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16 de jun. de 2014

O tênis rosa e azul de alguns jogadores na copa

A puma resolveu inovar e ousar, e criou um tênis com duas cores, rosa para o lado direito do pé, e azul para o lado esquerdo. Esse modelo foi criado especialmente para a copa 2014.
O nome desta coleção é evoPOWER e evoSPEED. A campanha de marketing aposta nas cores, na evocação da potência e velocidade (relacionado as palavras em inglês acima) e na fé do inacreditável. 

Jogadores que calçam o tênis rosa e azul são auto confiantes e querem fazer a diferença e ficarem na história do futebol, ou melhor da copa.

Somente alguns jogadores calçam o "ousado tênis", coisas de contrato e patrocínio, essas coisas que comandam o futebol (dinheiro).
São jogadores de diferentes países: Sergio Aguero, da Argentina, Marco Reus, da Alemanha, Mario Balotelli, da Itália, Cesc Fabregas, da Espanha, Falcão Garcia, da Colombia, Olivier Giroud da França, Gianluigi Buffon, também da Itália, Yaya Touré. da Costa do Marfim, e o brasileiro, Dante.

Abaixo, um filminho bem curtinho.

Confesso que gostei, mas eu ia amar se a campanha também chamasse atenção para igualdade de gênero no futebol.
Mas é ruim hein? Jamais vão fazer isso. E como diz aquela outra propaganda no Brasil, " sabe de nada inocente"!

9 de jun. de 2014

Mais propagandas de alimentos, o Brasil na Alemanha

Mais uma propaganda com a temática copa-Brasil, mas desta vez até que não colocaram trajes carnavalesco na moça.

2 de jun. de 2014

A imagem do Brasil na propaganda alemã

Enquanto nas grandes capitais brasileiras o povo tá protestando contra a copa, aqui na Alemanha existe uma animação em forma de produtos para o campeonato mundial de futebol no Brasil.

Muito se vê nas lojas e supermecardos. São bandeiras, camisetas, buzinas e etc com as cores da bandeira  alemã.
Mas também, muito se vê sobre o Brasil e outros países também.

Por exemplo, uma marca de cerveja, colocou nas suas tampinhas as bandeiras dos países que vão jogar na copa.

Uma marca de produtos que pertence a um supermercado tem usado e abusado do merchandising relacionado ao Brasil e a copa. São vários produtos: suco de maracujá, pizza de feijoada, sabonete liquido para mãos, guardanapos e lenços de papel, etc.
A marca adotou a mesma foto para todo e qualquer produto, é a logomarca.

Não precisa dizer nada, ao ver a foto, o consumidor ou consumidora já sabe, trata-se do Brasil, trata-se do copa 2014.
Está certo, tem a a bandeira do Brasil, tem a palavra Brazil, tem pandeiro, maracá, e uma negra sorridente em trajes carnavalesco.
Mas peraí, a copa 2014 é um campeonato de futebol masculino no Brasil, e porque não é a imagem do mascote da copa que está na propaganda?
Ah deve ser por causa dos direitos autorais ou concessão de uso de imagem, etc...

Mas também não é de hoje que mulheres em trajes carnavalescos, especialmente as negras, fazem parte da imaginação das pessoas quando se fala em Brasil fora do Brasil.

E também não é de hoje, que embora seja um campeonato masculino, a exploração do corpo feminino nas propagandas, as de cervejas que o digam, são as grandes patrocinadoras dos jogos e/ou das transmissões.
Já ouvi falar que tem até concurso da mais bela torcedora... afe!

Já no futebol feminino não tem nada disso.
Nenhum Hulk com seus 111 cm de bumbum vestido de sunga ou vestido até a alma... afe!
De toda forma, quero deixar claro que sou totalmente contra a exploração de corpos com apelo sexual para propaganda e outros fins, seja de mulheres, seja de homens.

7 de fev. de 2014

Gender inequality: traffic signs that speak

Before writing about traffic signs and gender inequality, I think that I need to write a minimal explanation of gender and sex. But I don´t want to look like a teacher.

