interatividade num reality show são as votações para "expulsão" como se resolve a coisa num programa sem viagem de regresso à Terra? Seguem recambiados para uma das Luas de Júpiter?

Podem ver aqui o filme promocional que apresenta o projeto Mars One.

E aqui o acesso ao site oficial do projeto.

PS2. Resta saber se tudo o que encontramos no site do projeto é de facto realidade ou uma ficção (como o foi o alerta viral para o dia em que Marte se aproximaria da Terra a ponto tão visível quanto a Lua). De resto, entre os artigos já publicados sobre este projeto há quem questione a sua exequibilidade técnica e humana. E levante esta dúvida: será mesmo verdade?

Podem ler aqui um artigo publicado pelo International Business Times que coloca estas questões.

terça-feira, fevereiro 28, 2012

O sistema solar (em alta definição)


A história já foi contada. E bem contada, por Carl Sagan, no inesquecível Cosmos, série (e depois também livro) que ficou na história do documentarismo televisivo como um dos episódios mais marcantes da divulgação científica no pequeno ecrã (e é ainda hoje a produção da PBS, o canal público americano, de maior sucesso à escala global). Mas passaram mais de 30 anos desde que, a bordo da sua nave imaginária (e ao som da música de Vangelis), Carl Sagan caminhava entre os satélites de Júpiter, os abismos do Velles Marineris (em Marte) ou nos explicava a equação de Drake (que tenta avaliar o número possível de civilizações na galáxia). Ou seja, não só o conhecimento científico sobre o mundo em que vivemos e o universo em nossa volta aumentou significativamente, como temos novas imagens de mundos que nos dias de Cosmos ainda não tinham sido visitados por sondas com a capacidade de nos mostraram o que ali se escondia, assim como a tecnologia de efeitos visuais permite hoje completar o que o Homem já viu com recriações digitalmente criadas do que ainda está por ver ou que, em certos ângulos e movimentos de câmara, as nossas máquinas ainda não alcançaram.

Estes três podem ser os primeiros argumentos para abrir a curiosidade sobre Wonders Of The Solar System, a série que o físico Brian Cox apresenta e que resulta de uma co-produção da BBC com o Science Channel. Inicialmente exibida em 2010, a série propõe um panorama do nosso sistema solar em cinco episódios de 60 minutos cada. Não numa lógica de arrumação sistemática, planeta a planeta, satélite a satélite, mas antes cruzando informação de forma a mostrar como tudo, no fundo, está ligado a uma história conjunta, com características comuns e seguindo regras que o mundo da física pode explicar. E com o valor extra que s imagens de alta definição podem garantir a este tipo de documentários, a opção pelo Blu Ray em detrimento do DVD sendo aqui escolha mais que justificada.

Wonders Of The Solar System começa por visitar o Sol e a forma como a sua presença e evolução marcam a história do sistema solar. Depois procura mostrar como o comportamento do movimento dos planetas afeta as características das suas paisagens e visita não apenas os anéis de Saturno mas também a sua lua Encelado. Num terceiro episódio Brian Cox sobe, num vôo especial, aos limites da atmosfera para reconhecer quão delicada é esta fina camada que envolve a Terra, caminhando depois numa “visita” a Marte e Titã. O quarto episódio aborda a vitalidade geológica de vários mundos do nosso sistema solar. Parte do Grande Canyon, no Arizona para estabelecer paralelos com o Valles Marineris em Marte. Passa depois pelo Kilauea, no Hawai, para nova comparação marciana, desta vez com o Monte Olimpo. Passa ainda por Io (para contemplar formas de vulcanismo bem distintas) e analisa ainda o efeito que Júpiter tem sobre os asteroides (alguns deles projetados sobre os planetas interiores como meteoritos). O quinto e último episódio procura refletir sobre a possibilidade de água e vida noutros lugares do sistema solar, começando com uma descida a dois quilómetros de profundidade no mar mexicano a bordo do submarino Alvin (para encontrar toda uma fauna bem diferente) e seguindo depois rumo a Marte e a Europa, levantando hipóteses que em breve poderão ter respostas mais concretas.


