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domingo, novembro 05, 2017

Um "alien" chamado Benjamin Clementine

O magnífico At Least for Now (2015), álbum de estreia do londrino Benjamin Clementine, não foi um acidente. O seu segundo registo, I Tell a Fly, aí está a confirmar o seu talento paradoxal, de uma só vez clássico e experimental, pop na sensibilidade, suavemente jazzístico na prática. De tal modo que ele próprio gosta de se apresentar como um "alien", neste caso em paisagens americanas — eis o teledisco de Jupiter, assinado por Lola Montes Schnabel.

Ben is an alien with extra ability
Pushed time to next century
Somewhere his craft lost control
Guess where he stopped for petrol

Wishing Americana happy
Wishing Americana free
Ben's an alien passing by
Wishing everyone be
Back home in Jupiter, things are getting harder
Wishing everyone ease

When I made a joke about shooting stars
Ben spoke like a true bard
Said: "Don't play with songs, music is not mocked
As fears toy, tear joys"

Wishing Americana happy
[...]

Could it be? Could it be? Could it be?
Could it be? Could it be? Could it be?
Can it be? Can it be? Already?
[...]

terça-feira, abril 19, 2016

Benjamin Clementine em concerto na NPR

Revelação absoluta com o álbum At Least for Now, vencedor do Mercury Prize 2015, Benjamin Clementine é uma genuína força de natureza. Entenda-se: senhor de um reino solitário a que, para além das singularidades da voz, basta a cumplicidade de um piano — ei-lo, como tal, numa performance da série 'Tiny Desk Concerts', na NPR.

sábado, novembro 21, 2015

Mercury Prize para Benjamin Clementine

O vencedor do Mercury Prize 2015 é Benjamin Clementine — mais precisamente, o seu registo de estreia At Least for Now. De facto, a distinção, promovida pela British Phonographic Industry, é para o "melhor álbum do ano", produzido no Reino Unido ou Irlanda. Eis o tema Nemesis, um belo exemplo das singularidades de Clementine, discípulo de Nina Simone, algures entre a pop mais clássica e, por vezes, as derivações da spoken word.


Recorde-se que Benjamin Clementine tem cinco concertos agendados para este mês de Novembro, em Portugal:

* Theatro Circo, Braga — domingo, 22/11
* Teatro Aveirense, Aveiro — terça, 24/11
* Casa da Música, Porto — quarta, 25/11
* Vodafone Mexefest (Av. Liberdade), Lisboa — sexta, 27/11
* Teatro das Figuras, Faro — sábado, 28/11

>>> Site do Mercury Prize.
>>> Site de Benjamin Clementine.

domingo, janeiro 25, 2015

Benjamin Clementine, opus 1

Coisa séria — Benjamin Clementine é um jovem de 26 anos, londrino, de ascendência ganesa, que possui o dom de uma voz tão cristalina quanto dramática. Canta com a naturalidade desarmante de quem pode derivar da mais clássica pop para as paisagens fronteiriças da spoken word, sempre apoiado numa imaculada precisão do dizer.
Embora conhecido e reconhecido na Grã-Bretanha, a sua vida pessoal e profissional tem passado muito por França. Dizem as crónicas que, entre as suas influências, gosta de citar Nina Simone, Leonard Cohen e Antony Hegarty — não é estultícia, como o prova, com assombrosa eloquência, o seu primeiro álbum, At Least for Now.
Dois exemplos, para já: Cornerstone, no programa da BBC2 Later... with Jools Holland (22 Out. 2013); Nemesis, na edição de Le Grand Journal, do Canal + (no passado dia 22 de Janeiro).