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terça-feira, 4 de julho de 2017

Paté de salmão e iogurte

Chegou a época alta dos petiscos, refeições leves e parelhas de pica-pica com copo fresco ao lado. Quem não gosta?
Esteja o fim de semana à porta ou acabado de se despedir, sabe bem aproveitar o anoitecer de brisa suave com dois dedos de conversa à volta de uma entradinha antes do jantar chegar à mesa.

 São as coisas boas do Verão!


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Paté de salmão, iogurte e hortelã

1 chávena de iogurte natural coado ou iogurte grego
Aprox. 200 g de sobras de salmão grelhado
1 cebola picada
1 punhado hortelã finamente picada
1 c. sopa de sumo de limão ou a gosto
Sal e pimenta preta moída na hora


// preparação

Se quiser usar iogurte natural coado, comece por colocar uma chávena e meia de iogurte natural num passador forrado com uma gaze fina, disponha-o sobre uma taça e guarde no frigorífico de um dia para o outro para que liberte o soro.
Pode aproveitar esse soro para outros fins (é óptimo para ser usado em panquecas, scones e pães). 

Misture o iogurte com o salmão desfiado, a cebola, a hortelã e o sumo de limão.
Tempere com sal e pimenta, prove e rectifique os temperos.
Guarde no frigorífico e sirva com crackers, pão ou palitos crocantes.


quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Filetes a vapor limpa-frigorífico

Cá em casa gostamos muito de um bom peixinho com legumes. Pequenos e graúdos, é petisco que traz sorrisos à família toda.
Principalmente neste calorão que se instalou, apetece mesmo é comida mais leve e de preparação simples e pouco trabalhosa, perfeita para quando chegamos da praia já em cima da refeição e procuramos qualquer coisa que “se faça sozinha”.
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Se não é grelhado como tão bem sabe no Verão, mas tão pouco apetece nos apartamentos e na correria dos dias de semana, seja a vapor.
Desta vez foram filetes, pedidos para arranjar na banca do mercado, mas também faço muitas vezes com peixe em posta.
Trazer sempre o “bicho” todo, que dele se fazem os caldos perfeitos para qualquer arroz, sopa ou massada de sabor a mar.

Tenho acompanhado muitas vezes com uma salada de batata e pesto que merece receita própria, mas acabo por nunca a fotografar antes de ir para a mesa e é daquelas coisas que só sobra a taça vazia. Da próxima vez que fizer, não falha!
Mas nestes era dia de limpeza ao frigorífico e para além das batatinhas novas, foram para o papelote curgete, cenoura e chuchu da horta.
Os legumes são a gosto, é daquelas receitas óptimas para aproveitar o que houver por casa.

Aqui fica, então, colorido e cheio de sabor, um peixe cozido com ar de festa. E sabor a horta de Verão.


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Filetes ao vapor com legumes da horta

Serve 4

4 filetes de robalo (ou outro peixe a gosto)
1/3 chávena (80g) de azeite
Sal e pimenta preta moída na hora
1 limão
2 mãos cheias de coentros
200 g de vegetais cortados em cubinhos (usei cenoura, curgete e chuchu)
400 g de batatinha nova cortada em rodelas de aprox. 3 mm


// preparação tradicional

Seque o peixe com papel de cozinha, tempere com sal, pimenta e a raspa de meio limão, regue com o azeite e deixe a marinar no frigorífico por uns 30 minutos.

Escorra o azeite para uma taça, misture o sumo de limão e os coentros picados e deixe em repouso enquanto prepara o peixe.
Disponha cada um dos filetes sobre um quadrado de papel vegetal de 20x20cm, distribua uma porção da mistura de vegetais por cima e feche.
Cozinhe os papelotes numa panela a vapor ou no forno pré-aquecido a 180ºC durante cerca de 20 minutos e, ao mesmo tempo, coza também as batatas.

Quando terminar, sirva o peixe com os vegetais e as batatas, temperados com o azeite de coentros reservado.


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)

Seque o peixe com papel de cozinha, tempere com sal, pimenta e a raspa de meio limão, regue com o azeite e deixe a marinar no frigorífico por uns 30 minutos.

