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quinta-feira, março 22, 2018

"Vanity Fair" — na noite dos Oscars

Jordan Peele
Um único cenário e uma parada de actores e actrizes na noite dos Oscars (alguns exibindo as cobiçadas estatuetas douradas): Mark Seliger é o talentoso autor de um portfolio de glamour visualmente correcto para este tempo de muitas convulsões em Hollywood — a descobrir, sem dúvida, nas páginas da Vanity Fair.

Hailee Steinfeld
Timothée Chalamet e Luca Guadagnino

sábado, março 10, 2018

OSCARS, passado e presente
— SOUND + VISION Magazine, FNAC
[hoje]

É altura de falarmos de Oscars. Mas não apenas da aritmética das nomeações e dos prémios. No próximo SOUND + VISION Magazine, na FNAC, propomos uma reflexão sobre as linhas de força dos prémios deste ano da Academia de Hollywood e também uma viagem a alguns momentos emblemáticos dos mais célebres prémios de cinema do mundo.

* FNAC: Chiado, hoje, 10 Março (18h30)

sexta-feira, março 09, 2018

"Lady Bird", pequeno grande filme

Saoirse Ronan
Mesmo sem vitórias, foi uma das presenças emblemáticas na noite dos Oscars: Lady Bird simboliza a persistência e a energia criativa de um cinema genuinamente independente — este texto foi publicado no Diário de Notícias (8 Março).

Cinco nomeações para os Oscars e zero vitórias... Será que Lady Bird foi um dos grandes derrotados da cerimónia da Academia de Hollywood? A resposta é claramente negativa. Importa, aliás, superar o pueril espírito “competitivo” que tende a enquadrar este tipo de acontecimentos. Afinal de contas, o que mais conta são os... filmes. Ou não são?
A simples presença de Lady Bird na noite dos Oscars — para mais integrando a prestigiosa lista dos nove nomeados para melhor filme do ano — é uma proeza que vale por si. Desde logo por razões de produção. Mais importante do que as centenas de milhões de dólares dos “blockbusters” de super-heróis, será o facto de Lady Bird constituir um exemplo minimalista das dinâmicas artísticas do cinema americano: com os seus 10 milhões de orçamento (valor muito abaixo da média dos títulos dos grandes estúdios), este é mesmo um exemplo modelar de uma zona de produção que depende, não de sofisticados especiais, mas de uma velha e nobre crença na energia humana dos actores. Neste caso, antes do mais, das actrizes: Saoirse Ronan e Laurie Metcalfe, ambas nomeadas (para actriz e actriz secundária, respectivamente).
Entendamo-nos: não é o baixo custo de Lady Bird que o torna fascinante. Lembrar os seus escassos milhões é apenas uma chamada de atenção para os contrastes internos de Hollywood. Mais do que isso, para a persistência de matrizes dramáticas eminentemente clássicas cuja vitalidade se mantém incólume.
Lady Bird apresenta-se, assim, como a crónica íntima da passagem à idade adulta de Christine (Ronan), em permanente tensão com a mãe (Metcalfe). Por um lado, o filme faz o inventário das mais típicas situações deste género de melodramas (incluindo a emblemática discussão no carro, com a mãe a conduzir); por outro lado, há na sua caracterização das personagens uma subtileza emocional que, em última instância, reforça um tema que contamina todos os momentos do filme: como definir as relações entre gerações para além das regras decorrentes dos próprios valores sociais?
Estamos, enfim, perante um auto-retrato “indirecto” de Greta Gerwig, realizadora e argumentista (nomeada em ambas as categorias). Isto porque tudo se passa em Sacramento, Califórnia, cidade natal da autora: a vibração dos lugares e a sensualidade da luz são mesmo elementos fulcrais das emoções de Lady Bird; e tanto mais quanto esta é também uma história do desejo de sair (para Nova Iorque) sem destruir a memória das origens — pequeno filme, grande cinema.

