Mostrar mensagens com a etiqueta Miles Davis. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Miles Davis. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, fevereiro 03, 2026

I Fall In Love Too Easily x 3

Composta por Jule Styne (música) e Sammy Cahn (letra), I Fall In Love Too Easily é uma jóia do cancioneiro musical de Hollywood — a canção foi interpretada pela primeira vez por Frank Sinatra no filme Anchors Aweigh/ Paixão de Marinheiro (1945), de George Sidney, sendo conhecida através de múltiplas versões, incluindo as de Chet Baker, Ray Conniff, Shirley Horn, Tony Bennett e Anita O'Day. Eis o original e a sua recriação por Miles Davis e Keith Jarrett.
 
>>> Frank Sinatra (com Gene Kelly) em Anchors Aweigh (1945).
 

>>> Miles Davis — Copenhaga, 1969.
 

>>> Keith Jarrett, com Gary Peacock (baixo) e Jack DeJohnette (bateria) — Festival de Lugano, 1986.
 

sexta-feira, janeiro 10, 2025

Miles Davis à la française

Miles Davis Quintet 1963/64
The Bootleg Series, Vol. 8

Provavelmente, no Top de 2024, era este o álbum que devia figurar no nº 1. Enfim, aceitando a pressão da "actualidade", digamos apenas, para simplificar, que estas deambulações francesas de Miles Davis nos devolvem a um tempo passado/futuro que, em boa verdade, já transcendeu todos os nossos calendários.
São três concertos no Festival Mondial du Jazz, em Juan-les-Pins, em 1963, e dois no Paris Jazz Festival, na Salle Pleyel, em 1964 — uma colecção de maravilhas, na companhia de George Coleman e Wayne Shorter (saxofones), Herbie Hancock (piano), Ron Carter (contrabaixo) e Tony Williams (bateria).
Do primeiro concerto (Jua-les-Pins, 26 julho 1963), eis a apresentação muito francesa de André Francis e So What, do álbum Kind of Blue (1959).



domingo, junho 30, 2024

Miles Davis
* Dig (1956)

quinta-feira, abril 25, 2024

Memórias de 1974 [álbum]

Miles Davis

Pelo menos desde Miles in the Sky (1968), com Herbie Hancock nas teclas, Miles Davis era alvo dos puristas que o condenavam pelas suas experiências de "fusão", aproximando-se de algumas convulsões do rock e, sobretudo, das electrónicas. Seguiram-se coisas tão extraordinárias e majestosas como Bitches Brew (1970) ou Live-Evil (1971), desembocando neste prodigioso Get Up with It, lançado a 22 de novembro de 1974. O tema de abertura, He Loved Him Madly, é um tributo a Duke Ellington que falecera a 24 de maio.

sexta-feira, julho 08, 2022

Miles em 1982-85

O volume 7 de The Bootleg Series, de Miles Davis, vai chamar-se That’s What Happened e inclui registos de 1982-85, isto é, do tempo em que surgiram os álbuns Star People (1983), Decoy (1984) e You’re Under Arrest (1985). Entre as preciosidades a descobrir encontra-se esta versão de What's Love Got to Do with It, tema de Tina Turner que integrou o alinhamento do álbum Private Dancer (1984) — uma maravilha!

* Miles Davis: Trompete
* Bob Berg: Saxofone Soprano
* John Scofield: Guitarra
* Robert Irving III: Teclados
* Darryl Jones: Baixo Eléctrico
* Al Foster: Bateria
* Steve Thornton: Percussão

domingo, dezembro 26, 2021

In memoriam, Desmond Tutu

A imagem da mão esquerda de Miles Davis faz parte de um portfolio assinado por Irving Penn. As fotografias foram feitas para o álbum Tutu, lançado há 35 anos, em setembro de 1986.
Tutu homenageia várias personalidades marcantes na trajectória pessoal de Miles, a começar pelo bispo sul-africano Desmond Tutu, figura emblemática da luta contra o apartheid, falecido hoje, 26 de dezembro, contava 90 anos. Eis uma interpretação, ao vivo, da faixa-título (que abre o álbum), com Miles na companhia de Marcus Miller, multi-instrumentista e produtor do álbum.
 

Desmond Tutu
[BBC]

domingo, agosto 09, 2020

Miles, 5 de Novembro de 1971

Cerca de um ano depois de The Lost Quintet, de novo com chancela de Sleepy Night Records, aí está The Lost Septet: o álbum duplo de Miles Davis é uma preciosidade escutada apenas uma vez, quando da sua realização e transmissão radiofónica. Aconteceu no dia 5 de Novembro de 1971, em território austríaco, na Wiener Konzerthaus. Nele encontramos um testemunho exemplar da época de todas as fusões, rock'n'roll & electrónicas, de algum modo definida a partir de In a Silent Way (1969) — recorde-se que o emblemático Live-Evil seria editado poucos dias mais tarde, a 17 de Novembro. Eis a colecção de notáveis...