Gender is the result of socio-cultural rules that are (re)created and defined from the perception of what is feminine and masculine. In other words, what fits for women and men differently.
Gender is different from sex.
Sexr is defined by chromosomes XX (female) and XY (male).

Gender inequality is the social relations between men and women, can be seen for example in the wage gap between men and women, the unequal division of household chores,  in sports, etc..

Traffic signs, the issue at hand:
Since 2010, I have collected pictures of traffic signs in Germany, Italy and Switzerland.
Because I think that a simple detour or pedestrian crosswalk sign means much more than being aware of the traffic, but also reflects the context of the society in which we live.

While I was taking these pictures, I was reflecting about the images and how they are permeated with male chauvinism, and reinforce the stereotype of women as exclusively as mother, housewife, or/and caretaker of children.

This reflection is based on a course about gender, nutrition and the right to food that I took at Hohenheim University in 2010. I did not go in depth about this issue specifically at that time, I just sometimes shared with few friends, and now I decided to share here.
In some images, the figure of a man with a boy appears, are apparently in the street, playing ball, of course because traditionally only boys play ball. Girls are not supposed to!
Girls play with dolls, mini pans and inside of the house. However these statements are only social-culture gender roles.

I could think that this traffic sign represents the moment when the man is taking care of the child. But then, I could also conclude that he just takes care of the kid when they are playing!
Moreover, why they don´t include a traffic sign with a girl playing football too? 
Girls also play football!
See Marta, my Brazilian favorite soccer player.
The traffic sign that I see to the right depicts a woman with a child. The traffic sign indicates who the preference to go first. Usually this traffic sign is near a school. For me, this image indicates who is responsible for taking the child to school, to health care, and so on.

Last year when I was in Geneva, I saw the traffic sign below, and I really liked it, because, it shows that the father also has responsibility for the child, and that permeates the comings and goings to the school, and other care giver.
That's the way I see these pictures.
With the exception of the last one (the man with a child), the others were made ​​in different cities in Germany (Heidelberg, Roschbach, Frankfurt and Essligen).

I’ve asked different people what they think about these traffic signs, but they usually find them normal and they don´t  see the same way I see them.

In my point of view, the traffic signs reinforce gender inequalities.
I would like to know your opinion about this post?
If you can and want to comment anything about it, it would be really cool.

First published in Portuguese in 09/09/2012. And now in English with small changes.

28 de jan. de 2014

Desigualdade de gênero: placas de trânsito que falam

Uma explicação mínima sobre gênero e sexo antes de falar sobre placas de trânsito.

Gênero é o resultado de regras socio-culturais que são (re)criadas e definidas a partir da percepção do que é feminino e masculino. Ou seja, o que cabe às mulheres e aos homens de forma diferenciada.
Gênero é diferente de sexo.
Sexo é definido pelo cromossoma XX (mulher) e XY (homem).

A desigualdade de gênero está nas relações sociais entre homens e mulheres, pode ser observado por exemplo na diferença salarial entre homens e mulheres, na divisão desigual de tarefas domésticas, no esporte, etc.

Placas de trânsito, o assunto em questão:

Desde 2010 venho coletando fotos de placas de trânsito aqui na Alemanha.
Porque uma simples imagem de desvio de caminho, ou de passagem de pedestre representa muito mais que alguém deve ficar atento no trânsito, representa também o contexto da sociedade em que vivo.

 Durante todo esse tempo que fui fazendo essas fotos, fiz uma reflexão sobre as imagens e de como elas estão embutidas de machismo, reforçando o papel da mulher exclusivamente como mãe, dona de casa, cuidadora das crianças.
Essa reflexão, sem nenhum aprofundamento técnico, ficou comigo mesma e somente algumas vezes foi confidenciada para outras pessoas.
Agora vou compartilhar aqui.
Em algumas imagens, aparece a figura de um homem com um menino, aparentemente estão na rua, brincando de bola, claro porque quem brinca de bola é menino e não menina.
Menina brinca de boneca, de panelinha e dentro de casa.