quinta-feira, março 08, 2018

A eterna juventude de Agnès Varda

Agnès Varda
[OSCARS]
Ironia paradoxal destes tempos de muitos combates sociais e simbólicos: numa altura em que tanto se discute o feminino e os seus poderes cinematográficos, Agnès Varda, à beira de celebrar 90 anos, persiste como um dos símbolos mais perenes do cinema europeu e, em boa verdade, mundial. Assim ficou provado pelo Oscar honorário que a Academia de Hollywood lhe atribuiu nos Governor Awards (entregues em cerimónia realizada a 11 de Novembro de 2017).
A sua presença nos Oscars deste ano envolve, por isso, o peso singular de uma carreira imensa cujas raízes estão no glorioso período da Nova Vaga francesa. De origem belga (nasceu em Bruxelas a 30 de Maio de 1928), afirmou-se como um nome emblemático desse movimento de renovação e experimentação, a par do seu marido Jacques Demy (1931-1990). A sua longa-metragem Duas Horas na Vida de uma Mulher (1962), centrada numa personagem, interpretada por Corinne Marchand, que aguarda um teste que poderá confirmar uma doença cancerígena, ilustra o paradoxal fascínio de muitas narrativas da Nova Vaga: é uma elaborada ficção, contaminada pelas emoções clássicas do melodrama, ao mesmo tempo que conserva uma contagiante dimensão documental.
Os documentários são, aliás, uma presença regular na trajectória de Varda, incluindo, claro, Olhares Lugares (co-realizado com o artista visual JR) que este ano a levou a Hollywood. Lembremos os exemplos modelares de Os Respigadores e a Respigadora (2000), sobre a decomposição dos mais tradicionais valores da vida rural, e As Praias de Agnès (2008), exercício de delicada introspecção e confessionalismo.
Nos seus trabalhos de ficção, Varda assinou uma série de títulos cuja abordagem das relações masculino/feminino possui uma energia que, em boa verdade, há muito transcendeu o contexto social e os pressupostos formais da sua gestação. Lembremos os casos exemplares de A Felicidade (1965), Páginas Íntimas (1966), Uma Canta, a Outra Não (1977) ou Sem Eira Nem Beira (1985), este centrado numa das melhores interpretações de Sandrine Bonnaire.
Também com uma importante actividade no domínio da fotografia e das artes plásticas (as suas instalações combinam elementos de cenografia teatral com imagens fotográficas e cinematográficas), Varda é uma artista que nunca cedeu às pressões da moda, preservando uma visão individual e humanista que confere ao seu trabalho uma dimensão genuinamente universal. Há nela a juventude de alguém que sabe lidar com as suas imensas memórias, não para minimizar o presente, antes para questionar os seus ecos nas convulsões dos nossos dias. Daí o misto de alegria e desencanto do seu olhar.

segunda-feira, março 05, 2018

OSCARS: Memórias de Hollywood

Grande momento na noite dos Oscars no Dolby Theatre: para acompanhar a evocação dos que faleceram ao longo dos últimos doze meses, Eddie Vedder interpretou uma canção de Tom Petty, Room at the Top — uma antologia de memórias tocantes, desembocando na imagem e na voz de Jerry Lewis, em The Nutty Professor (1963).

OSCARS: "A Forma da Água" x 4


[Governor Awards]  [Gotham Awards]  [críticos de Nova Iorque]  [críticos de Los Angeles]
[American Film Institute]  [National Society of Film Critics]  [Globos de Ouro]
[National Board of Film Review]  [Critics' Choice Awards]  [NAAPC]  [associação de produtores] [associação de actores]  [N O M E A Ç Õ E S]  [associação de montadores]  [associação de cenógrafos]
[associação de realizadores]  [associação de animadores]  [USC]  [associação de argumentistas]
[associação de directores de fotografia]  [BAFTA]  [associação de designers de guarda-roupa]
[associação de técnicos de som]  [Independent Spirit Awards]


