Ron Howard e Brian Grazer, produtores de The Beatles: Eight Days a Week, têm um novo projecto documental, desta vez para o canal National Geographic. Tema: o planeta Marte. Em seis episódios, a partir de 4 de Novembro, Mars apresenta-se com música de Nick Cave e Warren Ellis — eis a canção-tema e, em baixo, o trailer da série.
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terça-feira, outubro 25, 2016
sexta-feira, junho 26, 2015
Os marcianos estão a chegar...
Segunda-feira lanço, pela Gradiva, o livro Os Marcianos Somos Nós. É o número 212 da coleção Ciência Aberta e procura contar a história do planeta Marte cruzando o que a ciência foi descobrindo com o que a imaginação criou entre a literatura de ficção científica, o cinema e a música.
O lançamento do livro é feito dia 29, pelas 18.30, na Fnac Chiado. Na ocasião falam Eurico de Barros (que assina o prefácio) e o Professor Carlos Fiolhais (que é o responsável por esta coleção). O autor - ou seja eu - fala depois...
O lançamento do livro é feito dia 29, pelas 18.30, na Fnac Chiado. Na ocasião falam Eurico de Barros (que assina o prefácio) e o Professor Carlos Fiolhais (que é o responsável por esta coleção). O autor - ou seja eu - fala depois...
quinta-feira, janeiro 16, 2014
(m)Arte Ataca
| Nasa |
Ao cabo de dez anos de trabalhos na
superfície de Marte, as sondas Spirit e Opportunity, da Nada,
enviaram para a Terra uma multidão de imagens como esta, onde vemos
a sombra da Opportunity projetada no chão à sua frente. O The
Guardian juntou algumas das melhores imagens e criou uma galeria.
Podem ver aqui este conjunto de fotos.
quinta-feira, dezembro 20, 2012
As imagens de 2012 (9)
Uma das imagens do ano não veio deste mundo, mas de um vizinho: de Marte. A sonda Curiosity, que ali chegou em agosto, fez chegar à Terra imagens em alta definição do Planeta Vermelho, mostrando com mais detalhes e precisão que nunca aspetos da sua morfologia e do solo. A missão, que serviu também já para assegurar a primeira estreia musical vinda de outro planeta, continua em busca de dados científicos, entre eles alguns que nos permitam saber se, afinal sempre há (ou houve) vida em Marte...
PS.A foto mostra-nos uma das primeiras panorâmicas em HD da paisagem da Cratera Gale, onde a sonda aterrou.
domingo, novembro 04, 2012
O que se dizia de Marte há cem anos...
Publiquei hoje no blogue Marte Ataca! a terceira parte de um extenso artigo sobre o antigo fascínio do homem pelo Planeta Vermelho.
Hoje fala-se de como tiveram impacto em inícios do século XX as observações e "conclusões" das observações feitas no Arizona, em finais do século XIX, por Percival Lowell. Observações que foram "adubo" para muitos exercícios de ficção. "Que passam pela invasão marciana à Grã Bretanha que H.G. Wells (ficciona em A Guerra dos Mundos (1899) ou a visão de um mundo seco, habitado e dividido por lutas tribais, que Edgar Rice Burroughs cria para acolher as aventuras de John Carter, que surge pela primeira vez em 1912 em The Princes Of Mars, onde descobrimos que, para os marcianos, o seu mundo tem outro nome: Barsoom. Mas nem tudo eram sonhos de ficção, o entusiasmo pelo sonho marciano ganhando expressão quando, por exemplo, o New York Times noticia em 1911 a construção de nova rede de canais em Marte ou, em 1924, navios da marinha americana fazem silêncio nas suas comunicações por algum tempo para que alguns centros de monitorização pudessem captar eventuais sinais vindos do planeta vizinho ".
Podem ler aqui o texto completo.
