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sexta-feira, janeiro 23, 2026

50 anos de Station to Station [3/3]

Experimentador, sempre à frente do seu tempo, David Bowie só foi um visionário porque, paradoxalmente ou não, nunca cortou relações (em boa verdade, intensificou-as) com as referências que o inspiraram, de alguma maneira moldando a sua personalidade artística. Daí o seu reencontro com uma canção como Wild Is the Wind, original de Dimitri Tiomkin/Ned Washington para o filme homónimo de 1957, com Anna Magnani e Anthony Quinn sob a direção de George Cukor; Johnny Mathis era o intérprete, aliás com enorme na sucesso na época, mas talvez não seja exagero dizer que a versão mais lendária da canção pertence a Nina Simone (editada no seu álbum Wild Is the Wind, 1966). Para Bowie, retomar Wild Is the Wind era, antes de tudo o mais, uma homenagem a Nina — o teledisco da canção, produzido alguns anos mais tarde para o lançamento da antologia Changestwobowie (1981), com direção de David Mallet, inclui uma banda fictícia cujos elementos, de facto, não participaram na gravação da canção (Tony Visconti surge no baixo).
Station to Station foi lançado no dia 23 de janeiro de 1976 — faz hoje 50 anos.


>>> Site oficial de David Bowie.

50 anos de Station to Station [2/3]

Come get up my baby
Look at that sky, life's begun
Nights are warm and the days are young
Come get up my baby

Mais uma memória do álbum Station to Station: com austeridade e elegância, Golden Years não oculta a sua pulsão nostálgica, ao mesmo tempo que possui a batida, a dor melódica e a angústia de um rock intemporal — de novo em Glastonbury, ano 2000.

sábado, janeiro 17, 2026

MTV (1981 - 2025)

A MTV nasceu do gosto pela música, mas a sua agonia aconteceu através dos horrores da Reality TV — este texto foi publicado no Diário de Notícias (26 dezembro).

A notícia aí está, obrigando-nos a alguma revisão de memórias. Ou seja: a MTV, propriedade da Paramount Global, vai acabar — as respectivas emissões iniciaram-se a 1 de agosto de 1981, estando o seu encerramento agendado para 31 de dezembro de 2025.
Mais exactamente: os canais MTV Music, MTV 80s, MTV 90s, Club MTV e MTV Live vão encerrar (ou vão ser “descontinuados”, para usar a linguagem tecnocrática) por questões decorrentes da “reestruturação interna” do grupo Paramount, na sequência da sua fusão com a Skydance Media. Quer isto dizer que a MTV — Music Television, de acordo com o significado original da sua sigla —, embora vá manter diversas formas de presença digital e também a organização de espectáculos como os MTV Video Music Awards, vai renegar o seu modelo original. A saber: o acompanhamento regular da actualidade musical em que os telediscos eram, de facto, a matéria principal.
A explicação corporativa para semelhante abalo conceptual não deixa de evocar alguns dados que estão longe de ser secundários. Assim, do YouTube ao TikTok, as formas de acompanhamento da música mudaram radicalmente, a ponto de muitos artistas já não estabelecerem uma relação com o mundo das imagens idêntica à que, nas décadas de 1980/90, transformou Madonna, Michael Jackson ou David Bowie em arautos de toda uma iconografia em que a música não era apenas matéria de “ilustração” visual, antes ponto de partida para uma verdadeira revolução audiovisual.
Tudo isso envolve algumas verdades incontornáveis, sem dúvida. Mas será que a decomposição estrutural dos valores que fundaram a MTV se pode explicar apenas por aquilo que os “outros” fazem ou fizeram? Acontece que a desvalorização dos telediscos não é um dado recente. Foi sendo consumada a par de uma promoção dos valores mais ou menos obscenos da Reality TV — em boa verdade, a MTV foi-se transformando num apêndice “musical” da estética desumana do Big Brother televisivo.
No início da década de 1990, um programa pioneiro como The Real World, acompanhando um grupo de jovens a viver numa mesma residência, começou por resultar do curioso cruzamento dos sinais de um mundo de novas relações (sociais, profissionais, sexuais, etc.) com a herança do melhor documentarismo cinematográfico. O certo é que, a pouco e pouco, a grosseria foi dispensando a inteligência. Que dizer, por exemplo, de Parental Control (2006-2010), programa em que pais e mães eram “convocados” para, perante as câmaras, avaliar, ou mesmo condicionar, as escolhas dos namorados ou namoradas da sua prole?
Dos “apanhados” mais agressivos contra a dignidade humana até à exploração do “humor” de videos com quedas aparatosas dos seus tristes protagonistas, a MTV foi-se transformando numa montra de vulgaridades contrárias a qualquer gosto pela música e pela sua multifacetada criatividade. Sintoma cruel de tudo isso foi (continua a ser) a promoção de jovens apresentadores cuja “relação” com o público se desenvolve a partir de uma indiferença militante, supostamente divertida, face à complexidade do mundo à nossa volta — no limite, proferir disparates atrás de disparates passou a ser incensado como o ideal comunicativo da “juventude”.
O primeiro teledisco transmitido pela MTV — Video Killed the Radio Star, da banda inglesa The Buggles — sinalizou uma profunda transformação cultural na passagem dos sons da rádio para as imagens da televisão. A partir de certa altura, a MTV foi consolidando a sua própria agonia através de uma postura em que o gosto, a alegria e o trabalho da criação artística iam sendo anulados pelo triunfo de uma visão dos actos humanos como “coisas” fúteis, descartáveis e irrisórias. O seu fim resume e consagra as tragédias culturais do ano de 2025.

