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terça-feira, 26 de abril de 2011

Será da pré-menopausa, da andropausa, ou de algum vírus desconhecido?


 

E se for algum vírus, será contagioso?

É que, de um momento para o outro, todos os casais que fazem parte do meu círculo restrito de amizades andam de "candeias às avessas" e a pensar no divórcio.

E estamos a falar de casais que estão casados há mais de 18 anos.

E, claro está, as meninas vêm desabafar com quem? Com a "je". Como se eu fosse grande "expert" da matéria.

E os motivos são sempre os mesmos: "Ele deixou de ter interesse por mim", ou, ainda,  "ele diz que já não gosta de mim como gostava mas que se sente bem comigo e não quer ficar só" (este, em particular é um "must").

Depois de desabafarem ficam a olhar para mim como se tivesse uma varinha de condão que passasse por cima das suas cabeças e tudo ficasse resolvido.

A conversa termina sempre com uma enorme sensação de frustração para elas porque não consegui ajudá-las. Limitei-me a ouvir. A decisão tem sempre que ser delas. Eu apenas posso respeitar e aceitar qualquer decisão que tomem e dizer "estou presente". 

Só espero que elas entendam.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

O divórcio é contagioso?



A resposta é afirmativa se dermos crédito aos resultados de uma investigação "...realizada ao longo de 32 anos a 12 mil pessoas do estado de Machassussets... assistir ao divórcio de amigos aumenta em 75 por cento a probabilidade de o casal se separar...... Se a separação for entre amigos de amigos, o efeito de "contágio" desce para 33 por cento.

Para os três investigadores das universidades de Brown, California e Harvard, "... a vida amorosa de familiares e colegas de trabalho também influencia a longevidade do casamento: quanto mais divorciados uma pessoa conhece, mais hipóteses tem de seguir o mesmo caminho..."


"Os investigadores seguiram pessoas que tinham abandonado Machassussets e perceberam que o divórcio de um amigo que vive longe tem mais impacto que a separação de um vizinho."


Haverá algum antídoto ou vacina para evitar o contágio?


"Segundo o mesmo estudo a existência de crianças pequenas reduz as probabilidades de dissolução da união, revela ainda a investigação norte-americana... Karin Wall corrobora esta ideia lembrando outros estudos que indicam que "há menos divórcios quando existem crianças pequenas": "Há uma tentativa para tentar manter o casal parental para poder dar uma vida familiar à criança". Mas, quando as crianças atingem os 13 anos, o fator "filhos" parece deixar de ter força. "


Mas para Rose McDermott o segredo pode estar na amizade: "... encorajar as pessoas a apoiar as relações dos amigos, pode ajudá-los a salvar as suas próprias relações".


Depois dos resultados desta investigação e sabendo que segundo os números do Instituto Nacional de Estatística (INE) a taxa de divórcio em Portugal em 2008 foi de 60%, qual é a vossa opinião? O divórcio é contagioso?

terça-feira, 7 de julho de 2009

Divórcio...



Como é de conhecimento de todos, a maioria das empresas que organizam casamentos já se lançaram numa área que, tudo indica, irá dar uma grande margem de lucro:

FESTAS DE DIVÓRCIO

Festas onde nem sequer falta o radicional bolo como este:





ou este...




Tudo bem.

Compreendo a lei da oferta e da procura.

Mas alguém me sabe explicar porque razão é sempre o noivo, ou melhor, o ex-marido, a morrer?


Aguardo sugestões...



domingo, 3 de maio de 2009

Porquê casar? Não será mais simples viver juntos?



"Devia-se estar sempre apaixonado. É a razão pela qual nunca nos devíamos casar."
Óscar Wilde

Eis uma afirmação que nos obriga a reflectir. É óbvio que para quem nunca casou, ou se casou há pouco tempo, ou, ainda, para quem tem um casamento durante o qual ainda não tenha ocorrido uma “crise”, obviamente responderá que não está de acordo.

Mas a resposta será assim tão linear?

Será que é possível duas pessoas estarem casados 10, 20, 30 anos e mais e manter acesa a paixão? E o amor? E a amizade?

Admitindo que com o tempo a paixão se vai desvanecendo, será que fica o amor? Mas o que é isso do amor?

Será que fica apenas a amizade?

Sinceramente não tenho resposta pela simples razão que um casamento, durante o seu percurso, é envolvido por todos os sentimentos.

Isto é, creio que ao longo do casamento os parceiros sentem um conjunto de sentimentos que podem não ser cumulativos num mesmo período. Numa fase podemos sentir paixão, numa outra amor (seja lá o que isto representa), numa outra podemos sentir apenas amizade ou mesmo enfado e questionarmos se não estamos a perder tempo.

Quiçá, o ser humano é um ser complicado e com tendência para confundir sentimentos.

Mas o tema de hoje não é o amor (pelo menos directamente). Hoje vamos falar de uma instituição que dá pelo nome de casamento.