Quase quatro meses depois da abertura da temporada de prémios, com os Governor Awards, a Academia de Hollywood atribuíu os seus Oscars pela 90ª vez. Com o ambiente necessariamente marcado pelos temas transversais que têm abalado Hollywood — em particular a defesa da identidade feminina e a figuração dos afro-americanos —, a cerimónia conteve muitos discursos empenhados em celebrar os valores da diversidade e da integração. A apresentação de Jimmy Kimmel teve o mérito de sustentar tal dinâmica num registo entre a seriedade e a ironia que, em última instância, preservou o essencial: tratava-se, não de um comício, mas de uma festa para celebrar o cinema e a cinefilia.
A Forma da Água foi o principal vencedor da noite, com quatro estatuetas douradas, incluindo melhor filme e melhor realizador. Todas as previsões para os prémios principais foram confirmadas, de alguma maneira agravando um problema comercial e mediático: o afunilamento dos candidatos (quase todos estreados no último trimestre) transforma os Oscars numa "repetição" dos muitos prémios já atribuídos por organizações profissionais e associações de críticos.
Eis os seis filmes que obtiveram duas ou mais estatuetas douradas:

* A FORMA DA ÁGUA [4]
filme
realizador, Guillermo del Toro
música, Alexandre Desplat
cenografia, Paul Denham Austerberry, Shane Vieau e Jeff Melvin

* DUNKIRK [3]
montagem de som, Richard King e Alex Gibson
mistura de som, Mark Weingarten, Gregg Landaker e Gary A. Rizzo
montagem, Lee Smith

* BLADE RUNNER 2049 [2]
fotografia, Roger Deakins
efeitos visuais, John Nelson, Gerd Nefzer, Paul Lambert e Richard R. Hoover

* COCO [2]
filme de animação
canção, "Remember Me", Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez

* A HORA MAIS NEGRA [2]
actor, Gary Oldman
caracterização, Kazuhiro Tsuji, David Malinowski e Lucy Sibbick

* TRÊS CARTAZES À BEIRA DA ESTRADA [2]
actriz, Frances McDormand
actor secundário, Sam Rockwell

Com um só Oscar, destacaram-se:

* EU, TONYA
actriz secundária, Allison Janney

* FOGE
argumento original, Jordan Peele

* CHAMA-ME PELO TEU NOME
argumento adaptado, James Ivory

>>> Lista integral de prémios no site oficial dos Oscars.

domingo, março 04, 2018

OSCARS: quem pode ganhar?

Os Oscars são uma mera repetição dos outros prémios?... Eis um drama que, sendo conceptual, será sobretudo comercial — este texto foi publicado no Diário de Notícias (3 Março).

Quem vai ganhar os Oscars? Em boa verdade, creio que podemos formular uma pergunta francamente mais interessante, tanto do ponto de vista cinéfilo como estatístico. A saber: quem pode ganhar os Oscars? Não se trata, entenda-se, de entrar naquele jogo pueril segundo o qual o “meu” candidato é melhor que o “teu”... Trata-se, isso sim, de avaliar as possibilidades de escolha dos 7258 membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas que vão consagrar os vencedores de 24 categorias.
Ora, o leque dessas possibilidades tem-se reduzido de forma drástica. Basta observar os prémios atribuídos pelas mais diversas associações (dos profissionais da indústria aos críticos) ao longo dos últimos três meses. Com diferenças mais ou menos sensíveis, os premiados pertencem a um grupo restrito de opções e vão-se repetindo de forma quase irónica... Consensos alargados? Não exactamente. Acontece que a ideia de que se trata de premiar os filmes estreados ao longo de doze meses foi sendo superada por uma lógica — industrial e mediática — que faz com que os principais candidatos sejam, na sua maioria, estreias do último trimestre do ano.
Como é óbvio, esta situação não invalida o reconhecimento dos méritos dos filmes nomeados. Mas produz um perverso efeito de monotonia: os Oscars parecem ser uma “repetição” dos prémios já atribuídos. Mais exactamente: os Oscars deixaram de se distinguir como cerimónia de celebração do cinema pela gente do cinema, para surgirem como o capítulo final de uma história contada e repetida ao longo dos últimos meses... Hollywood e os seus agentes teriam, talvez, interesse em pensar o problema. E perguntar, por exemplo, se os Oscars são a defesa de um universo criativo ou apenas o pretexto para uma campanha formatada.

