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15 de set. de 2015

Roseane segue conosco, para sempre.

Bom dia família, bom dia amigos e amigas. Por aqui está tudo bem. A casa continua plena de Roseane. Não me sinto só. Ela está em todos os detalhes, nas flores, nos recados, no ar, nos travesseiros. E mais que tudo, ela está em mim, em cada célula, sua paz impregnada em cada fibra do meu coração, a imagem de seus olhos sorridentes indelevelmente gravada em minha retina e memória e ouço-os sussurrar: te amo, seja feliz. Sinto-me pleno, engolfado por uma morna energia multicolorida de Anes, Ros e Rosas, gentilmente  empurrado para o futuro.


Ouço o suave rufar de seu coração negro, indígena mantendo a cadencia para a Alegre dança da vida. E do recôndito do meu ser, sinto fluir a energia de Leila Diniz, Rosa Parks, Frida Kala, Maria Bonita e os sonhos de Alice. E, em coro, elas cantam: a vida é bonita, é bonita e é bonita...e me
guiam em direção ao futuro: ... Amanhã há de ser outro dia!!!!

Sinto-me inteiro e a sinto em mim, comigo.





Nossa doce, suave, decidida e incansável guerreira descansa merecidamente, mas nos deixou uma poderosa mensagem de esperança e crença na bondade essencial de todo e toda pessoa e na necessidade de assumirmos nossas responsabilidades individuais e coletivas para garantir o bem estar e a dignidade de todos e todas e cada um, e que todas as lutas são importantes e devem ser respeitadas, e mais que tudo as vozes dos afetados/as tem que ser ouvidas.
E a celebração desta vida que queremos fazer. Nossos corações choram a perda do convívio, da companhia, do carinho. Nosso coração chora de alegria por ter tido o privilégio de conviver com ela.
Juntos continuaremos a nos lembrar de seus gestos, suas palavras, sua sagacidade, sua esperança, e sua intensidade e riremos de suas tiradas e pavulagens.
Roseane segue conosco, para sempre.

Flavio


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"Se nos olhos não houvesse lágrimas, não haveria arco-íris no coração" (uma das últimas anotacoes no diário da Roseane)




16 de ago. de 2015

Paz depois da tormenta - 4 meses...

Amanheci ao som de linda melodia indiana,
entremeada com trovões guturais
das profundezas do Vesúvio oriundos
contra o fundo musical de rajadas
estacatos e baldadas de torrenciais aguas
que dos céus despencavam,







A tempestade escorre em meu rosto
alaga alfombras e cisternas
penetra o recôndito do meu ser
transborda rios e lagos e
brota dos olhos qual suave catarata.





,
Viro pelo avesso
te busco em todas as partes
em nenhuma delas te vejo,
mas em todas te vislumbro em mim
        em meus sonhos e memorias,
             impregnada em meus sentidos
                  grávido de teu sorriso
                       cativo de tua esperanca
                            viva no meu amor
                                impulsionando-me ao futuro





Os pássaros gorjeiam o fim da tormenta
     tu pintas o céu com tuas cores em arco
           Estamos em paz





Flavio, Nápoles, 16 de agosto de 2015

"Ela está em mim, em cada célula, sua paz impregnada em cada fibra do meu coração, 
a imagem dos seus olhos sorridentes indelevelmente gravada na minha retina e
memória, e ouço-os sussurrar:  te amo, seja feliz.  Sinto-me pleno, engolfado por uma
morna energia de Anes, Ros e Rosas, gentilmente empurrado para o futuro" Flavio
Flávio

10 de out. de 2013

Mingau de Banana com Tapioca

Esse negócio de ser expatriada e estudar alimentação escolar brasileira é de abrir o apetite e morrer de saudades. Principalmente nesse outono chuvoso, frio e com o marido viajando há dias.

Para melhorar isto e levantar o astral, eu precisava de algo para confortar minha alma gulosa e corpo cheinho de banzo alimentar brasileiro.

A leitura sobre alimentação escolar nos últimos meses, estava me fazendo salivar por um mingauzinho de banana com tapioca bem gostoso. Que nem aquele que eu tomei em uma escola em Macapá e também um mingau preparado pela Nália que trabalha para a Prof. Ivanilde, vizinha dos meus pais.
Sim, às vezes eu tenho boa memória gastronômica :)

Segunda-feira, depois da minha sessão do avastin, eu saí meio borocoxó de lá da quimiolândia, então resolvi dá uma paradinha no mercantil asiático. Este lugar é paraíso das delícias da Asia e África para quem é expatriada (o). Lá encontro quase tudo que não encontro no supermercado alemão.

Na segunda eu fiz feira: comprei farinha de Gana, chicória de Camboja, manga do Brasil e banana (quase) comprida da Costa Rica.


Cheguei em casa linda e sorridente e com os dedinhos fazendo V.

Finalmente tinha encontrado a banana comprida, quero dizer quase comprida, para matar o meu desejo de tomar mingau de banana com tapioca.
A tapioca eu tenho em casa, made in Amapá.

