sábado, 25 de abril de 2009
Defendamos
o Cravo de Abril !
o Cravo de Abril !
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Memórias de Margarida, minha Irmã
Quadro (espelho) com o seu signo, Aquário
Soneto
Lápis na mão, melena desgrenhada,
Batendo o pé no estrado, a senhora ordena
Que o furtado ponteiro, (a sua avena),
A aluna o ponha ali ou a empregada.
A aluna, moça esbelta e aperaltada,
lhe diz coa doce voz que o ar serena:
Sumiu-se-lhe o ponteiro? É forte pena;
Ai, e a senhora tão apoquentada...”
— "Vous repondez assim? Vous zombez disto?
Tu pensas que por seres boa aluna
Não te ponho na rua?" E, dizendo isto,
Levanta-se, avançando qual foguete.
Eis senão quando (caso nunca visto)
Cai-lhe o ponteiro do bolso do colete!
Margarida Nascimento
(anos 60)
Como se vê, também não lhe faltava humor, apesar de a maioria dos poemas que deixou ser em género mais sério.
Também deixo aqui três dos seus desenhos, feitos talvez ainda durante os anos do liceu. São os poucos que já digitalizei, mas ainda falta muito, nomeadamente algumas aguarelas em género japonês, que ela muito apreciava.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
DIA DA EUROPA :)
RING ZOOLÓGICO INTERNACIONAL (1941)
Autor: DUARTE ALMEIDA
Edição de Almeida & Sotto Mayor, L.da
Rua de Silva Teles, 31-3º
LISBOA
Tele {fone 4 638
{gramas MAPAS
Documentos digitalizados do:
Arquivo Domiciliário da
TORRE DO POMBO
Conservadora, Directora, Bibliotecária e Espanadora de Pós de Perlimpimpim e Teias de Aranha:
Prof.ª Dr.ª Espanadora
(Doutorada em Espanologia
pela Faculdade de GIZÉ - Egipto)
ASPÁSIA da PENHA da GÁLIA
MCLXX- CCLXIV OLISSIPUM
QUINTUM IMPERIUM DE MUITO EM BAIXUM...
Prelúdio do TE DEUM
Marc-Antoine Charpentier
quarta-feira, 25 de abril de 2007
HORIZONTE PERDIDO
quarta-feira, 14 de junho de 2006
Parabéns, Pai!
Neste dia memorável,
perante nobre assembleia,
ocorreu à filha a ideia
de rimar ao pai amável,
principalmente, a existência;
mas também, com excelência,
noutras Artes é versado.
p´ra ele não tem segredo.
Compõe, sem dúvida ou medo,
mates em dois e em três.
Problemas figurativos,
tecendo belas imagens,
dedicou a personagens
ilustres, mortos ou vivos.
apresenta seu trabalho
e, sempre sem enxovalho,
fica bem classificado.
Mas se a Musa do Xadrez
foi a que mais o inspirou,
as outras, que cultivou,
não deixou em pequenez.
De Erato, melodiosa,
aprendeu, sem desatino,
a arrancar do violino,
tango ou valsa primorosa...
o inspirou na Poesia:
num repente e com mestria,
verseja com mote e glosa.
quer versem Arte ou Ciência,
e na arte da eloquência
não passa despercebido.
das Letras grande amador,
chegou a dizer, de cór,
“A Ceia dos Cardeais”!...
com afinco se aplicou,
e também não desprezou,
dos astros, as refulgências!
ou de Einstein às Teorias,
dedicou noites e dias,
desenredando essas teias...
os cometas observou...
E, de Vénus, contemplou
a apolínea trajectória! (*)
nunca da memória tira...
por Damião de Odemira,(**)
os traz, sempre, convocados!
mas não se dá por vencido...
amanhã, ao sol nascido,
já ensaia outro projecto!
Da Razão, Justiça e Bem
Paladino se tornou,
Esposo amável se mostrou,
Pai muito amigo também;
histórias conta mil e cem
que a todo o que escuta encantam...
Noventa e dois “já cá cantam”...
Cá estaremos para os Cem!!! (***)
X C I I em M M V I
* * *
(**) - A Tertúlia "Damião de Odemira", de que foi fundador.
(***) - Pelo menos!
Ao Violino, seu 2º Hobby
sexta-feira, 12 de maio de 2006
Parabéns, Manuel Alegre
O Poeta e Paladino da Liberdade faz hoje 70 anos. Recordemos a sua Canção com Lágrimas, dedicada a um grande amigo perdido na Guerra Colonial, e interpretada por Adriano Correia de Oliveira.
Eu canto para ti o mês das giestas
O mês de morte e crescimento ó meu amigo
Como um cristal partindo-se plangente
No fundo da memória perturbada
Eu canto para ti o mês onde começa a mágoa
E um coração poisado sobre a tua ausência
Eu canto um mês com lágrimas e sol o grave mês
Em que os mortos amados batem à porta do poema
Porque tu me disseste quem me dera em Lisboa
Quem me dera em Maio depois morreste
Com Lisboa tão longe ó meu irmão tão breve
Que nunca mais acenderás no meu o teu cigarro
Eu canto para ti Lisboa à tua espera
Teu nome escrito com ternura sobre as águas
E o teu retrato em cada rua onde não passas
Trazendo no sorriso a flor do mês de Maio
Porque tu me disseste quem me dera em Maio
Porque te vi morrer eu canto para ti Lisboa e o sol,
Lisboa com lágrimas Lisboa à tua espera ó meu irmão tão breve
Eu canto para ti Lisboa à tua espera...