OSCARS: os velhos e os novos

Rachel Morrison
Entre os protagonistas dos Oscars há personalidades muito conhecidas, por vezes já oscarizadas, mas também notáveis estreantes — este texto foi publicado no Diário de Notícias (3 Março).

O que liga Agnès Varda, co-autora de Olhares Lugares (nomeado para melhor documentário) a Timothée Chalamet (na lista dos candidatos a melhor actor)? Pois bem, as suas idades e o respectivo contraste. Na lista de nomeações para os Oscars referentes a 2017 há várias proezas e singularidades.

Agnès Varda
AGNÈS VARDA
Figura emblemática da Nouvelle Vague, a cineasta francesa (de origem belga) tornou-se a pessoa mais velha nomeada para um prémio competitivo — 89 anos (celebrará 90 a 30 de Maio). Isto sem esquecer que nos Governor Awards, atribuídos em Novembro, ela já recebeu um Oscar honorário.


TIMOTHÉE CHALAMET
Aos 22 anos, com a sua composição em Chama-me pelo Teu Nome, este americano de ascendência francesa e russa, tornou-se o terceiro mais jovem intérprete nomeado para melhor actor. Jackie Cooper foi nomeado com 9 anos (Proezas de Skippy, 1931) e Mickey Rooney aos 19 (De Braço Dado, 1939).

CHRISTOPHER PLUMMER
Já vencedor de um Oscar como secundário (Assim É o Amor, 2010), o actor canadiano de 88 anos volta a estar nomeado na mesma categoria com Todo o Dinheiro do Mundo, tornando-se assim o mais velho candidato a um prémio de interpretação. O recorde pertencia a Gloria Stuart, nomeada aos 87 anos (Titanic, 1997).

Jordan Peele
JORDAN PEELE
Além de estar nomeado nas categorias de realização e argumento, tem o seu filme, Foge, a concorrer também para o Oscar de melhor do ano. É uma tripla proeza só conseguida por Warren Beatty (O Céu Pode Esperar, 1979) e James L. Brooks (Laços de Ternura, 1984).

RACHEL MORRISON
Apesar de pouco citada, tem uma nomeação de forte carga simbólica: é a primeira mulher candidata ao Oscar de melhor fotografia, com Mudbound – As Lamas do Mississipi. Curiosamente, na mesma categoria surge um recordista de nomeações: o inglês Roger Deakins, com Blade Runner 2049, está nomeado pela 14ª vez (sem nunca ter ganho).

MERYL STREEP
Reforça o seu recorde de nomeações em categorias de interpretação: a candidatura a melhor actriz, com o filme The Post, é a 21ª da sua carreira. Já ganhou três Oscars, um como secundária (Kramer Contra Kramer, 1979), dois como principal (A Escolha de Sofia e A Dama de Ferro, respectivamente de 1982 e 2011).

JOHN WILLIAMS
A música de Star Wars: Os Últimos Jedi valeu ao compositor americano a sua 51ª nomeação — tem 86 anos e é a pessoa mais nomeada em toda a história dos Oscars. Já ganhou cinco estatuetas douradas, a última das quais com A Lista de Schindler (1993) [video: gravação do tema de Star Wars por John Willimas no estúdios Sony, em Los Angeles].

