Poemas, críticas, resenhas, abuso de reticências, desabafos e versolivrismo e livreversismo...empadinhas com um único palmito... Ideias sufocadas...
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quarta-feira, 23 de maio de 2018
domingo, 16 de julho de 2017
D'um dia real
| (Meu clique) |
E nas dela, unhas mal pintadas,
Que por instantes detinham
Impulsos que mal se tocavam...
Essa flor que não aparece
Era um momento perfeito:
Para ela, novo sol resplandece;
E para ele, fixação em aspeitos...
Diziam que vence quem se atreve,
Já estavam em nova segurança,
Quando o pulsar se teve,
Nas mãos corriam possanças...
E o desejo que lhes tomava
Não era apenas brisa passageira.
Ao ouvir o que o coração mandava,
A noite chegava faceira...
Caminharam pela cidade,
Sem temer que novo dia viesse.
Pensavam que tal felicidade,
Nem a distância desfizesse!...
E assim acabou um dia real,
As dúvidas, já não eram
E o sorriso - prova cabal
De que outros dias consideram...
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
Algumas tristezas pseudoamorosas...
- Ter o coração partido por querer ser inteira...
- Não ter mais o melhor amigo e ao mesmo tempo ter só a amizade...
- Não poder estar nas dores do outro porque o outro quer sua própria alegria...
- Não poder escolher, desistir por não poder resistir...
- Ter de repensar planos, refazer a vida por falta da vida...
- Saber que "minha história era mais bonita que a de Robinson Crusoé..."
sábado, 25 de maio de 2013
Curta o curto LI
Por que será que às vezes parece que o amor não aparece?
Não seria algo que deveria estar sempre "ali"?
O problema é de advérbio!...
... Há dias em que o amado não se dá conta... e o cálculo do um faz o "ali" não estar "aqui"....
Não seria algo que deveria estar sempre "ali"?
O problema é de advérbio!...
... Há dias em que o amado não se dá conta... e o cálculo do um faz o "ali" não estar "aqui"....
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Da nãomãe e do tãomãe da mãe
A mãe diz que não tem preferência,
Mas não dorme pelo mais frágil...
Ela é A mãe dos filhos e mãe da mãe,
Mas desgosta das outras mães,
Porque mãe que é mãe, é A mãe...
A mãe briga quando o filho adoece,
A gripe é nossa falta de diligência!...
E por mais que sejamos ágeis,
Ela é A mãe que antecede a tudo...
Para ouvir novidades A mãe se oferece,
E para ouvir nossos desabafos - A mãe assiste à TV!...
São receitas de bolo
anotadas nas capas dos CDs ,
Que não podem aborrecer
mais do que toalha molhada na cama...
A mãe tem o tamanho que
tem e sempre é pouco,
Porque tem muito nas mãenias,
muito nas mãenhas,
E as manhãs dA mãe têm
cheiro de café grande,
Grande para caber tantas gotas
de adoçante!...
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Crise dos 30
Tenho 30 dias para resolver problemas de 365,
30 minutos para aguardar - ônibus, encontros e desencontros,
30 segundos para respirar.
E o que eu fiz?
O que farei?
Os sonhos se desmancham em menos de 30 anos...
E a queda é dura,
Dura uma vida!...
30 minutos para aguardar - ônibus, encontros e desencontros,
30 segundos para respirar.
E o que eu fiz?
O que farei?
Os sonhos se desmancham em menos de 30 anos...
E a queda é dura,
Dura uma vida!...
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domingo, 16 de setembro de 2012
Cortar cabelos
| (Imagem retirada do Google) |
Cortar cabelos abre frestas para os olhos...
Ou dissipa olhares duvidosos?!
No salão a menina olha o novo corte
E a moçoila quer boicote:
- Não há cabelo que resista,
Nem tampouco persista,
a olhares estáticos e intensos,
quando é meu par, que por bom senso
cumprimenta e se despede
e me deixa como hóspede!
Se eu pegasse a tesoura ou até mesmo o pente,
Juro, nenhuma violência em mente,
mas banguela a menina sairia...
deixaria de sorrir ou alguns fios perderia...
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quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Letramente
Estou com Letramento!
- Não tem mais cura!...
Não sei ler e escrever sem ter o que dizer...
A mente, totalmente lenta...
... Faz-me lentamente comer letras,
Para cuspir versos e respingar sufixos... então, desconverso...
Estou fixando as palavras,
Depois apago-as...
E refaço... pré-fixo... mando-as ao espaço!...
E a caligrafia normalmente é boa!...
- Não tem mais cura!...
Não sei ler e escrever sem ter o que dizer...
A mente, totalmente lenta...
... Faz-me lentamente comer letras,
Para cuspir versos e respingar sufixos... então, desconverso...
Estou fixando as palavras,
Depois apago-as...
E refaço... pré-fixo... mando-as ao espaço!...
E a caligrafia normalmente é boa!...
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Curta o curto XLI
Pedes desculpas...
Não gaste-as!...
Provavelmente eu não esteja evoluída;
Não sei muito bem o que é des-culpar...