Hoje fala-se de como tiveram impacto em inícios do século XX as observações e "conclusões" das observações feitas no Arizona, em finais do século XIX, por Percival Lowell. Observações que foram "adubo" para muitos exercícios de ficção. "Que passam pela invasão marciana à Grã Bretanha que H.G. Wells (ficciona em A Guerra dos Mundos (1899) ou a visão de um mundo seco, habitado e dividido por lutas tribais, que Edgar Rice Burroughs cria para acolher as aventuras de John Carter, que surge pela primeira vez em 1912 em The Princes Of Mars, onde descobrimos que, para os marcianos, o seu mundo tem outro nome: Barsoom. Mas nem tudo eram sonhos de ficção, o entusiasmo pelo sonho marciano ganhando expressão quando, por exemplo, o New York Times noticia em 1911 a construção de nova rede de canais em Marte ou, em 1924, navios da marinha americana fazem silêncio nas suas comunicações por algum tempo para que alguns centros de monitorização pudessem captar eventuais sinais vindos do planeta vizinho ".
Podem ler aqui o texto completo.
sábado, outubro 27, 2012
A caminho de Marte (parte 2)
Foi hoje colocada online, no blogue Marte Ataca! a segunda parte de um texto originalmente publicado no suplemento Q., do DN, sobre o planeta vermelho. Hoje recordam-se os primeiros estudiosos de Marte e as conclusões de observações, sobretudo algumas que fizeram história em finais do século XIX. Começa asssim...
Marte encanta o homem há séculos. Deram-lhe, pela cor vermelha com que o vemos a olho nu, o nome do deus romano da guerra. Mas teríamos de esperar até 1609 para lermos um primeiro estudo científico sobre os movimentos do planeta, pela pena de Johannes Kepler. O telescópio de Galileu ajudou a ver mais e melhor este mundo vizinho. Em 1636 o italiano Francesco Fontana desenhava Marte tal como o via com a ajuda do telescópio. E em 1659, Christian Huyggens identificava uma primeira estrutura no planeta. Desenhava-a na forma de um triângulo (hoje sabemos ser Syrtis Major). E sete anos depois Giovanni Cassini calculava a duração de um dia marciano: 24 horas e 40 minutos (apenas mais dois minutos do que a medida hoje reconhecida). É também pelo telescópio que, em finais do século XIX, Marte volta a estar na ordem do dia e com mais protagonismo que nunca no panorama científico. Uma maior proximidade entre a Terra e Marte, em 1877, permitiu a descoberta das suas duas luas – Phobos e Deimos. E, no mesmo ano, o italiano Giovanni Schiaparelli (que dirigia o observatório de Brera, em Milão) identificou cerca de 60 estruturas na superfície do planeta.
Podem ler aqui o resto do texto.
Marte encanta o homem há séculos. Deram-lhe, pela cor vermelha com que o vemos a olho nu, o nome do deus romano da guerra. Mas teríamos de esperar até 1609 para lermos um primeiro estudo científico sobre os movimentos do planeta, pela pena de Johannes Kepler. O telescópio de Galileu ajudou a ver mais e melhor este mundo vizinho. Em 1636 o italiano Francesco Fontana desenhava Marte tal como o via com a ajuda do telescópio. E em 1659, Christian Huyggens identificava uma primeira estrutura no planeta. Desenhava-a na forma de um triângulo (hoje sabemos ser Syrtis Major). E sete anos depois Giovanni Cassini calculava a duração de um dia marciano: 24 horas e 40 minutos (apenas mais dois minutos do que a medida hoje reconhecida). É também pelo telescópio que, em finais do século XIX, Marte volta a estar na ordem do dia e com mais protagonismo que nunca no panorama científico. Uma maior proximidade entre a Terra e Marte, em 1877, permitiu a descoberta das suas duas luas – Phobos e Deimos. E, no mesmo ano, o italiano Giovanni Schiaparelli (que dirigia o observatório de Brera, em Milão) identificou cerca de 60 estruturas na superfície do planeta.