Vale a pena falar ainda do autor e apresentador da série. Brian Cox é um físico inglês na casa dos 40 anos. Tem um passado pop (foi teclista de duas bandas uma delas, os D:Ream, tendo mesmo somado uma mão cheia de êxitos em inícios dos anos 90) e ensina da Universidade de Manchester. Autor de outras séries (entre as quais a sequela Wonders of The Universe, de 2011), Brian Cox é um claro herdeiro da “escola” David Attenborough, o seu aventureirismo sendo evidente pela forma como não olha a limites para se deixar juntar, com a câmara, ao lugar que conta para a história que interessa mostrar, seja o limite de um penhasco monumental, o bordo de um lago de lava ou uma ilha de gelo em pleno glaciar... O seu entusiasmo ecoa também as memórias do encanto do grande divulgador que foi Carl Sagan. Talvez lhe falte a eloquência literária com que Sagan moldava Cosmos (e toda a sua obra em livro) à expressão de uma personalidade vincada que refletia os dotes de um comunicador invulgar. Mas convenhamos que não se sai nada mal... E tem nesta série uma belíssima equipa que garante aos programas qualidades técnicas na realização, captação e tratamento de imagem que explicam o sucesso que obteve e os prémios que alcançou.

quarta-feira, dezembro 28, 2011

E chegámos a Vesta...


Continuamos a olhar para o mundo à nossa volta. E em 2011 chegara-nos as primeiras imagens de boa definição da superfície de Vesta.

Apesar de terminado o programa Space Shuttle, a Nasa mantém várias missões activas, uma delas prevendo a exploração dos dois maiores corpos da cintura de asteroides que se situa entre Marte e Júpiter. São eles Vesta e Ceres, o primeiro dos quais encontrando-se já sob o olhar atento da sonda Dawn. O segundo maior dos grandes asteroides, Vesta é inclusivamente tido por alguns astrónomos como sendo eventualmente um proto-planeta. A missão Dawn tem neste momento em curso a tarefa de criar um mapa detalhado da sua superfície, e as primeiras imagens de órbita do asteróide acabam de ser reveladas pela Nasa.

A missão Dawn partiu da Terra em 2007 tendo alcançado Vesta já este ano, desde o Verão observando de perto o asteróide. Além do conhecimento que a missão nos dará de Vesta e Ceres (onde chegará em 2015), a sonda Dawn tem ainda como objectivo prioritário do seu programa o ensaio de um novo sistema de propulsão que permite deslocações distintas dos modelos de vôo anteriormente usados. Usando o chamado “ion drive” a sonda desloca-se assim segundo as necessidades... Mais um passo, portanto, na procura de equipamentos que permitam uma eficaz conquista do espaço.


Três imagens do asteróide Vesta captadas em órbita baixa pela sonda Dawn. Note-se, na terceira imagem, o delinear suave do bordo de uma cratera relativamente recente.

quarta-feira, dezembro 14, 2011

O nosso vizinho mais distante



É o nosso vizinho mais distante. E que, despromovido numa recente reunião de astrónomos, deixou de ser Planeta (agora é um planeta anão). Seja como for Plutão é um dos mundos mais intrigantes do nosso sistema solar, tendo até sido palco para Icehenge, um dos romances do escritor de ficção científica norte-americano Kim Stanley Robinson. E é o objecto da atenção de um bem interessante livro de Barrie W. Jones.

Chama-se Pluto: Sentinel of The Solar System e é um olhar de síntese sobre tudo o que até hoje sabemos sobre o distante Plutão, desde o fascinante relato da sua descoberta (por comparações entre pontos em duas chapas fotográficas) em 1930 a uma análise (ainda feita à distância) sobre o que poderá ser a superfície do planeta, a sua eventual atmosfera, os três satelites que o orbitam (Caronte, Nyx e Hydra), a sua composição e estrutura interna… Dados que em 2015 poderão ser confirmados, amplificados (ou refutados) com a chegada da sonda New Horizons, que segue neste momento já para lá da órbita de Júpiter, para assinara a primeira visita de um objecto construído pelo homem às cercanias do mundo distante deste pequeno planeta.

O livro junta à descrição do que se sabe sobre Plutão alguma informação adicional sobre mundos que estão imediatamente mais próximos (Urano e Neptuno, em concreto, relatando até como foram descobertos) e, depois, avançando pela Cintura de Kuiper, espreitando o que o espaço do nosso Sistema Solar poderá ter para lá do planeta anão que lhe serve de “sentinela”.

