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quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Salada de lentilhas e couve flor

Gosto de improvisos na cozinha. 
Já que não lido bem com eles na vida em geral, aqui encontro uma gaveta confortável para encaixar esse desencontro entre a minha necessidade de previsibilidade e rotinas e a certeza de que a vida sempre nos brindará com o aleatório e inesperado.

Entre deixar e ir buscar as miúdas à escola, o dia de trabalho teima em correr mais depressa que os ponteiros do relógio. Agora com elas mais crescidas e autónomas já consigo treinar em casa logo de manhã cedo antes de sairmos e por isso, quando regresso da escola, é o computador que me recebe.
Dedico-me normalmente à edição e a tudo o que implique mais tempo - não sei como é convosco, mas comigo é de manhã que consigo desenvolver os trabalhos que exigem continuidade e mais concentração. Por isso a pausa para almoço é um momento que vem quebrar a cadência mecanizada do trabalho no computador e é bem-vinda.

Se há dias em que tenho alguma coisa já pronta a aquecer, noutros há que improvisar com o que encontro. 
E por isso tento sempre ter algumas bases já preparadas, para que seja rápido montar um almoço nutritivo. 
No fim de semana tinha cozido meio quilo de lentilhas, das quais uma parte usei num guisado, outra congelei e outra guardei no frigorífico, temperadas com azeite, coentros, alhos, sal, pimenta e sumo de limão. 
Foi a estas últimas que deitei a mão. Na véspera, quando fiz arroz de cenoura e couve para o jantar, também aprovei para cozer uns floretes e talos de couve flor a vapor (ao mesmo tempo que cozo o arroz, simplesmente coloco-os sobre este antes de tapar a panela).


post 


E assim se orquestrou este singelo improviso. 
Alface e coentros da horta dos meus pais, lentilhas, floretes e talos de couve flor amornados, nozes de Palmela e uma vinagreta de azeite, sumo de limão, mostarda e agave, sal e pimenta preta. 
Acompanhei com uma fatia de pão torrado, esfregado com alho e azeite. 
Fica a sugestão.

sábado, 2 de maio de 2020

Salada de feijão frade e pickles

Esta salada tem sido um dos pratos mais pedidos nas últimas semanas.
A Isabel gosta muito, é ela quem pede, e agora com os dias quentes finalmente a chegarem sabe ainda melhor.

Vale tanto a pena cozer o feijão em casa, faz a diferença no sabor. Se cozermos em quantidade podemos congelar uma parte e na próxima vez é tão rápido quanto abrir uma lata.
Deixei meio quilo de molho durante 24h, (trocando a água duas vezes), depois cozi sete minutos na panela de pressão elétrica, apenas com água, louro, azeite e alhos esmagados e usei uma parte na salada. O restante podia ter sido congelado, mas comemos mesmo assim, com o caldo da cozedura, apenas com uns espinafres misturados e um creme de caju e mostarda.

O toque de midas da salada são mesmo os pickles, não deixem de os usar. Se quiserem fazer os vossos, podem ver a minha receita aqui.
Acompanhámos com um pão acabado de fazer, torrado em azeite na frigideira e esfregado com alho.


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Salada de feijão frade e pickles

400 g de feijão frade cozido
1 cenoura ralada
Aprox. 200 g de pickles (usei cenoura e couve flor) 
1 cebola roxa picada
1 tomate chucha maduro
Coentros
Azeite e vinagre q.b.
Sal e pimenta preta moída na hora

Pão torrado
Azeite
Alho


// preparação

Numa taça grande, misture todos os ingredientes da salada, tempere com sal e pimenta preta moída na hora, azeite e vinagre e polvilhe com os coentros.
Acompanhe com o pão torrado em azeite na frigideira e esfregado com alho.



terça-feira, 15 de maio de 2018

Salada de abóbora, batata doce e lentilhas

Que bem que soube hoje sair de casa pela manhã.
Estes dias de Primavera lavam-nos a cara com um sorriso, basta dar três passos na rua e é fácil acreditar que o dia vai ser bom.
E só podia mesmo ser, levando pela mão a minha cantadeira de eleição.