Podem ler aqui o resto do texto.
domingo, outubro 14, 2012
A caminho de Marte (parte 1)
Comecei hoje a publicar no blogue 'Marte Ataca!' (onde vou escrevendo e colocando imagens de "coisas" marcianas) um extenso texto onde proponho um panorama da história e atual ponto da situação do interesse do Homem pelo Planeta Vermelho publicado recentemente no DN.
Podem ler aqui este primeiro episódio.
Podem ler aqui este primeiro episódio.
domingo, outubro 07, 2012
O melhor da sci-fi marciana
É talvez um dos melhores exemplos de literatura de ficção científica que alguma vez li. Dividida em três volumes – Red Mars (originalmente publicado em 1993), Green Mars (1994) e Blue Mars (1996) – a chamada “trilogia marciana” de Kim Stanley Robinson é uma obra de grande fôlego que propõe, num arco narrativo de cerca de 200 anos, a história da exploração, colonização e terraformação do planeta vermelho. A narrativa parte no anos 2026, quando uma gigantesca nave feita de pedaços dos tanques do space shuttle é finalmente lançada rumo a Marte com os cem primeiros habitantes do novo mundo. É das suas vidas, dos trabalhos, ideias e feitos que surge a extensa história que não se limita a construir uma mera sucessão de quadros feitos de tramas que se cruzam, revelando a visão de Kim Stanley Robinson frequentes motivos para refletir sobre questões da ecologia, sociologia, psicologia e mesmo ciência política, isto sem esquecer o meticuloso quadro científico (atento às questões da física, da geologia e biologia) que sustentam com a verosimilhança que uma epopeia desta dimensão exige, uma noção de solidez sobre a qual as histórias florescem. Serve este post apenas para chamar a atenção para uma das mais interessantes narrativas de ficção científica alguma vez escritas com Marte por cenário. E, já agora, para partilhar uma vez mais a incompreensão de, num mercado livreiro onde este género está representado (sendo verdade que já o esteve mais presente e visível), porque é Kim Stanley Robinson um autor praticamente votado ao silêncio entre nós (a menos que me engane, só me lembro de uma tradução de uma única obra sua, numa velha coleção sci-fi da Caminho).
Este texto foi escrito para o blogue Marte Ataca!
quarta-feira, agosto 29, 2012
Há música em Marte!
Há 41 anos Bowie perguntava-nos se havia vida em Marte. Vida ainda não sabemos, mas música já há! A humanidade entrou hoje numa nova era. Ou, pelo menos, a música entrou hoje numa nova era. Pela primeira vez a Terra escutou uma canção transmitida de um outro planeta. Foi de Marte, claro. A Curiosity emitiu e a Terra ouviu Reach For The Stars, de Will.I.Am.
Podem ver aqui o vídeo do momento em que a equipa que acompanha a missão escutou, em direto, a transmissão marciana.
quinta-feira, agosto 16, 2012
Aqui Marte... dia 10
Algumas das novas imagens de chegam de Marte. Na primeira uma panorâmica da paisagem em frente do Mars Science Laboratory (a Curiosity, para os amigos)... Na segunda, um pormenor de rochas destapadas pela deslocação do ar no momento da aterragem. Na terceira, um olhar do espaço. Captada pela Mars Reconnaissance Orbiter, a Curiosity em plena superfície marciana.
segunda-feira, agosto 06, 2012
Está lá?... É para dizer que cheguei bem...
Eram seis e meia da manhã (hora portuguesa) e os técnicos da Nasa podiam respirar fundo... A Curiosity (na verdade chama-se Mars Science Laboratory) tinha chegado ao seu destino. Pariu da Terra em novembro do ano passado e desde hoje de manhã é o mais recente “habitante” de marte... Na verdade, entre os objetivos da sua missão leva a tentativa de resposta a uma velha questão: afinal há ou não marcianos?... Ou, admitindo uma variação: houve em tempos marcianos?... Nem que sob formas microscópicas ou até mesmo moleculares. A busca vai ter lugar na região da cratera Gale (não muito distante da região equatorial do planeta), onde a sonda (que transporta cerca de 75 quilos de material científico) vai caminhar ao longo dos dois próximos anos.