OSCARS x 9

Na edição nº 90 dos Oscars, há nove filmes para a mais ambicionada estatueta dourada: eis algumas perspectivas, hipóteses e especulações — este texto foi publicado no Diário de Notícias (3 Março).

Num máximo possível de dez, são nove os títulos que estão nomeados para o Oscar de melhor filme de 2017. Um deles, A Forma da Água, conseguiu nada mais nada menos que 13 nomeações; The Post é o menos citado, surgindo apenas em duas categorias. Para além da categoria principal, eis as outras nomeações dos nove candidatos (total entre parêntesis).

Realizador – Guillermo del Toro
Actriz – Sally Hawkins
Actor secundário – Richard Jenkins
Actriz secundária – Octavia Spencer
Argumento original – Guillermo del Toro e Vanessa Taylor
Música – Alexandre Desplat
Montagem de som – Nathan Robitaille e Nelson Ferreira
Mistura de som – Christian Cook, Brad Zoern e Glen Gauthier
Cenografia – Paul Denham Austerberry, Shane Vieau e Jeff Melvin
Fotografia – Dan Laustsen
Guarda-roupa – Luis Sequeira
Montagem – Sidney Wolinski

É bem verdade que há casos em que a acumulação de nomeações não se traduz em grandes triunfos, mas o filme de Guillermo del Toro é um fenómeno de popularidade, dentro e fora da indústria. O próprio del Toro parece ser o vencedor antecipado na categoria de realização.
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Realizador – Christopher Nolan
Música – Hans Zimmer
Montagem de som – Richard King e Alex Gibson
Mistura de som – Mark Weingarten, Gregg Landaker e Gary A. Rizzo
Cenografia – Nathan Crowley e Gary Fettis
Fotografia – Hoyte van Hoytema
Montagem – Lee Smith

Os filmes de Batman tornaram o inglês Christopher Nolan um valor forte de Hollywood, sem lhe retirar uma importante independência criativa. Surge, por isso, como grande rival de Guillermo del Toro na categoria de realização. O seu filme é também um fortíssimo candidato nas categorias de som.
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Actriz – Frances McDormand
Actores secundários (2) – Woody Harrelson e Sam Rockwell
Argumento original – Martin McDonagh
Música – Carter Burwell
Montagem – Jon Gregory

Outro caso de popularidade, em grande parte enraizado nos intérpretes: Frances McDormand e Sam Rockwell são hiper-favoritos nas respectivas categorias. Martin McDonagh falha a nomeação na categoria de realização, mas surge na de argumento original (curiosamente, ganhou um Oscar, em 2006, de melhor curta de imagem real).
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Actor – Gary Oldman
Cenografia – Sarah Greenwood e Katie Spencer
Fotografia – Bruno Delbonnel
Caracterização – Kasuhiro Tsuji, David Malinowski e Lucy Sibbick
Guarda-roupa – Jacqueline Durran

Consagrado pela maior parte das associações profissionais ou de críticos americanos, Gary Oldman parece “condenado” a ganhar o Oscar. Com Joe Wright fora da categoria de realização, o filme, graças à concepção do rosto de Churchill (“sobreposto” ao de Gary Oldman), parece ter sérias hipóteses na caracterização.
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Realizador – Paul Thomas Anderson
Actor – Daniel Day-Lewis
Actriz secundária – Lesley Manville
Música – Jonny Greenwood
Guarda-roupa – Mark Bridges

Será que Daniel Day-Lewis, naquele que se anuncia como o seu derradeiro papel, consegue superar o favoritismo de Gary Oldman? É duvidoso. Apesar do seu imenso reconhecimento crítico, o filme corre mesmo o risco de não ganhar um único Oscar — em qualquer caso, é no guarda-roupa que a sua candidatura é mais forte [House of Woodcock: da banda sonora composta por Jonny Greenwood].

