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terça-feira, fevereiro 24, 2026

Bob Dylan, Bootleg nº 18

As gravações "perdidas" de Bob Dylan são um galáxia sem fim... Assim é o volume 18 da série, a comprovar de forma exuberante a riqueza do património do compositor de The Times They Are A-Changin'. Como diz o título — Bootleg Series Volume 18: Through The Open Window, 1956-1963 —, esta é uma edição que nos faz revisitar os anos de transição, 1950/60, quando Dylan inventariava referências da tradição folk, ao mesmo tempo que definia as componentes específicas de uma identidade criativa que nunca se encerrou na solução preguiçosa da imitação mais ou menos nostálgica.
Com edições em vários formatos, a mais abrangente tem 8 CD com um total de 139 faixas, incluindo 48 gravações inéditas, sendo acompanhada por um livro com notas de Sean Wilentz e cerca de uma centena de raridades fotográficas.
Eis um tema tradicional, Man of Constant Sorrow, no registo de um ensaio de 1961, em Nova Iorque — seria integrado no alinhamento de Bob Dylan, primeiro álbum de estúdio lançado há 64 anos, mais precisamente a 19 de março de 1962.
 

sábado, janeiro 10, 2026

Desire, 50 anos

Passaram-se 50 anos sobre o lançamento de Desire, 17º álbum de estúdio de Bob Dylan. Trata-se, no fundo, de uma derivação da lendária digressão Rolling Thunder Revue, cujas memórias filmadas deram origem a um magnífico documentário de Martin Scorsese, lançado pela Netflix em 2019 — é daí que provém esta performance de One More Cup of Coffee (Valley Below).

quinta-feira, setembro 25, 2025

Bod Dylan: cinco canções no Farm Aid

As imagens da gravação não são famosas (pela distância, pela escassez de pontos de vista), mas o som é de boa qualidade... E Bob Dylan está mesmo lá, "escondido" atrás do piano — e canta lindamente, com a perene alegria de um trovador dos sixties. Aconteceu no dia 20 de setembro, em Minneapolis, Minnesota, na 40ª edição do Farm Aid, concerto de apoio aos agricultores americanos. A performance consta de cinco canções — All Along The Watchtower, I Can Tell, To Ramona, Highway 61 Revisited, Don't Think Twice, It's All Right — com apresentação de John Mellencamp.

segunda-feira, setembro 15, 2025

Uma canção de Bob Dylan
pelo coro do Pembroke College

Pembroke College

Make You Feel My Love é um dos temas emblemáticos de Time Out of Mind (1997), trigésimo álbum de estúdio de Bob Dylan, tão famoso pela sua excelência poética e musical, como pela produção de Daniel Lanois. Recentemente, a britânica Anna Lapwood (maestrina, organista oficial do Royal Albert Hall, personalidade da televisão e da rádio) fez um arranjo da canção para o coro do Pembroke College, Cambridge — apenas sublime (+ o original em baixo).
 


sábado, agosto 30, 2025

Highway 61 Revisited — Bob Dylan há 60 anos

Highway 61 Revisited, sexto álbum de estúdio de Bob Dylan, foi lançado no dia 30 de agosto de 1965 — faz hoje 60 anos.
Para assinalar a data, o marketing de Dylan, criativo como poucos, propõe várias alternativas de (re)descoberta desse registo que abre com o lendário Like a Rolling Stone, incluindo uma "auto-estrada interactiva" [imagens em cima].
Numa dimensão mais tradicional, destaquemos a proposta disponível no Music-YouTube: um pouco mais de três horas e meia com 43 canções — uma antologia (breve, apesar de tudo) para quem chegou agora de outra galáxia e tem alguma curiosidade em conhecer o génio de Robert Allen Zimmerman, nascido a 24 de maio de 1941.
Eis um exemplo, com imagens: Shelter from the Storm, num registo incluído em Hard Rain (1976), álbum ao vivo gravado durante dois concertos da digressão 'Rolling Thunder Revue'.

segunda-feira, agosto 04, 2025

Guitarra & Voz [6/10]

BOB DYLAN
Mr. Tambourine Man

Canção emblemática de Bringing It All Back Home, aqui interpretada no Festival de Newport de 1964 (24 julho) — a apresentação está a cargo de Pete Seeger.


[ Ryan Adams ] [ David Fonseca ] [ Bruce Springsteen ] [ Joni Mitchell ] [ Eddie Vedder ]

domingo, agosto 03, 2025

Guitarra & Voz [5/10]

EDDIE VEDDER
Forever Young

Um clássico de Bob Dylan recriado por Eddie Vedder — não com os Pearl Jam, mas num concerto da digressão 'Water on the Road', a solo, no ano de 2008 (Warner Theatre, Washington, 16-17 agosto).