Mas eu poderia pensar que essa figura representa o momento em o homem está cuidando da criança. Mas então ele só cuida na hora da brincadeira?
Por que não colocar uma representação de uma garota jogando bola também? Meninas jogam um bolão também.

 A placa que eu mais vejo por aqui é a representada pelo desenho uma mulher com uma criança. A placa indica de quem é a preferência. Geralmente esta placa está perto de uma escola, então pra  mim, essa imagem diz de quem é a responsabilidade para com a criança.

Ano passado quando estive em Genebra, vi a placa abaixo e achei excelente, afinal o pai também tem responsabilidade para com a criança, e isso perpassa pelas indas e vindas da escola, além de outros cuidados.

É assim que eu vejo essas imagens.
Com exceção da última foto (do homem com uma criança), as demais foram feitas em diferentes cidades aqui na Alemanha, em Heidelberg, Roschbach, Frankfurt e Essligen.
Já perguntei para diferentes pessoas o que elas acham das imagens, mas geralmente elas acham normal e não vêem o que eu vejo.
No meu entender elas reforçam as desigualdades de gênero.
Gostaria de saber sua opinião, se puder e quiser comentar alguma coisa vai ser muito legal.

Post publicado em 09/09/2012

19 de out. de 2013

Eu e The Big C, me vejo em muitas cenas.

Comecei a assistir esta série americana por acaso.
Lembro que eu procurava alguma coisa interessante na tv quando comecei a assistir The Big C.
Eu gostei do que vi, me enxergava em várias cenas.
Como na tv passava  só 1x/semana, e eu nem sempre conseguia acompanhar, resolvi comprar as 3 temporadas da série, mas são 4 no total.
E tô adorando porque agora eu tô entendo melhor o grande C.

Só por curiosidade The Bic C é com Laura Liney, que este ano ganhou o Emmy de melhor atriz de minissérie. A atriz não compareceu na cerimônia, por isso foi criticada pelo lindo Matt Dammon.

Vou tentar fazer um resumo da história.
The Big C, é um seriado tipo drama e comédia junto. Conta a história da Cathy, uma mulher de 42 anos com câncer de pele em estágio avançado.
Cathy  que é professora, casada, tem um filho adolescente e um irmão ambientalista e morador de rua por opção. Cathy tem uma aluna adolescente negra, obesa fashion, um pouco rebelde, e que se torna muito próxima de Cathy. Ainda fazem parte do elenco, só que temporariamente, a vizinha de Cathy que tem problemas de memória, e é a única que sabe da doença de Cathy, e o médico, um recém formado.
No inicio, Cathy esconde que tem câncer de todo mundo e dá uma pirada geral. Isso é o que mais me atrae no seriado, as pirações da Cathy! É as pirações dela dão uma certa leveza ao drama em que ela vive. Quem teve câncer sabe disso. Precisamos de leveza.

Cathy passa a ter um comportamento estranho para as outras pessoas, mas ela não tem medo da morte, acho que ela apenas gostaria de viver mais.
Aliás, penso que não é a morte que nos aterroriza, mas sim o que vamos deixar de vivenciar, experimentar, conviver e etc.
Assim Cathy se preocupa com o crescimento do filho e tenta passar o máximo de tempo com ele, sufocando muitas vezes o rapaz. Ele por sua vez, não entende o comportamento da mãe. Mas isso é só um exemplo do comportamento dela.

Como eu falei, me vejo em muitas cenas do seriado, por exemplo:
  • Quando ela sonha que está no ringue lutando contra o inimigo. Quando eu ia para a Quimiolândia, na hora da infusão, eu me imaginava em ringue e estava lutando com todas as minhas forças contra o meu inimigo.
  • Quando o marido está com ela no hospital. Quando ele também pira, às vezes mais do que ela. Além de ser um grande companheiro, lembrando o meu Rei.
  • Quando ela tem uma amiga chata, se metendo na vida dela, dando conselhos, quando ela nem pediu.
  • Ela acha que ter câncer não é um presente e sim é um fardo.
  • E principalmente na abertura da série, quando ela se joga dentro da piscina. O marido, o filho e o irmão ficam na borda olhando para ela. Mas Cathy, faz o tipo ¨nem aí¨, ela começa a fazer piruetas, senta no fundo da piscina e depois sai, meio que flutuando, em direção a uma luz fora da piscina. 
Muitas vezes eu queria me enfiar em um lugar, algum buraco que não tivesse sem ninguém por perto, queria mergulhar no meu mundo. É assim que me vejo na Cathy quando ela entra na piscina. Eu gosto tanto desta cena, que não canso de assistir sempre que começa cada episódio.