Escorra o azeite para o copo, junte o sumo de limão e os coentros e bata 5 seg/vel 4. Retire e reserve.
Disponha cada um dos filetes sobre um quadrado de papel vegetal de 20x20cm, distribua uma porção da mistura de vegetais por cima, feche e coloque dois na Varoma e outros dois no tabuleiro de cima.
Coloque 400 g de água no copo, insira o cesto com as batatas, monte a Varoma e programe 25 minutos/Varoma/vel 2.
Retire a varoma com o peixe e confirme a cozedura das batatas.
Se necessário, programe mais 5 min/Varoma/vel 2, apenas com o cesto.

Quando terminar, sirva o peixe com os vegetais e as batatas, temperados com o azeite de coentros reservado.

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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Empadas de salmão e funcho

Sempre fui uma pessoa mais de salgados do que de doces.
Tartes, salgadinhos, empadas, são a minha comida de conforto em qualquer altura do ano. Agora no Verão, seja o mote uma refeição para a praia, festas com os amigos, piqueniques ou jantares de preguiça, empadas caseiras tornam-se básicos a ter sempre na manga.
A que está no Velocidade Colher, em versão XL, de frango, ananás e requeijão, é das mais vezes repetidas e que nunca cansa. Mas são muitas vezes as sobras que há pelo frigorífico que dão o mote para a escolha do recheio e para alguns jantares de tranquilidade a descansar no congelador.

No meu trabalho celebro o amor e alegria dos momentos mais bonitos das nossas vidas, mas aqui no backstage, nem sempre é fácil manter a frescura que esses momentos inspiram.
Esta semana não tem sido fácil... A época de casamentos está no pico, a acumular com muitas sessões durante a semana, trabalhos de fotografia de comida para entregar, a pilha para editar sempre a crescer e o cansaço a acumular. Não combina muito com Verão tranquilo, praia e descanso, e muito menos com tempo e vontade para cozinhar.
Salvam-me por isso as saladas frescas com o que vem da horta, as sopas que nunca falham e estes despacha-refeições que faço por preparar nos dias em que procura a cozinha para desligar a cabeça do trabalho.

Ainda há muito Verão pela frente, haja energia! Haja alegria. Haja empadas das boas.

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Empadas de salmão

Rende aprox. 10 un

Massa:
20 g de banha
20 g de azeite
100 ml de sumo de laranja
1 ovo
Sal
200 g de farinha de trigo integral
100 g de farinha de trigo T55
1 gema de ovo, p/ pincelar

Recheio:
Azeite
1 dente de alho
1 bolbo de funcho
1 posta grande de salmão, limpo de peles e espinhas (usei sobras de salmão grelhado)
1 c.chá de farinha
80 ml de sumo de laranja
Sal e pimenta preta moída na altura
1 mão cheia de rama de funcho


// preparação tradicional

Para a massa, misture a banha derretida com o azeite e o sumo de laranja.
Misturar depois o ovo, o sal e as farinhas e amassar até a massa se apresentar homogénea e maleável (a massa deve ficar suficientemente seca para não colar às mãos).
Forme uma bola e reserve.

Para o recheio, faça um refogado com o azeite, o alho e o funcho picados.
Adicione o salmão e deixe em lume médio até que fique cozinhado. Com as costas da colher de pau, desfaça-o grosseiramente.
Tempere com sal e pimenta, junte o sumo de laranja e a farinha, e mexa até a farinha se dissolva e o molho ganhe corpo.
Deixe mais uns minutos em lume brando, junte o funcho em rama, envolva e retire para uma taça para que arrefeça.

Pré-aqueça o forno a 200ºC.
Estenda
 a massa com o rolo numa superfície enfarinhada, e forre com ela forminhas de empada, picando o fundo com um garfo (reserve uma parte da massa para cobrir).
Distribua o recheio já frio e cubra com a massa restante.
 Decore a gosto, pincele com a gema batida e leve ao forno a 200ºC cerca de 25 a 30 minutos.


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)

Para a massa, coloque no copo a banha, o azeite e o sumo de laranja e programe 2 min/50ºC/vel 1.
Adicione o sal, o ovo e as farinhas e misture 20 seg/vel 6. Se verificar que a massa se agarra aos dedos, adicione um pouco de farinha e programe mais alguns segundos na vel 6.
Retire do copo e forme uma bola.

Para o recheio, coloque no copo o azeite, o alho e o funcho, programe 5 seg/vel 5 e depois refogue 5 min/Varoma/vel 1.
Adicione o salmão cortado em pedaços e programe 5 min/100ºC/vel 1.
Tempere com sal e pimenta, junte o sumo de laranja e a farinha e programe mais 3 min/100ºC/vel 1. 
Junte o funcho em rama, envolva com a espátula e retire para uma taça para que arrefeça.