>>> Video Killed the Radio Star (1979), realização de Russell Mulcahy.
 

terça-feira, janeiro 13, 2026

50 anos de Station to Station [1/3]

Décimo álbum de estúdio de David Bowie (1947-2016), Station to Station (1976) está a fazer 50 anos. Indissociável das memórias de um período de violenta dependência de drogas, sobretudo de cocaína, nele se consuma uma significativa viragem musical — simplificando, um distanciamento das sonoridades soul e R&B de Young Americans (1975), abrindo caminhos para as electrónicas e, sobretudo, o espírito experimental de Low (1977), indissociável da colaboração com Brian Eno. Eis o tema-título, no ano 2000, em Glastonbury.

sexta-feira, janeiro 09, 2026

David Bowie, memórias

Ontem, 8 de janeiro, passaram-se 79 anos sobre a data de nascimento de David Bowie. Amanhã, 10 de janeiro, prefazem-se dez anos sobre a sua morte, em 2016 [ver nota sobre sessão SOUND+VISION na FNAC Chiado]. Aqui se propõe uma cerimónia simples, misto de celebração e nostalgia: "Heroes", do álbum de 1977, num concerto em Dublin, em 2003 ['A Reality Tour'].

quarta-feira, outubro 08, 2025

Heroes, com Martha Wainwright

Eis uma referência lendária, vinda do outro lado do mundo: RockWiz, programa australiano de televisão, existiu regularmente entre 2005 e 2016, coleccionando uma galeria mais que respeitável de visitantes. Agora, (re)apareceu no YouTube uma gravação de 2006 em que Martha Wainwright e Adrian Belew (que colaborou com Frank Zappa, Talking Heads, Laurie Anderson, etc.) recriam o clássico Heroes, de David Bowie — 4 minutinhos de telvisão comme il faut.
 