Eu gosto muito das cenas em que a familia está reunida em torno da mesa, geralmente refeições comemorativas.
Cathy está sempre na cabeceira da mesa. As cenas mostram como é a estrutura de poder na família, e Cathy é que tem o comando dela.
Acho bacana isso, porque demonstra que essa questão do homem sentar na cabeceira da mesa é uma questão machista e ultrapassada. Assim, esse tipo de cena, ajuda a quebrar as regras que estão embutidas filmes, onde o homem tem o lugar cativo na cabeceira.

Tem duas coisas que eu não me vejo na Cathy, eu nunca escondi de ninguém que tinha câncer. E também nunca usei o câncer para conseguir alguma coisa ou chamar atenção, ou como uma desculpa para um comportamento diferente. Mas cada pessoa reage diferente, e isso não impede que eu goste tanto do seriado.

Eu acho que a letra C do The Big C é de Cathy e não do câncer.
Agora estou na terceira temporada, mas pelo que sei são 4.
Acho que Cathy vai morrer, como todo mundo um dia vai, mas enquanto isso não acontece, vou me divertindo.
Aqui tem o trailer da 1ª temporada.

3 de out. de 2013

Marianne Weber, uma mulher importante na Alemanha

Há 3 anos, visitei o Museu da Universidade de Heidelberg e ao ver a foto do famoso filósofo com os braços em volta da mulher, me apaixonei. Depois veio a curiosidade sobre essa mulher, que pousava ao lado do marido. A foto abaixo tem um reflexo do flash, pois é da minha máquina no dia que estive no museu. Mas esta mesma foto está disponível na internet. Sabe quem são? Max Weber e Marianne Weber.

Penso que  todo mundo sabe quem foi Max Weber, mas Marianne Weber não. Então decidi aprender um pouquinho e escrever sobre esta mulher.

Marianne Weber nasceu em 1870 em Oerlinghausen, Alemanha. Ela estudou ¨etiqueta e cultura¨. Aos 23 anos casou com seu primo Max Weber, e foram morar em Berlim, onde ele era professor na universidade. Depois mudaram para Heidelberg, e ela começou a estudar sociologia e a publicar artigos de forma independente. 
Marianne foi uma das fundadoras de um grupo de mulheres em Heidelberg,  na maioria donas de casa. Ela influenciou o marido a aceitar estudantes mulheres na universidade.
Após 1898, Max começou a ter depressão, e passou a viver em reclusão, já Marianne, continuou a participar da vida política. Neste período, Marianne publicou o seu 1º livro, que era sobre socialismo na perspectiva da teoria de Weber.

Em 1904, Max retornou à ativa, e o casal viajou para os Estados Unidos, onde Marianne conheceu Jane Addams e Florence Kelley, duas femininas americanas da época. Em 1907, ela publicou o livro: Casamento, Maternidade e a lei (tradução ao pé da letra do livro em inglês). Neste mesmo ano, Marianne recebeu uma herança do avô e fundou seu 1º ¨salão¨ de discussão intelectual, e se engajou na luta pelos direitos das mulheres. Publicou vários livros sobre casamento, divórcio, e trabalho doméstico feminino.

Em 1919, Marianne entrou na política e foi a 1ª mulher eleita no parlamento de Baden.

Em 1920, o casal adotou 4 crianças da irmã de Max que havia falecido. Neste mesmo ano, Max também faleceu subitamente de pneumonia.
Após a morte do marido, Marianne, se dedicou à publicação dos escritos de Max, o que lhe rendeu o título de doutora honorária da Universidade de Heidelberg.

