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20 de nov. de 2013

Dia da consciência negra no Brasil

Uma explicação bem simples sobre a diferença de 2 religiões de matriz africana e o instrumento de percursão chamado macumba.


Respeite todas as religiões e até quem não tem, isso também é consciência negra.
Diga não ao preconceito e racismo!

12 de out. de 2013

Igualdade sim, discriminação não: o melhor presente para as crianças

Hoje é dia das crianças no Brasil.
O presente que eu gostaria que elas tivessem era maias igualdade racial, social e de gênero.
Eu gostaria que não houvesse preconceito e discriminação na infância.
Eu queria que as crianças com deficiência tivessem mais visibilidade, tratamento adequado e respeito como ser humano.
Eu queria ver todas as crianças na escola, e que a escola oferecesse um ensino de qualidade e promovesse a cidadania. E em cada cantinho desse imenso Brasil, queria que a alimentação da escola fosse adequada, saudável, e de acordo com a cultura de cada lugar.
Eu queria que as crianças fossem saudáveis e desconhecessem a fome.
Eu queria que as crianças pudessem brincar na rua sem medo da violência.
Eu queria ver crianças felizes, só isso!

Mas o que eu vejo e leio está longe do meu desejo.

Crianças de um grupo sem terra em Pernambuco brincando com bonecos de barros feitos por elas
Crianças fazendo trabalho doméstico, em lugar altamente inapropriado e perigoso
Crianças desnutridas
Morada e passagens irregulares e insalubres
Mãe e crianças indígenas na beira da rua
 Famílias com crianças competindo com os porcos por restos de comida
Não é só a casa que é destruída, mas a família também
 E se não mudarmos a situação das crianças de hoje, corremos o risco de amanhã vermos elas jogadas ao deus dará, abandonada pelo poder público e pela sociedade e um manicômio qualquer.

E se você observou a cor da pele, e os traços étnicos das crianças nas fotos você já sabe qual é a cor da pobreza, das pessoas discriminadas e famintas e excluídas, não é mesmo?!

24 de nov. de 2011

Belo Monte e uma dica de leitura

Vale a pena ler este texto do Rogério sobre a questão indígena, e a Belo Monte ou Belo Monstro:
http://brasiliamaranhao.wordpress.com/2011/11/22/desenvolvimento-direitos-indigenas/

Aqui apenas uma parte:

Em Belo Monte, para quem não sabe, os índios não foram efetivamente ouvidos a respeito do projeto. As audiências públicas, obrigatórias para empreendimentos que afetem terras indígenas, foram uma farsa. Nas quatro “oitivas” realizadas sobre Belo Monte, NENHUM índio teve a palavra e NENHUMA fala foi feita na língua dos índios.
Isso viola não apenas a legislação brasileira, mas também a Convenção no 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), sobre Povos Indígenas e Tribais. E é por esse motivo que o Brasil está sendo acusado pela Organização dos Estados Americanos (OEA) de violar direitos humanos dos povos indígenas no projeto de Belo Monte.
Não à toa o vídeo do Movimento Gota d’Água gerou uma repercussão gigantesca e algumas reações hidrófobas. Curioso que o motivo principal para desqualificar o vídeo não foi o seu conteúdo, mas o fato de nele aparecerem alguns garotos e garotas propaganda de José Serra e dos tucanos. Pensamento binário e dogmático dá nisso

10 de out. de 2010

Julgar, discriminar e jejuar?

Há tempos que ando pensando sobre o nosso julgamento sobre comida e muitas por discrimnação não comemos ou jejuamos.
É nesse contexto que quero refletir aqui sobre a diversidade alimentar x preconceito alimentar.
Sobre diversidade alimentar, me refiro sobre a forma de comer. O que se come e como se come em diferentes culturas e povos.
Compartilhando minhas reflexões a partir da prática e começo por um fato recente.

No fim de semana passado, por conta das eleições no Brasil, Flavio e eu passamos o final de semana na cidade grande.
Juntamos a fome com a vontade comer, ou seja, cumprimos nossa agradável obrigação de votar e ainda aproveitamos para passear e conhecer um pouco de Frankfurt.