Destaque-se a capacidade do autor em entender dois níveis distintos de leitura neste livro. Um deles, correndo capítulo após capítulo falando num patamar de divulgação científica para o não especialista, um outro, mais adiante, aprofundando detalhes em pequenas inserções complementares de texto.

quinta-feira, dezembro 08, 2011

A caminho de Marte:
Mars Global Surveyor (1996)


Uma das mais importantes missões orbitais na história da exploração marciana, a Mars Global Surveyor representou o regresso da Nasa ao planeta vermelho após longo hiato que se seguiu às duas bem sucedidas sondas Viking. Lançada em Novembro de 1996, atingiu a órbita de Marte em Julho de 1997, iniciando trabalhos que se prolongaram até 2006. A bordo, além dos sistemas de captação de imagem (que permitiram a construção de um detalhado mapa da superfície do planeta), a sonda orbital levava a bordo um altímetro, um espectrómetro e um magnetómetro, além de outros instrumentos. Das observações feitas foi concluído que o solo marciano é essencialmente feito de rocha vulcânica, que a sua crosta é estratificada e terá 10 quilómetros de espessura, que as ravinas identificadas em vários locais poderão ter resultado da circulação de água líquida no passado, que as formas de “queijo suíço” (buracos na calote polar Sul do planeta) poderão indiciar um aumento gradual da temperatura.


Por estas três imagens da superfície marciana podemos ver, em primeiro lugar, ravinas que têm gerado a hipótese de modelos com circulação de água que justifique as suas formas. A segunda imagem mostra o Arsia Mons, um dos grandes vulcões que podemos encontrar em Marte. A terceira imagem revela a calote polar Norte do planeta.

terça-feira, dezembro 06, 2011

Para admirar um mundo novo


Com a temperatura média de 22 graus centígrados à superfície Kepler 22-b é um mundo potencialmente habitável. Mora a uns 600 anos de luz de distância, tem dimensões que fazem dele o dobro da nossa Terra. A descoberta de um planeta numa zona habitável foi efectuada através do recurso ao telescópio Kepler, que detectou entretanto mais de mil outros potenciais candidatos a estudar. A imagem que vemos é uma recriação artística de um mundo do qual não se sabe ainda se é feito de matéria sólida, líquida ou gasosa.

Podem ler aqui mais informação sobre o planeta Kepler 22-b.

sexta-feira, dezembro 02, 2011

A caminho de Marte: Viking 2 (1975)


Integrada no programa Viking, uma segunda sonda não tripulada foi lançada pela Nasa poucas semanas depois da Viking 1. Tendo atingido a órbita do planeta vermelho também alguns dias depois, a Viking 2 teve lugar de descida escolhido depois da consulta das imagens que a parte da sonda que havia ficado em órbita entretanto enviara para Terra.

A Viking 2 chegou à superficie marciana a 2 de Setembro de 1976. Desceu em concreto na chamada Utopia Planitia, no hemisfério norte do planeta. As imagens que recolheu mostravam uma paisagem igualmente rochosa, tendo a sonda efectuado várias análises ao solo.

Três das imagens colhidas pela Viking 2. Na terceira vemos a formação de películas de gelo sob as rochas e solo. As imagens mostram que esta camada gelada ali permaneceu por perto de cem dias.

quarta-feira, novembro 30, 2011

A caminho de Marte: Viking 1 (1975)


Continuando a fazer um percurso pela história da exploração marciana passamos hoje por aquela que, depois das primeiras sondas soviéticas lançadas nos anos 60, foi a primeira missão no solo marciano a enviar para a Terra imagens da sua superfície. Lançada em 1975, a Viking 1 atingiu a órbita marciana a 19 de Junho de 1976 e chegou ao solo um dia depois, aí ficando activa durante seis anos e 116 dias, deixando de enviar informação em 1982, ano em que ficou desactivada.


Apenas 25 segundos depois de atingido o solo, na chamada Chryse Planitia, começou logo a captação da sua primeira imagem, durando quatro minutos o tempo de transmissão para a Terra. Seguiu-se então a criação de uma panorâmica de 300 graus, que revelou uma paisagem pedregosa, de solo arenoso. Que, no dia seguinte, com as primeiras imagens a cores, revelou o tom avermelhado que caracteriza a paisagem marciana.


Duas imagens do solo marciano captadas durante a missão Viking 1 da Nasa e, a fechar o trio, um pôr do sol visto pela sonda a partir da superfície do planeta. Além das fotografias a sonda (que ficou estática no solo) efectuou várias experiências científicas com vista ao estudo do solo marciano e, uma vez mais, a busca de eventuais sinais e vida (que não encontrou).

terça-feira, novembro 29, 2011

A caminho de Marte: Mariner 4 (1965)


Numa altura em que o Curiosity ruma a Marte, o Sound + Vision recorda alguns episódios significativos da história da exploração do planeta vermelho. A observação possível a olho nu fez de Marte um dos primeiros corpos astronómicos a serem identificados. Porém, é com a invenção do telescópio e a mais atenta observação que nascem hipóteses sobre a eventualidade da presença de vida (e até mesmo de uma civilização) em Marte. De resto, tanto as observações de Percival Lowell no século XIX (nas quais se levantava a hipótese da existência de uma rede de canais construídos a cruzar grande parte do planeta) como o próprio exercício de ficção assinado por H.G. Wells em A Guerra dos Mundos (ainda antes da viragem para o século XX) aprofundaram expectativas a que só a chegada da era espacial deu respostas.

