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sábado, 25 de abril de 2009

Defendamos
o Cravo de Abril !


Ó belo cravo de Abril,
querem fazer-te murchar.
Há para aí farsantes mil,
que só querem metal vil,
e a ti pretendem pisar.

Estes mandantes de agora,
sonegam a liberdade,
e andam pelo País fora
discursando a toda a hora,
mas não dizendo a verdade.

Foi há trinta e cinco anos
que nasceste entre canções.
Caíram por terra os planos
dos sequazes e tiranos
e abriram-se as prisões!

Eram tempos de alegria,
de dar as mãos e cantar
de pensar que a aleivosia,
a ganância e a cobardia
iam por fim terminar.

Mas que vemos hoje em dia?
Teus ideais espezinhados,
tristeza, melancolia,
desânimo e apatia,
nos pobres e desempregados.

Mas, cravo, não te amedrontes!
Ainda há, quem, sem temer,
por cidades, vilas, montes,
não esquece os horizontes
que tu abriste ao nascer!

Leonor 2009

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Memórias de Margarida, minha Irmã

Minha irmã Margarida aos 16 anos


Quadro (espelho) com o seu signo, Aquário


Amigas e Amigos

Passa hoje mais um aniversário natalício de minha irmã Margarida, falecida em 1972, que, se ainda estivesse entre nós, completaria 62 anos. Muito provavelmente teria o seu próprio blog e aqui andaria a fazer-nos companhia, partilhando alguns dos seus poemas, desenhos e ideias, como já fazia enquanto viveu, com os seus amigos de juventude. Só resto eu para transmitir algo das suas memórias, mas como ando prioritariamente a tratar de obras do meu Pai, como se compreende, dado a sua avançada idade, tem ficado para trás a obra da Margarida.

Minha irmã tinha muitos "hobbies", nomeadamente a leitura, e de entre esta preferia os autores de língua francesa e romance policial. Tendo enveredado pelo Direito e tencionando exercer a advocacia, ela gostava de seguir, nos meandros dos livros policiais, a perseguição, a descoberta e a punição dos malfeitores e criminosos.

Outras paixões eram escrever poesia, desenhar, pintar e a construção de réplicas de navios, que adquiria em caixas com centenas de peças em plástico que pacientemente pintava com enamel, colava e montava até o pequeno navio estar concluído até ao mais ínfimo promenor, reproduzindo o original. Dos três que havia construído à data do seu falecimento, ainda tenho um, algo danificado, e que um dia que tenha mais tempo tenciono reparar.

Pelos anos do Liceu Filipa de Lencastre, que frequentou sempre com bom aproveitamento e onde mais tarde eu também seria aluna, entre outras brincadeiras, escreveu alguns poemas humorísticos alusivos à vida liceal entre professoras e colegas, entre os quais escolhi este para vos mostrar. Claro que foi inspirado no famoso "Colchão dentro do Toucado" de Nicolau Tolentino.




Soneto

Lápis na mão, melena desgrenhada,
Batendo o pé no estrado, a senhora ordena
Que o furtado ponteiro, (a sua avena),
A aluna o ponha ali ou a empregada.

A aluna, moça esbelta e aperaltada,
lhe diz coa doce voz que o ar serena:
Sumiu-se-lhe o ponteiro? É forte pena;
Ai, e a senhora tão apoquentada...”

— "Vous repondez assim? Vous zombez disto?
Tu pensas que por seres boa aluna
Não te ponho na rua?" E, dizendo isto,

Levanta-se, avançando qual foguete.
Eis senão quando (caso nunca visto)
Cai-lhe o ponteiro do bolso do colete!



Margarida Nascimento

(anos 60)


Como se vê, também não lhe faltava humor, apesar de a maioria dos poemas que deixou ser em género mais sério.

Também deixo aqui três dos seus desenhos, feitos talvez ainda durante os anos do liceu. São os poucos que já digitalizei, mas ainda falta muito, nomeadamente algumas aguarelas em género japonês, que ela muito apreciava.



Armas de Camelot

A Equipa

O Mordomo


sexta-feira, 9 de maio de 2008

DIA DA EUROPA :)

MAPA CÓMICO DA EUROPA 1940


MAPA CÓMICO DA EUROPA


(GUERRA de 1940)



Autor: CARLOS RIBEIRO
Edição da Livraria Barateira
Rua Nova da Trindade, 70, 72, 76 e 78

LISBOA

TELEFONE 2 6755


Pormenor de Portugal e Espanha: o Zé Povinho segura um pau que é ferrado por causa das moscas... e o toureiro espanhol usa a espada do Cid.


RING ZOOLÓGICO INTERNACIONAL 1941

RING ZOOLÓGICO INTERNACIONAL (1941)

Autor: DUARTE ALMEIDA
Edição de Almeida & Sotto Mayor, L.da
Rua de Silva Teles, 31-3º


LISBOA
Tele {fone 4 638
{gramas MAPAS



Documentos digitalizados do:


Arquivo Domiciliário da


TORRE DO POMBO


Conservadora, Directora, Bibliotecária e Espanadora de Pós de Perlimpimpim e Teias de Aranha:



Prof.ª Dr.ª Espanadora


(Doutorada em Espanologia

pela Faculdade de GIZÉ - Egipto)


ASPÁSIA da PENHA da GÁLIA


MCLXX- CCLXIV OLISSIPUM


QUINTUM IMPERIUM DE MUITO EM BAIXUM...





