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terça-feira, agosto 02, 2022

Maggie Rogers, opus 2

Cerca de dois anos e meio depois do álbum de estreia, Heard It in a Past Life, aí está a americana Maggie Rogers a confirmar as singularidades da sua arte, algures entre poesia folk e energia pop. Aliás, mais do que uma confirmação, Surrender é a enérgica afirmação de alguém que, além do mais, se afasta de uma possível pose trovadoresca para se expor através da teatralidade de uma multifacetada capacidade de interpretação. A prová-lo: a exuberância melódica, rítmica e visual de That’s Where I Am — atenção ao ciclista.

quarta-feira, março 09, 2022

Son Lux + Mitski + David Byrne

Everything Everywhere All at Once / Tudo em Todo o Lado ao Mesmo Tempo, comédia de ficção científica com assinatura de Dan Kwan e Daniel Scheinert, é um filme americano com estreia marcada para março/abril (7 de abril nas salas portuguesas). Para já, fiquemos com uma canção da banda sonora — intitula-se This Is A Life e resulta da colaboração de um trio de luxo: Son Lux, Mitski e David Byrne.

segunda-feira, dezembro 28, 2020

10 filmes de 2020 [5]

Spike Lee

Eis uma conjugação criativa nascida de uma cumplicidade perfeita: de um lado, a lógica teatral da performance de David Byrne; do outro, a subtileza de Spike Lee face ao espectáculo e às suas nuances metafóricas. O resultado parece abrir uma nova gramática para o próprio conceito de "filme-concerto", ainda que não possamos deixar de evocar um modelo inspirador: Stop Making Sense (1984), de Jonathan Demme, com os Talking Heads — entenda-se: David Byrne.



* * * * *

[ 1. Uma Vida Alemã ] [ 2. Mank ] [ 3. Malmkrog ] [ 4. Da 5 Bloods ]

segunda-feira, março 02, 2020

"Once in a Lifetime" — 40 anos

Pop. Rock. Funk. Punk. New wave. Pós-punk. Dança. Rótulos não nos faltarão, cada um deles tão preciso quanto insuficiente. Digamos, para simplificar, que Once in a Lifetime é uma das grandes canções do século XX. Lançada há quase 40 anos (Outubro 1980) no álbum Remain in Light, dos Talking Heads, reaparece ciclicamente nas performances de palco de David Byrne. Desta vez em espaço televisivo, mais precisamente no Saturday Night Live, da NBC — cruzando memórias do teledisco e da versão do filme clássico de Jonathan Demme, Stop Making Sense.

sábado, março 17, 2018

David Byrne & Talking Heads
* SOUND + VISION Magazine, FNAC [hoje]

A propósito do novo e magnífico álbum de David Byrne, American Utopia, propomos uma viagem pelo seu fascinante universo criativo, sem esquecer as memórias dos Talking Heads — são muitas canções para escutar e imagens a redescobrir.

* FNAC: Chiado, hoje, 17 Março (18h30)

sábado, março 10, 2018

David Byrne, utopicamente

[David Byrne]
Depois de termos visto e escutado Everybody's Coming To My House, aí está o álbum que o integra: American Utopia, uma viagem tão desencantada quanto dançada de David Byrne pelas convulsões do nosso tempo. Brian Eno, Daniel Lopatin e Sampha são alguns dos companheiros desta contagiante deambulação que, em última instância, se quer tocada pela hipótese da alegria. Uma alegria de serena prospecção filosófica, adequadamente condensada no título final do alinhamento — o título é esclarecedor: Here.

Here is a region of abundant details
Here is a region that is seldom used
Here is a region that continues living
Even when the other sections are removed

Put your hand out of your pocket
Wipe the sweat off of your brow
Now it feels like a bad connection
No more information now

As it passes through your neurons
Like a whisper in the dark
Raise your eyes to the one who loves you
It is safe right where you are

Here is an area of great confusion
Here is a section that's extremely precise
Here is an area that needs attention
Here is a connection with the opposite side

Here is many sounds for your brain to comprehend
Here the sound is organised into things that make some sense
Here there is something we call hallucination
Is it the truth or merely a description?

domingo, janeiro 14, 2018

Memórias dos Talking Heads

Stop Making Sense já está disponível em DVD: um clássico absoluto do "filme-concerto" — este texto foi publicado no Diário de Notícias (7 Janeiro), com o título 'Um palco para música e cinema'.

