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sábado, 6 de fevereiro de 2010

Metonímia da Filosofia Poética

(Belíssima foto tirada por Flaviele Leite. IN: http://www.fotolog.com.br/flavielephotos)


Ao lado: folhas e canetas...
Penso, medito no talvez
- doso o que é incalculável...


Palavras não cabem em linhas simétricas,

Pensamentos não cabem no que é imaterial...


Se a morte fora tomada,

Se o autor fora lido,

Se bebesse o cálice...

Por que não recordar a reflexão?


Vias áereas obstruídas,

Já não sinto o ar diferente

E o igual também não serve!


Cada palavra remete ao que finito,

Torna-se infinito, viagem...

Louca e alucinante viagem poética,

Onde morte sem pernas não alcança.


Penas e torturas não cabem...

Dor de poeta, vida na morte,

Escura sombria e escorregadia,

Vaza pelas mãos munidas de tinteiro.


Folhas azuis no branco das ideias

Caneta branca de tinta azul a dormir...

E o contraste é a diferença que flutua.



Parceria com Sidnei Cordeiro... mais do que aguardada ;)
Obrigada!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Carta a quem (SE) parte...



Acordei chorando... Por isso escrevo-lhe...

Meu jardim de rosas... Recebeu doses elevadas de agrotóxicos raivosos...
... Mas brotam árvores que ficarão altivas... Abrigarão pássaros canoros...
Hoje já não há espinhos...

Lembro-me: o amor... O amor não esvaece... Não é fumaça...
Já não quero saber a frequência com que invado seus pensares...
Sinta-o... Onde quer que esteja...

Quais as cores que lhe prenderiam?
Não, já não há cores para ti...

Posso torcer para que sua viagem seja agradável...
Não sou mais sua companhia... mas enquanto semeei amor...foi de verdade...
Sempre... Sempre é muito tempo... e é com essa periodicidade que você parte...
Sinto-me leve... seja feliz...
Que você sorria...

Raio do meu âmago comece a clarear noutros horizontes...
Leve-me toda forma de tristeza para que em mim floresça

Um novo ser, já que tu partes em vão e sob minhas mãos

tão pequeninas, ainda carrego a flor que tu deixaste

Este sofrimento me vem e não de agora

Sentia-me órfã com você ao meu lado

Vivia esperando em meus anseios que

Tu suprisses esse vazio que em meu peito sinto

Mas tu não leva de mim apenas velhas chagas,

Leva-me amores e desamores...


E já não tenho raiva de ti...

Tu se foi... e eu estou aqui...

Gritando por uma vida nova...


A janela de mi'alma recebe raios de sol...

Brisas, aromas do campo...

Mágoas os ventos levam...

Cortinas se abrem e mostram-me novas paisagens!...


Seu perfume, nossos andares...
Passos fora do compasso...

Lembranças que partem com suas malas!...

Peito a sorrir... despeço-me!

Gargalho para os galhos dos pinheiros que se curvam...

Respiro melhor...


Olhai os pássaros ao redor

Colhei dos lírios, semeai amor...

Onde estiver e para onde for

Eu... eu quero voar!


*Suave e sensível parceria com Jair Fraga!...

sexta-feira, 14 de agosto de 2009




Poema em parceria com Osvaldo Fernandes...
... Poeta de sensibilidade ímpar...
... De talento igualmente...
Obrigada!!!!


Escrever um livro

Escrever um livro
e uma alma;
dar-lha...
E se viriam orelhas
e parágrafos crivos
cobertos com talma...

Como que com humildade
se cobre brio...

No anverso de páginas
de alvura provisória;
Letras vivazes aquecem vácuos...

Incompletudes d’alma,
afagadas por sentires límpidos.
... no afago do ser é que palavras entoam,
cantam e dançam nas folhas
[músicas que satisfazem leitores escassos
Que tocam... tocam vocábulos...
Tocam linhas... tocam e transpiram essência.

E assim, se escrevem,
cândidos e completos
... o livro
[a alma
e a inspiração...

terça-feira, 11 de agosto de 2009


Poema em parceria com Jair Fraga...
... Obrigada amigo poeta!

Versos Na Água

Alguns versos caem na água;

Tu que me lês reflete-se...
E no teu sonho imagina

Como poderiam flutuar em seu rio...

Acharás-lhes beleza sequiosa?

Fará parte do ciclo hidrológico?

Lavará sua alma com poesia?
Ânsia incontentada, banhada.


Alguns versos me saem nas lágrimas

Vão escorrendo em minha face

Experimento-me enquanto o tempo

Dá uma forma, um disfarce


Você me pergunta quem sou

E o que quero com isso

Você me pergunta por que e para onde vou

Acaso pensaste que sou apenas

Uma tinta fresca que num belo dia

Dormiu e acordou poesia?

E a água leva meus versos

E os versos refletem em olhares serenos

E tu ignoras os respingos
Que molham suas vestes opacas e incoerentes.


Perguntas não respondidas em tardes úmidas.

Tu ignoras a poesia que insiste em lavar,

Alma,

Afagos,

Vidas não vãs...

Os versos... Os versos naufragam...