Photos by Nadja P.
Nicotiana Tabacum/Tabaco/ Pé de fumo
Parte da minha infância morei numa casa antiga, situada na área central em meio aos verticais
e alguns estabelecimentos comerciais.
Porém, em nosso quintal havia um enorme
Pé de Fumo.
As florzinhas rosas colhidas por mim,
faziam parte da decoração das minhas "casinhas", brincadeira que mais gostava!
As folhas eram grandes e pegaçosas.
Meus pais sempre diziam que a finalidade dessas folhas era produzir cigarros.
Cigarros...
Sim, aquela "coisa fedida" que os mesmos
fumavam feito "Sacis".
Cresci no meio de fumantes, envolta à fumaça.
Mas nunca tive vontade de fumar embora achasse lindo ver as meninas de minha escola, fumando na frente do portão, antes das aulas.
A poucos dias atrás, percorrendo uma das ruas
de minha região, encontrei um Pé de Fumo -
como o povo antigo costumava chamá-lo.
Porque os modernos, garanto, nem sabem o
que é.
Fazia tempo que não via um Pé de Fumo!
O último tenha sido aquele que nascera
no quintal dos meus pais.
Nicotina Tabacum
Gostei do seu nome!
Dona Nicotina Tabacum, por favor, apresente-se na sala X!
Mas não aprovo o uso destinado à fabricação de cigarros.
Pesquisei a respeito e vou falar com as minhas próprias palavras, pois é assim que a gente aprende as coisas.
Orignária dos Andes, foi espalhada pelos índios por onde passavam.
Eles utilizavam as folhas para fins religiosos, terapêuticos e de lazer nas formas de bebida, mascada em pó, fumada ou comida.
Levado na Europa pelos espanhóis, no século XVI, tornou-se muito popular na forma de moída ou rapé (inalar).
Jean Nicot, daí o nome (nicotina), embaixador francês em Portugal, no ano de 1515, aspirou o pó e percebeu que isso aliviava suas enxaquecas.
Ele decidiu enviar algumas sementes para rainha Catarina de Médicis, que também se viu aliviada de suas terríveis enxaquecas.
Popularizado, o tabaco foi introduzido na Inglaterra por um corsário, de nome Francis Drake, sendo utilizado no cachimbo.
Tempos depois, por outro navegador inglês,
Sir Walter Raleigh.
Vamos dar "nome aos bois", não é?
Os escravos africanos também fizeram parte da lista de apreciadores do tabaco, utilizado em seus rituais religiosos.
Com o tempo seu uso veio na forma de cigarro,
perdendo a finalidade terapêutica, e dando lugar ao prazer viciante.
Até algumas décadas atrás, podíamos ver atores e atrizes fumando em cena, como sinal de status e
despojamento.
Muita gente famosa perdeu a vida por conta do tabagismo.
E outros tantos anônimos também.
Enfisema pulmonar, câncer na garganta, derrame cerebral entre outras, são atribuídas às doenças tabaco-relacionada.
A pouco, a apresentadora Ana Maria Braga anunciou que estava com câncer de pulmão.
Fumante a longo tempo, ela disse que desde a descoberta da doença, em setembro/2015, não fuma mais.
Logo abaixo, alguns fumantes famosos que perderam a vida por causa desse vício:
À esquerda Walt Disney, seguido do ator
Yul Brynner, que interpretou magistralmente o Faraó, no filme Os Dez Mandamentos de
Cecil B. De Mille.
O músico Louis Armonstrong, à esquerda,
e o ator Paulo Autran, à direita.
Imagens by Google
Aliás, o cigarro é atribuído a 12 tipos de câncer, segundo pesquisa realizada nos EUA, em 2011.
Parabéns ao meu velho pai!
Ele fumou desde mocinho, como atesta a foto acima.
Quando completou 70 anos, abandonou o vício
por conta de um AVC isquêmico, leve, pois a gente nem percebeu que havia ocorrido.
Mas foi o bastante para ele ficar esperto!
Um finde bem saudável a todos!
Bjksss