No período nazista, o trabalho de Marianne à causa feminista reduziu muito, pois Marianne criticava o nazismo, nas entre linhas, e fazia reuniões em sua casa em vez do salão público. Marianne temia pelo regime nazista. Mesmo assim ainda publicou 2 livros.

Marianne morreu em 1954, em Heidelberg.

Marianne Weber foi uma mulher a frente do seu tempo, que com certeza influenciou Max Weber em seus achados, mas sem a mesma notoriedade do marido.

Eu li tudo isso aqui e aqui.

20 de jul. de 2013

Mut zum Wut - Coragem para raiva

Fotos de uma campanha sobre coragem e raiva aqui em Heidelberg.
As fotos tratam da realidade na Alemanha, e no mundo. Dá um bom debate também, pois provocam reflexão, penso eu. Faz um crítica sobre o atual modo de vida, e que afetam muitas pessoas e também o meio ambiente.
Cada foto aborda uma temática, como por exemplo: mutilação genital feminina, sacola plástica poluindo oceano, pílulas da juventude, violações dos direitos das mulheres, imigrantes com diploma que trabalham como diaristas, diferenças de salário entre homens e mulheres, etc...
Aqui neste link tem as fotos originais e podem ser compradas:

12 de mai. de 2013

Maternidade não é para mim

Hoje é dia das mães. Todo mundo fazendo homenagem para as mães, inclusive eu, já fiz a minha nas redes sociais.
Todo mundo sabe, eu não sou mãe. E não lembro de ter tido esse anseio de ser mãe. Nem depois que eu casei oficialmente!
Acredite se quiser, mas eu sempre tive pânico de cuidar de bebezinho.
Isso não quer dizer que eu não goste de bebês e crianças. Eu adoro crianças, trabalhei em hospital infantil por 6 anos, e gostava muito.
Voltando ao papo maternidade...
Quando fiz a cirurgia em que descobri que tinha câncer, haviam retirado os dois ovários, o útero, um pedaço do intestino. A preocupação da equipe médica e enfermagem, era falar sobre a maternidade comigo.
Na minha 1ª e tímida crise, logo chamaram a psicóloga.
Ela veio conversar comigo, crente que eu falaria sobre o anseio da maternidade, lerdo engano, isso não era meu problema. Eu lembro que falei mais ou menos assim:
- Não tenho problema com isso, eu não tenho instinto materno, mas eu tenho outra preocupação, meu doutorado, meus estudos, minha viagem para o Brasil para realizar a pesquisa de campo, etc...

Podem atirar pedras, mas eu sempre achei um saco ter que abrir mão da vida pessoal em favor de outra pessoa. Esta frase me dá pânico: Filhos criados, trabalhos dobrados! Não, isso não é para mim
Eu adoro viajar, dormir bem (apesar de que eu já tenho insônia crônica), e acho que o mundo tá tão perigoso, violento e caro...isso me assusta muito, até se eu quisesse adotar uma criança. Me preocupo com minhas sobrinhas, sobrinhos, e filh@s de pessoas queridas.
Talvez um dia eu possa mudar de idéia, mas por enquanto eu sou feliz assim, sem filh@s.

A maternidade e o filme Sex and the City 2:
Umas das melhores cenas deste filme, é quando a Charlote e a Miranda conversam sobre maternidade, sobre seus medos e o fato de não quererem abrir mão das suas vidas pessoais e de trabalho.
Consegui a cena no youtube, mas está em inglês e sem legenda em português. Veja:
 Achei bem engraçado quando a Charlote, que tem uma babá gostosona fala que não tinha medo de perder o marido para a babá, mas sim de perder a babá.
A Charlote estava sufocada pelas crianças e pelo ¨insustentável leveza¨ do papel de ser mãe e a árdua tarefa de ser dona de casa. Lembrando que isso foi uma opção que ela escolheu.