O almoço foi só meu e foi simples e rápido, porque ontem ao jantar cozinhei a olhar para ele.
Sabem como é? Aproveitando que usei o forno, fiz carga máxima e hoje foi só apanhar o que sobrou: batata doce, abóbora e tofu. Juntei lentilhas cozidas que descongelei, mais nabo fresco ralado, ervas, um molhinho para dar aquele tchan.
E já está.

Ingredientes outonais para um almoço primaveril. Vale?


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Salada de abóbora, batata doce e lentilhas

Batata doce assada com casca, em cubos
Abóbora assada, em cubos
Lentilhas cozidas
Tofu assado com mostarda, cortado lascas
Nabo ralado
Coentros

Para o molho:
1 c. sopa de tahini
2 c. sopa de sumo de limão
Água q.b.
Zaatar q.b.
Sal q.b.


// preparação

Ontem assei legumes e tofu para o jantar e para além desses, assei também abóbora e batata doce embrulhados em folha de alumínio para usar noutras refeições da semana. Facilita a logística.

Partindo desse princípio, distribua os ingredientes da salada numa taça.
Para o molho, misture bem o tahini com o sumo de limão e junte água até obter consistência para ser espalhado.
Tempere a gosto (usei zaatar e sal), envolva na salada e sirva com os coentros.



segunda-feira, 24 de julho de 2017

Quando Agosto chegar

Anda muita gente por aí a contar os dias para a chegada de Agosto e das tão esperadas férias.
Por aqui também se contam. Um a um.
Mas a cenoura que nos espera quando virarmos a página no calendário é outra.

Depois de três meses numa casa alugada no canto oposto do bairro, vamos finalmente voltar para a nossa casa-velha-nova.
Parece mentira que o prazo previsto da obra vá mesmo cumprir-se e que numa semana vamos estar de regresso. Muitas saudades dos meus tarecos, formas e panelas...

O mês de Agosto promete ser de intensidade máxima com o trabalho de edição a mil, uma casa inteira para arrumar e a miúda a animar o programa de festas.
As férias na praia ... essas já lá vão.

Aproveitamos sempre uma semana de Junho para juntar os avós e irmos até Aljezur antes do calorão do pico do Verão.
Muito sobe e desce para encher baldinhos, muitas gargalhadas na espuma das ondas e muita, muita fome, que todos sabemos que isto da praia abre o apetite!

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Das coisas boas do Verão! 
Praia, roupa fresca, dias descomplicados e comida que sabe a férias! 
À mesa chegam sempre coisas simples e de preparação rápida, mas com o sabor inconfundível do que a horta dá e daquilo que na sempre irresistível banca da Petra nos pisca o olho. 

A costa vicentina é mesmo um pedaço do paraíso.

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Salada de maçã 

Maçã 
Funcho (bolbo e rama) 
Pepino 
Lentilhas castanhas, cozidas 
Requeijão 
Azeite e vinagre 
Sal e pimenta preta moída na hora 


// preparação 

Corte a maçã e o pepino em rodelas finas, corte o bolbo do funcho também finamente e reserve a rama. 
Misture tudo com as lentilhas cozidas e o requeijão grosseiramente desfeito. 
Tempere com azeite e vinagre, sal e pimenta e finalize com a rama do funcho.


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quarta-feira, 22 de março de 2017

Espelta com cogumelos e couve.

Nesta altura do ano, em que a Primavera chega no calendário mas lá fora sente-se bem o frio no corpo, a cozinha também se ressente da esquizofrenia meteorológica.
É verdade que começam a chegar todas as coisas boas que a horta e as árvores no dão nesta época, mas na minha cozinha ainda abundam as laranjas, as couves e a vontade de comida quentinha para um fim de dia reconfortante.

A bem da verdade, o prato que hoje trago foi feito para o meu almoço.
Em doses fartas para render e facilitar o jantar de todos sem ter que voltar à cozinha.

Grãos e legumes são sempre uma combinação versátil e por isso não se prendam às couves e à espelta e agarrem-se ao que houver aí por casa para despachar uma refeição bem simples de preparar.
Basta jogar por antecipação com o demolhar e a cozedura da espelta (que faço sempre em mais quantidade e congelo) e depois é um vapt-vupt.