Há dias, num “zapping” por alguns canais de televisão, deparei com um noticiário da MTV. Nenhuma surpresa, é um facto, mas não deixa de ser chocante a banalidade a que chegou a “televisão da música”. Para além de ter integrado os horrores da “reality TV”, incluindo alguns programas sinistros sobre o “arranjo” de casais, a MTV já nem trata com um mínimo de cuidado as mais simples notícias sobre as actividades musicais. Os apresentadores riem-se muito e tudo passa muito depressa no ecrã, contrariando a simples possibilidade de olhar o que quer que seja. Nem sequer persiste o gosto de valorizar a própria música — é a aceleração pela aceleração, tudo em nome da alegria da “juventude” que, supostamente, se quer celebrar.
Jonathan Demme
Eis um revelador contraste. Ao mesmo tempo que esta mediocridade comunicacional (?) triunfa no reino da televisão “juvenil”, o mercado do DVD dá-nos a possibilidade de redescoberta de um dos grandes clássicos do “filme-concerto”: Stop Making Sense (1984), com os Talking Heads, numa realização de Jonathan Demme.
É bem provável que, ainda em nome da “juventude”, haja quem tenha gosto em reduzir os Talking Heads e o seu líder, David Byrne, a uma curiosidade dispensável, a abolorecer nas caves esquecidas de um qualquer museu. Há de tudo neste mundo... Acontece que Stop Making Sense, fabricado a partir de três concertos dos Talking Heads no Hollywood Pantages Theatre, em Dezembro de 1983, exemplifica uma lógica muito especial de relação entre a concepção cénica do trabalho de uma banda e as componentes específicas de um olhar cinematográfico.
Numa linguagem que o palco do evento justifica, podemos até dizer que Demme e os Talking Heads delinearam um modelo de colaboração teatral: a performance da banda e o registo das câmaras evoluem, canção a canção, numa cumplicidade que, além do mais, explora de forma brilhante as possibilidades de montagem, do grande plano de pormenor à visão geral do palco.
Falecido em 2017, contava 73 anos, Demme não foi apenas o realizador de títulos tão marcantes como Selvagem e Perigosa (1986), O Silêncio dos Inocentes (1991) ou Filadélfia (1993). A sua relação com a música esteve na base de importantes abordagens documentais — por exemplo: Neil Young: Heart of Gold (2006) — e até, por vezes, no domínio da ficção, de experiências fascinantes como esse retrato de uma veterana cantora rock, interpretada por Meryl Streep no maravilhoso Ricki e os Flash (2015) [video]. O filme nem sequer foi muito noticiado, mas a MTV não tem culpa de tudo.

quinta-feira, janeiro 11, 2018

David Byrne: grande turismo

E já se passaram 14 anos desde Grown Backwards (2004)... David Byrne tem um novo álbum a solo, American Utopia, agendado para o dia 9 de Março. O tema de apresentação, Everybody's Coming To My House, foi escrito em colaboração com Brian Eno e celebra, com contagiante felicidade, a nossa frágil condição humana — somos apenas turistas nesta vida... Teledisco a condizer, interpretado por Byrne x Byrne x Byrne, com realização de Robert Edridge-Waks a partir de um conceito visual de Doug Henders.

I wish I was a camera 
I wish I was a postcard 
I welcome you to my house 
You didn’t have to go far

A house and a garden
There are plants and trees 
Make a closer inspection 
If you get — get down on your knees 
Now ev’rybody’s comin to my house 
And I’m never gonna be alone 
And ev’rybody’s comin’ to my house 
And they’re never gonna go back home 

I’m pointing and describing 
And I can be your guide 
The skin is just a roadmap 
The view is very nice 

Imagine looking at a picture 
Imagine driving in a car 
Imagine rolling down the window 
Imagine opening the door 

Ev’rybody’s comin’ to my house 
Ev’rybody’s comin’ to my house 
I’m never gonna be alone 
And they’re never gonna go back home 

We’re only tourists in this life 
Only tourists but the view is nice 
And we’re never gonna go back home 
No we’re never gonna go back home (all right)
We’re only tourists in this life 
Only tourists but the view is nice 
Now ev’rybody’s comin to my house 
And I’m never gonna be alone 
And ev’rybody’s comin’ to my house 
And they’re never gonna go back home 
Ev’rybody’s comin’ to my house 
Ev’rybody’s comin’ to my house 
I’m never gonna be alone
And I’m never gonna go back home

sábado, setembro 20, 2014

Em busca da música do século XXI (1)


Este texto é um excerto de um artigo sobre cinco compositores do nosso tempo originalmente publicado no suplemento Q do Diário de Notícias com o título 'Para descobrir a música do século XXI'.