sexta-feira, agosto 29, 2025

David Bowie e Mick Jagger, agora em 4K

Dancing in the Street, tema emblemático de Martha and the Vandellas, em 1964, foi um dos símbolos do Live Aid, há 40 anos (13 julho 1985), na interpretração de uma dupla genial: David Bowie/Mick Jagger. A sua performance surgiu nos ecrãs dos estádios de Londres e Filadélfia que acolheram o concerto, num teledisco assinado por David Mallet. Agora num primoroso restauro em 4K, surgiu também numa versão "complementar", um pouco à maneira de um clássico making of — eis as duas versões.
 

sexta-feira, março 07, 2025

Young Americans, 50 anos

Plastic soul — foi com esta expressão, de bizarra e cruel auto-ironia, que David Bowie classificou Young Americans, o seu nono álbum de estúdio. O certo é que, da canção-título até ao emblemático Fame, encontramos aqui um rock de enigmática elegância, com uma respiração soul pontuada por muitos contrastes funk, numa coexistência que superou preconceitos e barreiras, consagrando-o como um genuíno clássico.
O lançamento ocorreu a 7 de março de 1975, faz hoje 50 anos — esta é a versão de Fame produzida em 1990.

quinta-feira, fevereiro 15, 2024

Rebel, Rebel, 50 anos

Rebel, Rebel, um dos temas emblemáticos de David Bowie, surgiu nas lojas no dia 15 de fevereiro de 1974 — faz hoje 50 anos. Era o primeiro single do álbum Diamond Dogs, lançado cerca de três meses mais tarde, a 24 de maio. Eis uma performance da canção, em 2002, no programa de Jools Holland, Later...na BBC.

terça-feira, outubro 31, 2023

Nile Rodgers & Chic
— concerto na NPR

Risqué (1979)

Foi, num certo sentido, um regresso às origens: Nile Rodgers esteve com os Chic nos estúdios da NPR para um magnífico Tiny Desk Concert. O evento foi vivido com evidente alegria e, como ele diz, funkocity, ultrapassando os tradicionais 15/20 minutos da rubrica, chegando à meia hora de duração: são seis canções, incluindo Good Times, do emblemático Risqué (1979), e um encore com Let's Dance, do álbum homónimo de David Bowie (1983), neste caso com especial destaque para a condução dos acontecimentos pelo baterista Ralph Rolle.

domingo, janeiro 08, 2023

10 FILMES DE 2022

Depois da publicação de posts individuais sobre cada um destes discos (o primeiro a 19 de dezembro, o último a 6 de janeiro), aqui fica o respectivo balanço.

01_DAS PROFUNDEZAS
Michelangelo Frammartino

02_CRIMES DO FUTURO
David Cronenberg

03_BLONDE
Andrew Dominik

04_RECREIO
Laura Wandel

05_CAUSEWAY
Lila Neugebauer

06_OSSOS E TUDO
Luca Guadagnino

07_IRMÃO E IRMÃ
Arnaud Desplechin

08_UM FILME EM FORMA DE ASSIM
João Botelho

09_PATHOS, ETHOS, LOGOS
Joaquim Pinto, Nuno Leonel

10_MOONAGE DAYDREAM
Brett Morgen

segunda-feira, dezembro 19, 2022

10 filmes de 2022 [1]

Brett Morgen

Revisitar David Bowie (1947-2016) como personagem de uma transcendência de que ele próprio foi inventor, protagonista e mediador — eis o programa de trabalho de Brett Morgen, cumprido com um misto de rigor e obsessão, informação e delírio poético. Raras vezes vimos uma biografia capaz, como esta, de recuperar o chamado material de arquivo para, com ele, elaborar uma narrativa que, no limite, se confunde com os desejos artísticos do próprio Bowie — sem voz off, essa praga de muitos projectos que não respeitam as imagens (e os sons) que apresentam.


[ Instagram ]

sexta-feira, setembro 30, 2022

Ser ou não ser David Bowie

David Bowie revisto e reinventado por um filme invulgar

Infelizmente, Moonage Daydream só esteve uma semana em exibição. Foi no ecrã gigante que pudemos descobrir esse admirável trabalho sobre David Bowie: mais do que um documentário biográfico, estamos perante uma experiência “imersiva” capaz de revalorizar a magia primitiva do espectáculo — este texto foi publicado no Diário de Notícias (15 setembro).