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Espelta com cogumelos e couve
Serve 4, como acompanhamento

1 chávena de espelta em grão
Azeite
2 dentes de alho
½ bolbo de funcho
1 chávena de cogumelos frescos, fatiados
½ couve coração, cortada finamente
Sumo e casca de ½ laranja
Sal e pimenta preta moída na hora


// preparação tradicional

Deixe a espelta de molho em água abundante, de um dia para o outro. Escorra.
Coloque os grãos demolhados e escorridos num tacho com o triplo do volume de água e coza cerca de 45 min a 1 h, em lume brando, até que fique cozida.

Refogue os alhos e o funcho picados em azeite, até que amoleçam.
Adicione os cogumelos e deixe em lume médio, até que os seus sucos evaporem.
Junte a couve, o sumo de laranja e uma tira da casca (só a parte cor de laranja), tempere com sal e pimenta preta e deixe cozinhar em lume baixo, cerca de 10 minutos, até que a couve fique tenra e o molho evapore.
Rectifique os temperos e sirva de seguida, ou à temperatura ambiente.


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)

Deixe a espelta de molho em água abundante, de um dia para o outro. Escorra.
Coloque 800 g de água no copo, insira o cesto com a espelta e coza 45 min/100ºC/vel 4.
Retire o cesto e reserve a espelta.

Coloque no copo vazio o azeite, os alhos e o funcho e pique 5 seg/vel 5.
Adicione os cogumelos e refogue 6 min/Varoma/vel c. inversa.
Junte a couve, o sumo de laranja e uma tira da casca (só a parte cor de laranja), tempere com sal e pimenta preta e programe 10 min/Varoma/vel c. inversa, sem copinho, até que a couve fique tenra e o molho evapore.
Rectifique os temperos e sirva de seguida, ou à temperatura ambiente.



sexta-feira, 13 de maio de 2016

Porque eu acredito na Primavera. Salada de favas e funcho

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Se o último post trazia a Primavera em jeito doce, hoje chega em modo salgado.
Pelo menos na horta e à mesa o calendário não falha. Valha-nos isso como consolo para esta chuva e frio contantes tão fora de época...
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Tudo o que é sazonal é certamente mais saboroso, mas quando a temporada é daquelas bem curtas, a vontade de cozinhar torna-se quase uma urgência - favas frescas são um verdadeiro objecto de desejo!
Não faltam ideias para elas cá no blogue e seja qual for o destino que tenham, sei que vão fazer-me sempre sorrir.

Na receita de hoje são mesmo o único ingrediente cozinhado.
Simplesmente cozidas, mas vindas da horta do meu pai e trazidas já prontas a comer pela minha mãe, é um simples que vale por tudo.
Na sacola também vinham cenouras, cebola nova e funcho, por isso nem houve o que pensar quanto ao jantar.

Como acompanhamento, entrada ou prato principal, a Primavera aqui canta cheia de sabor.
Vale sempre a pena acreditar na Primavera!


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Saladas de favas com funcho

Favas cozidas com coentros
Cebola nova, em rodelas finas
Cenoura ralada
Maçã ralada
Bolbo de funcho, em rodelas finas

Para o molho:
3 c. sopa de azeite
Sumo de meio limão
½ c. chá de mostarda de boa qualidade
1 c. sopa de rama de funcho


// preparação

Disponha todos os ingredientes da salada num prato de servir.
Misture bem os ingredientes do molho, regue a salada e sirva de seguida.

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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Coleslaw de funcho e chips rápidas de batata doce

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Começar o ano com coisas boas da horta
Depois das festas sabe bem retomar as rotinas e trazer para a mesa coisas mais leves. 

Aproveitando as últimas sobras de carnes e uns bagels vindos do brunch de domingo, compôs-se um almoço simples e rápido. Sopa de beringela, chuchu e hortelã para abrir as hostes e depois um fast-food-caseiro que despachou o almoçou em três tempos.