As fronteiras que em tempos poderiam existir entre os espaços da música clássica e dos universos pop/rock começaram a conhecer grandes rombos em parcerias que juntavam visões de ambos os lados do que, para alguns, podia ser um muro. Mais que as visões de revisitação de Bach ou Debussy pelas electrónicas de, respetivamente, Wendy Carlos e Isao Tomita, ou as experiências de convivência da música dos Deep Purple com a presença de uma orquestra sinfónica, houve diálogos mais profundos estabelecidos quando Pierre Boulez gravou um disco com Frank Zappa, quando Philip Glass criou ciclos de canções com Suzanne Vega, David Byrne ou Leonard Cohen ou quando John Tavener compôs uma peça vocal expressamente pensada para a voz de Björk. Em todos os casos houve sempre em cena pelo menos dois nomes, uns com historial feito em terreno pop/rock, outros em espaços da música erudita. O novo século nasce contudo com uma nova geração de compositores para quem as noções de barreiras não existem, com casos até de figuras com carreira na pop (como Damon Albarn, os The Knife ou Rufus Wainwright a aventurar-se no espaço da ópera). Não é inédita a atitude, e basta recordarmos como Gershwin integrou o jazz ou Bernstein o fez com a música da Broadway e outras formas populares americanas, para termos a noção de que fazer música sem barreiras não é uma invenção do século XXI. O que é talvez do século XXI é a tomada de consciência de que esta pode mesmo ser uma ética a definir uma nova forma mais frequente de estar na música. De resto, em entrevista recente ao DN, o compositor Max Richter descrevia mesmo a música do século XXI como sendo aquela em que “a tendência dominante é a ideia das tradições musicais se interpenetrarem e das fronteiras ficaram difusas”. 

Max Richter é um bom exemplo de uma atitude que passa também por outros compositores que, aos poucos, estão a definir o que é, afinal, a música do século XXI. Se a ele juntarmos os nomes de Richard Reed Parry (que integra os Arcade Fire), Johnny Greenwood (dos Radiohead), Bryce Dessner (dos The National) ou Nico Muhly, encontramos uma mão-cheia de figuras que, já com peças editadas em disco, revelam uma obra em que heranças e experiências na pop se cruzam com instrumentos, grupos e formas da clássica. Para lá dos cânones, uma nova música nasce por ali...

(continua)

PS. A imagem que ilustra este post é um momento da ópera 'Tomorrow in a Year' dos The Knife

quinta-feira, agosto 21, 2014

Uma canção para o verão (2014.13)


Hoje visitamos o importante legado das edições em disco da Red + Hot Organization para recuperar uma parceria entre David Byrne e Caetano Veloso. A canção, com o título Dreamworld: Marco de Canavezes evoca a figura de Carmen Miranda e abriu em 1998 o alinhamento do álbum Onda Sonora: Red Hot + Lisbon.

Juntamente com os dois volumes Red Hot + Rio, este disco com Lisboa como mote corresponde às abordagens dos títulos desta organização que angaria fundos para a luta contra a sida focados numa geografia e na sua cultura. Na verdade, o disco dedicado a Lisboa é, mais que uma celebração da cidade, um espaço de exploração dos vários caminhos da lusofonia.