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Realização – Greta Gerwig
Actriz – Saoirse Ronan
Actriz secundária – Laurie Metcalf
Argumento original – Greta Gerwig

Dupla proeza para Greta Gerwig: é a única mulher nomeada na categoria de realização (a quinta em toda a história dos Oscars), surgindo também na categoria de argumento original. Apesar do sucesso de estima do filme, pode bem ser um dos que ficará sem qualquer prémio.
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Actor – Timothée Chalamet
Argumento adaptado – James Ivory
Canção (“Mystery of Love”) – Sufjan Stevens

O destaque vai para a proeza de Timothée Chalamet que entra na lista dos mais jovens nomeados de sempre na categoria de melhor actor (22 anos). O veterano James Ivory é um sério candidato no argumento adaptado e a canção de Sufjan Stevens parece ser a única capaz de contrariar o favoritismo de Remember Me, do filme de animação Coco.
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FOGE (4)
Realização – Jordan Peele
Actor – Daniel Kaluuya
Argumento original – Jordan Peele

Para além de ter o seu filme entre os nomeados para o Oscar máximo (coisa rara numa produção que se inscreve nos cânones do cinema de terror), Jordan Peele consegue a proeza de ser candidato nas categorias de realização e argumento original — e não há dúvida que nesta última se apresenta como o mais forte candidato.
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Actriz – Meryl Streep

Meryl Streep reforça a sua condição de recordista de nomeações nas categorias de interpretação — é candidata pela 21ª vez. Numa conjuntura em que tanto se discute a questão da verdade em política, é no mínimo bizarro que o filme seja esquecido nas categorias de realização e argumento. Enfim, Steven Spielberg está habituado... [Debate organizado por The Washington Post, com Meryl Streep, Steven Spielberg, Tom Hanks, Bob Odenkirk e Bradley Whitford].


* * * * *

Outras nomeações a ter em conta

Entre os títulos que não concorrem para melhor filme do ano, há outras nomeações que merecem destaque:
Embora presente numa única categoria, trata-se de um filme com uma nomeação importante na categoria de melhor actor: Denzel Washington, no papel de um advogado a contas com graves problemas legais e morais.

Aos 27 anos, Margot Robbie estreia-se nas nomeações, na categoria de melhor actriz; o filme valeu ainda uma nomeação a Allison Janney, como actriz secundária (é a grande favorita), e outra para melhor montagem.

Com um número significativo de nomeações, a saga futurista dirigida por Denis Villeneuve surge apenas nas categorias técnicas: montagem de som, mistura de som, cenografia, fotografia e efeitos visuais.

É um dos títulos que “corre por fora”, com algumas importantes nomeações, nomeadamente nas categorias de actriz secundária (Mary J. Blige) e argumento adaptado. Surge ainda entre os candidatos a canção e fotografia.
O filme mais rentável do ano trouxe uma nova nomeação, na música, para John Williams. Destaca-se também nos domínios técnicos — está nomeado nas categorias de montagem de som, mistura de som e efeitos visuais.

A caminho dos OSCARS
— "Foge" e Jordan Peele
dominam prémios independentes

[Governor Awards]  [Gotham Awards]  [críticos de Nova Iorque]  [críticos de Los Angeles]
[American Film Institute]  [National Society of Film Critics]  [Globos de Ouro]
[National Board of Film Review]  [Critics' Choice Awards]  [NAAPC]  [associação de produtores] [associação de actores]  [N O M E A Ç Õ E S]  [associação de montadores]  [associação de cenógrafos]
[associação de realizadores]  [associação de animadores]  [USC]  [associação de argumentistas]
[associação de directores de fotografia]  [BAFTA]  [associação de designers de guarda-roupa]
[associação de técnicos de som]


Na 33ª edição dos Independent Spirit Awards, Jordan Peele e o seu filme Foge [Get Out] foram os grandes vencedores. Frances McDormand voltou a ganhar um prémio de interpretação com Três Cartazes à Beira da Estrada, com Timothée Chalamet a ser distinguido na categoria de melhor actor por Chama-me Pelo Teu Nome. O Prémio Robert Altman, atribuído conjuntamente ao realizador, director de casting e elenco de um mesmo filme foi para Mudbound - As Lamas do Mississipi — lista integral de prémios no site Film Independent.