Pré-aqueça o forno a 200ºC.
Estenda
 a massa com o rolo numa superfície enfarinhada, e forre com ela forminhas de empada, picando o fundo com um garfo (reserve uma parte da massa para cobrir).
Distribua o recheio já frio e cubra com a massa restante.
 Decore a gosto, pincele com a gema batida e leve ao forno a 200ºC cerca de 25 a 30 minutos.


* Caso não sejam para comer no dia, congele as empadas logo depois de arrefecerem, para que ao descongelar se mantenham como acabadas de fazer.


NOTA: Para quem não viu o último post, está a decorrer o Passatempo Iglo Ervilhas Primavera que oferece aos leitores do No Soup For You um robot de cozinha Philips. Saibam como participar aqui.



quinta-feira, 15 de maio de 2014

Erva uma vez um mergulho nas ervilhas

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Acompanho a Patrícia há muitos anos, ainda este blogue não existia, ainda ela dava aulas, ainda nada fazia adivinhar que um dia teria nas mãos um livro com receitas suas.
Quando soube que, depois do Forking Amazing, o próximo projeto seria um livro, tive a certeza que vinha aí coisa a não perder!

Porque é de gente autêntica e talentosa como ela que as boas ideias nascem e para este Erva Uma Vez encontrou a melhor das companhias:
Ervas frescas com dicas e todos os pormenores para aprender a cultivá-las, receitas e estórias com tudo o que é preciso para nos agarrarmos aos tachos com vontade e um grafismo de encher o olho – é o livro que não sai do topo da pilha sempre que me apetece procurar inspiração.

Depois de ter ganho o Gourmand Coockbook Award em Portugal na categoria Design, está agora como finalista a competir nos prémios internacionais que serão anunciados esta semana. Assim como com outros livros portugueses que chegaram aos finalistas, estou a torcer muito para que seja vencedor. 

Sem cair nas modas e modismos e no trolóló que se mastiga na maioria do que aparece nas prateleiras, é um daqueles livros que é bom, porque sim!
E fico tão feliz pelo sucesso que tem feito. Se ainda não conhecem, recomendo mesmo muito.
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Quando a minha mãe me trouxe um punhado de hortelã pimenta da horta e com umas ervilhas a cantar Primavera aos meus ouvidos, o "Bacalhau mergulhado em puré de ervilhas" do Erva Uma Vez foi a ideia que me veio à cabeça para o almoço.

Com algumas trocas e baldrocas de modo a usar o que havia em casa (tamboril e nada de bacalhau para confitar), a coisa saiu assim e saiu mesmo bem: estava tão bom!


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Tamboril mergulhado em puré de ervilhas

1 cebola
1 dente de alho
500 g de ervilhas
4 folhas de hortelã pimenta, mais q.b. p/ servir
Sal e pimenta preta moída na hora
2 lombinhos de tamboril


// preparação tradicional

Numa panela com acessório para cozinhar a vapor, faça um refogado com a cebola e o alho picados com o azeite.
Adicione as ervilhas e a hortelã, cubra-as com água, tempere com sal e pimenta e, quando levantar fervura, coloque o acessório de vapor com o peixe temperado com sal e pimenta. Cozinhe aproximadamente 10 a 15 minutos ou até o peixe ficar cozido.
Retire o peixe, desfaça-o em lascas e reserve.
Escorra as ervilhas e reserve a água da cozedura. Reduza-as a puré e vá juntando parte da água reservada até obter um puré cremoso.
Rectifique os temperos e sirva com o tamboril e folhas de hortelã.
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// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)

Coloque no copo a cebola, o alho e o azeite, pique 5 seg/vel 5 e refogue 5 min/Varoma/vel 1.
Junte as ervilhas, 500 g de água, a hortelã e tempere com sal e pimenta. Coloque o cesto com o peixe temperado e programe 20 min/Varoma/vel 1.
Retire o cesto com o peixe, desfaça-o em lascas e reserve.
Para eduzir as ervilhas a puré programe 40 seg/vel 6. Se quiser mais cremoso, programe mais 40 segundos.
Rectifique os temperos e sirva com o tamboril e folhas de hortelã.
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segunda-feira, 21 de abril de 2014

Road trip e uns salmonetes

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No meio das bancas do peixe, de repente, lembrei-me desta viagem.
E ao olhar para as fotografias, parecem vir de tão longe... a bem da verdade vêm mesmo. Outras aventuras a dar o mote à vida, outra máquina e, principalmente, outras ideias, fazem com que 2010 vá tão lá para trás no tempo.
Permanece este entusiasmo, sempre, de conhecer e recordar outras paragens. Viagens que vamos coleccionado vida fora, às vezes aqui tão perto, e tão boas.