A Red + Hot Organization continua ativa e este ano tem dois discos na sua agenda. Um deles, dedicado a Bach, foi lançado há poucas semanas. Para outubro está previsto o lançamento de um tributo a Arthur Russell.

quinta-feira, maio 15, 2014

Novas edições:
Talking Heads, Performance

Talking Heads
“Performance”
Applebush
3 / 5

Parece estar a afirmar-se uma das tendências de 2014: a edição de gravações de arquivo veio, pelos vistos, para ficar. E agora, poucos dias depois de lançamentos de atuações de Patti Smith e dos Roxy Music nos anos 70, mais um registo histórico, até aqui fechado numa gaveta, vê a luz do dia na forma de um lançamento em disco. O registo em questão é a gravação de um concerto dos Talking Heads durante a digressão que acompanhou o lançamento do álbum Fear of Music. O local é emblemático (a célebre Berklee School of Music, em Boston) e, conta quem viveu esta digressão, o concerto que ali deram a 24 de agosto de 1979 (e que teve transmissão pela rádio) representou um dos pontos altos do ano de palcos para o grupo. Com um alinhamento que favorece claramente Fear of Music, mas junta ainda canções dos dois primeiros álbuns do grupo, o álbum que agora é editado sob o título Performance dá-nos um retrato da reta final de uma etapa de maturação de ideias e de trabalho essencialmente focado nos recursos disponíveis entre os quatro músicos, antecipando o mais vasto alargar de horizontes que chegaria pouco depois com Remain in Light e ao crescimento notório de visibilidade que chegaria pouco depois através da exposição que teria o filme-concerto Stop Making Sense, de Jonathan Demme. As condições de gravação não terão sido as mesmas que fizeram os outros dois títulos ao vivo da obra dos Talking Heads, mas em Performance, mais que um episódio de linha da frente da discografia do grupo encontramos antes o valor histórico que a gravação daquele concerto em 1979 representa.

segunda-feira, outubro 07, 2013

Novas edições:
Vários Artistas / Peter Gabriel,
And I'll Scratch Yours

Vários Artistas / Peter Gabriel
“And I’ll Scratch Yours”
Real World / Universal
3 / 5

Esta é a segunda parte de um díptico que começou a ganhar forma há uns três anos e que, originalmente, deveria ter sido discograficamente concluído pouco depois do lançamento do primeiro deste par de álbuns. Com Peter Gabriel como protagonista, o par de edições centrava-se numa ideia simples: a partilha de versões. Ou seja, numa etapa Peter Gabriel gravaria canções de outros nomes. E, nesta segunda, caberia a uma série de convidados o desafio de registar versões de canções originais de Peter Gabriel. Editado em 2010, Scratch My Back, de Peter Gabriel, apresentava leituras, personalizadas, de temas como Heroes de David Bowie, The Boy In The Bubble de Paul Simon, My Body is A Cage dos Arcade Fire, Listening Wind dos Talking Heads ou Street Spirit (Fade Out) dos Radiohead, juntando ainda temas de Neil Young, Lou Reed, Regina Spektor, Elbow, Bon Iver ou Randy Newman. Agora, depois de tão bem ter coçado as costas de uma notável multidão de canções (e autores) chega a resposta, que começa logo pela forma direta como o título sugere que agora é a vez dos outros o coçarem... And I’ll Scratch Yours é de certa forma um disco-tributo à obra de Peter Gabriel. Porém, ao contrário de muitos projetos coordenados por editoras, revistas (como o foi o I’m Your Fan, dedicado a Cohen, conduzido pela Les Inrockuptibles) ou comissariadas por admiradores, esta foi coordenada pelo próprio “homenageado”. Coube de resto a Peter Gabriel a decisão de avançar pela edição deste segundo disco nesta altura do campeonato, cansado que estava de esperar pelas eventuais contribuições planeadas que não se chegaram a materializar. A ideia original era a criação de um par em que os nomes por si abordados num dos álbuns fossem os mesmos que depois avançariam sobre as suas próprias canções. Apesar de algumas diferenças pontuais, And I’ll Scratch Yours apresenta mesmo assim um corpo comum de nomes com o álbum de 2010. O alinhamento final fala todavia por si, e revela um dos mais agradáveis entre os muitos discos de versões / tributos que por aí andam. David Byrne e Arcade Fire assinam leituras espantosas, respetivamente de I Don’t Remember e Games Without Frontiers. Lou Reed faz de Solsbury Hill uma canção “sua”, o mesmo se podendo dizer da abordagem de Stephin Merritt (dos Magnetic Fields) a Not One Of Us ou a Biko, segundo Paul Simon (numa curiosa ligação, via The Boy In The Bubble que Gabriel reinterpretou, à relação com a África do Sul que o músico talhou nos dias de Graceland). O alinhamento apresenta ainda leituras pessoais de Big Time segundo Randy Newman, Blood of Eden por Regina Spektor ou de Feist, com Timber Timbre, em Don’t Give Up. Brian Eno revisita um espaço da música elétrica onde há muito não caminhava em Mother of Violence. Joseph Arthur não impressiona lá muito em Shock The Monkey. E Bon Iver e os Elbow não parecem conseguir vencer a deferência perante os originais em Come Talk To Me e Mercy Street. Mas no fim, ao cabo de 12 versões, a colheita satisfaz. Poucas vezes vemos reunido um tão nutritivo volume de versões num disco só.