Mas peraí, eu nunca tinha feito mingau de banana, como iria fazer...o jeito foi consultar a irmã em Belém. Dessa vez nada de google.
Mas devo confessar que não botei fé nos ensinamentos da professora de história. Então consultei o papai.

Ensinamento passado, receita adaptada a La Nutriane, Mingau de Banana com Tapioca feito, voilá!
Só digo uma coisa, ficou de lamber os beiços!

16 de mai. de 2010

Comidas para nutrir o corpo, alma e diminuir o banzo.

Não sei se acontece com todo mundo, mas comigo acontece.
Virei um pouco nacionalista, quando saí do Brasil. Eu não era tanto assim.
Quando estive em Berlim ano passado comprei uma bandeirinha brasileira e faz parte da decoração da sala.
O motivo para esse nacionalismo tem mais haver com saudades, lembranças e identidade. Mas não quero falar disso agora.
Quero falar de comidas.
Quando vejo algum produto alimentício brasileiro ou que é comum no Brasil eu não resisto. O preço, geralmente não é muito convidativo, mas para matar a saudade e o banzo que me impregna quase que diariamente, eu compro.
Tem certas coisas que "(não) tem preço"
Foi assim com a xicória proveniente do Japão, mas é igual a da região norte. E eu adoro.
O requeijão árabe, a tapioca também do Japão, e o Flavio usou para fazer tapioquinha, o mamão formosa brasileiro.
Ontem Hoje eu encontrei suco de acerola, o preço era o olho da cara ("não tem preço"?ou !).
No mesmo lugar comprei uma cerveja com a tampinha da bandeira brasileira. Só para matar a saudade, porque "saudade mata a gente, saudade mata a gente".
E como eu não quero morrer ainda, quero nutrir a alma e o meu corpo, vou tomar suco de acerola. A cervejinha vai ficar pra depois.
E por falar em tampinha com a bandeira do Brasil...Uma fábrica de cerveja daqui da Alemanha já entrou no ritmo da copa. A tampinha da cerveja  tem a bandeira dos países que vão jogar na copa. Achei a idéia legal.
Bom domingo!!!

Comentário da Vânia, irma da blogueira Zany no twitter:
Vânia Beatriz    webeatriz Ingá e açai são comidas que me nutrem o corpo e a alma! Confiram sobre o assunto no blog d @nutriane

21 de jun. de 2009

Festas juninas - que saudades!!!

Recebi um convite para um arraiá...

Ô sumano ocê tá cunvidado pra o "arraiá da vó Raimunda", apartir das 17:00 h. E viva São João!!!!!!

Depois recebi esta figura por email...é uma pintura do Di Cavalcante para o dia de São João...Aí bateu aquela saudade do Brasil, das festas juninas tradicionais, uma vontade de comer bolo de macaxeira, tomar mingau de milho branco, dançar quadrilha...
Acho que vou passear por aqui...quem sabe me divirto um pouco.
Bom domingo, boa semana!!!
Continuo em férias...

14 de jun. de 2008

Relembrando meu 1º Arraiá


Eu não tenho certeza se foi o primeiro, mas é o primeiro registro da festa junina que tenho.

O retrato foi na escola que estudava em Macapá, em 1976.

Paulinho era meu vizinho e estudava junto comigo. Ele era português. Os pais voltaram para Portugal quando eu ainda era criança e nunca mais tive notícias deles.

E o meu arraiá virtual continua valendo...veja o post anterior.

29 de mar. de 2008

Vinícius de Moraes

Sim, a foto do post abaixo, é Vinicius de Moraes, de avental, colher e panela na mão à beira do fogão.

Encontrei a foto pela net e logo me fez lembrar da "Feijoada a minha moda" que ele escreveu.

Gostei dessa foto assim como da frase deTônia Carrero, dizendo que ele era capaz de tudo, de qualquer baixeza para conquistar uma mulher.
Adorei qualquer baixeza.

Ontem foi uma overdose de filmes brasileiros. Overdose de banzo.

Filmes que mexeram comigo em todos os sentidos.

Primeiro foi Tropa de Elite.

Wagner Moura, está simplesmente maravilhoso, além de ser tudo de bom.

Mas o filme é forte/denso demais para o coração frágil dessa imigrante cheia de pavulagem.

Aí para amenizar meu sofrimento e embelezar minha alma, escolhi Vínicius de Moraes.

O filme, um documentário sobre a vida de Vínicius, é também forte, denso, mas de uma beleza que toca sem ir muito a fundo. É amoroso, e lindo, é apaixonante.
Pra quem ainda não viu, vale a pena assisti.

27 de set. de 2007

Brasilia, amig@s, saudades...



Uma amiga querida me enviou essas fotos lindas!!! E eu me derreti que nem manteiga...








Ela está no lado esquerdo e Flavio no lado direito.










Foi em um encontro no Bar Mercado Municipal em Brasília.






Brasília...saudades do planalto central...

"ando tão a flôr da pele que até beijo de novela me faz chorar"