Foi um dos grandes acontecimentos do último Festival de Cannes (extra-competição) e ficará, por certo, como um dos filmes fulcrais de 2022: Moonage Daydream, de Brett Morgen, está [esteve] a partir de hoje [dia 15], e durante uma semana, em salas IMAX. O retrato épico de David Bowie (1947-2016) suscita também várias edições das respectivas canções: a banda sonora estará disponível em formato digital a partir de amanhã [dia 16]; em duplo CD surgirá no dia 18 de novembro; e em triplo LP no início de 2023.
Este calendário poderá suscitar a ideia equívoca de que se trata do registo de um concerto, porventura inédito, “multiplicado” pelas respectivas variações discográficas. De facto, não é disso que se trata, mas sim de uma visão do criador de Life on Mars? que tem tanto de antologia como de reinvenção formal.
Também não estamos perante uma lógica de reportagem, por exemplo à maneira do clássico Dont Look Back (1967), de D. A. Pennebaker, sobre a lendária digressão britânica de Bob Dylan, em 1965. Seja como for, é um facto que Moonage Daydream integra diversos materiais da “Zigg Stardust Tour” (1972-73), provenientes sobretudo do filme Ziggy Stardust and the Spiders from Mars, também assinado por Pennebaker, dedicado ao derradeiro concerto dessa digressão, realizado a 3 de julho de 1973 no Hammersmith Odeon de Londres.

Camaleão?

De que se trata, então? Por uma vez, podemos dizer que a promoção de um filme sabe ser fiel ao seu “espírito”. Quando no respectivo trailer se diz que se trata de uma experiência “imersiva”, só podemos concordar: o espectador é convocado, não para uma “playlist” de sucessos, mas sim para uma viagem através do mundo de Bowie, algures entre o real e o imaginário — ou num território que está para lá da sua mecânica oposição.
O título do filme retoma o título de uma canção de Bowie, precisamente do álbum The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars (1972). Nela se apresenta a personagem central da fábula de ficção científica que o álbum propõe: Ziggy Stardust, figura alienígena, símbolo visceral da energia do rock, está no nosso planeta para nos salvar do apocalipse… Além do mais, distinguindo-se por uma identidade festivamente ambígua — ou como se diz num dos versos, anunciando a chega de Ziggy: “I'm a mama-papa comin' for you”.
Claro que Ziggy, o seu álbum e as suas performances estão muito longe de esgotar o esplendor dos 140 minutos da realização de Morgen. Em todo o caso, a sua escolha como “capítulo zero” do próprio filme não tem nada de arbitrário, ajudando o espectador a resistir ao rótulo convencional (ainda que elogioso) do poder “camaleónico” de Bowie. Na verdade, o camaleão muda de cor para se confundir com o cenário em que se movimenta, no limite desaparecendo. Ora, Bowie sempre foi o rigoroso contrário disso mesmo: um artista que soube cultivar a ousadia de novas formas e diferentes performances, emergindo como “coisa” diferente em qualquer cenário.
Moonage Daydream consegue, assim, algo de raro e precioso, superando as fronteiras tradicionais de um registo que, para todos os efeitos, tem o seu quê de biográfico — é mesmo, oficialmente, o primeiro documentário dedicado a Bowie produzido com autorização dos herdeiros e gestores do seu património artístico.