Não é um ingrediente da moda, não faz parte da lista trendy dos super ingredientes, mas o que fazer? Adoro couve! E por isso acabo e começo o ano com ela.
Não se assustem com o nabo cru, que esta conjugação de sabores pode parecer atrevida, mas vale bem a pena experimentar.

Tudo fresco e com sabor a Inverno, para receber 2016 com honras de petisco dos bons!


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Coleslaw de funcho 

1 couve coração pequena 
½ bolbo de funcho 
1 cenoura 
½ nabo pequeno 
4 c. sopa de iogurte natural (vaca, coco ou soja) 
Sumo de meio limão 
1 c. chá de mostarda inglesa 
Rama de funcho 
Sal e pimenta moída na hora  

Corte a couve, e o bolbo de funcho em juliana fina e misture numa taça grande com a cenoura e o nabo ralados. 
Numa tacinha, misture o iogurte, o sumo de limão, a mostarda e a rama de funcho, tempere com sal e pimenta e mexa. Misture o molho com a misture de couve, rectifique os temperos e sirva de seguida.



Chips rápidas de batata doce 

1 batata doce 
1 c. sopa de azeite, mais q.b. p/ untar
Sal e pimenta moída na hora 
Oregãos

Com uma mandolina ou uma faca afiada, corte a batata doce em rodelas o mais finas possível. 
Lave bem passando várias vezes por água e seque as rodelas num pano de cozinha. 
Numa taça, envolva as rodelas de batata no azeite e misture bem. 
Unte o prato do microondas com azeite, disponha uma parte das rodelas de batata sem sobrepor e leve ao microondas, na potência máxima, cerca de 6-8 minutos. 
Confirme se estão cozinhadas, secas e estaladiças e, se necessário, marque mais 1 a 2 minutos. 
Retire e repita até terminar as rodelas. 
Tempere com sal e pimenta e os oregãos e sirva com o molho da sua preferência. Na foto servi com um ketchup caseiro cuja receita partilharei em breve aqui no blogue. 


Para os bagels, parta-os ao meio e torre-os ligeiramente, apenas para amornar e ficarem estaladiços, aproveitando para derreter uma fatia de queijo numa das metades. 
Pincele a outra metade com azeite (aqui usei o ketchup caseiro), recheie com sobras de carne a gosto e uma parte do coleslaw e sirva acompanhado das chips de batata doce e da restante salada.


segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Choquinhos com gengibre e tudo e mais alguma coisa

Obrigada pelos comentários tão carinhosos ao último post, tanto no blogue como no Facebook - a chegada de um bebé é realmente uma avalanche de afecto e amor que nos inunda a vida.

Por aqui, dia após dia, a vida em casa vai recuperando um pouco de normalidade.
A música gira durante o dia, o pequeno almoço a três já tem o café de sempre e o iogurte caseiro com fruta e, apesar de se perder às vezes nas horas, faz das manhãs o melhor momento do dia.

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Voltamos pois a algumas rotinas, ensaiamos outras novas, mas é certo que regressar à cozinha, mesmo que em modo vapt-vupt, parece lançar os dias de volta aos carris.
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Temos tido muito apoio dos pais, o que nestas primeiras semanas, fez mesmo toda a diferença - nunca a palavra família foi tão grande e tão intensa como agora!
Não ter que pensar em nada mais do que nas necessidades da Isabel e saber que à hora das refeições teria a mesma comidinha caseira na mesa, foi um verdadeiro descanso.

Tal como na gravidez, também agora, durante a amamentação, a prioridade é alimentar-me da forma mais variada e equilibrada possível. Não têm faltado muitos legumes da horta, fruta da época, proteína variada e hidratos de carbono integrais.
Felizmente, é esta a alimentação que sempre faço, e acho que foi esse o segredo de uma gravidez cheia de vigor, e deste pós-parto tão fácil.

Haja energia para as noites intermitentes, para os muitos pedidos de leitinho e para todas as demandas desta etapa inicial. E também para desfrutar ao máximo de todos estes momentos tão bons!


É pois altura de refeições como a que trago hoje, um almoço em modo limpeza ao frigorífico, e com tomate e pepinos veranis como bónus  - vamos lá a isto que daqui a nada já a miúda apita com fome!