quarta-feira, agosto 28, 2013

Discos para ouvir em dias quentes (11)

Discos para ouvir em tempo de Verão... Este texto integra a série 'Para ouvir na praia', que por estes dias tem sido publicada no DN.

É claro que já se falava em músicas do mundo há muitos anos. E tinham já feito história tanto as edições de gravações de música étnica lançadas pela Chant du Monde como, entre nós, se reconhecia o mérito das recolhas de Giacometti. Mas enquanto fenómeno discográfico de maior amplitude, e com nome novo (chamou-se-lhe então world music) a abertura dos mercados a outras geografias sonoras chegou em finais da década de 80. E curiosamente conheceu importante contribuição na expressão de paixão (e consequente mediatização) de três nomes vindos de terrenos pop/rock: Paul Simon (que grava Graceland, na África do Sul, em 1986), Peter Gabriel (que descobre novos horizontes ao trabalhar na banda sonora de A Última Tentação de Cristo, de Martin Scorsese, em 1988) e David Byrne, que entre as últimas gravações dos Talking Heads e o arranque definitivo de uma carreira a solo, lança as bases de uma editora entregue à sua admiração pelas músicas do mundo: a Luaka Bop.

E como não há melhor chefe como aquele que sabe dar o exemplo, Byrne editou em 1989 um álbum a solo que, juntamente com duas antologias de música brasileira, inauguravam o catálogo da Luaka Bop. Chamou-lhe Rei Momo, nele apresentando canções de alma pop, mas em franco diálogo com formas latino-americanas, como o mambo, a cumbia, o bolero ou o cha cha cha, e contando com colaboradores como Herbert Viana ou Celia Cruz.

segunda-feira, agosto 12, 2013

E agora o CBGB chegou ao cinema...

É certo que um trailer não é um filme. Nem através de um trailer podemos falar de um filme. Mas lança primeiras imagens (e expectativas)... E não parecem, para já, muito "entusiasmantes", as que surgem de CBGB, um filme de Randall MIller sobre o mítico clube na Bowery (em Nova Iorque) onde ganharam visibilidade nomes como os de Patti Smith, Ramones ou Talking Heads em meados dos anos 70. Alan Rickman veste a pele de Hilly Krystal, o homem que abriu um bar para country, bluegrass e blues que acabaria por ser o berço da cultura punk...
Ainda cheguei a conhecer Hilly Krystal e o CBGB, e com ele passei uma manhã (sim, ele chegava cedo ao clube) a trocar ideias e passar por memórias da história daquele lugar e da música na cidade de Noca Iorque. Já lá regressei depois do espaço ter sido transformado numa loja de roupa (mantendo uma das paredes e seus grafittis como recordação da alma do que aquela casa fora outrora)... Agora quero ver o filme, naturalmente. O trailer não me entusiasmou. Mas falaremos melhor depois de visto o filme...

quarta-feira, julho 10, 2013

Os olhos de David

O álbum é de 2012, e na verdade assinado por Jherek Bischoff. O alinhamento de Composed abria com uma colaboração com David Byrne que agora tem finalmente direito a teledisco. Aqui fica Eyes. E as suas imagens.

terça-feira, maio 28, 2013

David Byrne & St. Vincent para download

Na sequência do álbum Love This Giant, David Byrne & St. Vincent têm andado em digressão pela América do Norte e Austrália, preparando-se para, durante o Verão, visitar a Europa (Portugal: 3 e 4 de Setembro, respectivamente Lisboa e Porto, nos coliseus). Fazendo o balanço dos espectáculos já realizados [video], oferecem, para download, alguns dos seus temas, incluindo o inédito Cissus, e duas performances ao vivo de Marrow (St. Vincent) e Road to Nowhere (Talking Heads) — tudo junto faz o EP Brass Tactics.