Brett Morgen
Vida e morte

Pormenor sintomático: não encontramos, aqui, uma daqueles vozes off mais ou menos “descritivas”, redundantes e monótonas, que acabam por reduzir os materiais de arquivo a lugares-comuns “enciclopédicos”. O efeito imersivo provém de uma lógica narrativa que, não sendo temporalmente linear, também não tem nada de arbitrário. Deambulamos, por exemplo, dos álbuns berlinenses de Bowie no final da década de 1970 (Low, “Heroes” e Lodger) para o seu envolvimento com o cinema, o teatro e a pintura, sem que isso nos faça perder o essencial: o génio de um criador em permanente reavaliação crítica da sua identidade — ser ou não ser, eis a questão.
Na trajectória de Morgen, Moonage Daydream é, claramente, um objecto cúmplice do seu Cobain: Montage of Heck (2015), retrato de Kurt Cobain (1967-1994) em que as memórias musicais dos Nirvana se cruzam com muitos desenhos e documentos inéditos. Segundo o próprio realizador, em entrevista à BBC (por altura da passagem do filme em Cannes), durante o seu trabalho de cinco anos teve acesso a nada mais nada menos que cinco milhões de “documentos” (“assets”) directa ou indirectamente relacionados com a obra e a personalidade de Bowie.
Tal envolvimento não é alheio às convulsões da sua vida pessoal. Desde logo, porque a paixão pela música de Bowie começou na adolescência — Morgen nasceu em Los Angeles, em 1968. Depois, porque quando estava a começar a trabalhar em Moonage Daydream sofreu um violento ataque cardíaco que, como ele sublinha, o levou a repensar toda a sua existência e a herança que poderia deixar aos seus três filhos: “Precisei de aprender a viver outra vez e foi nessa altura, aos 47 anos, que David Bowie, realmente, voltou a entrar na minha vida.”

quinta-feira, agosto 04, 2022

Moonage Daydream: 15 de setembro!

Foi um dos grandes acontecimentos de Cannes/2022...
Quem supôs, pressentiu ou especulou que Moonage Daydream (incluindo o responsável por este texo) poderia não chegar às salas portuguesas estava totalmente enganado. Segundo informação da respectiva distribuidora, Cinemundo, o filme de Brett Morgen sobre David Bowie já tem estreia marcada para o dia 15 de setembro. Mais do que isso: estará disponível em salas tradicionais e também em IMAX!

sábado, julho 02, 2022

David Bowie na AS Roma

Nesta época de muitas e, por vezes, inesperadas transferências no mundo do futebol, pode dizer-se que David Bowie também faz parte das opções de José Mourinho. Dito de outro modo: a AS Roma propõe uma muito interessante colecção de playlists.
E com uma diversidade, no mínimo, sedutora: além de Bowie, encontramos, por exemplo, Grunge, Morricone e uma lista de uma centena de 'Classic Covers', incluindo Jesus Doesn't Want Me for a Sunbeam, pelos Nirvana (MTV Unplugged in New York, 1993), refazendo o original dos Vaselines (Jesus Wants Me for a Sunbeam). As alternativas estão disponíveis no site do clube.
Na lista de Bowie, dos idos de 1993, surge esta muito rara Leftfield Remix de Jump they Say (original do álbum Black Tie White Noise).

domingo, junho 26, 2022

BOWIE / ZIGGY / FNAC

Da sessão SOUND + VISION da FNAC, no sábado, dia 25, aqui ficam algumas memórias soltas da nossa revisitação de Ziggy Stardust a propósito do seu 50º aniversário.

>>> David Bowie, Changes (1971; lyric video, 2018).
 

>>> Duran Duran, Five Years (2021).
 

>>> Choir! Choir! Choir!, Heroes (2019).
 

sábado, junho 25, 2022

Ziggy Stardust, 50 anos
— SOUND + VISION [FNAC, hoje]

O álbum Ziggy Stardust and the Spiders from Mars surgiu em 1972, faz agora 50 anos — na próxima sessão SOUND + VISION, na FNAC, revisitamos imagens e sons daquela que continua a ser a personagem mais lendária de David Bowie e um dos ícones da história do rock.