[ Ryan Adams ] [ David Fonseca ] [ Bruce Springsteen ] [ Joni Mitchell ]

sábado, julho 05, 2025

Bob Dylan, 1975

* LO AND BEHOLD

I pulled out for San Anton'
I never felt so good
My woman said she'd meet me there
And of course, I knew she would

The coachman, he hit me for my hook
And he asked me my name
I give it to him right away
Then I hung my head in shame

Lo and behold! Lo and behold!
Looking for my lo and behold
Get me outta here, my dear man

I come into Pittsburgh
At 6:30 flat
I found myself a vacant seat
And I put down my hat

"What's the matter, Molly, dear?
What's the matter with your mound?"
"What's it to ya, Moby Dick?
This is chicken town!"

Lo and behold! Lo and behold!

(...)

I bought myself a herd of moose
One she could call her own
Well, she came out the very next day
To see where they had flown

I'm going down to Tennessee
Get me a truck or something
Gonna save my money and rip it up

Lo and behold! Lo and behold!
(...)

Now, I come in on a Ferris wheel
And boys, I sure was slick
I come in like a ton of bricks
Laid a few tricks on them

Going back to Pittsburgh
Count up to 30
Round that horn and ride that herd
Gonna thread up

Lo and behold! Lo and behold!
(...)

sexta-feira, abril 11, 2025

sábado, março 22, 2025

Bringing It All Back Home faz 60 anos

É o album de Bob Dylan que abre com a canção Subterranean Homesick Blues, filmada por D. A. Pennebaker num lendário teledisco, antes de haver telediscos [video]. Com um lado A eléctrico e um lado B acústico — e com as polémicas que tudo isso desencadeou, aliás evocadas no documentário Dont Look Back, de Pennebaker. Bringing It All Back Home foi lançado no dia 22 de março de 1965 — faz hoje 60 anos.

domingo, fevereiro 16, 2025

Ryan Adams, novo álbum...

É um dos raros e legítimos herdeiros de uma tradição que tem em Bob Dylan o seu núcleo artístico e simbólico: o americano Ryan Adams (nascido em Jacksonville, Carolina do Norte, 5 nov. 1974) não pára e já lançou o seu primeiro álbum de 2025 ("primeiro" porque, se a lógica se mantiver, o ano trará mais uns quatro ou cinco...). Chama-se Another Wednesday e é feito de registos ao vivo (sobretudo de canções do álbum Wednesdays, 2020), simples e sofisticados, numa palavra, intimistas — para já, eis o tema de abertura: When You Cross Over.

In Carolina
There were pictures on the wall
And the pain is lighter
The house is empty now and only shadows fall

And when you cross over
I hope she's waiting there for you
When you cross over
Into the spaces of the blue
When you cross over
Please know that I'll always love you
And may your pain return into the light
When you cross over tonight

My brother
Born in Alabama just as winter calmed
My family moved to Carolina
In the shadows of the pines and lumberyards

And when you cross over
I hope they're waiting there for you
When you cross over
Please know that I'll always love you
When you cross over
Into the spaces in the blue
And may your pain return into the light
When you cross over tonight

I know you didn't wanna leave this way
I know you tried your best to hide it
I'm gonna love you now, anyway

In Carolina
Roses bloom beside the house
Your brother and your sister, your mother and your father
All of your friends gather around

And when you cross over
(...)

segunda-feira, janeiro 20, 2025

Blood on the Tracks, 50 anos

Blood on the Tracks, 15º álbum de estúdio de Bob Dylan, foi lançado a 20 de janeiro de 1975 — faz hoje 50 anos. Antologia de sensações muito íntimas, revistas em tom de celebração poética, são dez canções clássicas dentro de um verdadeiro clássico — a começar por Tangled Up In Blue [aqui em imagens da digressão Rolling Thunder Revue].

sexta-feira, março 01, 2024

We Are the World
— memórias épicas de uma canção

Lançada em 1985 para angariar fundos para combater a fome em África, a canção We Are the World foi um verdadeiro fenómeno global. Agora, na Netflix, A Grande Noite da Pop faz o retrato fascinante da sua concepção e gravação.