Gostamos de sair fora de época e os primeiros dias daquele Março foram guardados para uma road trip pelas Astúrias e País Basco. Ao sabor do mapa, saltitámos por Cudillero, Santillana del Mar, Bilbau, Bermeo, Zarautz , San Sebastian...
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Tenho recordações meio nubladas da viagem (pois, deve ser do tempo que apanhámos...), são mais uns pisca-piscas avivados pelo que me trazem as fotografias. 

As estradinhas a serpentear a costa. O verde, mesmo verde. As pequenas povoações pesqueiras nas encostas a cair para o mar. O museu, claro. E a chuva que nos fez companhia – houve algum desânimo mais para o fim por causa dela.

Se ficaram com vontade de explorar a costa Norte de Espanha, deixo-vos também como sugestão o blogue da Kerry Murray, uma fotógrafa que adoro, e que vai mostrando paisagens fabulosas das viagens que faz. Tem vários posts sobre esta zona, com imagens lindas, lindas. Podem ver aqui.


Como não poderia deixar de ser, as memórias também se fazem de algumas refeições mais marcantes. Entre uma favada asturiana e a frescura do peixe basco, esta coisa da memória selectiva pode ser tramada, mas nos sabores não falha!
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Foi há uns meses, aqui no mercado do bairro, que quando olhei para uns salmonetes e eles olharam para mim, me lembrei do País Basco e do que por lá comi. 
E lembrei-me também do livro do Martín Berasategui que trouxe comigo - cozinha basca em versão familiar, pelas mãos do mestre – onde sabia haver marcada uma receita de salmonetes. 

Bem, a coisa acabou por não se fazer por aí, porque não estava muito para frituras, mas continua assinalada para experimentar noutro dia de salmonetes risonhos. 

Saíram então em versão mais leve, como nunca cansa cá em casa, e tão bem sabe agora em semana pós-mesa-de-páscoa: peixe ao sal e qualquer coisa com pesto.


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Salmonetes ao sal e batatas pesto 

Sal grosso q.b. (aprox 1 kg), previamente humedecido 
2 salmonetes, amanhados, mas com escamas 
1 ramo de coentros 
1 limão 
1 cabeça de brócolos 
2 ovos 
Batatinhas c/casca 
Molho pesto q.b. (usei este, de couve) 
Azeite p/ temperar


// preparação tradicional 

Ligue o forno a 180ºC. 
Num tabuleiro de ir ao forno, faça uma camada de sal grosso e disponha os salmonetes com um ramo de coentros e rodelas de limão na barriga de cada um. Cubra-os com mais sal, calcando bem, e de forma a envolver o peixe completamente. 
Leve ao forno a 180ºC por aproximadamente 30 minutos. 

Enquanto isso, coza as batatas com pele, os ovos e os brócolos. 
Retire o tabuleiro do forno, parta a crosta de sal e retire a pele aos salmonetes. 
Envolva as batatas cozidas com umas colheradas de molho pesto e sirva-as com o peixe, os ovos em quartos e os brócolos com um fio de azeite. 


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix) 

Coloque 800 g de água no copo, insira o cesto com os brócolos em pequenos floretes e programe 10 min/Varoma/vel 1. 
Enquanto isso, cubra o fundo da varoma com sal e disponha os salmonetes com um ramo de coentros e rodelas de limão na barriga de cada um. Cubra-os com mais sal, calcando bem, e de forma a envolver o peixe completamente. 

Quando o tempo terminar, coloque os brócolos na prateleira da Varoma. 
Insira as batatas e os ovos no cesto, coloque a Varoma sobre o copo com o peixe e os brócolos e programe 35 min/Varoma/vel 1. 
Quanto o tempo terminar, parta a crosta de sal e retire a pele aos salmonetes. Envolva as batatas cozidas com o pesto e sirva-as com o peixe, os ovos em quartos e os brócolos com um fio de azeite. 



segunda-feira, 24 de março de 2014

A lasanha de atum. Comida que me faz feliz.

