Cheguei a assustadora conclusão de que eu sou o elemento decisivo. É a minha maneira de me aproximar das pessoas que cria a atmosfera. É o meu estado de espírito de cada dia que define o clima. Detenho um tremendo poder de transformar a vida em alegria ou sofrimento. Posso ser instrumento de tortura ou inspiração, posso humilhar ou divertir, ferir ou curar. Em todas as situações, é a minha resposta que define se uma crise vai sere agravada ou esvaziada.
Johann Wolfgang Goethe
Essa frase tem muito a ver com o meu momento, como eu encarei o câncer e o tratamento.
Como eu não sou o tipo que fica lamentando, chorando as pitangas, tem gente que nem acredita que eu tenho uma doença incurável. Uma doença que limita minha vida em muitas coisas, mas nem por isso eu deixo de ir a luta.
Eu não sou a pessoa mais infeliz ou feliz do mundo, mas eu tento ser feliz com as limitações que a doença e o tratamento impuseram para mim.
Eu continuo escrevendo minha tese de doutorado. Isso me anima, me gratifica profissionalmente. Quero concluir isto mesmo que em passos de tartaruga.
Gosto de encontrar as amigas, conversar sobre a vida, rir e trocar ideias. Mas não gosto de encontrar gente baixo astral, negativa e que não reconhece o lado bom da vida.
Descobri que eu sou a pessoa quem mais me ama e por isso eu cuido de mim mesma com muito amor e carinho.
Um exemplo disso é a forma como eu cuido da minha alimentação.
Um exemplo disso é a forma como eu cuido da minha alimentação.
Faço questão de aliar o prazer do bem comer com alimentos saudáveis que vão alimentar meu corpo e nutrir a minha alma. Isso é muito importante para o meu bem estar.
Eu tento cuidar do corpo também, no momento não está dando para praticar atividade física, mas quando é possível, gosto de caminhar no bairro.
Tenho praticado Qigong quase todos os dias. Isso me ajuda muito e me dá mais energia.
Tenho praticado Qigong quase todos os dias. Isso me ajuda muito e me dá mais energia.
Tem dias que gosto de me vestir bem, quero me sentir bonita, então escolho aquela roupa afetiva que eu acho que fica bem.
Nem todo dia é assim, tem dias que estou um bagaço emocionalmente, tenho dores físicas, mas eu tento melhorar isso, seja com terapia, medicação ou qualquer coisa que me faz feliz.
Assim é a minha vida.
Eu posso me entregar a dor irreparável de ter descoberto o câncer de ovário aos 41 anos de idade e me afundar no mar de tristeza sem fim, mas eu também posso me entregar à vida!
Agradeço por cada dia de sobrevivência desse mal nefasto e procuro encontrar alegria nas coisas simples e até as mais complicadas que a vida me oferece. Porque viver é bom demais!
Agradeço pela família que tenho. Pelo amor incondicional da família e do marido, que está todos os dias do meu lado. As amigas e amigos que sempre me surpreedem e me enchem de amor e carinho. Isso me faz tão feliz e amada.
Eu posso me entregar a dor irreparável de ter descoberto o câncer de ovário aos 41 anos de idade e me afundar no mar de tristeza sem fim, mas eu também posso me entregar à vida!
Agradeço por cada dia de sobrevivência desse mal nefasto e procuro encontrar alegria nas coisas simples e até as mais complicadas que a vida me oferece. Porque viver é bom demais!
Agradeço pela família que tenho. Pelo amor incondicional da família e do marido, que está todos os dias do meu lado. As amigas e amigos que sempre me surpreedem e me enchem de amor e carinho. Isso me faz tão feliz e amada.
Mas eu também tenho problemas e preocupações, e não são poucas.
Mesmo assim eu tenho esse poder de decidir como será o meu dia, se alegre ou triste, doce ou azedo, amargo ou picante. Se eu vou contagiar alguém com minha alegria de viver ou não.
Mesmo assim eu tenho esse poder de decidir como será o meu dia, se alegre ou triste, doce ou azedo, amargo ou picante. Se eu vou contagiar alguém com minha alegria de viver ou não.
Acredito que o importante é se entregar ao prazer de viver um dia de cada vez.