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Choquinhos vapt-vupt

Serve 2

400 g de choquinhos, descongelados
Azeite
2 dentes de alho
1 folha de louro
1 cm de gengibre fresco, ralado
Sumo de 2 rodelas de laranja
Sal e pimenta preta moída na hora


// preparação

Lave bem os choquinhos já limpos e seque-os num pano de cozinha ou papel absorvente.
Numa frigideira larga, aqueça o azeite com os alhos esmagados, junte os choquinhos e o louro e deixe em lume alto até que se solte o líquido dos chocos e comece a ser absorvido.
Deite o gengibre ralado, regue com sumo de laranja e tempere com sal e pimenta. Envolva e deixe mais uns minutos.
Confirme o ponto dos chocos e retire do lume quando estiverem macios.

Servi com batata doce cozida, beterraba ralada e uma salada de tomate, pepino e laranja.
Um chá de lucia lima e limão e umas uvas,  e vamos para a mesa.



quarta-feira, 8 de julho de 2015

Salada de tomate e pêssego

Por aqui as semanas voam entre trabalho, cozinhados, afazeres e preparativos, e uma semana de férias pela Costa Vicentina que soube a passagem pelo paraíso.

Se acompanham o Facebook do blogue já conhecem a banca da Petra, no Mercado de Aljezur, de onde trouxe os melhores souvenirs da viagem.
Comigo para casa vieram batata doce lá da terra, uma amêndoas especiais de corrida que se tornaram o meu vício actual, figos lampos secos ao sol e uma sacada de tomate que alegrou a semana de regresso, enquanto o da horta não ficava no ponto.
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Eu vejo tomate maduro e suculento e não penso em mais nada: Verão, Verão, Verão!
Tanto lá, como cá, fizeram a festa numas belas tomatadas e, claro, nas inevitáveis saladas que este calorão dos últimos dias tanto pedem.
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Mais coisa, menos coisa, ando viciada numa das minhas combinações favoritas: tomate e pêssego. Ora com funcho, ora com pepino, ora com uns tomatinhos cereja amarelos, nunca falha – fica boa demais!
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Se ainda não experimentaram juntar no mesmo prato tomate sumarento e maduro com pêssegos docinhos de sabor veranil, não imaginam o que andam a perder!


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Salada de tomate e pêssego

Serve 1

1 tomate maduro grande ou dois médios
1 mão cheia de tomatinho cereja amarelo
1 pêssego paraguaio grande, maduro (mas ainda firme)
½ cebola pequena
1 mão cheia de amêndoas
1 ovo cozido – opcional
Sal e pimenta preta moída na hora
Azeite e vinagre
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// preparação

Num prato, coloque o tomate fatiado, o tomate cereja cortado em metades, o pêssego cortado em fatias, a cebola em meias luas finas e distribua as amêndoas partidas grosseiramente.
Se optar por usar o ovo (eu usei, mas esqueci-me de colocá-lo quando fiz a foto, ups!), corte-o em pedacinhos e misture.
Tempere com sal e pimenta, azeite e vinagre e está pronta. Maravilhosa!
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terça-feira, 9 de setembro de 2014

Maçãs, tomate e chocolate.

O que eu gosto deste Verão de Setembro... 
É o meu mês favorito para férias na praia, como se deixando o melhor para o fim, pudéssemos esticar um bocadinho mais tudo o que o Verão nos traz de melhor. 
Sei que para quem tem filhos na escola não é fácil fugir ao Agosto, mas, sendo possível, é aproveitar. As praias ganham um areal mais generoso em área livre e quietude, tudo fica mais sereno e este S.Pedro que cada vez nos dá o calor mais tarde, acaba depois por ser compassivo deixando-o ficar por cá mais um tempinho. 

Este ano não vai dar, só mesmo em Outubro, mas vivendo em Lisboa, tenho aqui bem à mão praias e mais praias, todas diferentes e tão boas, que ajudam a matar a vontade.
Na semana passada aproveitámos para andar por muitas delas, foi uma semana em mood #afingirquesãoférias, tendo feito apenas sessões, mas longe das edições. Se me acompanham no Instagram, foram vendo as areias por onde passeei os chinelos. 