A evidência é incontornável, a comunicação assenta cada vez mais na imagem, galvanizando modas que nascem, crescem e morrem a um ritmo imparável. Ora porque tem todas as vitaminas e nutrientes e mais alguns, ou porque é a comida da moda em todo o lado ou porque chega a temporada de um qualquer ingrediente e então é ver quem o usa da forma mais original (e estranha) possível.
lol Volta e meia também contribuo para este peditório, não há como escapar.

Depois há fenómeno da alimentação hiper-mega-saudável. Aqui nascem novos alimentos de mês para mês, mal se aprende a soletrá-lo, já foi; o superalimento da vez será muito provavelmente outra coisa de nome desconhecido, usado em receitas sem isto, aquilo e o outro.

Não quero com isto recusar as coisas boas e saudáveis que vamos descobrindo em novos alimentos (tantos deles também aqui no blogue), mas ainda acredito que alimentação e saúde não têm que ser sinónimo de lista de compras alienígena.
Custa a crer quando damos uma vista de olhos ao que se publica na blogosfera e instagrams em modo hype...

Pois um dos pratos que já esteve tanto na moda no circuito “comida-imagem-internet” é a sempre deliciosa lasanha.
Sempre, quando é preparada com ingredientes frescos e quando sugere um prato de comida caseira que conforta e traz alegria.

Acho que todas as pessoas que cozinham têm a sua versão, com aquilo que a torna ainda mais especial sempre que é partilhada com quem se gosta.
Há algumas receitas cá no blogue (esta e esta são feias e boas), mas hoje trago mais uma, em versão sem pressa, com atum fresco e molho de tomate dos bons - porque o tempo aqui faz mesmo toda a diferença.

Eu, confesso, sou sempre feliz quando tenho uma travessa de lasanha na mesa.
E vocês?


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Lasanha de atum fresco

Serve 6

1 cebola grande
1 pimento encarnado, sem sementes
1 mão cheia de manjericão fresco
2 dentes de alho
Azeite
800 g tomate maduro (fresco ou de conserva)
80 g vinho branco
400 g atum fresco à posta, cortado em pedaços
1 c. chá de oregãos
Sal e pimenta preta moída na hora
Massa fresca p/ lasanha
1 bolas de mozzarella fresca


// preparação tradicional

Pique a cebola e o alho e refogue em azeite até a cebola ficar translúcida.
Junte o pimento em pedaços e o vinho e, quando levantar fervura, adicione o tomate em pedaços e o manjericão. Cozinhe tapado, em lume brando, aproximadamente 40 a 50 minutos, até que o tomate se desfaça e o molho engrosse (fique atento, para que não fique demasiado espesso).

Pré-aqueça o forno a 180ºC.

Adicione ao molho de tomate o atum, os orégãos, sal e pimenta e cozinhe uns minutos, mexendo para que o atum se desmanche em lascas.
Num pyrex, alterne camadas de molho de atum e massa de lasanha, distribuindo rodelas de mozzarella sobre a última camada de massa.
Leve ao forno a 180ºC durante 30 minutos ou até que a massa coza e o queijo gratine.

Sirva com uma salada de folhas verdes.


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)

Coloque no copo a cebola, o pimento, o manjericão, o alho e o azeite, pique 5 seg/vel 5 e refogue 5 min/Varoma/vel 1.
Junte o tomate e o vinho, triture 15 seg/vel 7 e depois programe 30 min/Varoma/vel 1.

Pré-aqueça o forno a 180ºC.

Adicione o atum, os orégãos, sal e pimenta e cozinhe durante 5 min/Varoma/vel colher inversa.
Num pyrex, alterne camadas de molho de atum e massa de lasanha, distribuindo rodelas de mozzarella sobre a última camada de massa.
Leve ao forno a 180ºC durante 30 minutos ou até que a massa coza e o queijo gratine.

Sirva com uma salada de folhas verdes.



quarta-feira, 19 de março de 2014

Desse amor onde cabe tudo. E um estufadinho de ervilhas.

Um dos meus posts favoritos de sempre do No Soup é O Guardião - a jardineira para o meu pai.
Ficou escrito. Gravado, já não só no meu mundo de afectos, mas em caracteres físicos que parecem tornar mais real o que se sente.