Esta é a primeira imagem que a Curiosity nos enviou depois de chegada ao solo marciano...
Podem acompanhar aqui, a par e passo, as revelações desta missão.
terça-feira, julho 10, 2012
Um panorama marciano
É quase como se estivéssemos em Marte. Uma nova imagem panorâmica, resultante da soma de mais de 800 imagens captadas pela Opportunity, revela-nos um olhar próximo da zona equatorial do planeta. Estamos numa planície chamada Meridiani Planum, numa região conhecida como Terra Meridiani, na verdade não muito longe do início do enorme sistema de canyons (que se podem ver do espaço) do Vallis Marineris, alguns quilómetros a Oeste. A imagem cobre 360 graus da paisagem. O Norte a centro, o Sul nos dois extremos. O espaço corresponde ao local onde a Opportunity viveu este último inverno marciano.
Podem saber mais sobre esta imagem no site da Nasa
E aqui podem fazer zoom e “caminhar” sobre esta panorâmica
terça-feira, julho 03, 2012
Um 'reality show' em Marte?
Um reality show transmitido em direto de Marte? Parece coisa de ficção científica pouco imaginativa... De resto a série Virtuality, coisa sci-fi que envolvia uma nave a andar pelo sistema solar, transmitindo um reality show para a Terra nem passou do episódio piloto que a Fox transmitiu há poucos anos... Quem quererá saber como estão a correr as obras de calibragem de uma central de tratamento do habitat C, quantas partes por milhão de um metal raro foram encontradas numa amostra de solo, no drama da porta de acesso à garagem dos veículos que está a abrir menos bem ou da discussão acesa entre dois astronautas, em pleno passeio na superfície, sobre uma característica do relevo. “Foi erosão por água”, diz um. “Onde? Estás doido? É claro que foi derrocada gravítica”, responde o outro. E na terra, com um pacote de bolachas na mão, uma família olha deliciada para a mais recente ligação em direto para Marte... Afinal, em quem votarão esta semana?
Uma missão a Marte... Por aí, é verdade, a ideia está longe de ser um sonho novo... Mas numa era em que as palavras “contenção” e “cortes” são das mais usadas por quem decide orçamentos, uma eventual missão tripulada ao planeta vermelho parecia coisa adiada para as calendas... marcianas. E eis que entra em cena o projeto Mars One. É coisa privada, à procura de apoios e donativos... Visa a criação gradual de uma primeira colónia permanente, desde logo com um primeiro senão: as viagens são de ida (quem for, por lá fica)... A opção explica-se pela substancial redução de custos que representa uma agenda de vôos sem a necessidade de projetar um regresso. A maior das surpresas deste projeto (e isto se a coisa for mesmo real e não uma partida bem pregada) é contudo a vontade de associar à missão um reality show, os direitos de transmissão deste “big brother” marciano sendo pensados como uma das principais fontes de financiamento e mediatização. Se a ideia parece disparate desinteressante, a verdade é que a progressiva hipnose dos públicos frente a formatos do género parece justificar que haja quem pense que o modelo possa resultar. Quer isto dizer que quem pensa o que será a televisão do nosso futuro próximo acha que informação televisiva se demitirá de ser a chave do acompanhamento de uma missão desta envergadura? Afinal somos uma sociedade que acredita mais no show da realidade que na realidade de facto? O “disparate” marciano, pelos vistos, deve fazer-nos pensar sobre algo que está mais perto. Quem somos hoje? E até onde deixaremos que este modelo de televisão possa moldar a nossa forma de olhar o mundo? E, já agora, os outros mundos à nossa volta?...