>>> FNAC, Chiado — hoje, 25 junho (17h00).

sexta-feira, junho 24, 2022

Ziggy Stardust, 50 anos [11/11]

Foi a 16 de junho de 1972 que surgiu The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars, álbum em que David Bowie inventava a sua personagem mais mítica, redefinindo a carreira e, mais do que isso, abrindo um capítulo do rock consagrado às possibilidades de permanente discussão da identidade artística, pública e privada. São 11 canções, aqui metodicamente recordadas — esta é a décima primeira, Rock'n'Roll Suicide.

[ 1 ]  [ 2 ]  [ 3 ]  [ 4 ]  [ 5 ]  [ 6 ]  [ 7 ]  [ 8 ]  [ 9 ]  [ 10 ]

Time takes a cigarette, puts it in your mouth
You pull on your finger, then another finger, then your cigarette
The wall-to-wall is calling, it lingers, then you forget
Ohhh, you're a rock 'n' roll suicide

You're too old to lose it, too young to choose it
And the clock waits so patiently on your song
You walk past a cafe but you don't eat when you've lived too long
Oh, no, no, no, you're a rock 'n' roll suicide

Chev brakes are snarling as you stumble across the road
But the day breaks instead so you hurry home
Don't let the sun blast your shadow
Don't let the milk float ride your mind
They're so natural - religiously unkind

Oh no love! you're not alone
You're watching yourself but you're too unfair
You got your head all tangled up but if I could only make you care
Oh no love! you're not alone
No matter what or who you've been
No matter when or where you've seen
All the knives seem to lacerate your brain
I've had my share, I'll help you with the pain
You're not alone
Just turn on with me and you're not alone
Let's turn on with me and you're not alone
Let's turn on and be not alone
Gimme your hands cause you're wonderful
Gimme your hands cause you're wonderful
Oh gimme your hands.




>>> A canção tal como foi interpretada no espectáculo final de Ziggy Stardust, a 3 de julho de 1973, no Hammersmith Odeon (Londres). As imagens pertencem ao filme que regista esse espectáculo, Ziggy Stardust and the Spiders from Mars, de D. A. Pennebaker (lançado em 1979).


>>> Tóquio, 1990.
 

segunda-feira, junho 20, 2022

Ziggy Stardust, 50 anos [9/11]

Foi a 16 de junho de 1972 que surgiu The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars, álbum em que David Bowie inventava a sua personagem mais mítica, redefinindo a carreira e, mais do que isso, abrindo um capítulo do rock consagrado às possibilidades de permanente discussão da identidade artística, pública e privada. São 11 canções, aqui metodicamente recordadas — esta é a nona, Ziggy Stardust.

[ 1 ]  [ 2 ]  [ 3 ]  [ 4 ]  [ 5 ]  [ 6 ]  [ 7 ]  [ 8 ]

Ziggy played guitar
Jamming good with Weird and Gilly
And the Spiders from Mars
He played it left hand
But made it too far
Became the special man
Then we were Ziggy's band

Ziggy really sang
Screwed-up eyes and screwed-down hairdo
Like some cat from Japan
He could lick 'em by smiling
He could leave 'em to hang
They came on so loaded, man
Well-hung and snow-white tan

So where were the spiders
While the fly tried to break our bones?
With just the beer light to guide us
So we bitched about his fans
And should we crush his sweet hands?

Ziggy played for time
Jiving us that we were voodoo
The kids were just crass
He was the nazz
With God-given ass
He took it all too far
But, boy, could he play guitar


Making love with his ego
Ziggy sucked up into his mind, ah
Like a leper messiah
When the kids had killed the man
I had to break up the band



>>> A canção tal como foi interpretada no espectáculo final de Ziggy Stardust, a 3 de julho de 1973, no Hammersmith Odeon (Londres). As imagens pertencem ao filme que regista esse espectáculo, Ziggy Stardust and the Spiders from Mars, de D. A. Pennebaker (lançado em 1979).