Lá, fomos em um restaurante Etíope. Pedimos um prato que combinava pequenas porções de diferentes pratos típicos. Diferentes carnes, diferentes preparos e diferentes saladas. Tudo delicioso.
Flavio tomou uma cerveja nigeriana, que para nossa surpresa, foi servida na cuia. E eu tomei uma taça de vinho de mel.
Esse prato que pedimos era acompanhado de panquecas. A forma como se come, é que é diferente de como nós, brasileir@s e/ou de outras culturas comemos.

Esse prato deve ser comido com as mãos. Vou tentar explicar.
Pega-se uma panqueca, rasga-se um pedaço e com este pedaço pega-se um pouquinho de alguma das porções, como se fosse o recheio.
Um pequeno grupo que estava na mesa ao lado, pediu o mesmo prato, mas comeram com garfo e faca. Talvez porque no julgamento deles, não era adequado comer com as mãos.
Vale ressaltar que nós lavamos as mãos antes de nos deleitarmos no que para nós, era "exótico".

Outro episódio que me chamou atenção sobre essa temática (diversidade alimentar x preconceitos), aconteceu em uma das minhas viagens de trem.

Eu peguei um trem em Stuttgart voltando para Heidelberg. O trem estava lotado, além de ser uma sexta-feira, as pessoas ainda estavam em ritmo de férias de verão, e o destino final do trem era Berlim.
Sentei ao lado de uma mulher, aparentemente entre 35 a 45 anos. Desconfio que era alemã. Nós trocamos pouquíssmima palavras em alemão, e como aqui tem muito estrangeir@s, não dá para saber se era nativa.
No meio da viagem, esta mulher abre um mochila e tira duas marmitinhas. Ela abriu uma que tinha um sanduiche. Quando terminou, abriu outra marmita, que parecia conter uma sobremesa. Eu estava lendo uma revista, mas percebi tudo pelo rabo do olho.
De repente, entrei em estado de choque. A mulher, sem nenhum pudor, começou a lamber a tampa do pote, e bem antes de comer a sobremesa.
No meu julgamento, eu achei isso nojento e a mulher mal educada. Mas será que isso não é parte da cultura dela?

E por fim quero relatar outro caso que aconteceu comigo. Quando fui para o Vietnam, em 2008, quase jejuei. Passei os três primeiros dias, só comendo frutas, verduras, arroz ou macarrão. É que eu descobri que cachorro era um prato bem típico e eu fiquei com medo de comer carne, pois temia ser de ser cachorro.
Reconheço que foi puro preconceito meu, já que, nem sou vegetariana e tão pouco gosto de cachorro. Além disso, cachorro, assim como vaca, galinha, porco, e etc, deve ter alto teor de proteína, então pode até ser bom nutricionalmente, mas mesmo assim dispensei.

Na tentativa de liberar meus preconceitos alimentares, tomei milk shake de feijão preto com tapioca. E gostei!

Reflexão:
É assim mesmo, nós seres humanos, digo eu, por mais que tentamos ter a mente aberta e livre de preconceitos, muitas vezes julgamos e discriminamos certas comidas e /ou comportamentos que fogem ao nosso padrão. Só não podemos deixar que esse comportamento nos prive do contato social com diferentes culturas ou julga-las inferior.
Ninguém é obrigado a comer algo que não lhe apetece, mas devemos aprender a conviver com o que é diferente ou fora do "nosso" padrão, porque para a outra pessoa, nós é que somos diferentes.

26 de jun. de 2010

Para além da Africa do Sul - o que está em jogo na copa?

Tenho pensado tantas coisas desde o jogo do Brasil e Costa do Marfim e queria escrever um pouquinho sobre isso.
Então acho que meu post poderá ter muitas frases desconectadas com indagações e/ou sem respostas, mas também um desabafo de uma pessoa que não entende muito de futebol, e aqui entre nós, só assiste o jogo na época da copa e quando o Brasil joga.

Por favor não leve nada para o lado pessoal daqui por diante.

A copa do mundo na Africa do Sul
Zacumi, mascote da copa 2010 é uma graça. É um leopardo. Onde eu li diz que representa a geografia, o povo e o espírito da Africa do Sul. Aqui tá a fonte.

