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sábado, abril 01, 2017

Erasure, 1987



Passaram esta semana 30 anos sobre a edição do álbum The Circus, o segundo da discografia dos Erasure e o primeiro no qual o sucesso os transportou a um patamar que deles fez um caso maior de popularidade na pop eletrónica nascida no Reino Unido na segunda metade dos anos 80. Com um primeiro cartão de visita (e primeiro single de sucesso para o grupo) em Sometimes, o álbum The Circus apresentou uma coleção de canções que definia a identidade pop mais luminosa que Vince Clarke procurava desde o momento em que decidira afastar-se dos Depeche Mode em 1981. Na voz de Andy Bell tinha encontrado entretanto um registo com uma certa continuidade face às experiências (magníficas, sublinhe-se) com Alison Moyet nos Yazoo.

sábado, junho 18, 2016

Abba, 1976


Passam hoje 40 anos sobre o dia em que Dancing Queen teve estreia televisiva na televisão sueca, servindo esse momento de rampa de lançamento para um dos maiores êxitos de toda a obra do grupo. A ocasião era de festa, encenada numa sala de ópera em Estocolmo, numa cerimónia do rei Carl Gustav XVI e da rainha Silvia, que se casariam no dia seguinte.

Gravada alguns meses antes, com primeiras sessões de trabalho que remontavam a 1975, a canção seria editada no formato de single em agosto, poucas semanas depois. E, apesar do grande sucesso internacional recentemente obtido por singles como Mamma Mia, Fernando, I Do I Do I Do I Do I Do ou SOS, Dancing Queen foi mais longe, superando até o impacte de Waterloo (que os lançara após a vitória eurovisiva em 1974), dando-lhes inclusivamente o primeiro lugar na tabela de singles nos EUA (e o seu primeiro disco de ouro americano).

Juntamente com o impacte recente de I Feel Love de Donna Summer e o sucesso dos temas dos Bee Gees apresentados na banda sonora de Febre de Sábado à Noite, Dancing Queen desempenhou um papel determinante na elevação do disco sound de fenómeno marginal e de nicho num caso de dimensão mainstream à escala global.

sábado, novembro 07, 2015

Grace Jones, 1985



Passam 30 anos sobre o momento em que Grace Jones apresentou Slave to The Rhythm, canção icónica que resultou de uma breve associação ao produtor Trevor Horn e ao universo da ZTT Records. O single foi acompanhado então por um telediscop que revisitava algumas imagens da sua obra na música, na fotografia e na publicidade.

sábado, abril 04, 2015

Dream Academy, 1985



Foi há precisamente 30 anos que, através de uma homenagem que chegou na forma de uma canção, o nome de Nick Drake começou a ganhar nova visibilidade. Onze anos depois da sua morte e autor de uma das mais belas obras nascidas do espaço da cultura folk britânica, o músico passara longe das atenções quando, entre 1969 e 1972, nos deu a ouvir obras-primas como o são os álbuns Five Leaves Left, Bryter Later e Pink Moon, que então editou. A canção dos Dream Academy evocava referências e colocava o seu nome no mapa das atenções dos anos 80. Em poucos tempos a sua obra seria devidamente (re)descoberta. Hoje lembramos aqui a canção que teve um importante papel nesse processo. Chamava-se Life in a Northern Town.

sábado, novembro 22, 2014

Nick Cave: memórias de 1978



Foi assim que Nick Cave se estreou em disco. Antes de mudar de nome para The Birthday Party, o grupo que lhe deu primeiros episódios de visibilidade surgiu originalmente num par de singles e um primeiro álbum editados sob o nome The Boys Next Door.

Este foi o primeiro single. Uma versão de These Boots Are Made For Walkin' um clássico de Lee Hazelwood que ganhou voz através da célebre primeira versão gravada por Nancy Sinatra. Em clima new wave, mas a anunciar alguma (saudável) inquietude, era assim NIck Cave, em 1978.