* Miles Davis (trompete)
* Gary Bartz (saxofones, soprano e alto)
* Keith Jarrett (piano eléctrico, orgão)
* Michael Henderson (baixo eléctrico)
* Ndugu Leon Chancler (bateria)
* Charles Don Alias (percussão)
* James Mtume Foreman (percussão)

... e o tema Honky Tonk.

terça-feira, fevereiro 25, 2020

Miles Davis — imagens e sons

Lançado em Sundance, exibido no IndieLisboa, Miles Davis: Birth of the Cool (2019) é um documentário de Stanley Nelson sobre Miles Davis (1926-1991) cuja banda sonora ("música de e inspirada por...") pode ser escutada como uma metódica iniciação ao génio do criador de Kind of Blue — uma colecção de faixas emblemáticas ('Round Midnight, Tutu, etc.) surgem pontuadas por breves testemunhos de, entre outros, Herbie Hancock, Gil Evans e Wayne Shorter. Eis Hail To The Real Chief, um registo inédito; em baixo, o trailer do filme, pontuado pela voz mágica de Miles.



sábado, novembro 16, 2019

Miles Davis, jazz, pop & etc.
— SOUND + VISION Magazine [ hoje ]


A propósito da edição de um álbum inédito de Miles Davis, Rubberband, celebramos um gigante do jazz e o seu envolvimento com outros domínios musicais — com derivações pelo mundo do cinema.

* FNAC / Chiado — hoje, 16 Novembro, 18h30.

domingo, setembro 29, 2019

Miles Davis, jazz, pop & etc.
— SOUND + VISION Magazine [ adiado ]


Razões de última hora obrigam ao adiamento da sessão, pelo que apresentamos as nossas desculpas — novo calendário será divulgado em breve.

A propósito da edição de um álbum inédito de Miles Davis, Rubberband, celebramos um gigante do jazz e o seu envolvimento com outros domínios musicais — com derivações pelo mundo do cinema.

* FNAC / Chiado — 29 Setembro, 18h30.

sábado, setembro 28, 2019

Miles, 1949

As primeiras gravações de Miles Davis como líder datam de 1949 e estão incluídas no álbum antológico Birth of the Cool, lançado em 1957 (ano de Miles Ahead). Apostando em revitalizar alguns temas clássicos do seu catálogo através de "recriações" visuais, o Universal Music Group pôs a circular um teledisco (?) para o tema Moon Dreams, com assinatura de Nicolas Donatelli, inspirado-se em desenhos e pinturas do próprio Miles. Enfim, o resultado é apenas competente — mas a música...

domingo, julho 28, 2019

Miles inédito (ou quase)

É, ou melhor, era uma memória perdida: em 1986, com o álbum Tutu, Miles Davis estreava-se com chancela da Warner Bros., depois de três décadas sob o signo da Columbia. O certo é que, nas convulsões da mudança, foram abandonadas as gravações de um outro álbum, a chamar-se Rubberband.
Até que damos um salto para 6 de Setembro de 2019: nesse dia, Rubberband vai ser finalmente editado, graças aos esforços dos produtores originais, Randy Hall e Zane Giles, com a participação das vozes de Ledisi and Lalah Hathaway — isto porque o gosto experimental de Miles o levava a convocar as mais diferenças inspirações, neste caso os ritmos e cantos caribenhos [Rolling Stone].
Ou seja: uma obra inédita e incompleta, só agora concluída, 28 anos decorridos sobre o desaparecimento de Miles (falecido a 28 de Setembro de 1991, contava 65 anos) — para já, eis o tema Paradise, com a participação de Medina Johnson.

segunda-feira, julho 01, 2019

Miles Davis — memórias "cool"

História e lenda unidas num objecto chave na história do jazz: Birth of the Cool (1957) já tinha a sua edição integral. Ou melhor: The Complete Birth of the Cool (1998) coligia todas as gravações que Miles Davis, então um trompetista de 22 anos (as sessões do álbum datam de 1949/50), gravou com um colectivo em que surgiam, entre outros, os saxofonistas Gerry Mulligan e Lee Konitz, e o baterista Max Roach. Agora, acrescenta-se uma edição em vinyl, com dois LP e um ensaio inédito de Ashley Kahn.
Eis o som de Moon Dreams, terceira faixa do álbum. Em baixo, o trailer do novo documentário Miles Davis: Birth of the Cool (2019), realizado por Stanley Nelson.