Imaginemos um filme cujo elenco possa incluir, entre outros, os nomes de Ray Charles, Bob Dylan, Michael Jackson, Cindy Lauper, Lionel Richie, Diana Ross, Paul Simon, Bruce Springsteen, Tina Turner, Stevie Wonder… Em boa verdade, esse filme existe desde 1985 — trata-se do teledisco de We Are the World, canção criada para angariar fundos para combater a fome em África. Agora, através de um notável documentário intitulado A Grande Noite da Pop, disponível na Netflix (título original: The Greatest Night in Pop), podemos descobrir aquilo que apetece chamar a “versão longa” do teledisco.
A Grande Noite da Pop faz uma revisitação de We Are the World em parte semelhante à proposta que encontramos na série The Beatles - Get Back (Disney+), de Peter Jackson. Tal como Jackson trabalhou a partir dos registos inéditos das gravações do álbum final dos Beatles (Let it Be), também Bao Nguyen, realizador americano de ascendência vietnamita, pôde aceder a uma espantosa colecção de imagens registadas durante a gravação da canção.


Reconhecemos, claro, as imagens do teledisco, mas as novidades são fascinantes. Há também diversos depoimentos filmados agora, surgindo Lionel Richie como principal narrador: é ele que começa por recordar a origem da canção, primeiro com o impulso decisivo de Harry Belafonte, depois através do envolvimento de Bob Geldof que, no Reino Unido, no Natal de 1984, tinha organizado um projecto humanitário semelhante, dando origem à canção Do They Know It’s Christmas? Seja como for, o essencial são as largas dezenas de minutos (mais de metade do documentário que dura 01h 36m) em que assistimos ao labor de cerca de quatro dezenas de cantores — incluindo o coro que, além de Geldof, integra, por exemplo, Sheila E., Bette Midler e Smokey Robinson — durante uma noite realmente épica.
O título A Grande Noite da Pop é para ser tomado à letra. A partir do momento em que Lionel Richie e Michael Jackson começaram a compor a canção, tendo garantido que a produção estaria a cargo de Quincy Jones (personagem decisiva em toda esta aventura), tratava-se de saber como organizar a logística de uma gravação que, além de outros convidados, iria integrar vários dos participantes nos American Music Awards, a realizar, também em Los Angeles, na mesma noite do dia 28 de janeiro de 1985… e com apresentação de Lionel Richie.
Deparamos com toda uma colecção de pormenores inesperados ou desconcertantes — desde o mal estar inicial de Bob Dylan perante a altura das notas que Quincy Jones estava a pedir, até ao comportamento errático de Al Jarreau, consumindo mais do que o aconselhável das garrafas que começaram a aparecer no estúdio, passando pelos ruídos na gravação da voz de Cindy Lauper… por causa dos exuberantes colares que usava nessa noite. Em qualquer caso, A Grande Noite da Pop não se esgota numa acumulação de elementos mais ou menos pitorescos, impondo-se como um testemunho exemplar de um trabalho colectivo que, escusado será sublinhá-lo, resistiu ao tempo, às modas e às próprias transformações do audiovisual nas décadas que se seguiram.

quarta-feira, janeiro 17, 2024

Forever Young, 50 anos

Na longa, multifacetada e fascinante colaboração de Bob Dylan com The Band, Planet Waves corresponde a um momento exemplar, genuinamente mítico. O álbum foi gravado ao longo de seis sessões durante a primeira quinzena de novembro de 1973, tendo sido lançado a 17 de janeiro de 1974 — faz hoje 50 anos.
Nele encontramos o lendário Forever Young, em duas versões a diferente "velocidade", slow e fast. Eis a versão "final", filmada por Martin Scorsese em The Last Waltz (1978) — são imagens do derradeiro concerto de The Band, incluindo, logo após Forever Young, o tema Baby, Let Me Follow You Down, clássico folk de 1935 que Dylan incluiu no seu álbum de estreia [Bob Dylan], lançado em 1962.
 

sábado, dezembro 30, 2023

Patti Smith canta Bob Dylan

Há 60 anos, mais precisamente no dia 27 de maio de 1963, foi lançado The Freewheelin' Bob Dylan, segundo álbum de estúdio de Bob Dylan. No alinhamento, para lá de alguns temas que edificariam a sua própria lenda (incluindo A Hard Rain's a-Gonna Fall), surgia Masters of War, prodigioso panfleto contra a indústria da guerra cuja actualidade simbólica, infelizmente, não se desvaneceu. Foi isso mesmo que Patti Smith recordou, no dia 30, na sala do Brooklyn Steel, em Nova Iorque — a rosa que serve de fundo ao palco foi fotografada por Robert Mapplethorpe.
 
