Mostrar mensagens com a etiqueta Ambrose Akinmusire. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ambrose Akinmusire. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, janeiro 02, 2026

10 discos de 2025 [5]

* HONEY FROM A WINTER STONE, Ambrose Akinmusire

Dois anos passados sobre o lançamento do notável Owl Song, na companhia de Bill Frisell (guitarra) e Herlin Riley (bateria), o trompetista Ambrose Akinmusire acrescenta mais um prodigioso álbum à sua discografia, agora tendo como pólo dominante a voz de Kokayi e um acompanhamento multifacetado em que piano e bateria coexistem com um quarteto de cordas e um sintetizador. A poesia evolui como uma deambulação confessional contaminada por uma metódica busca de sagrado — Now it's just the daylight gone / But I'm feeling it like the sun. Somos convocados para o espírito, e também o recato, de uma verdadeira cerimónia em que instrumentos e voz procuram resgatar as imperfeições do mundo ("Muffled screams", isto é, "gritos abafados", diz o tema de abertura — aqui em baixo).
 

[ Patti Smith ] [ Taylor Swift ] [ Ryan Adams ] [ Lucy Dacus ]

sexta-feira, fevereiro 07, 2025

Ambrose Akinmusire, um auto-retrato

Aí está a primeira obra-prima de 2025: com honey from a winter stone, o trompetista e compositor Ambrose Akinmusire percorre referências essenciais na sua formação e prática musical, elaborando um álbum que ele próprio define como um auto-retrato — conta com as preciosas colaborações de Kokayi (voz), Sam Harris (piano), Chiquitamagic (sintetizador), Justin Brown (bateria) e o Mivos Quartet. Eis o tema de abertura, muffled screams.

domingo, fevereiro 25, 2024

Ambrose Akinmusire, Beauty Is Enough (2023)

segunda-feira, janeiro 04, 2021

10 álbuns de 2020 [8]

Ambrose Akinmusire

Que significa ter a pele negra, viver, pensar e fazer música nos EUA deste nosso século XXI? O jazz do trompetista Ambrose Akinmusire nasce de uma interrogação política capaz de integrar os mais genuínos riscos vanguardistas, preservando sempre o fulgor de uma herança a que, como é óbvio, o património do blues nunca é estranho. O seu quinto álbum de estúdio tem qualquer coisa de cerimónia filosófica, escuta-se como um capítulo essencial de uma aventura em movimento — exemplo: An That Get’ More Intense (Interlude).



* * * * *

[ 1. Fiona Apple ] [ 2. Víkingur Ólafsson ] [ 3. Bob Dylan ] [ 4. Lianne La Havas ] [ 5. Keith Jarrett ]
[ 6. Bernard Herrmann ] [ 7. Haim ]

segunda-feira, junho 22, 2020

Ambrose Akinmusire — novo álbum

Trompetista da tradição e do seu contrário, músico de uma versatilidade que nunca cede a qualquer espécie de exibicionismo, Ambrose Akinmusire tem um novo álbum, on the tender spot of every calloused moment — assim mesmo, tudo em minúsculas, porventura querendo sublinhar o movimento interior de uma música que, através das suas convulsões, flui para um horizonte de inusitada harmonia. Para escutar, aqui está Yessss.

quinta-feira, dezembro 26, 2019

O eco de Ambrose Akinmusire

Aconteceu no Jazzfest Berlin de 2019. Sob o lema "wait for the echo", o certame apresentou diversas experiências colectivas, favorecendo encontros e cruzamentos de referências. O trompetista americano Ambrose Akinmusire foi uma das personalidades em destaque, revisitando o seu álbum Origami Harvest (2018), especialmente revelador do seu gosto pela criação de um espaço expressivo que nasce da contaminação do jazz pelas narrativas do hip-hop. Surpreendentemente ou não, a performance de palco transfigura as sonoridades do álbum num fascinante evento a que, à falta de melhor, chamaremos sinfónico — o canal Arte oferece-nos o registo.