PS1. Se um dos ganchos para "agarrar" espectadores e estimular a sua interatividade num reality show são as votações para "expulsão" como se resolve a coisa num programa sem viagem de regresso à Terra? Seguem recambiados para uma das Luas de Júpiter?
Podem ver aqui o filme promocional que apresenta o projeto Mars One.
E aqui o acesso ao site oficial do projeto.
PS2. Resta saber se tudo o que encontramos no site do projeto é de facto realidade ou uma ficção (como o foi o alerta viral para o dia em que Marte se aproximaria da Terra a ponto tão visível quanto a Lua). De resto, entre os artigos já publicados sobre este projeto há quem questione a sua exequibilidade técnica e humana. E levante esta dúvida: será mesmo verdade?
Podem ler aqui um artigo publicado pelo International Business Times que coloca estas questões.
quinta-feira, dezembro 08, 2011
A caminho de Marte:
Mars Global Surveyor (1996)
Uma das mais importantes missões orbitais na história da exploração marciana, a Mars Global Surveyor representou o regresso da Nasa ao planeta vermelho após longo hiato que se seguiu às duas bem sucedidas sondas Viking. Lançada em Novembro de 1996, atingiu a órbita de Marte em Julho de 1997, iniciando trabalhos que se prolongaram até 2006. A bordo, além dos sistemas de captação de imagem (que permitiram a construção de um detalhado mapa da superfície do planeta), a sonda orbital levava a bordo um altímetro, um espectrómetro e um magnetómetro, além de outros instrumentos. Das observações feitas foi concluído que o solo marciano é essencialmente feito de rocha vulcânica, que a sua crosta é estratificada e terá 10 quilómetros de espessura, que as ravinas identificadas em vários locais poderão ter resultado da circulação de água líquida no passado, que as formas de “queijo suíço” (buracos na calote polar Sul do planeta) poderão indiciar um aumento gradual da temperatura.
Por estas três imagens da superfície marciana podemos ver, em primeiro lugar, ravinas que têm gerado a hipótese de modelos com circulação de água que justifique as suas formas. A segunda imagem mostra o Arsia Mons, um dos grandes vulcões que podemos encontrar em Marte. A terceira imagem revela a calote polar Norte do planeta.
sexta-feira, dezembro 02, 2011
A caminho de Marte: Viking 2 (1975)
Integrada no programa Viking, uma segunda sonda não tripulada foi lançada pela Nasa poucas semanas depois da Viking 1. Tendo atingido a órbita do planeta vermelho também alguns dias depois, a Viking 2 teve lugar de descida escolhido depois da consulta das imagens que a parte da sonda que havia ficado em órbita entretanto enviara para Terra.
A Viking 2 chegou à superficie marciana a 2 de Setembro de 1976. Desceu em concreto na chamada Utopia Planitia, no hemisfério norte do planeta. As imagens que recolheu mostravam uma paisagem igualmente rochosa, tendo a sonda efectuado várias análises ao solo.
Três das imagens colhidas pela Viking 2. Na terceira vemos a formação de películas de gelo sob as rochas e solo. As imagens mostram que esta camada gelada ali permaneceu por perto de cem dias.
quarta-feira, novembro 30, 2011
A caminho de Marte: Viking 1 (1975)
Continuando a fazer um percurso pela história da exploração marciana passamos hoje por aquela que, depois das primeiras sondas soviéticas lançadas nos anos 60, foi a primeira missão no solo marciano a enviar para a Terra imagens da sua superfície. Lançada em 1975, a Viking 1 atingiu a órbita marciana a 19 de Junho de 1976 e chegou ao solo um dia depois, aí ficando activa durante seis anos e 116 dias, deixando de enviar informação em 1982, ano em que ficou desactivada.