Hoje à noite no Espaço Nimas

A propósito de Nick Cave posso acrescentar aqui que estarei mais logo, pelas 21.45, juntamente com a Rita Redshoes, a apresentar a sessão da noite do filme Nick Cave: 20.000 Dias na Terra, no Espaço Nimas, em Lisboa.


sábado, junho 14, 2014

30 anos depois:
Blancmange, The Day Before You Came



Reza a mitologia que, quando terminou de gravar a sua voz para esta canção, todos sabiam que aquele era o ponto final. Foi a 20 de agosto de 1982, nos Polar Studios, em Estocolmo. Os Abba estavam ali a gravar canções para um novo álbum, pensado como sucessor de The Visitors, de 1981. Mas quando Agnetha terminou a gravação da voz em The Day Before you Came, a vida dos Abba conheceu o seu último suspiro. Ninguém o imaginava ainda, embora no fundo quem perto deles estivesse talvez soubesse que pouco poderia acontecer a seguir... Os quatro músicos, que nos últimos dez anos haviam protagonizado uma das carreiras de maior sucesso na história da música popular, estavam a trabalhar, todos eles em projetos a solo. Agnetha e Frida registando álbuns a solo, Benny e Bjorn trabalhando em Chess, que seria o seu primeiro musical. The Day Before You Came surgiu no formato de single em outubro de 1982. Um outro single, Under Attack (gravado pouco tempo antes) chegaria em dezembro do mesmo ano. E depois chegava uma pausa, que ainda hoje não foi interrompida...
The Day Before You Came não repetiu o impacte que outros singles dos Abba haviam gerado pouco antes. Mas o tempo acabaria por transformar esta canção melancólica - e plena de ecos autobiográficos de um casal separado - num dos temas mais elogiados de toda a discografia dos Abba. Era uma canção essencialmente eletrónica, tanto que Benny Andersson foi o único instrumentista que nela trabalhou.
Os primeiros sinais de que esta seria uma canção a registar na história dos Abba chegaram, não pela canção em si (coisa que o tempo resolveu, claro), mas através de uma versão assinada pelos Blancmange que surgiria no álbum de 1984 Mange Tout e que teria mesmo edição em single. Note-se que, na verdade, a abordagem deste duo (importante peça no panorama da pop eletrónica britânica de então) não rompe em muito com as formas e arranjos da canção original.

sábado, maio 24, 2014

30 anos depois.
Echo & The Bunnymen, Seven Seas



Apesar de ainda ativos, os Echo & The Bunnymen ficarão todavia registados na história da pop como uma das mais bem sucedidas (artística e comercialmente) entre as bandas nascidas do pós-punk britânico em finais dos setentas (e com etapa mais significativa da sua obra na primeira metade dos oitentas). Na sua génese está uma força mítica da herança punk de Liverpool, os Crucial Three onde, além de Ian McCulloch (mais tarde o vocalista dos Echo & The Bunnymen) militavam ainda Julian Cope (que partiu para formar os Teardrop Explodes) e Pete Wylie (logo depois nos Wah!). Da separação dos Crucial Three nasceram três bandas que muito contribuíram para a criação de um novo foco de agitação em Liverpool, os Echo & The Bunnymen resultando da reunião de McCulloch com o guitarrista Will Sergeant e, mais tarde, o baixista Les Pattison. Depois de um single de estreia gravado com a ajuda de uma caixa de ritmos, aceitaram o baterista Pete De Freitas na banda e encontraram a formação que caracterizaria a etapa mais criativa da vida do grupo, entre 1980 e 85, na qual se cristalizou um raro casamento entre a herança viva do pós-punk britânico e encantos pelo melodismo e texturas do psicadelismo de finais de 60 (sobretudo convocando aqui os Doors à carteira de memórias).

'Ocean Rain'
Depois de uma bela estreia em Crocodiles (1980) e de sinais de confirmação de visão e ambição no mais duro Heaven Up Here (1981) e de feliz nova aferição de um rumo mais desafiante em Porcupine (1983) apresentam em 1984 o álbum pelo qual sempre serão recordados. Ocean Rain (que a publicidade em 1984 apresentava como “the greatest album ever made”), parte das experiências de construção de uma pop mais sofisticada de Porcupine e avança por terrenos ainda mais convencionais e clássicos nas formas, conciliando a escrita das melhores canções de toda a carreira do grupo com as guitarras com personalidade de Sergeant, sumptuosos arranjos de cordas e um evidente sentido de espaço e drama. Gravado em Paris, completado em Liverpool (depois de esgotado o tempo de estúdio e orçamento previsto), é um dos mais belos álbuns pop de 80, maduro, seguro, capaz de ligar o seu tempo a toda uma série de escolas fundamentais. The Killing Moon é a mais inesquecível das canções dos Echo & The Bunnymen. Silver e Seven Seas (que aqui recordamos) dois exemplos superiores de arte pop. E Nocturnal Me ou Ocean Rain exemplos da filigrana de detalhes que os arranjos e produção deste disco trabalharam com afinco, dele fazendo uma das obras-primas pop de 80.