Comida de pai, na minha vida, é comida com molhinho bom, refogado apurado, tempero puxado e pouca esquisitice à mistura. Um estufado simples como este de hoje é sempre tiro ao alvo.

Na verdade, acho que não há nada de que o meu pai não goste à mesa. Se for preparado pela minha mãe, só se pode mesmo gostar muito, porque tudo lhe sai maravilhosamente “au point”. Essa arte da simplicidade. Lol
Quando é cozinhado por mim, qualquer coisa há (chamada amor) que lhe regala o paladar, seja o que for que lhe sirva.

Nesse amor sem fim cabe tudo. Do lado de cá, dos filhos, será um amor mais egoísta, onde cabem  dias cantarolados com mimos e entusiasmo, mas também algumas descargas do mau feitio que poucas vezes salta com tanto despudor... É a quem mais amamos que mostramos as cores todas da nossa pintura, sussurro-me desculpas... e há sempre depois o abraço certo, é certo que nunca falha esse abraço.

Eu sou a força desse abraço, pai.


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Estufadinho de ervilhas e pescada

Serve 4

4 postas altas de pescada
Sal e pimenta preta moída na hora
Azeite

1 cebola

1 dente alho

1 ramo de coentros
1 folha de louro
400 g tomate pelado

150 g vinho branco

1 kg de ervilhas 

100 g água



// preparação tradicional

Tempere a pescada com sal e pimenta e reserve.
Refogue em azeite a cebola e o alho picados.
Quando a cebola ficar translúcida, junte os coentros picados, o louro, o tomate desfeito em pedaços e o vinho e deixe em lume brando até levantar fervura. Depois tape e deixe cozinhar lentamente durante 15 minutos.
Adicione então as ervilhas e a água e cozinhe tapado cerca de 5 minutos.
Tempere com sal e pimenta, junte a pescada e deixe em lume brando cerca de 10 minutos ou até que as ervilhas e o peixe fiquem cozinhados.
Rectifique os temperos e sirva polvilhado com coentros.


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix) 

Tempere a pescada com sal e pimenta e disponha-a na Varoma. Reserve.
Coloque no copo a cebola, o alho, o tomate, os coentros e o azeite e pique 5 seg/vel 5. Cozinhe 5 min/Varoma/vel 1 e depois triture 15 seg/ vel 7, para que o molho fique homogéneo.

Adicione a folha de louro, as ervilhas, o vinho, a água, o sal e a pimenta, coloque a Varoma com a pescada e programe 20 min/Varoma/vel colher inversa.
Rectifique os temperos e sirva polvilhado com coentros.


**

O meu pai ficaria feliz, feliz, se fechasse a refeição com a sua sobremesa de eleição, arroz doce.
Caso procurem outras sugestões, basta darem uma espreitadela aos separadores dos bolos, tartes e doces.



terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

O salmão da maratona

Que bem que soube o último fim de semana, finalmente sem chuva.
Voltei às sessões de fotografia com famílias ao ar livre, logo duas e tão boas! O domingo solarengo ainda deu para um round vapt-vupt de fotos com a Leonor antes do almoço chegar à mesa (podem ver aqui) e, claro, como não podia deixar de ser, o sol também me fez companhia num passeio pelas ruas da cidade.

Quem me segue no Instagram vai-me fazendo companhia em muito destes passeios: de máquina na mão ou apenas o telemóvel para guardar o instante, sair de casa e caminhar por aí é uma rotina terapêutica, acreditem.
Há tanta beleza à nossa volta nos caminhos de todos os dias, numa ida ao quiosque dos jornais ou até ao apfelstrudel mais delicioso do momento.

Pelo bairro...
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Entretanto esta semana está a ser revolucionária na cozinha cá de casa. 
O Ricardo vai correr a sua primeira maratona no próximo fim de semana, em Sevilha (yeah, vamos todo em modo claque-de-apoio) e decidiu fazer uma dieta toda xpto para potenciar ao máximo energia e rendimento e blá-blá-blá, conversa de corredores obstinados. 

Eu sou mais de correr 30 minutos e está feito, cabeça pronta para mais um dia e confesso que dietas restritivas e extremadas não me convencem, mas é uma semana especial, por isso vamos lá.
Para mim, um prato igual ao de sempre, que para gritos de incentivo não preciso de reforço alimentar, mas para ele, são três dias só de proteínas e lípidos e nada de hidratos, seguidos de dias só com hidratos, hidratos e mais hidratos. 