sexta-feira, janeiro 11, 2019

10 álbuns de 2018 [10]

* THE FINAL TOUR: THE BOOTLEG SERIES, VOL. 6, Miles Davis & John Coltrane

Noblesse oblige... Em 1960, ao partir para a sua digressão europeia, o quinteto de Miles Davis era um colectivo que a história viria a consagrar, não apenas como fenómeno artístico, mas também entidade mitológica: Miles coabitava com John Coltrane (saxofone), Wynton Kelly (piano), Paul Chambers (contrabaixo) e Jimmy Cobb (bateria). O certo é que, rezam as crónicas, era também um grupo em irreversível processo de desagregação. Dito de forma necessariamente esquemática, o génio de Miles ia por caminhos que o génio de Coltrane não estava disposto a seguir. E vice-versa: o primeiro lançara Kind of Blue no ano anterior, o segundo Soultrane em 1958. Daí que estes cinco concertos — dois em Paris, um em Copenhaga, dois em Estocolmo — estejam pontuados por capítulos de evidentes dissonâncias, por assim dizer entre a aritmética intimista do trompete e a vertigem galáctica do saxofone. Pois bem, tal conflito ficou como um dos mais belos capítulos da história do jazz, com todos os músicos (ouçam-se, por exemplo, as sofisticadas deambulações de Kelly) a desafiarem os seus próprios limites técnicos e criativos, expondo às suas atónitas audiências a beleza de uma liberdade tão material quanto espiritual. Depois do também fundamental Freedom Jazz Dance, editado em 2016, com o "outro" quinteto de Miles (Wayne Shorter, Herbie Hancock, etc.), este é o prodigioso Vol. 6 da série de "bootlegs" do trompetista — eis o som de So What (tema de abertura de Kind of Blue), registado no segundo concerto da noite de 22 de Março de 1960, no Konserthuset, de Estocolmo.

_____
Bruce Springsteen
Keith Jarrett
Spiritualized
boygenius
Shemekia Copeland
Jorja Smith
Danish String Quartet
Neil Young
SOPHIE

terça-feira, maio 31, 2016

Miles Davis & Robert Glasper

O pianista Robert Glasper é responsável pela banda sonora de Miles Ahead, o muito aguardado filme sobre Miles Davis, interpretado e dirigido por Don Cheadle (estreia portuguesa: 14 Julho). Entretanto, Glasper apresentou um outro trabalho em que a relação com a herança de Miles se traduz na reinvenção de vários dos seus temas, contando com a colaboração de talentos tão diversos como Bilal, Erykah Badu, Laura Mvula, John Scofield e Stevie Wonder — chama-se Everything's Beautiful e podemos descobrir aqui um pouco dos seus serenos contrastes através do tema Ghetto Walkin' (com Bilal) e ainda de um pequeno video de apresentação.



segunda-feira, janeiro 05, 2015

30 discos de 2014 (J. L.)

Foi o ano da plena revelação de um dos álbuns mais electrizantes de Miles Davis: Miles at the Fillmore reúne os sons de quatro dias (17/20 Junho 1970) no Fillmore East, Nova Iorque, levando-nos a redescobrir um artista de génio numa encruzilhada fascinante entre o património acumulado e a vertigem da experimentação: é um álbum sem tempo, clássico pela excelência, moderno em qualquer conjuntura — e se é preciso escolher um disco do ano, este será o meu.
Em todo o caso, que o leitor não se iluda com a abundância, porventura deselegante, desta lista. Não são 30 discos porque queira fazer valer a quantidade. O excesso é, aqui, sintoma das próprias limitações que não posso deixar de me reconhecer: acredito que não ouvi com a devida atenção (ou, pura e simplesmente, não ouvi) muitos outros que, por certo, mereciam um destaque neste balanço. Digamos que estes podem condensar um panorama de géneros (e séculos!) cujos contrastes nos levam a experimentar a deslocação criativa das próprias fronteiras musicais — didacticamente, ou talvez não, aqui ficam por ordem alfabética dos respectivos títulos.

* The Art of Conversation, KENNY BARRON & DAVE HOLLAND



* Charlie Haden & Jim Hall, CHARLIE HADEN & JIM HALL

* Familiars, THE ANTLERS


* Gary Clark Jr. Live, GARY CLARK JR.