Come you masters of war
You that build all the guns
You that build the death planes
You that build the big bombs
You that hide behind walls
You that hide behind desks
I just want you to know
I can see through your masks

You that never done nothin’
But build to destroy
You play with my world
Like it’s your little toy
You put a gun in my hand
And you hide from my eyes
And you turn and run farther
When the fast bullets fly

Like Judas of old
You lie and deceive
A world war can be won
You want me to believe
But I see through your eyes
And I see through your brain
Like I see through the water
That runs down my drain

You fasten the triggers
For the others to fire
Then you set back and watch
When the death count gets higher
You hide in your mansion
As young people’s blood
Flows out of their bodies
And is buried in the mud

You’ve thrown the worst fear
That can ever be hurled
Fear to bring children
Into the world
For threatening my baby
Unborn and unnamed
You ain’t worth the blood
That runs in your veins

How much do I know
To talk out of turn
You might say that I’m young
You might say I’m unlearned
But there’s one thing I know
Though I’m younger than you
Even Jesus would never
Forgive what you do

Let me ask you one question
Is your money that good
Will it buy you forgiveness
Do you think that it could
I think you will find
When your death takes its toll
All the money you made
Will never buy back your soul

And I hope that you die
And your death’ll come soon
I will follow your casket
In the pale afternoon
And I’ll watch while you’re lowered
Down to your deathbed
And I’ll stand o’er your grave
’Til I’m sure that you’re dead

terça-feira, novembro 21, 2023

Cat Power canta Dylan

Não há teledisco... não é preciso. Eis One Too Many Mornings, uma das canções do álbum Cat Power Sings Dylan: The 1966 Royal Albert Hall Concert, refazendo (a 5 de novembro de 2022) um lendário concerto de Dylan que, em boa verdade, aconteceu no Manchester Free Trade Hall (a 17 de maio de 1966) — tempo que passa, tempo que fica.
 

domingo, março 12, 2023

Bob Dylan, os livros e as canções
— SOUND + VISION / FNAC [hoje, 17h00]

Bob Dylan volta a ser referência principal do nosso Magazine — a propósito do lançamento do seu livro sobre "a filosofia das canções modernas", propomos uma viagem através da escrita, da música e das imagens do autor de Like a Rolling Stone.

* FNAC Chiado: hoje, dia 12, 17h00.

quinta-feira, janeiro 12, 2023

Bob Dylan, "The Bootleg Series", nº 17

Time Out of Mind (1997), o álbum de Bob Dylan produzido por Daniel Lanois, ficou como um capítulo essencial de um processo de transfiguração criativa que, em qualquer caso, não implicou qualquer afastamento das raízes do autor de The Times They Are a-Changin'.
Agora, é objecto de uma revisão/revisitação: Bob Dylan – Fragments – Time Out of Mind Sessions (1996-1997): The Bootleg Series Vol.17 chega a 27 de janeiro e não será arriscado supor que nele encontraremos, não apenas as peculiaridades do contexto criativo em que tudo aconteceu, mas também a crónica de um tempo em que Dylan, como sempre, seguia um caminho pessoalíssimo, alheio a conceitos de "vanguarda" ou "revivalismo" com que outros, não poucas vezes, tentam escudar a sua limitada imaginação.
Para já, eis um fabuloso video daquela que foi a versão nº1 de Not Dark Yet — com uma fascinante montagem de imagens dos seguintes fotógrafos:
 
Wayne Miller
Elliott Erwitt
Ian Berry
Alex Webb
Burt Glinn
Richard Kalvar
Leonard Freed
Eve Arnold
Alex Majoli
Paul Fusco
Dennis Stock
Guy Le Querrec
Thomas Hoepker
Raymond Depardon
Danny Lyon
Christopher Anderson
Jonas Bendiksen
Chris Steele-Perkins
Nikos Economopoulos
Paolo Pellegrin
Peter Marlow
Rene Burri
Chien-Chi Chang
Eli Reed
Hiroji Kubota


quarta-feira, maio 11, 2022

Dylan 60

Em matéria de música popular, o número 60 está na ordem do dia. Primeiro, com a digressão 'Sixty' dos Rolling Stones, agora com a celebração dos 60 anos de Bob Dylan a gravar para a Columbia. Objecto emblemático das comemorações é o novo teledisco intitulado Subterranean Homesick Blues 2022. Que é como quem diz: uma magnífica reinvenção gráfica do original, datado de 1965, encenando a faixa de abertura do álbum Bringing It All Back Home — uma maravilha!