Em conversa com um colega que é casado há 28 anos, chegámos à conclusão que estar casado mais do que 10-15 anos é um verdadeiro estigma. Penso que não haverá nenhuma família que não tenha passado por um processo de divórcio. Ao longo de quase 20 anos desencadeei mais de uma centena de divórcios. Eu própria estou a “conviver” com um processo de divórcio algo complicado na minha família directa.

Mas, a verdade, é que os divórcios tiveram um aumento exponencial nos últimos cinco anos. E, segundo as estatísticas, a maioria ocorre em casamentos que duram 10-12 anos.

Será que se pode atribuir a “culpa” ao facilitismo? É que, hoje em dia, o divórcio “está à distância de um clic”.

Também, mas não só!

Para mim, mais importante que o facilitismo com que hoje em dia é possível fazer um divórcio, é a forma com que um casal encara o próprio casamento.

Eu explico:

Um casamento, legalmente falando, é um simples contrato. Com direitos e obrigações para ambas as partes. Mas as pessoas casavam a pensar no contrato? Excepcionando aqueles que casavam por interesse, a maioria não estava a imaginar que estava a celebrar um simples contrato civil que depende da livre vontade das partes.

Então, porque casavam?

Até meados dos anos 80 as pessoas apaixonavam-se e casavam-se. Objectivo: construir e partilhar uma vida em comum. Se bem que para a maioria das mulheres subsistisse um ideal romântico no casamento (não esquecendo a parte religiosa que ainda tinha alguma importância na altura), a verdade é que ambos partiam para o casamento com expectativas realistas. Sabiam que tinham que trabalhar para construir um projecto a dois. Mais, ainda, ingressavam cedo no mercado de trabalho. Tornavam-se independentes da família nuclear com 20-25 anos e, consequentemente, casavam-se cedo.

E hoje? Os objectivos são os mesmos? O casamento é encarado da mesma forma? Penso que não.

Vejamos:

Cada vez mais, os jovens têm dificuldades em iniciar uma vida independente. Estudam até tarde, têm dificuldade em ingressar no mercado de trabalho e é perfeitamente “normal” assistirmos a pessoas de 30 anos e mais a viverem dependentes dos pais.

Esta dependência económica tem efeitos nefastos porque os jovens começam a criar, inconscientemente, uma dependência emocional. Quando finalmente casam não estão preparados para as dificuldades que um casamento acarreta. Afinal, sempre que tinham uma dificuldade tinham o “amparo” da família nuclear ou dos amigos também eles com o mesmo tipo de experiência.

Também não será alheio o facto de a mulher hoje em dia ter ocupado na sociedade o lugar a que sempre tinha direito e, verdade seja dita, não aceita com passividade o que outras aceitaram em tempos idos. Porque tem outro tipo de educação e postura e, não menos importante, porque a maioria mantém já uma independência económica em relação ao parceiro.

Tudo isto é verdade. Mas não serão as únicas razões.

Sob pena de me chamarem de cínica, muitos dos jovens não vêem o casamento como um projecto a dois.

Parece-me que, pelo contrário, associam o termo “casamento” não a um contrato, não a um projecto a dois mas….a uma festa de arromba e a uma boa lua-de-mel. Começam a tratar da "festa" com um ano, ano e meio de antecedência. Primeiro marca-se a "quinta", a florista, o fogo de artifício e a banda que vai tocar. E, como os pais geralmente pagam o casamento, é uma boa forma de juntar uma bela maquia para comprar um carro melhor. Nas vésperas pedem ao padre ou ao conservador e ficam aborrecidos quando estes dizem que estão ocupados.

Vamos ser claros. Hoje em dia a maioria das pessoas casa tendo presente que se não der certo existe sempre o divórcio. Assim, à primeira dificuldade, não se luta. Pede-se o divórcio.
E com isso dão a ganhar às inúmeras empresas criadas para fazerem festas de arromba para comemorar o.... divórcio!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Divórcio



É mais uma do "Expresso".

Pelos vistos " uma economista norte-americana desenvolveu uma ferramenta que permite prever - com base em estatísticas norte-americanas -, a probabilidade de divórcio dos cibernautas que a utilizam".


Segundo a mesma notícia, "A 'Calculadora do Casamento' utiliza informações como o tempo de casamento, a idade actual, a idade na altura em que o casamento foi celebrado, o número de filhos e o grau de escolaridade para as comparar com a duração do casamento de pessoas cuja situação era semelhante e que já se divorciaram...

Em 2006, data dos últimos dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), foram decretados 23 935 divórcios, ou seja, 48% dos casamentos em Portugal terminam em separação registada. "


Se quiserem, podem fazer o teste aqui .



Já agora, a probabilidade de me divorciar é de 34%. Nada mau...

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Porque não defendo:guetos, delatores pidescos, fundamentalismos e desobediência civil. Porque defendo o bom senso