Acho que muita gente já assistiu este filme, não é? Então dá para falar que no final do filme a Charlote ganha da Carry, a chave do apartamento dela de solteira, para que a amiga desfrute sozinha no ap da Carry, um dia/semana, sem as crias.
Porque ela quer fazer as coisinhas dela mesma, sem as pequenas para perturbá-la.
Mas se ela compartilhasse as tarefas domésticas com o marido, isso seria mais fácil também.
Será que este não seria o desejo de muitas mães, ficar sozinha em um apartamento sem ninguém para tirar-las o sossego?

De qualquer forma, feliz dia das mães para quem é mãe e ama ser mãe!

E para mostrar que eu não sou tão radical assim, aqui vai a poesia do Vinicius de Moraes sobre filhos:
Poema Enjoadinho

Filhos... Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como os queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filhos? Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem xampu
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!

7 de mar. de 2013

Dia da Mulher

Tô arrumando a mala para mais uma viagem, mesmo bastante ocupada, quero deixar meu registro aqui pelo dia internacional da mulher.
Se tiver tempo veja o que já escrevi nos anos anteriores:

2007: Uma mulherimportante – Chiquinha Gonzaga 
2008: Museu das Mulheres em Ha Noi  (esse post não foi exatamente sobre o dia da mulher, mas achei improtante referenciar aqui)



22 de fev. de 2013

Campanha pela divisão de trabalho doméstico

Vi na internet, achei legal e compartilho aqui.



30 de set. de 2012

Copa Feminina de Futebol 2012

Acabei de descobri que está acontecendo a Copa do Mundo Feminina Sub17 Azerbaijão.

Veja mais informações neste link:
http://pt.fifa.com/u17womensworldcup/index.html

Alguém no Brasil sabe me dizer se esta copa está sendo transmitida na TV?
Eu não tenho visto TV aqui na Alemanha ultimamente, então eu não sei como está a transmissão aqui, mas vou tentar descobrir.

Por que será que o futebol feminino no Brasil não tem a mesma divulgação que o masculino?

29 de set. de 2012

Mulheres e futebol

Eu não sou fã de futebol. Só assisto jogo e futebol em tempos de campeonatos internacionais e quando o Brasil está no campo.

Desde a última copa de futebol feminino, aqui na Alemanha,  fiquei ¨fã¨do futebol feminino, mas mais pelo fato desse esporte estar à margem da sociedade brasileira, se comparado com o futebol masculino.

Eu vi no twitter,  via @Eduardo Pontes, que a empresa Pluri Consultoria tinha feito uma pesquisa sobre o interesse das mulheres sobre futebol, então fui lá conferir a publicação, já que em tempos de eleição, só se fala em pesquisa de voto, achei interessante ver outro tipo de pesquisa.

A pesquisa não fala se é interesse pelo futebol feminino ou masculino, apenas interesse pelo futebol.
Fiquei com a impressão que a pesquisa foi feita para ver se a mulherada assiste jogos de futebol em estádio e como usar isso para marketing.

Vejam o resultado da pesquisa:

Foram ouvidas 1.122 mulheres em 6 capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Curitiba e Porto Alegre

·   Percentual de mulheres que foram a um jogo de futebol, no estádio, nos últimos 24 meses:
6%
·         Motivos relatados pelas mulheres para NÃO ir a um jogo no estádio (respostas múltiplas): 
Condição dos Banheiros dos estádios: 81%
 Falta de Segurança: 64%
Não gostam de futebol: 38%
 Falta de cobertura nos estádio (chuva): 34%
Preço dos ingressos: 32%
Falta de companhia: 14%
Outros fatores somados: 21%

·         Percentual de mulheres que poderíam passar a frequentar os estádios (ao menos 1x por ano), caso os problemas relatados fossem resolvidos: 41%

·         Motivação para frequentar os estádios caso os problemas mencionados fossem resolvidos
(resposta única)
 Acompanhar familiares ou amigos: 57%
 Não iriam de maneira nenhuma: 21%
 Torcer para o time do coração: 11%
 Gostam de ver o jogo de futebol: 5%
 Outros motivos: 6%