Não gaste-as!...
Provavelmente eu não esteja evoluída;
Não sei muito bem o que é des-culpar...
domingo, 13 de maio de 2012
Curta o curto XL
E a funcionária da mesa ao lado nem sempre funciona;
Mas fuça o trabalho alheio.
Quer ser funcionária honorária!...
Ajudo, ajudo... Ela ajuda – quando não quer promoção!
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quinta-feira, 19 de abril de 2012
Curta o curto XXXIX
Estava aqui (entre uma coceira e outra) a pensar:
Que bonito o mosquito!...
... A fêmea carrega sangue para nutrir seus ovos.
E a coceira é a lembrança (constante?) de que:
- Um pouco de nossa "essência" pertence ao ciclo alheio!
Que bonito o mosquito!...
... A fêmea carrega sangue para nutrir seus ovos.
E a coceira é a lembrança (constante?) de que:
- Um pouco de nossa "essência" pertence ao ciclo alheio!
terça-feira, 3 de abril de 2012
Curta o curto XXXVIII
Dizem que eu sou muito crítica...
E abro o peito para dizer: não é algo de que me orgulho!
Soa uma crítica da crítica,
Ou eu sou muito crítica -
E já estou criticando!?
E abro o peito para dizer: não é algo de que me orgulho!
Soa uma crítica da crítica,
Ou eu sou muito crítica -
E já estou criticando!?
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Curta o curto XXXVII
Ele estende as mãos, braços e sorrisos...
Ele ama, acalma, escuta todo mundo...
TODO MUNDO... o mundo todo... o tempo todo...
O todo do mundo cabe em seu peito...
Mas custava, para variar, eu não me sentir TODO MUNDO -
- Ser só, mas não SÓ... seu mundo!
Ele ama, acalma, escuta todo mundo...
TODO MUNDO... o mundo todo... o tempo todo...
O todo do mundo cabe em seu peito...
Mas custava, para variar, eu não me sentir TODO MUNDO -
- Ser só, mas não SÓ... seu mundo!
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Curta o curto XXXVI
Quando "nós" estamos... unificamos!...
Quando é meu tempo... você não está;
Quando é seu o tempo... estou sem estar!
Quando é meu tempo... você não está;
Quando é seu o tempo... estou sem estar!
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Curta o curto XXXV
Por que meu relógio faz tique-taque e o seu não tem bateria?
Por que eu gosto de declarações e você de(r)reter ações?
Por que eu quero vários sábados e você vários domingos?
... às vezes parece que eu sou o quê... sem por nem tirar...
Por que eu gosto de declarações e você de(r)reter ações?
Por que eu quero vários sábados e você vários domingos?
... às vezes parece que eu sou o quê... sem por nem tirar...
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Curta o curto XXXIV
... Às vezes finjo que não consigo abrir o vidro:
Só para vê-lo sorrir...
... E ambos com a sensação de dever cumprido!...
Só para vê-lo sorrir...
... E ambos com a sensação de dever cumprido!...
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Curta o curto XXX
Engraçado como 5 minutos podem ser 30,
Como também podem ser 1...
... A saudade toma mais tempo...
O ausente consegue roubar, à distância, mais que 30 dos 5
- E eu não acho graça!
Como também podem ser 1...
... A saudade toma mais tempo...
O ausente consegue roubar, à distância, mais que 30 dos 5
- E eu não acho graça!
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Curta o curto XXIX
O mesmo bordão usado para mais de dois,
não deve passar de um mero borrão?
Ou um mesmo bordão - dito a terceira pessoa,
não deve passar a borracha por cima?!
não deve passar de um mero borrão?
Ou um mesmo bordão - dito a terceira pessoa,
não deve passar a borracha por cima?!
sábado, 9 de julho de 2011
Curta o curto XXVIII
Retiraram teu apêndice...
Poderiam igualmente retirar os primeiros capítulos
- Eu costuraria nova Introdução!
Poderiam igualmente retirar os primeiros capítulos
- Eu costuraria nova Introdução!
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Estrangeira d'além mundo
É tarde! Vou-me embora amigo...
Intento de regressar
Sentir-me em casa... sentir-me eu...
Sentir outrem... e ainda assim me sentir...
Acarinhar semelhantes...
Extasiar-se com lugares tatuados intrapele...
Com o reencontro da identidade livre...
Amigo, vou provar da lavanda de tempos infantis!
Correr nos campos que soluçavam segredos florais...
De paixões vãs, alimento a nave...
Vou-me embora, amigo!
Em seu planeta recebi o selo de iconoclasta...
Por acreditar que significados valem mais do que os símbolos
Por ser tocada por subjetividades... mais do que cascas
Por emoções não serem medidas, pesadas, tabeladas...
Amassei, rasguei, cuspi!
Amigo... vou-me... embora...
Retornar aos meus prados esvoaçantes...
Sem paredes, tetos... ilimites... tocar o todo...
Um só músculo a pulsar...
Usar as asas lacradas... pela sensação de estrageira.
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