As fotos de hoje são mais antigas, ainda de Agosto, na Praia das Maçãs. 
Nos dias mais cinzentos ou nestes, de sol aberto e brisa suave, é sempre um destino perfeito para quando apetece mudar de ares. Ou simplesmente quando se procura um pretexto para depois acabar a comer uns petiscos nas Azenhas do Mar, logo ali mais à frente, eheheh. A Marisqueira Mar e Sal tornou-se um dos nossos destinos favoritos destes últimos meses.

Ai, dias bons, tão bons!
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E regulando o Verão pelo que a horta dá, enquanto há tomate, é acreditar que ele anda aí. 
Continuo, pois, no mesmo vibe do post anterior. Muito tomate tem passado por esta cozinha! 
A salada que trago hoje vem com uma variedade menos comum de tomate cereja, o tomate chocolate.
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Além da cor mais escura, tem também um sabor diferente, que assim, numa salada bem simples, se deixa levar na perfeição nesta companhia descomplicada que lhe arranjei. 
Receita aqui não há, apenas a dica para experimentarem este tomate se derem com ele por aí. 

Tudo a ver com Verão!


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Salada de tomate chocolate 

Tomate cereja chocolate, em metades 
Tomate coração de boi, em cubinhos 
Azeitonas às rodelas 
Manjericão 
Sal e pimenta preta moída na hora 
Azeite 
Vinagre de morango 


// preparação 

Misturar tudo e temperar com sal, pimenta, azeite e vinagre. 
Fica delicioso também com figos e salpicão em cubinhos, para comer sobre uma fatia de pão torrado, esfregado com alho.

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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Sabe a Verão, porque é Verão.

Pode ser muito mais do que os sempre exigidos céu azul e praias de sol quente.
O Verão pode ser mar agreste, manhãs encobertas, livro no colo numa toalha a dançar com a areia e conversas que repenicam cachos de uvas, de sweatshirt vestida.
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Com Agosto à espreita e o calor a permanecer indeciso, não há que murmurar lamentos. 
Para quem vai de férias ou, como eu, continua a labutar, o Verão é sempre um estado de espírito. Tudo é mais feliz, mais simples e mais fácil porque é Verão. Não há como não ser bom!


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Salada que sabe bem

Alfaces variadas 
Cenoura em raspas, cortada com um descascador de legumes 
Maçã riscadinha de Palmela, em pedaços 
Cebola nova, às rodelas 
Queijo fresco, em pedaços 
Azeite 
Calda de pickles 
Flor de sal e pimenta preta moída na hora 

Uma salada do mais simples e boa, boa. Apanhei o que havia à mão na cozinha, tudo fresquinho da horta e do pomar.
E uma boa ideia para aproveitar a calda dos pickles quando o frasco vai chegando ao fim. É um óptimo tempero para saladas. 
Sem maiores pretensões do que um almoço rápido e leve, a fazer com o que tiverem a jeito. Perfeita para o Verão.

Boas Férias!
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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Ricota com coentros.

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E eu chego e sento-me ao lado da primavera. 
Diz Ruy Belo, em "Povoamento", um poema lindo. 


Ela tem andado tão fugidia. Já são muitos meses a adiar trabalhos ao ar livre e a ginasticar a agenda sempre a fugir da chuva. 
Penso nas camélias de Sintra. É isso, vou pensar nas camélias de Sintra, numa tarde solarenga e primaveril. 

E vou fazer numa ricota bem suave, com ervas frescas. Vou pensar na Primavera.

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Ricota de coentros 

Rende aprox. 1 chávena e meia: 

1 L de leite, de preferência leite gordo, do dia 
2 c. sopa de sumo de limão ou vinagre 
1 c. sopa de coentros picados (ou outra erva a gosto) 
Sal a gosto – opcional 


// preparação 

Numa panela, aqueça o leite em lume médio, sem deixar ferver (90ºC). 
Se usar um robot de cozinha/Bimby, programe 8 min/90º/vel 1. 