O disco transporta em si as vivências (na primeira pessoa) do panorama pós-punk britânico, mas olhava mais adiante no mapa de referências, convocando sobretudo ecos dos sessentas, dos Beatles aos Doors e mais além. De certa forma está aqui um dos primeiros sinais de um processo de redescoberta de formas e nomes da pop dos sessentas que, nos anos seguintes, teria expressão evidente em discos de bandas como os Primal Scream ou Stone Roses. 

Este post inclui elementos de um outro, aqui publicado por mim em 2005.

sábado, maio 03, 2014

30 anos depois:
Break Machine, Break Dance Party



Criados em 1983 em torno da figura de Keith Rogers, um apresentador de rádio com trabalho feito na divulgação das primeiras manifestações de hip hop, os Break Machine foram um trio de vida brecve mas com projeção global feita através de dois singles que foram importante banda sonora do fenómeno break dance que então cativou atenções. Acompanhados pela mesma equipa de produção dos Village People (pois é verdade!) mostraram-se inicialmente ao som de Street Dance, o seu maior êxito, editado em 1983. Este Break Dance Party surgiu alguns meses depois.

sábado, abril 05, 2014

30 anos depois:
Evelyn Thomas, High Energy



Há dias, a ver em Londres o filme Will You Dance With Me? de Derek Jarman, dei por mim a mergulhar no tempo rumo ao que era a música de dança de 1984. Estávamos num período aberto a várias sonoridades, numa etapa de transição entre o que fora a primeira geração do disco e a eclosão da cultura house. O electro (associado à cultura hip hop e banda sonora de muitos momentos de break dance) e o hi-nrg partilhavam parte do protagonismo nas pistas de dança e no mercado de venda de singles. Ao longo das próximas semanas vamos aqui recordar alguns dos temas que faziam as noites dançáveis de então. Começando por High Energy, êxito pontual na obra de Evelyn Thomas, cantora natural de Chicago que, apesar de singles posteriores como Masquerade ou Standing At The Crossroads, só com este tema de 1984, produzido por Ian Levine, a levou aos patamares do sucesso global.

sábado, março 15, 2014

Ver + ouvir:
Rockwell, Somebody's Watching Me (1984)



Recordamos hoje uma canção que há precisamente 30 anos se fazia escutar pelas estações de rádio de todo o mundo. Com uma colaboração de Michael Jackson, este tema foi mesmo um dos mais ouvidos do ano. E fez de Rockwell um dos 'one hit wonders' da temporada...

sábado, março 01, 2014

Ver + ouvir:
Beck, Pay No Mind (1994)



Em tempo de lançamento de um novo álbum de Beck podemos recuar no tempo e lembrar que, há precisamente 20 anos, era editado o espantoso Mellow Gold que o revelou (e que não se esgotava em Loser).

domingo, janeiro 05, 2014

Ver + ouvir:
Morrissey, Now My Heart Is Full (1994)



Um dos temas de Vauxhall and I, que é um dos melhores álbuns da discografia a solo de Morrissey e faz este ano duas décadas de vida. Esta gravação recorda um momento da sua atuação no Festival de Reading.

sábado, janeiro 04, 2014

Ver + ouvir:
China Crisis, Wishful Thinking (1984)



A canção ainda é de 1983, originalmente apresentada no álbum Working with Fire and Steel – Possible Pop Songs Volume Two. Surgiu no formato de 45 RPM em inícios de 1984 e deu aos China Crisis o seu momento de maior visibilidade.

domingo, dezembro 08, 2013

Máquina do tempo
Klaus Nomi, Cold Song (1981)



Imagens de uma atuação de Klaus Nomi na televisão francesa em 1981. Interpretação ao vivo, com uma pequena orquestra, de Cold Song (com base em música de Purcell), que surgiu no alinhamento do seu álbum de estreia, Klaus Nomi, editado em 1981.