Resultado: por agora, tem sido muita carne e muito peixe, alguns legumes e mais nada no prato. Acho que já há alguém a sonhar com um pãozinho dos bons! 

E assim chegamos à receita de hoje, um salmão em papilote que deu o pontapé de saída à dieta da maratona.


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Salmão em papelote com juliana de legumes 

4 lombos ou postas de salmão 
Sal e pimenta preta moída na hora 
1 limão (sumo e raspa) 
20 g azeite 
2 dentes de alho 
200 g chuchu, em juliana 
100 g curgete, em juliana 
100 g cenoura, em juliana
Aneto q.b. 
Bulgur para acompanhar


// preparação tradicional 

Tempere os lombos de salmão com sal, pimenta, raspa e sumo de meio limão e deixe marinar durante 30 minutos. 
Aqueça o azeite com o alho picado e refogue o chuchu, a curgete e a cenoura apenas até amolecerem. 
Corte 4 rectângulos de papel vegetal e divida os legumes refogados por cada um deles. Coloque um lombo de salmão por cima, aneto e o restante limão em rodelas finas. 
Feche os papelotes e cozinhe-os numa panela a vapor ou no forno pré-aquecido a 180ºC durante cerca de 20 minutos. 
Sirva de imediato. Se não estiver a pensar ir correr uma maratona no domingo, pode acompanhar com bulgur, como eu. eheheh

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// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix) 

Tempere os lombos de salmão com sal, pimenta, raspa e sumo de uma lima e deixe marinar durante 30 minutos. 
Coloque no copo o azeite e o alho e pique 3 seg/vel 5. 
Adicione o chuchu, a curgete e a cenoura e refogue 5 min/Varoma/vel colher inversa. 
Corte 4 rectângulos de papel vegetal e divida os legumes refogados por cada um deles. Coloque um lombo de salmão por cima, o aneto e o restante limão em rodelas finas. Feche os papelotes e coloque-os na Varoma. 
Coloque no copo 500 g de água e a Varoma e programe 20 min/Varoma/vel 2. 
Retire e sirva de imediato. Se não estiver a pensar ir correr uma maratona no domingo, pode acompanhar com bulgur, como eu. eheheh
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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Uma sardinhada com sabor a robalo.

Nos últimos dias têm-se cozinhado comidinhas leves, que este calor não pede outra coisa, e muitas fotografias.
Acabei ontem de editar um casamento lindo no Farol Hotel, que podem ver aqui.
Foi uma semana cheia de azul! ☺

E agora que é sexta, trago-vos as fotografias de uma patuscada entre amigos num destes fins-de-semana de calor passado na Comporta. Para inspirar!

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A ideia era fazermos uma sardinhada depois da praia, mas em pleno S.João e com a sardinha a dar à costa ao preço de robalo, ora pois: faz-se uma “robalada”! ☺ O Paulo mostrou os seus dotes no domínio cirúrgico do peixe e da grelha e com umas ovas grelhadas e as indispensáveis amêijoas a dar as boas-vindas, foi um petisco e tanto!

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Olá fim-de-semana de Verão! Venham daí umas amêijoas.

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Amêijoas à Bulhão Pato 

1 kg de amêijoa portuguesa
Azeite
6 dentes de alho esmagados
100 g de vinho branco (usei cerveja)
Sal e pimenta preta moída na hora
Coentros q.b. p/ polvilhar
Sumo de 1 limão  



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Demolhe a amêijoa umas horas antes da preparação, com muita água fria e sal grosso. Lave muito bem em água fria corrente, escorra e disponha na Varoma.

Coloque no copo 70 g de azeite e o alho e pique 4 seg/vel 5.
Junte o vinho branco, 50 g de água, sal e pimenta, a Varoma e programe 25 min/Varoma/vel 1.

Depois de as amêijoas abrirem, deitam-se numa travessa, coloca-se o molho por cima, os coentros picados e espreme-se o sumo de limão.

tradicional

Demolhe as amêijoas umas horas antes da preparação, com muita água fria e sal grosso. Lave muito bem em água fria corrente e escorra.

Numa panela grande, refogue ligeiramente o alho em azeite, sem deixar que aloure.
Junte o vinho branco e deixe levantar fervura.
Adicione as amêijoas e tempere com sal e pimenta. Cobrir com uma tampa e deixar cozer até as amêijoas começarem a abrir. Retirar imediatamente a panela do lume.