Prelúdio do TE DEUM

Marc-Antoine Charpentier

quarta-feira, 25 de abril de 2007

HORIZONTE PERDIDO


33 ANOS NAVEGANDO EM ÁGUAS TURVAS...
O IDEAL CADA VEZ MAIS PERDIDO NO HORIZONTE.
PODIA ANDAR EM RECTA, MAS PERDE O TEMPO ÀS CURVAS...
25 DE ABRIL? É SÓ NOME DE PONTE...
UNS PEDEM ESMOLA, ALGUNS BAIXAM A FRONTE,
MUITOS VIVEM PR´À BOLA... E O RESTO ANDA A MONTE!

33 ANOS


33 ANOS... PARA QUÊ?
OS IDEAIS DE ABRIL FORAM ABATIDOS.

ESTE É UM PAÍS CRUCIFICADO E O PROBLEMA É QUE NÃO VAI RESSUSCITAR AO 3º DIA...

quarta-feira, 14 de junho de 2006

Parabéns, Pai!

A meu Pai, que hoje completa 92 belos anos, dedico estas "rimas". Perdoem o orgulho da filha babada...



Neste dia memorável,
perante nobre assembleia,
ocorreu à filha a ideia
de rimar ao pai amável,



que ao Xadrez tem dedicado,
principalmente, a existência;
mas também, com excelência,
noutras Artes é versado.



O Problema de Xadrez,
p´ra ele não tem segredo.
Compõe, sem dúvida ou medo,
mates em dois e em três.


Problemas figurativos,
tecendo belas imagens,
dedicou a personagens
ilustres, mortos ou vivos.



A concursos variados
apresenta seu trabalho
e, sempre sem enxovalho,
fica bem classificado.

Mas se a Musa do Xadrez
foi a que mais o inspirou,
as outras, que cultivou,
não deixou em pequenez.

De Erato, melodiosa,
aprendeu, sem desatino,
a arrancar do violino,
tango ou valsa primorosa...


A mesma Musa formosa,
o inspirou na Poesia:
num repente e com mestria,
verseja com mote e glosa.


Dos livros é grande amigo,
quer versem Arte ou Ciência,
e na arte da eloquência
não passa despercebido.


Grande leitor de jornais,
das Letras grande amador,
chegou a dizer, de cór,
“A Ceia dos Cardeais”!...


Às mais exactas Ciências,
com afinco se aplicou,
e também não desprezou,
dos astros, as refulgências!


De Arquimedes às Ideias,
ou de Einstein às Teorias,
dedicou noites e dias,
desenredando essas teias...



Do Tempo leva vitória,
os cometas observou...
E, de Vénus, contemplou
a apolínea trajectória! (*)



Os amigos dedicados
nunca da memória tira...
por Damião de Odemira,(**)
os traz, sempre, convocados!



Já longo é o seu trajecto,
mas não se dá por vencido...
amanhã, ao sol nascido,
já ensaia outro projecto!


Da Razão, Justiça e Bem
Paladino se tornou,
Esposo amável se mostrou,
Pai muito amigo também;
histórias conta mil e cem
que a todo o que escuta encantam...
Noventa e dois “já cá cantam”...
Cá estaremos para os Cem!!! (***)

X C I I em M M V I

* * *

(*) - O trânsito de Vénus.
(**) - A Tertúlia "Damião de Odemira", de que foi fundador.
(***) - Pelo menos!




Ao Violino, seu 2º Hobby
- Señor Comisario (tango)
- Samaritana (fado) - Adiós, Pampa Mía (tango)

sexta-feira, 12 de maio de 2006

Parabéns, Manuel Alegre


O Poeta e Paladino da Liberdade faz hoje 70 anos. Recordemos a sua Canção com Lágrimas, dedicada a um grande amigo perdido na Guerra Colonial, e interpretada por Adriano Correia de Oliveira.



Eu canto para ti o mês das giestas
O mês de morte e crescimento ó meu amigo
Como um cristal partindo-se plangente
No fundo da memória perturbada

Eu canto para ti o mês onde começa a mágoa
E um coração poisado sobre a tua ausência
Eu canto um mês com lágrimas e sol o grave mês
Em que os mortos amados batem à porta do poema

Porque tu me disseste quem me dera em Lisboa
Quem me dera em Maio depois morreste
Com Lisboa tão longe ó meu irmão tão breve
Que nunca mais acenderás no meu o teu cigarro

Eu canto para ti Lisboa à tua espera
Teu nome escrito com ternura sobre as águas
E o teu retrato em cada rua onde não passas
Trazendo no sorriso a flor do mês de Maio

Porque tu me disseste quem me dera em Maio
Porque te vi morrer eu canto para ti Lisboa e o sol,
Lisboa com lágrimas Lisboa à tua espera ó meu irmão tão breve
Eu canto para ti Lisboa à tua espera...