sábado, dezembro 07, 2013

A Máquina do Tempo:
MARRS, Pump Up The Volume (1987)



Foi o primeiro número um para a editora 4AD (então a casa dos Cocteau Twins, dos This Mortal Coil, dos Pixies ou dos Dead Can Dance). Apresentava o coletivo MARRS, e uma abordagem à cultura house que então emergia além dos espaços underground de Chicago (e outras primeiras descendências e extensões). O projeto na verdade nascera de uma sugestão do "patrão" da editora - Ivo Watts Russell - de criar um pontual espaço de colaboração entre músicos dos Colourbox e AR Kane, ambos ligados ao catálogo da editora. O single teve um impacte tremendo, tanto junto do grande público (afinal vendeu que nem pães quentes) mas também junto de músicos seus contemporâneos, a sua descendência direta estando clara em singles nascidos pouco depois junto de projetos como os Bomb The Bass, Simon Harris ou 2 Men A Drum Machine and a Trumpet. Esta foi a única edição do projeto MARRS.

domingo, dezembro 01, 2013

As canções da Red + Hot Organization



Foi por ocasião de uma jornada de apelo à luta contra a sida que surgiu o primeiro disco da Red + Hot Organization. Estávamos no final de uma década que viu nascer importantes movimentos ativistas – como o Act Up – que ajudaram a combater o imobilismo da então administração Reagan face a uma doença que claramente alastrava sem o devido apoio oficial para a investigação, tratamentos e campanhas de prevenção. Já tinha havido um importante disco pensado para a recolha de fundos para ajudar a luta contra a doença e a investigação sobre o vírus VIH. Tratara-se de That’s What Friends Are For, single conjunto de Dionne Warwick com Elton John, Stevie Wonder e Gladys Knight, lançado ainda em 1985. Mas é com Red Hot + Blue que, em 1989 surge uma discografia focada na ideia de recolher fundos para este destino, gerando mesmo uma série de outras edições locais em diversos países.

Red Hot + Blue era acima de tudo um tributo às canções de Cole Porter, juntando em seu redor nomes como os U2, Tom Waits, Annie Lennox, k.d. Lang, Debbie Harry (em dueto com Iggy Pop), Erasure, David Byrne, Aztec Camera ou os Les Negresses Vertes.

Podem ler aqui um texto que aqui publicámos a 1 de dezembro de 2011:


Com Cole Porter na berlinda, uma mão cheia de músicos criaram versões de clássicos maiores da história da música norte-americana para, juntos, assinarem a primeira compilação pensada de raiz para uma campanha de recolha de fundos para programas de luta contra a sida. Não era a primeira vez que músicos se juntavam com semelhante propósito. Colecção de 20 versões de canções de Cole Porter, Red Hot + Blue não só serviu idênticos objectivos como representou o modelo de uma ideia de álbum-tributo que entretanto gerou uma multidão de descendências. Sem mais em comum senão os objectivos humanitários do disco e o facto de morarem criações de Cole Porter na base de cada canção, Red Hot + Blue reflecte essencialmente a diversidade de caminhos que a lista de convidados expressa por si mesma. Neneh Cherry encontra caminhos para I’ve Got You Under My Skin através da assimilação de elementos da cultura hip hop. David Byrne confirma o seu interesse por músicas de latitudes exteriores aos eixos pop/rock em Don’t Fence Me In. Iggy Pop junta-se a Debbie Harry para criar um hino eléctrico em Well Did You Evah. Annie Lennox atinge patamares máximos de emotividade na abordagem minimalista para voz e piano de Every Time We Say Goodbye. Os Les Negresses Vertes levam heranças parisienses a I Love Paris. Tom Waits veste muito ao seu jeito It’s All Right With Me. KD Lang é directa e pungente em So In Love. Os Erasure levam as electrónicas de travo pop a Too Darn Hot. Os U2 mostram, em Night + Day, primeiros sinais de uma transformação linguística em progresso na sua música (e da qual nasceria Achtung Baby)... Podíamos continuar a descrição passando por nomes como os de Salif Keita, Neville Brothers, Jimmy Sommerville, Aztec Camera,Sinead O’Connor ou Fine Young Canibals que, entre outros mais, completam o alinhamento do álbum. Uns mais certeiros, outros menos consequentes. Mas entre todos uma ideia comum e, no fim, um dos mais sólidos e marcantes dos discos-tributo alguma vez registados. E um primeiro episódio numa história que, depois deste, somou já muitos outros títulos a uma obra ainda hoje dedicada à mesma causa.