Apesar de não ser fã e de não entender quase nada de futebol, e de nunca ter ido assistir uma partida de futebol em estádio, vou tecer alguns comentários:

  •  Ainda existem preconceitos de que futebol é coisa de homem, basta ver que a transmissão e audiência de jogos de futebol feminino comparado com o masculino é baíxissima. E os salários das jogadoras também.
  •  Sobre a questão do preço dos ingressos, também está relacionado com os baixos salários da mulheres. Se não houvesse desigualdade de salário entre mulheres e homens, e o percentual de desemprego não fosse mais alto para as mulheres, talvez as mesmas não reclamassem dos altos preços.Veja a matéria sobre a busca da autonomia feminina aqui
  •  Muitas pesquisas indicam que as mulheres se preocupam com a saúde mais que os homens. Deve ser por isso que as condições dos banheiros aparecem em primeiro lugar como razão para não ir ao estádio ver jogo de futebol.
  •  Seria interessante ver a opinião masculina e feminina sobre assistir futebol feminino em estádios.




18 de set. de 2012

O Cebolinha também brinca de casinha!

Muito legal esse cartoon da turma da Mônica. Assim as crianças vão aprendendo, convivendo e se divertindo com as responsabilidades das tarefas domésticas compartilhadas entre meninas e meninos.
É legal promover essa idéia.

16 de set. de 2012

A divisão das tarefas domésticas - parte 2

Em 2008, eu escrevi como a gente dividia as tarefas domésticas aqui em casa. Foi um post simples, mas é o 3º mais lido do blog.
Algumas coisas mudaram de lá para cá, mas continuamos a dividir as tarefas, eu e o maridón, tentando não sobrecarregar nenhum de nós.

Primeiro, o que mudou:
- O Leo não mora mais com a gente.
- Temos uma diarista que faz a limpeza da casa 1x na semana.
Com ou sem diarista, a gente só limpa a casa 1x/semana, acho isso ótimo. 2x por semana, lavamos roupa na máquina.

O que a gente faz todos os dias:
- Cozinhar e lavar louça.
E isso dá trabalho, e às vezes é muito chato.

Como eu já falei, aqui em casa geralmente fazemos 3 grandes refeições: desjejum, almoço e jantar.
Então é preciso arrumar e desarrumar a mesa, cozinhar e lavar louça.

A nossa regra é assim:
se eu cozinho, eu não lavo, eu não lavo o se eu cozinho.
Nós não usamos mais a tabela, que antes ficava no mural. Não precisamos mais disso.
Quando eu tô afim de cozinhar, tudo bem, se não, fico com a louça.
O maridón gosta de cozinhar, e acha relaxante chegar do trabalho e preparar o jantar. Isso é uma maravilha, já que eu não gosto muito.
Quando estamos com preguiça, comemos qualquer coisa semi pronta ou comemos em uma lanchonete ou restaurante.

Eu aconselho, apesar de que, se conselho fosse bom ninguém dava, vendia!, mas vamos lá:

fazer uma lista de tarefas
dividir as tarefas por pessoas que moram na casa
fazer uma tabela com dias da semana que nem calendário e preencher com as tarefas domésticas e a pessoa responsável por cada uma.
Fazer um rodízio para que as tarefas não fique repetitivas e também  para não sobrecarregar ninguém.

Aquela época de rainha do lar já era. Hoje em dia, na minha opinião, tem que ter rei, rainha, príncipe e princesa que moram no mesmo lar e dividem as tarefas domésticas.

16 de mai. de 2012

Marcha das Vadias do DF

Tenho visto cartazes da Marcha das Vadias do DF nas redes sociais e tenho achado muito legal, por isso resolvi compartilhar alguns aqui também.
A Marcha tem acontecido em várias cidades brasileiras, e em Brasília será no dia 26 de maio, com concentração no CONIC  a partir das 13hs.
Mais informações no blog: http://marchadasvadiasdf.wordpress.com/
Alguns cartazes da Marcha das Vadias do DF



E aqui o síte da camapanha nacional: http://marchadasvadiasbr.wordpress.com/