sexta-feira, novembro 09, 2012

David e Annie na TV

David Byrne e Annie Clarke (que é como quem diz St Vincent) passaram pelo programa The Colbert Report para apresentar ao vivo dois temas do seu álbum conjunto Love This Giant editado este ano. Aqui ficam as imagens de uma das atuações, ao som de Who.

segunda-feira, setembro 17, 2012

Novas edições:
David Byrne + St. Vincent, Love This Giant

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David Byrne + St. Vincent 
“Love This Giant” 
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A sugestão inicial partiu de um promotor de concertos que juntara num mesmo palco Björk e os Dirty Projectors por alturas da promoção do álbum Dark Was The Night, que recolhia fundos para as campanhas de luta contra a sida da Red + Hot Organization. Juntar David Byrne e St. Vincent... Porque não? E foi Annie Clark quem ditou o mote: trabalhar com metais... Durante três anos, com ideias a andar para cá e para lá através da Internet, ocasionalmente juntando-se em estúdio, as 12 canções que agora escutamos reunidas num mesmo álbum foram ganhando forma. E juntas fazem um disco que, mesmo sem aceitar uma lógica conceptual temática que agregue o ciclo de 12 composições, Love This Giant revela todavia todas as características de um corpo uno e seguro. Por um lado o protagonismo que os arranjos para metais revelam confere ao corpo de canções esse mesmo sentido de unidade. Por outro, houve uma ideia visual (que ganhou forma do trabalho gráfico). Trata-se de uma projeção da memória do conto A Bela e o Monstro, a “bela” aqui representada por David Byrne, o “monstro” vestido por Annie Clark. É, contudo, sem um rumo temático central que o ciclo de canções avança, pelas características do som encontrando uma identidade e um caminho. Há espaços para a afirmação das personalidades dos dois músicos, St Vincent mais evidente (e sem o protagonismo habitual das suas guitarras) em instantes como Ice Age (da sua autoria), Byrne mais claro em temas como The One Who Broke Your Heart ou Outside Space & Time (esta também apenas escrita por si). Pelo caminho há diálogos e sinais de interesse por outras formas. Os instantes iniciais de I Am An Ape poderiam piscar o olho a um Philip Glass e os arranjos de I Should Watch TV não seriam elemento estranho na música de um John Adams. E frequentemente sentimos aqui ecos de uma experiência antiga (também ela essencialmente feita com metais) no álbum de 1985 Music For The Knee Plays, com as contribuições de Byrne para a ópera Civil Wars de Robert Wilson. Na verdade, Love This Giant é um pouco o filho pop dessa experiência algo esquecida (apesar de reeditada em 2007). É música que se estranha num primeiro impacte. Que pede tempo e o estabelecimento de familiaridade. Para, depois, aos poucos, revelar um mundo de diálogos repletos de pequenos detalhes, de linhas que fluem afinal com a simplicidade e luminosidade da escrita pop.

terça-feira, setembro 04, 2012

David Byrne & St. Vincent: a preto e branco

Fotografados em elegante preto e branco por Brantley Gutierrez, David Byrne e St. Vincent estão na capa da revista Filter. Motivo: uma colaboração feliz que desembocará numa digressão sinalizada pelo lançamento (10 Set.) do álbum Love This Giant (em escuta no site da NPR). Sempre a preto e branco é o primeiro teledisco, Who, delicioso exercício sobre os limites do romantismo, as possibilidades da dança e a difícil arte do atropelamento.

sábado, junho 16, 2012

David Byrne & St. Vincent

A colaboração será tão insólita e misteriosa quanto a capa do respectivo álbum: David Byrne e Annie Clark, isto é, St. Vincent têm trabalhado juntos num registo que se chamará Love this Giant (com lançamento agendado para 11 de Setembro, com chancela da 4AD). No site do álbum, há uma canção, Who, para download gratuito — o ritmo dele (mágico, sem dúvida) e a magia dela (sempre bem ritmada) dão-se muito bem.