Red Hot + Blue lançou assim uma primeira pedra numa construção que desde então não mais parou.

1990. Red Hot + Blue. Tributo a Cole Porter com a colaboração de nomes como os de Neneh Cherry, David Byrne, U2, Iggy Pop + Debbie Harry, Thompson Twins, Tom Waits, Annie Lennox ou Salif Keita, entre outros.

1992. Red Hot + Dance. Disco de música de dança ou remisturas dançáveis por nomes como os de Madonna, George Michael, EMF, PM Dawn, Young Disciples ou Crystal Waters, entre outros.

1994. No Alternative. Um olhar pelo panorama rock alternativo de inícios de 90, com colaborações dos Sonic Youth, Soundgarden, Smashing Pumpkins, Pavement, American Music Club ou Breeders, entre outros.

1994. Red Hot + Country. Músicos da country em campanha, com contribuições de Johnny Cash, Books & Dunn + Johnny Cãs, Nancy Griffith + Jimmy Webb ou Wilco + Syd Straw, entre outros.

1994. Stolen Moments: Red Hot + Cool. Em tempo de reencontro do jazz com a música popular, um verdadeiro manifesto jazz hip hop com parcerias como Donald Byrd + Guru e Ronny Jordan, MC Solaar + Don Cárter, Me’Shell + Herbie Hancock ou Roots + Roy Ayers, entre outras.

1995. Red Hot + Bothered. Um Segundo olhar sobre o panorama rock alternativo de 90 com Lisa Germano, The Verlaines, The Sea And Cake, Liquorice e Flying Nuns, entre outros.

1996. Offbeat. Uma experiência spoken word com ambientes e trip hop, juntando Moby, Laika, My Bloody Valentine + Skylab, David Byrne, Barry Adamson e Soul Coughing, entre outros.

1996. America Is Dying Slowly. Artistas hip hop em campanha, com contribuições de De La Soul, Coolio, Pete Rock + The Lost Boyz ou Wu Tang Clan, entre outros.

1996. Red Hot + Rio. Um tributo à bossa nova, com as participações de Money Mark, Astrud Gilberto + George Michael, David Byrne + Marisa Monte, Everything But Thre Girl ou Cesária Évora + Caetano Veloso + Ryuichi Sakamoto, entre outros.

1997. Silencio = Muerte: Red Hot + Latin. Músicos latino-americanos em campanha, cm contribuições de Los Lobos, Café Tacuba + David Byrne, Juan Perro, Cibo Matto, Gegy Tah + King Changó, entre outros.

1998. Onda Sonora: Red Hot + Lisbon. Um tributo à lusofonia, com participações de David Byrne + Caetano Veloso, General D + Funk’N’Lata, k.d. lang, Paulo Bragança + Carlos Maria Trindade, Durutti Column e Bonga + Marisa Monte + Carlinhos Brown, entre outros.

1998. Red Hot + Rhapzody. Tributo a George Gershwin, com a colaboração de nomes como os de David Bowie, Morcheeba, Luscoius Jackson, Sarah Cracknell + Kid Loco, ou Money Mark, entre outros.

2000. Red Hot + Indigo. Tributo a Duke Ellington, com a colaboração de nomes como os de Terry Callier, Tortoise, The Roots, Les Nubiens e David Byrne, entre outros.

2002. Red Hot + Riot. Tributo a Fela Kuti, com a participação de D’Angelo, Jorge Ben Jor, Macy Gray, Femi Kuti, Nile Rodgers, Taj maha, Lenine, Manu Dibango, Me’Shell, Baaba Maal e Kelis, entre outros.

2009. Dark Was The Night. Sob produção conjunta de Bryce e Aaron Desner dos The National, um conjunto de contribuições vindas de terreno indie, com nomes como os Arcade Fire, Grizzly Bear, Sufjan Stevens, Yo La Tengo, Beirut, Dirty Projecters, Feist ou o Kronos Quartet.