* Gist Is, ADULT JAZZ

* Gone Girl, TRENT REZNOR & ATTICUS ROSS

* The Great Lakes Suites, WADADA LEO SMITH

* High Hopes, BRUCE SPRINGSTEEN



* Last Dance, KEITH JARRETT / CHARLIE HADEN

* Macroscope, THE NELS CLINE SINGERS

* Manipulator, TY SEGALL

* Meshes of Voice, SUSANNA / JENNY HVAL


* The Rite of Spring, THE BAD PLUS

* Road Shows, Vol. 3, SONNY ROLLINS

* Ryan Adams, RYAN ADAMS

* Singles, FUTURE ISLANDS

* Small Town Heroes, HURRAY FOR THE RIFF RAFF

* Songs, DEPTFORD GOTH

* Spark of Life, MARCIN WASILEWSKI TRIO & JOAKIM MILDER

* Stravinsky: Le Sacre du Printemps & Petrouchka, LES SIÈCLES / FRANÇOIS-XAVIER ROTH


* To Be Kind, SWANS

* Trialogue, WESSELTOFT SCHWARZE BERGLUND

* Ultraviolence, LANA DEL REY

terça-feira, dezembro 09, 2014

"A Love Supreme", 50 anos

Foi a 9 de Dezembro de 1964, faz hoje 50 anos — nos estúdios de Rudy Van Gelder, em Englewood Cliffs, New Jersey, o saxofonista John Coltrane gravava um dos clássicos absolutos da história do jazz e, em boa verdade, da música do séc. XX: A Love Supreme.
Álbum central na dinâmica do quarteto de Coltrane — com Jimmy Garrison (contrabaixo), Elvin Jones (bateria) e McCoy Tyner (piano) —, nele encontramos as marcas de uma demanda espiritual que se traduz em quatro andamentos, desde a 'Revelação' ao 'Salmo' [Acknowledgement + Resolution + Pursuance + Psalm]. Historicamente, surge normalmente apontado como uma ponte simbólica entre as estruturas do hard bop e o experimentalismo do free jazz. Vale a pena recordar que é mais ou menos por essa altura que Miles Davis constitui o seu segundo grande quinteto (Coltrane tinha integrado o primeiro, até 1957), sendo o seu álbum E.S.P. (1965) um registo que, de alguma maneira, participa das mesmas convulsões de A Love Supreme.
O certo é que a energia dos seus pouco mais de 30 minutos sempre esteve para além de qualquer classificação mais ou menos académica — em tudo e por tudo, A Love Supreme desenvolve-se como uma cerimónia íntima, intrigante e reveladora, que venceu as medidas do tempo.

>>> Registo filmado da única performance ao vivo de A Love Supreme, a 26 de Julho de 1965, no Festival Mundial de Jazz de Antibes, em Juan-les-Pins (França).


>>> A Love Supreme em AllMusic.
>>> A história de A Love Supreme na NPR.
>>> A Love Supreme na lista dos '500 melhores álbuns de sempre' da Rolling Stone.

quarta-feira, julho 23, 2014

Herbie Hancock x 3

Greetings, Mr. H.
Os três prodigiosos álbuns que Herbie Hancock gravou para a Warner voltam a estar disponíveis, agora numa compilação intitulada The Warner Bros. Years (1969-1972).
São eles:
FAT ALBERTA ROTUNDA (1969)
Mwandishi (1971)
Crossings (1972)
Era uma época balizada, por assim dizer, pelas experiências do próprio Hancock, atraídas pelos domínios da electrónica — ouça-se a banda sonora que compôs para o filme Blow Up (1966), de Michelangelo Antonioni [trailer] — e a referência tutelar de Bitches Brew (1970), de Miles Davis. Mwandishi, justamente, inauguraria uma trilogia de álbuns intensamente electrónicos, prolongada por Crossings (1972) e encerrada com Sextant (1973), este já com a etiqueta Columbia.


Vale a pena referir que, em 1974, de novo sistematizando um novo paradigma, Miles lançaria o genial Get Up with It, coligindo gravações de 1970-74, e definitivamente afastando-se dos que o acusavam de infidelidade às raízes mais "sérias" do jazz. Eis um tema desse álbum, Red China Blues, num video criado David Duchow, disponível no YouTube.


Os músicos que vieram a partilhar esta aventura de Hancock — Buster Williams (contrabaixo), Billy Hart (bateria), Eddie Henderson (trompete), Julian Priester (trombone) e Bennie Maupin (saxofone) — ficaram mesmo conhecidos como o sexteto Mwandishi, depois um septeto, com a integração de Patrick Gleeson nos sintetizadores, incluindo a respectiva programação. São momentos singulares e fascinantes da história do jazz, desde já no top das antologias lançadas em 2014.
Eis o sexteto Mwandishi num registo da televisão francesa, de 1972, interpretando Sleeping Giant, tema de abertura de Crossings, aqui numa versão de 12 minutos, cerca de metade da duração da faixa original.


>>> Site oficial de Herbie Hancock.