Me diga, toda copa sempre tem um mascote, não é?. E o mascote, é sempre masculino ou não?
Eu não gosto muito de futebol, mas não acho que isso seja porque sou mulher. Minha irmã por exemplo, adora.
Assim como em outros setores, no futebol as mulheres estão sempre representadas desigualmente.
Se no estádio o sexo masculino está mais presente, é nas propagandas que as mulheres de se destacam, é de forma desleal, porque a sociedade ainda é dominada pelo homem.
Os corpos femininos são usados para vender ingressos, cervejas, passagens, comida e sexo. Os comerciais na época da copa ainda são ainda mais abusivos contra a imagem feminina.

Navegando por aí...vejo comentários machistas, sexistas e racistas publicados por homens e mulheres. Sem contar com incetivo a violência na hora do jogo.
Me pergunto, mas o objetivo de copas e olímpiadas não é de confraternização e promoção da paz entre os países, por que isso?
É em um simples comentário ou na (des)empolgação do jogo, que as pessoas expressão homofobias, machismos, sexismos, racismos e diversos tipos de preconceitos e estereótipos.

Alguns exemplos desse tipo de comentário extraídos durante os jogos do Brasil.

Caso Kaká:
O jogador se exaltou no jogo contra Costa do Marfim no dia 20.06, cometeu várias faltas e foi expulso.
Eu li por aí, muita gente criticando o juíz, mas o que mais me chamou a atenção foram as críticas sobre a religião de Kaká e a masculinidade dele.
Li algo assim "agora sim Kaká mostrou que é macho" ou em relação a religião "o diabo veste pele de cordeiro"
A religião e a opção sexual de Kaká não deveria ser exaltada pelo ato de violência do jogador.
Futebol é arte, e não um ringue, esporte que por sinal não vejo graça nenhuma também.

Caso Cristiano Ronaldo
Cristiano Ronaldo é um dos jogadores mais bem pagos do mundo. Já ganhou vários prêmios. Penso que deve ser um bom jogador.
Cristiano Ronaldo é um metrosexual assumido. Se ele é ou não homosexual, não é da minha conta e nem diminui ou aumenta o talento dele.
Mas a sexualidade é posta em campo porque ele é vaidoso. Ele gosta de se cuidar, se preocupa muito com a aparência dele. Mas, e daí? Só porque ele é homem ou jogador de futebol que ele não pode se cuidar?
Pô, o cara tem dinheiro, ele pode bancar o que ele quer, além de ser fruto do trabalho dele.
Por que ele tem que ser criticado por isso?
Enquanto ele não abusar da violência ou do poder para obter ganhos pessoais e financeiros, por que não deixar o cara pra lá? Afinal o corpo, o cabelo, a sombrancelha é dele...


Esses são apenas alguns exemplos de comentários preconceituosos que eu li por aí...mas tem muitos mais.


Mas, tem boas iniciativas também. Por exemplo:
Recebi um email com o título "Quem é Didier Drogba?". Li tudo e me encantei por ele.
Até o jogo do Brasil e Costa do Marfim  nunca tinha ouvido falar no Drogba.Eu descobri que Kofi Anan e Didier Drogba lançaram um guia alternativo para a copa do mundo.

O guia mostra dados estatístico usando indicadores de desenvolvimento socio-econômico, empoderamento de mulheres e de governabilidade. E ainda mostra pontos chaves para melhorar as condições sociais dos países ilustrado em uma lousa ou quadro escolar, com o desenho de um campo de futebol. Isso sim é que é bela jogada!!

Eu conferi os dados que comparam Brasil e Costa do Marfim, e digo são muitos interessantes.
Para quem se interessar em ler o guia, está em inglês  com o nome de Scoring for Africa, an alternative guide to the world cup 2010 e está disponível neste websíte:
http://www.africaprogresspanel.org/worldcup/

Quem merece ganhar essa copa?
Torço muito para o Brasil, mas...eu adoraria que Gana ganhasse.

E você o que pensa disso tudo?