Na verdade a primeira resposta “realista” sobre o que, afinal, poderíamos encontrar em Marte chegou apenas em Julho de 1965. A sonda Mariner 4, lançada pela Nasa em 1964, assegurou a primeira captação (e transmissão) de imagens de um outro mundo para a Terra. E a chegada da primeira das imagens que resultaram da passagem da sonda perto de Marte revelou um mundo com um aspecto mais desolado que o esperado, a presença de crateras na sua superfície, afinal mais próxima de uma Lua que das paisagens do nosso mundo, alertando para realidades que se afastavam dos cenários de um possível planeta habitado e dominado por uma civilização. Não ficava todavia respondia a questão maior: mesmo assim, haveria (ou terá em tempos havido) vida em Marte?


Três imagens que mostram os primeiros olhares sobre a superfície marciana, tal e qual chegaram à Terra em 1964, enviadas pela sonda Mariner 4.

segunda-feira, novembro 28, 2011

Curiosidade marciana


A sonda Curiosity já vai a caminho de Marte... Lançada na semana passada, esta sonda robotizada vai tentar procurar no planeta vermelho a resposta a uma das mais antigas questões lançadas pelo homem: estaremos sós? A sua missão mais importante é, no entanto outra, uma vez que, mais que analisar o solo em busca de vestígios da presença (actual ou antiga) de formas de vida, ao robot é pedido um estudo sobre a habitabilidade do planeta. Isto é, a avaliação de uma série de parâmetros que nos permitam avaliar as capacidades de Marte para sustentar a presença humana.

Na verdade a missão responde pelo nome MSL. Ou seja, Mars Science Laboratory. E leva a bordo o robot Curiosity, que deverá chegar à Cratera Gale a 12 de Agosto de 2012. Com a maior carga de equipamento científico alguma vez lançada da Terra para Marte, a Curiosity foi lançada por um foguetão Atlas V 541 este sábado e terá, no solo do planeta nosso vizinho, uma missão de trabalho de cerca de um ano marciano (perto de 680 dias).



Esta sequência de imagens ilustra o processo de descida da Curiosity sobre a superfície marciana, usando métodos com controle mais seguro (e fiável, assim esperamos) que os usados em experiências de aterragem anteriores, nem todas elas bem sucedidas.

Podem acompanhar a evolução da missão MSL aqui.

quinta-feira, julho 21, 2011

A útima missão do 'shuttle' (3)

Fotos: Nasa

E depois de 220 órbitas em torno da Terra, a derradeira missão de um vaivém space shuttle chegou esta madrugada ao fim. Nesta imagem vemos a Atlantis na sua descida final... E assim termina um programa espacial que foi central ao longo dos últimos 30 anos de vida da Nasa.


Nesta sequência de imagens vemos três outros momentos da missão STS-135. Na primeira das três imagens a Estação Espacial Internacional que, a partir de agora, será visitada pelas cápsulas russas Soyuz.

quarta-feira, julho 20, 2011

A última missão do 'shuttle' (2)

Foto: Nasa

Imagem do lançamento do vaivém Atlantis na passada semana. Depois de terminada a contagem decrescente começava o voo da missão STS-135, a última do programa Space Shuttle. Missão cuja história, em imagens, acopmpanhamos esta semana no Sound + Vision.

segunda-feira, julho 18, 2011

A última missão do 'shuttle' (1)


Esta semana chega ao fim a grande aventura do programa space shuttle, o rosto central da actividade da Nasa nos últimos 30 anos. Vamos assim olhar imagens deste voo do vaivém Atlantis, que tem como designação STS-135. E para começar, o poster. Com todos os ingredientes do que poderia ser o cartaz de um filme de ficção científica.

terça-feira, maio 31, 2011

E depois de 'Tree Of Life'... (2)


Mais três olhares pelo espaço distante, acompanhando as sugestões da longa sequência que vemos na primeira parte do filme A Árvore da Vida de Terrence Malick. Olhamos hoje três nebulosas planetárias. Em concreto, a NGC 6302, a Khoutek 4-55 (em imagem do Hubble) e a NGC 2818, esta a dez mil anos de luz de distância.