2011. Red Hot + Rio 2. Segunda incursão brasileira, desta vez com as contribuições de Vanessa da Mata, Seu Jorg, Almaz, David Byrne, Bebel Gilberto, Marisa Monte, Caetano Veloso, Beck, Mia Doi Todd e John Legend.

2013. Red Hot + Fela. Um segundo tributo a Fela Kuti junta desta vez TUnE-yArDs, ?uestlove, Angelique Kidjo, Kyp Malone, Tunde Adebimpe, Kronos Quartet, Tony Allen, M1 ou Baloji.

sábado, novembro 30, 2013

Ver + ouvir:
Étienne Daho, Au Commencement (1996)



Numa semana em que aqui apresentamos o primeiro disco em seis anos do cantor francês, recordamos aqui um teledisco marcante na história da relação de Étienne Daho com Portugal. Tema apresentado como avanço do álbum Éden, de 1996, Au Commencement teve um teledisco rodado em Portugal, com parte significativa das imagens captadas na Caparica.

segunda-feira, novembro 18, 2013

Nos 50 anos da morte de Kennedy (1)


Assinalam-se esta semana os 50 anos sobre a morte de John F Kennedy. Apesar de oficialmente encontrado um “culpado” na figura de Lee Oswald que, segundo o relatório Warren entregue em 1964 ao presidente Lyndon Jonhson, terá agido sozinho e por motivos pessoais, vivemos cinco décadas de suspeitas e teorias da conspiração sobre o atentado. Assim foi? Ou houve outros poderes ou mandantes? Ao longo destes 50 anos não faltaram leituras possíveis sobre o que sucedeu, como sucedeu e porque sucedeu. Não tentaremos, de todo, dar respostas ao que talvez nunca o venha a ter. Mas ao longo desta semana recordamos aqui alguns momentos em que a cultura popular retratou e refletiu sobre a morte de Kennedy.

E começamos com Coma White, um teledisco criado em 1999 para uma canção do álbum Mechanical Animals, de Marilyn Manson. Realizado por Samuel Bayer, o pequeno filme evoca o atentado em Dallas, com o músico vestindo a pele de JFK e a sua namorada de então, Rose MacGowan, de cor-de-rosa, taol e qual nesse dia vestia Jackie Kennedy, colocando a ação em clima sombrio, recorrendo ao slow motion e não sendo graficamente demasiado explícito (não há sugestão de sangue, apenas da violência do sucedido). Apesar da controvérsia que gerou pela proximidade do tiroteio na Columbia High School e da morte do filho de Kennedy, o vídeo representa um dos momentos visuais mais marcantes da obra de Marilyn Manson. O músico, em resposta às críticas, explicou então que o vídeo representava uma metáfora da obsessão americana pela violência.





Entre os muitos livros que foram refletindo ou ecoando o atentado conta-se o relativamente recente 11/22/63, romance de Stephen King que nos apresenta um viajante no tempo que tenta travar o sucedido. A ideia para o livro surgiu em 1971 (menos de dez anos após o atentado) e é mesmo anterior à publicação do hoje célebre Carrie. A acção transporta um professor de inglês até 1958, ano no qual tenta marcar os movimentos de Lee Oswald, procurando assim travar os acontecimentos de 22 de novembro de 1963. Uma possível adaptação ao cinema deste livro chegou a ser avançada, levantando Jonathan Demme como possível realizador. Alegados desentendimentos com Stephen King terão entretanto conduzido ao seu afastamento. Neste momento parece mais provável uma adaptação televisiva.

quinta-feira, novembro 07, 2013

Cinco memórias dos Ultravox (4):
The Voice, 1981

Mais uma incursão pelo baú de memórias dos Ultravox, rumando hoje a mais um dos dois singles extraídos do alinhamento de Rage In Eden, álbum que editaram em 1981 como sucessor natural de Vienna. Aqui fica o teledisco que então acompanhou o single The Voice.


sábado, novembro 02, 2013

Sparks, 1979

Numa altura em que é reeditado o álbum de 1979 dos Sparks, recordamos aqui o seu tema-título no teledisco que então acompanhou o lançamento do disco. Pop com sabor a 'disco' e produção de Giorgio Moroder, na primeira expressão maior do relacionamento do duo norte-americano com os (então) novos sintetizadores, para recordar em The Number One Song In Heaven.