Sirva as amêijoas numa travessa com o molho, sumo de limão e bem polvilhadas de coentros.

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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Ovos de sardinhada

Nova quarta feira e o No Soup está de volta ao Fusing, o Festival com Música, Arte, Gastronomia e Desporto que de 1 a 4 de Agosto vai tornar a Figueira da Foz no spot do momento.

A última novidade no que à gastronomia diz respeito tem tudo a ver comigo: adoro conservas!

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O Gourmet em Latas é um workshop organizado pela Casa Havanesa que convida a juntar o sabor tradicional das conservas à necessidade de compor uma refeição barata, sem abdicar de um toque gourmet que lhe dê uma cara bem apetitosa. Tudo muito FUSING. E muito No Soup!

Para puxar pela ideia, venho hoje tentar-vos com estes ovos meio omelete, meio tortilha, que são perfeitos tanto para uma lata de sardinha, como para aquelas sobras das sardinhadas que ficam em terra de ninguém e muitas vezes acabam no lixo.

Aqui acabam assim, com esta carinha laroca! ☺

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Ovos de sardinhada

1 cebola pequena
1 dente de alho
Azeite
100 g sobras de batatas cozidas, cortadas em cubinhos
1 lata de sardinha em conserva de azeite ou 2 a 3 sardinhas assadas
1 c. sopa de tomilho limão
Raspa de 1/2 limão
6 ovos
1 c. sopa de leite
Sal e pimenta preta moída na hora  



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Forre a prateleira da varoma com uma folha de papel vegetal molhada e escorrida.

Coloque no copo a cebola, o alho e o azeite, pique 5 seg/vel 5 e refogue 5 min/Varoma/vel 1.
Deite a batata e as sardinhas sem espinhas e envolva com a espátula. Retire e distribua sobre o papel vegetal.
Deite os ovos no copo, o leite e a raspa de limão, tempere com sal e pimenta e bata 10 seg/vel 4.
Verta os ovos sobre o refogado, coloque 500 g de água no copo, a Varoma e programe 20 min/Varoma/vel 1.

Sirva quente ou morno, cortado em fatias.

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Refogue a cebola e o alho picados em azeite até que a cebola fique translúcida.
Junte a batata e as sardinhas sem espinhas e envolva, apenas para desfazer grosseiramente.
Numa taça bata os ovos com o leite e a raspa de limão, tempere com sal e pimenta e deite sobre o refogado. Espalhe e cozinhe tapado, em lume médio, até que ganhe alguma firmeza.
Cuidadosamente deslize para um prato e vire, levando novamente ao lume alguns minutos apenas para alourar do outro lado.

Sirva quente ou morno, cortado em fatias.


sexta-feira, 5 de abril de 2013

Salteado de Primavera

A Páscoa já lá vai e estamos de volta às rotinas. O folar acabou ontem, as amêndoas e os chocolates já lá vão faz tempo, e a cozinha já recebe da horta muitas cores da Primavera!

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As ervilhas tortas estão aí e com o funcho, os rabanetes e as laranjas da quinta, alinham-se no kit básico que vai trazendo o sabor da estação.

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Sabe tão bem toda esta cor à mesa: prato alegre, peixe espada (gosto tanto) para compor e vamos lá Primaverar!
 
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Peixe espada com salteado de legumes

2 postas de peixe espada preto 
1 punhado de ervilhas tortas 8 rabanetes, cortados em quartos 
1 mão cheiã de rabanetes, cortados em quartos
1 bolbo de funcho, em rodelas finas 
Azeite 
2 dentes de alho esmagados 
Sumo de ½ laranja 
Sal 
Pimenta preta moída na hora 
1 c.chá de mostarda 
1 laranja descascada, cortada em gomos 

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Grelhe o peixe ou coza-o a vapor com raspa de laranja (na Bimby, coloque no copo 500 g de água, a Varoma com o peixe e programe 25 min/Varoma/vel 1). 

Enquanto isso faça o salteado. 
Coloque no wok o azeite e o alho. Junte as ervilhas tortas, os rabanete e o funcho e saltei durante uns minutos em lume forte. 
Regue com o sumo de laranja, tempere com sal e pimenta, a mostarda e deixe mais uns minutos em lume alto, para caramelizar ligeiramente. 
Sirva com gomos de laranja, com o peixe.
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