* Filme — FOGE, de Jordan Peele
* Realizador — Jordan Peele, por FOGE [discurso de agradecimento]
* Actor — Timothée Chalamet, CHAMA-ME PELO TEU NOME
* Actriz — Frances McDormand, TRÊS CARTAZES À BEIRA DA ESTRADA
* Actor secundário — Sam Rockwell, TRÊS CARTAZES À BEIRA DA ESTRADA
* Actriz secundária — Allison Janney, EU, TONYA
* Documentário — OLHARES LUGARES, de Agnès Varda e JR
* Filme estrangeiro — UMA MULHER FANTÁSTICA, de Sebastian Lelio

domingo, fevereiro 25, 2018

A caminho dos OSCARS
— técnicos de som
consagram "Dunkirk"

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[associação de realizadores]  [associação de animadores]  [USC]  [associação de argumentistas]
[associação de directores de fotografia]  [BAFTA]  [associação de designers de guarda-roupa]


A equipa coordenada pelo produtor de som Mark Weingarten arrebatou, graças ao seu trabalho em Dunkirk, o principal prémio, para melhor mistura de som de 2017, atribuído pela Cinema Audio Society. Coco e Jane foram também distinguidos pela associação dos técnicos de som — lista integral de prémios no site da CAS.

* Filme — DUNKIRK [cena com sons do ataque dos Stuka germânicos]
* Filme de animação — COCO
* Documentário — JANE

A caminho dos OSCARS
— associação de criadores de guarda-roupa
premiou Luis Sequeira

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[associação de directores de fotografia]  [BAFTA]


Eu, Tonya, A Forma da Água e Wonder Woman foram distinguidos pela Costumes Designers Guild — o luso-descendente Luis Sequeira foi o premiado por A Forma da Água. Esta foi a 20ª edição dos prémios da associação de profissionais do guarda-roupa para cinema — lista completa de vencedores no site da CDG.

* Filme contemporâneo — Jennifer Johnson, por EU, TONYA
* Filme de época — Luis Sequeira, por A FORMA DA ÁGUA [entrevista dos BAFTA]
* Filme fantástico/ficção científica — Lindy Hemming, por WONDER WOMAN

terça-feira, fevereiro 20, 2018

A caminho dos OSCARS
— "Três Cartazes à Beira da Estrada"
domina os BAFTA

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[associação de directores de fotografia]


Com cinco distinções — incluindo melhor filme e melhor filme britânico —, Três Cartazes à Beira da Estrada dominou os prémios BAFTA (British Academy of Film and Television Arts). Em qualquer caso, o respectivo director, Martin McDonagh, não recebeu o prémio de realização, entregue a Guillermo del Toro, por A Forma da Água. Ridley Scott foi homenageado com um prémio de carreira — lista completa de prémios no site oficial.

* Filme — TRÊS CARTAZES À BEIRA DA ESTRADA, de Martin McDonagh
* Filme britânico — TRÊS CARTAZES À BEIRA DA ESTRADA, de Martin McDonagh
* Realizador — Guillermo del Toro, por A FORMA DA ÁGUA
* Actor — Gary Oldman, A HORA MAIS NEGRA
* Actriz — Frances McDormand, TRÊS CARTAZES À BEIRA DA ESTRADA
* Actor secundário — Sam Rockwell, TRÊS CARTAZES À BEIRA DA ESTRADA
* Actriz secundária — Allison Janney, EU, TONYA
* Revelação realizador britânico — Rungano Nyoni, por I AM NOT A WITCH [trailer]

segunda-feira, fevereiro 19, 2018

A caminho dos OSCARS
— directores de fotografia
dão prémio a "Blade Runner"