Misture então o sumo de limão/vinagre e os coentros e deixe repousar durante 10 minutos, ou até que se formem coalhos. 
Forre um escorredor ou o cesto da Bimby com uma gaze ou um pano de algodão fino. 
Com uma escumadeira, remova os coalhos do leite e coloque-os cuidadosamente no escorredor. 
Deixe assim entre 5 minutos a 1 hora, conforme queira uma ricota mais cremosa ou mais seca e granulada. 
Tempere com sal a gosto. 
Transfira a ricota às colheradas para um recipiente de cerâmica ou vidro, tape e guarde no frigorífico até 1 semana. 

Muitas vezes, quando faço para usar em saladas e massas, retiro os coalhos com a escumadeira para um pano e uso logo de seguida. 

* Depois de retirar os coalhos, pode voltar a aquecer o restante leite e adicionar mais vinagre. Deixe repousa novamente e obterá mais coalhos.


terça-feira, 8 de abril de 2014

Salada de cevada com legumes

E finalmente uma semana de sol e calor!
Frutas e legumes a postos, vamos lá aproveitar enquanto dura e trazer esta alegria também para a cozinha.
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E não há nada como cereais e legumes salteados para uma refeição mais leve e cheia de sabor.
Gosto tanto de cevada, se nunca experimentaram, façam por provar. Tento sempre ir rodando os cereais que comemos cá em casa, de preferência, sempre integrais: espelta, arroz, bulgur, trigo, cevada... há por aí tanta coisa boa.
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Vamos lá aproveitar estes dias bem dispostos de S. Pedro e encher também o prato de cor!

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Salada de cevada com legumes

1 chávena de grãos de cevada
Água
 1 beringela às fatias
1 curgete às fatias
Azeite
2 dentes de alho
200 g de cogumelos frescos, cortados em fatias
1/2 pimento encarnado, cortado em tiras
1 cenoura em rodelas finas
6 metades de tomate seco, cortados em pedaços
2 ovos cozidos, cortados em pedaços
1 c. chá de mostarda inglesa
Vinagre
Sal e pimenta preta moída na hora


// preparação

Coza a cevada em água, seguindo as instruções da embalagem (são cerca de 40 minutos, em lume brando). Reserve.
Unte a chapa de grelhar com azeite e grelhe as fatias de beringela e de curgete, sem sobrepor. Vire para grelhar dos dois lados e repita até terminar.
Numa frigideira, aqueça o azeite com o alho e salteie os cogumelos. Retire e reserve.
Salteie de seguida a cenoura e, quase no fim, junte o pimento, só para quebrar um pouco.
Envolva tudo com a cevada, juntes os ovos cozidos e a mostarda, tempere com sal, pimenta e vinagre e sirva morno ou frio.
Aqui a entrada foi uma sopa fria de cenoura que já sabe mesmo bem.
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* Neste post foi utilizada louça portuguesa, cedida pela Cerâmicas na Linha



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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Isto congela tão bem!

Já faz uns meses que aceitei um convite da Iglo para uma conversa sobre um tema que me interessa muito: congelados.
Como tenho sempre legumes frescos da horta dos meus pais e rotinas que me possibilitam comprar produtos frescos todos os dias, a escolha entre fresco/congelado é fácil para mim. Mas quando a escolha é entre legumes congelados/legumes velhos no frigorífico, acredito que muitas vezes nos sintamos um pouco confundidos entre os benefícios reais e os preconceitos que vamos adquirindo. 

Foi por isso que logo ao ler o email, não tive dúvidas em dizer que sim. E lá fui passar uma manhã de sábado à conversa com a Drª Zélia dos Santos (Presidente da Associação Portuguesa de Dietistas) e a Drª Mónica Pitta Grós (dietista no Hospital D. Estefânia).
O encontro foi marcado no Vintage Lisboa Hotel, que não conhecia, mas que recebeu a comitiva de bloguers com um pequeno almoço dos bons, perfeito para dar o pontapé de saída à conversa.