Apenas 25 segundos depois de atingido o solo, na chamada Chryse Planitia, começou logo a captação da sua primeira imagem, durando quatro minutos o tempo de transmissão para a Terra. Seguiu-se então a criação de uma panorâmica de 300 graus, que revelou uma paisagem pedregosa, de solo arenoso. Que, no dia seguinte, com as primeiras imagens a cores, revelou o tom avermelhado que caracteriza a paisagem marciana.
Duas imagens do solo marciano captadas durante a missão Viking 1 da Nasa e, a fechar o trio, um pôr do sol visto pela sonda a partir da superfície do planeta. Além das fotografias a sonda (que ficou estática no solo) efectuou várias experiências científicas com vista ao estudo do solo marciano e, uma vez mais, a busca de eventuais sinais e vida (que não encontrou).
terça-feira, novembro 29, 2011
A caminho de Marte: Mariner 4 (1965)
Numa altura em que o Curiosity ruma a Marte, o Sound + Vision recorda alguns episódios significativos da história da exploração do planeta vermelho. A observação possível a olho nu fez de Marte um dos primeiros corpos astronómicos a serem identificados. Porém, é com a invenção do telescópio e a mais atenta observação que nascem hipóteses sobre a eventualidade da presença de vida (e até mesmo de uma civilização) em Marte. De resto, tanto as observações de Percival Lowell no século XIX (nas quais se levantava a hipótese da existência de uma rede de canais construídos a cruzar grande parte do planeta) como o próprio exercício de ficção assinado por H.G. Wells em A Guerra dos Mundos (ainda antes da viragem para o século XX) aprofundaram expectativas a que só a chegada da era espacial deu respostas.
Na verdade a primeira resposta “realista” sobre o que, afinal, poderíamos encontrar em Marte chegou apenas em Julho de 1965. A sonda Mariner 4, lançada pela Nasa em 1964, assegurou a primeira captação (e transmissão) de imagens de um outro mundo para a Terra. E a chegada da primeira das imagens que resultaram da passagem da sonda perto de Marte revelou um mundo com um aspecto mais desolado que o esperado, a presença de crateras na sua superfície, afinal mais próxima de uma Lua que das paisagens do nosso mundo, alertando para realidades que se afastavam dos cenários de um possível planeta habitado e dominado por uma civilização. Não ficava todavia respondia a questão maior: mesmo assim, haveria (ou terá em tempos havido) vida em Marte?
Três imagens que mostram os primeiros olhares sobre a superfície marciana, tal e qual chegaram à Terra em 1964, enviadas pela sonda Mariner 4.
segunda-feira, novembro 28, 2011
Curiosidade marciana
A sonda Curiosity já vai a caminho de Marte... Lançada na semana passada, esta sonda robotizada vai tentar procurar no planeta vermelho a resposta a uma das mais antigas questões lançadas pelo homem: estaremos sós? A sua missão mais importante é, no entanto outra, uma vez que, mais que analisar o solo em busca de vestígios da presença (actual ou antiga) de formas de vida, ao robot é pedido um estudo sobre a habitabilidade do planeta. Isto é, a avaliação de uma série de parâmetros que nos permitam avaliar as capacidades de Marte para sustentar a presença humana.
Na verdade a missão responde pelo nome MSL. Ou seja, Mars Science Laboratory. E leva a bordo o robot Curiosity, que deverá chegar à Cratera Gale a 12 de Agosto de 2012. Com a maior carga de equipamento científico alguma vez lançada da Terra para Marte, a Curiosity foi lançada por um foguetão Atlas V 541 este sábado e terá, no solo do planeta nosso vizinho, uma missão de trabalho de cerca de um ano marciano (perto de 680 dias).
Esta sequência de imagens ilustra o processo de descida da Curiosity sobre a superfície marciana, usando métodos com controle mais seguro (e fiável, assim esperamos) que os usados em experiências de aterragem anteriores, nem todas elas bem sucedidas.
Podem acompanhar a evolução da missão MSL aqui.
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