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[associação de realizadores]  [associação de animadores]  [USC]  [associação de argumentistas]


A American Society of Cinematograhers entregou os seus 32ºs prémios anuais, incluindo algumas distinções honorárias — Angelina Jolie foi, este ano, uma das personalidades homenageadas. Com Blade Runner 2049, o inglês Roger Deakins arrebatou o seu quinto prémio atribuído pela associação de directores de fotografia — lista integral de vencedores no site da ASC. Este video, apresentado na cerimónia, evoca as figuras de alguns directores de fotografia falecidos ao longo de 2017.

terça-feira, fevereiro 13, 2018

A caminho dos OSCARS
— associação de argumentistas
distingue Jordan Peele e James Ivory

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[associação de realizadores]  [associação de animadores]  [USC]


A Writers Guild of America, associação que congrega argumentistas de cinema e televisão, atribuiu os seus prémios anuais, de alguma maneira confirmando o favoritismo de Jordan Peele para os Oscars. Foi ele o distinguido na categoria de argumento original, graças ao filme Foge (que também realizou); entre os argumentos adaptados, Chama-me pelo Teu Nome valeu mais um prémio a James Ivory — lista integral de vencedores no site da WGA.

* Argumento original — Jordan Peele, por FOGE [discurso de agradecimento]
* Argumento adaptado — James Ivory, por CHAMA-ME PELO TEU NOME
* Documentário — Brett Morgen, por JANE

domingo, fevereiro 11, 2018

A caminho dos OSCARS
— "Chama-me pelo Teu Nome" recebe
prémio da Universidade da Califórnia

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[associação de realizadores]  [associação de animadores]


A University of Souther California atribuiu pela 30ª vez os seus prémios de argumento. São distinções para trabalhos de adaptação de obras literárias, com a particularidade de consagrarem os argumentistas e autores das obras adaptadas [USC]. James Ivory e André Aciman foram os vencedores, por Chama-me pelo Teu Nome [video: pequena entrevista com James Ivory antes da cerimónia]; em televisão, o prémio foi para Bruce Miller e Margaret Atwood (The Handmaid's Tale).

segunda-feira, fevereiro 05, 2018

A caminho dos OSCARS
— associação de animadores
consagra "Coco"

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[associação de realizadores]


A Association Internationale du Film d'Animation, em conjugação com o seu ramo americano (ASIFA-Hollywood), atribuíu os seus prémios pela 45ª vez: Coco foi consagrado como melhor longa-metragem de animação — lista integral de prémios (cinema e televisão) no site oficial destes prémios.

* Filme — COCO, de Lee Unkrich e Adrian Molina
* Filme independente — THE BREADWINNER, de Nora Twomey [trailer]

domingo, fevereiro 04, 2018

A caminho dos OSCARS
— associação de realizadores
premeia Guillermo del Toro

[DGA]
[Governor Awards]  [Gotham Awards]  [críticos de Nova Iorque]  [críticos de Los Angeles]
[American Film Institute]  [National Society of Film Critics]  [Globos de Ouro]
[National Board of Film Review]  [Critics' Choice Awards]  [NAAPC]  [associação de produtores] [associação de actores]  [N O M E A Ç Õ E S]  [associação de montadores]  [associação de cenógrafos]


Na temporada de prémios a caminho dos Oscars, Guillermo del Toro foi o eleito pelos seus pares. O realizador de A Forma da Água recebeu o prémio de melhor realizador atribuído pela Directors Guild of America, a associação de realizadores dos EUA; Jordan Peele, com Foge, foi distinguido como realizador de uma primeira obra — lista completa de premiados, em cinema e televisão, no site da DGA.

* Realizador — Guillermo del Toro, por A FORMA DA ÁGUA
* Realizador de um primeiro filme — Jordan Peele, por FOGE
* Realizador de documentário — Matthew Heineman, por CITY OF GHOSTS [trailer]