As receitas que partilho aqui no No Soup são aquilo que comemos cá em casa.
Actualmente temos, felizmente, um acesso tão fácil à informação que, em havendo vontade, só depende de nós que sejam o mais saudáveis possível, variadas e nutritivas. Penso sempre mais na saúde do que nas calorias e hoje em dia, aquilo que comemos, aquilo que cozinhamos, é resultado das escolhas que fazemos.
A melhor maneira de fazer estas escolhas de forma consciente é procurar informação. Ler. Não só receitas, que muitas vezes não são mais do que fotografias bonitas, mas perceber o que é que precisamos para ser saudáveis e ir por aí.

É certo que precisamos de legumes. De fruta. De proteína animal (pelo menos eu preciso, porque não sou vegetariana). E na correria do dia-a-dia, poucos são os que têm possibilidade de comprar tudo isto fresco, para cozinhar no momento.
Muitas vezes o que acontece? Faz-se um stock semanal de legumes e fruta para toda a semana que, quando chegam verdadeiramente a ser usados (quando chegam...) já perderam muitos dos seus nutrientes.

E é aqui que vale a pena olhar para os congelados. Porque se forem produtos de qualidade, congelados no auge da frescura e recorrendo aos métodos adequados, acabam por ser cozinhados em nossa casa em muito melhores condições do que os que compramos viçosos no mercado e chegam ao prato seis dias depois.

E depois há a gula... confesso-me pecadora!
A minha cozinha ficaria certamente mais triste se só pudesse cozinhar ervilhas na Primavera (ai, estão quase, quase aí!!!). E framboesas. E tantas coisas mais que, congeladas, nos permitem comer as estações do ano também fora de época, sem perder sabor e valor.

Ter consciência da importância da diversidade alimentar, de experimentar os mesmos ingredientes cozinhados de formas diferentes, de promover uma alimentação equilibrada, mas não radicalmente restritiva, é vital.
Sem fundamentalismos, é nisto que acredito. Para nós adultos e para as crianças, que têm nos primeiros dois a três anos de vida um período determinante da sua educação alimentar.

É este o caminho que tento seguir, mas cabe a cada um fazer as suas escolhas. Mas façam-nas com convicção e não porque as sementes xpto se tornaram moda. Procurem informar-se, perceber a composição dos alimentos (uso muito esta tabela) e, claro, cozinharem as vossas refeições, fazendo-o com ingredientes da melhor qualidade possível. 

Depois da conversa, foi esse o nosso propósito: invadimos a cozinha do hotel e todos demos uma ajudinha nos últimos preparativos do almoço.
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As fotos em que apareço foram cedidas pela organização 


Falo disto hoje porque quando chegámos de Sevilha fomos recebidos por um frigorífico pouco recheado... Um quarto de couve roxa, uma couve coração da horta e pouco mais. Ora, depois de três dias a tapear à grande, apetecia-me, mais que tudo, o que sempre quero quando passo alguns dias fora: uma sopinha caseira!

Um saco de ervilhas salvou a sopa e outro de miolo de camarão deu o mote para esta salada.
Pelo sabor de tudo, tinham congelado mesmo bem, lol!


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Salada de camarão e coleslaw

150 g de couve coração, cortada em quartos
150 g de couve roxa, cortada em quartos
20 g azeite
4 dentes de alho
300 g miolo de camarão
1 c. sopa de vinagre balsâmico
Sal
Pimenta preta moída na hora
Duas mãos cheias de coentros


// preparação tradicional

Pique as couves finamente.
Aqueça o azeite com os alhos esborrachados e salteie o camarão rapidamente, apenas até mudarem de cor.
Envolva o camarão e o azeite com a couve e o vinagre e tempere com sal e pimenta.
Sirva polvilhado com coentros.


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)

Coloque os coentros no copo e pique 2 seg/vel 7. Retire e reserve.
Coloque a couve coração no copo e pique 4 seg/vel 5. Retire e reserve.
Coloque a couve roxa no copo e pique 4 seg/vel 3. Retire e reserve.
Coloque o azeite e o alho no copo e pique 3 seg/vel 5 e de seguida refogue 2 min/Varoma/vel 1.
Adicione o miolo de camarão e programe 4 min/Varoma/vel colher inversa.
Retire, envolva o camarão e o azeite com a couve e o vinagre e tempere com sal e pimenta.
 Sirva polvilhado com coentros.