20 de set. de 2008

Diversidade religiosa

Eu fui criada na religião católica.
Sou católica e pouco vou à missa. Já participei de cerimônias de matriz africana, indígena e protestante.
Meu marido é agnóstico.
Eu nunca fui à missa aqui na Alemanha, mas já fui para um culto evangélico.
Eu rezo todos os dias. Gosto de novenas, mas não sei rezar sem o livrinho.
Respeito todas as religiões, gosto de ir a igreja quando tenho vontade mas não gosto de fanatismo e intolerância religiosa.
Desde que adotei como causa, os direitos humanos, passei a respeitar mais as pessoas e suas preferências religiosas, sexuais, esportistas, partidária política e etc.
Não é fácil aceitar uma opinião que difere da nossa, quando julgamos que estamos certas. Mas é um exercício diário de tolerância e paciência.
Durante muitos anos a religião de matriz africana foi considerada uma coisa horrenda, vergonhosa pra muita gente. Ou até maléfica. Por isso era praticada às escondidas.
Isso foi um resultado do preconceito e discriminação que a população negra sofre desde a época da colonização, abolição da escravatura no Brasil e nos dias atuais.
O Brasil é considerado um Estado laico, isto é, não religioso ou que respeita todas as religiões.
Eu não quero entrar na discussão se ele é laico ou não...mas eu penso que ainda hoje, existem muito preconceito e discriminação contra a população negra e a religião de matriz africana.
Uma pessoa, seja ela católica, evangélica, de matriz africana ou de outra religião, deve respeitar as pessoas do jeito que elas são, independente de religião, orientação sexual, opção partidária..........
A caminhada pelo fim da intolerância religiosa é um ato que chama a atenção pelo respeito a diversidade e pelo fim da intolerância religiosa.
É um ato pela paz!
Domingo dia 21.09, amanhã, acontece a caminhada contra a intolerância religiosa no Rio de Janeiro. Quem estiver no Rio pode participar, tirar fotos, postar...e quem não está pode postar, eh eh eh, como eu.

18 de set. de 2008

Caminhada em defesa da liberdade religiosa

Eu vi o vídeo neste blog e gostei.
Vejam

Para quem tá no Rio a caminhada será no domingo.

16 de mai. de 2008

Preconceitos

Preconceito é um conceito formado previamente, carregado de atitudes discriminatórias a partir de seus próprios valores.
Existem vários tipos de preconceitos: racial, religioso, sexual entre outros.

Sou casada com um homem mais velho, mais velho 22 anos. É claro que já escutei coisas bem preconceituosas sobre relacionamentos amorosos entre pessoas com diferença de idade.
Mas, pra mim, nem percebo a diferença sinceramente.
Temos tanta coisas em comum e também não somos perfeitos, que enquanto houver amor entre a gente, isso é o mais importante.

Eu tô falando disso porquê gostei da resposta da atriz Claudia Jimenez sobre uma fofoca a respeito dela ter dado um carro para o namorado.

"Mas as pessoas tem dificuldades de aceitar, que um rapaz jovem, se interesse por uma mulher de 50 anos e gordinha. Gente eu sou muito gostosinha!!! Não preciso dar um carro pra alguém me desejar"

Ela não precisava dar explicações para ninguém, mas ela tem razão. As mulheres que tem relacionamento com um homem mais novo também são alvos de fofocas e preconceitos estúpidos.

Por que será que é tão difícil aceitar que duas pessoas possam se amar independente da idade, opção sexual, religiosa e, esportista...???

Alguém lembra de uma propaganda de carro que diziam assim: "está na hora de rever seus conceitos"
Propaganda inteligente e prá lá de boa.

Henry Thoreau já dizia: "Nunca é tarde para abrirmos mão dos nossos preconceitos"

Penso que uma formas para combater preconceitos é reconhecê-los e mudar as próprias atitudes.

Trabalhar com direitos humanos também é uma boa opção.

8 de jun. de 2007

Mais Rio Fashion


De um síte sobre a Rio Fashion

Falta negro na passarela do Fashion Rio
Semana de moda nova, polêmica antiga.

Falta negro na passarela do Fashion Rio.

Nesta edição do evento é notória a ausência de negros nos castings dos desfiles.

"Falta negro, mulato e mestiço. Falta também carioca. É um absurdo, num país como o nosso uma semana de moda apresentar desfiles com 98% de loiros de olho verde", diz, Sergio Mattos, diretor da agência 40º graus.

"Todo ano é a mesma coisa, e quando colocam negro em desfile botam um ou dois para deixar claro que é uma atitude politicamente correta", contesta o modelo Rafael do Vale, que participou de vários castings, mas não fez nenhum desfile.

"Já que é coleção de verão, que retrata a praia carioca, nada mais justo do que negros na passarela. É estranho ainda ter esse preconceito, essa exclusão", diz a modelo Thais Delgado