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quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Gratinado de grão e vegetais. Uma receita de Natal.

Do Natal quero que seja (apenas?) simples, fácil, divertido e confortável, tanto à mesa como fora dela.
A Isabel está com seis anos e a Luísa quase três. Sonhei tanto com isto... que quero esquecer tudo o que sonhei e aproveitar apenas o que são, a leveza que a alegria dum natal com crianças nos traz. Quero olhar para elas e deixar-me existir nessa leveza, nesse tempo em que tudo cabe. 

Quero mimar as minhas miúdas, aproveitar os nossos ali todos reunidos e não esquecer que é apenas, e isso é tanto, mais um dia em que conseguimos estar presentes e juntos.


Fazer do Natal o que for significante para nós pode passar por trazer para a mesa novas formas de celebrar.
Este gratinado é reconfortante como se quer nesta época do ano, versátil e presta-se tão bem a ser preparado com antecedência que nos liberta de menos uma tarefa na cozinha num dia em que temos a casa cheia. Pode ser guardado pronto a ir ao forno (no frigorífico ou no congelador) e depois basta polvilhar com a broa ralada, regar com azeite e gratinar.

Atrevamo-nos a experimentar neste Natal. Uma receita diferente na mesa e um tempo diferente nos dias. 
Para quê tanta pressa. Para quê tantas coisas? 


  blogue 


Gratinado de grão e vegetais 

Rende 6 a 8 doses 

1 kg de batatas, descascadas 
4 c. sopa de azeite (50 g) 
3 cebolas 
4 dentes de alho 
4 cenouras (350 g) 
1 alho francês grande (250 g) – ou couve, espinafres... 
1 folha de louro 
Sal e pimenta-preta a gosto 
2 c. sopa de alga nori em flocos (cerca de 2 folhas) - opcional 
500 g de grão cozido 
Broa ralada q.b. p/ polvilhar 

Para o molho bechamel: 
40 g de azeite 
50 g de farinha 
500 g de bebida de soja ou aveia sem açúcar 
200 g da água da cozedura do grão (pode substituir por bebida vegetal ou água) 
1 c. sopa de mostarda 
1 mão cheia de coentros picados 
Noz moscada 
Sal e pimenta-preta q.b.   


// preparação tradicional 

Coza as batatas. (Cozi previamente durante 9 minutos na panela pressão, inteiras, com casca). 
Enquanto isso, numa frigideira grande, refogue a cebola picada em lume médio, com o louro, até que amoleçam e ganhem cor. 
Adicione os alhos picados, as cenouras raladas e o alho francês cortado em rodelas finas, tempere com sal e pimenta preta e deixe cozinhar em lume médio-alto até murcharem, aprox. 10 minutos. 
Pré-aqueça o forno a 200ºC.

Para o molho bechamel, aqueça numa caçarola o azeite com a farinha e mexa bem até que a farinha coza. 
Em lume brando, vá juntando a bebida de soja aos poucos, mexendo sempre entre cada adição para não formar grumos, até que engrosse e fique um creme homogéneo. Tempere com sal, pimenta, noz-moscada e mostarda e envolva os coentros picados. Reserve. 

Corte as batatas já cozidas em pedaços de aprox. 1,5 cm e coloque-as num tabuleiro de forno grande, de louça. 
Quando terminar de cozinhar os legumes, misture-os no tabuleiro com as batatas, a alga nori e o grão cozido e depois envolva dois terços do molho bechamel. 
Cubra com o restante molho, polvilhe com a broa ralada, regue com um fio generoso de azeite e leve ao forno a 200ºC cerca de 30 minutos, até gratinar. 
Acompanhe com uma salada de folhas verdes. 


// preparação robot de cozinha_thermomix Bimby 

Coza as batatas. (Cozi previamente durante 9 minutos na panela pressão, inteiras, com casca). 
Para fazer na bimby, coloque a água no copo, depois coloque a Varoma com a batata em pedaços e coza 20-35 min/Varoma/vel 1. Retire a Varoma, descarte a água do copo e reserve as batatas. 

Pré-aqueça o forno a 200ºC. 
Coloque no copo vazio o azeite, as cebolas, os alhos, as cenouras e os alho francês e triture 5 seg/vel 5. Se for necessário, baixe os resíduos da parede do copo com a espátula e triture mais alguns segundos. 
Adicione o louro, tempere com sal e pimenta preta moída na hora e refogue 12 min/varoma, vel 1. 

Enquanto isso, corte as batatas cozidas em pedaços de aprox. 1,5 cm e coloque-as num tabuleiro de forno grande, de louça. 
Quando terminar de cozinhar os legumes, misture-os no tabuleiro com as batatas, a alga nori e o grão cozido. 

Sem lavar o copo, coloque todos os ingredientes do molho bechamel e programe 8 min/90º/vel 4. 
Quando terminar, ajuste os temperos, caso seja necessário. 
Misture dois terços do molho bechamel com o grão, os legumes e a batata no tabuleiro e use o restante para cobrir. 
Polvilhe com a broa ralada, regue com um fio generoso de azeite e leve ao forno a 200ºC cerca de 30 minutos, até gratinar. 
Acompanhe com uma salada de folhas verdes.


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

O que é hoje o almoço? Sete dias, sete receitas

Seja ao fim de semana, seja nalgum outro dia em que tenha mais folga com as miúdas por ter o Ricardo de folga, tento aproveitar para planear e adiantar algumas refeições para os dias seguintes. 

Passo muitos dos dias sozinha com duas crianças de dois e cinco anos por isso é a forma de me aliviar as tarefas no dia a dia e libertar mais tempo e disponibilidade mental para elas. 
Seja pelas exigências do teletrabalho, da falta de hábtito de cozinhar diariamente, da gestão de uma casa com crianças pequenas em tele-escola, seja o caos disto-tudo-ao-mesmo-tempo-agora, espero que sejam ideias que ajudem. 
 
Esta preparação requer planeamento e alguma agilidade na cozinha, mas ambas são aptidões que se vão desenvolvendo bastante com a prática e a motivação que se ganha com a constatação da sua eficácia quando usufruímos dos resultados. 
Deixei já algumas dicas neste post mais antigo, cuja leitura sugiro se o tema vos interessar. 

Aplico sempre dois truques para estas maratonas na cozinha: 

 - A rentabilização máxima do forno, que aproveito para algum bolo, pão e refeição de tabuleiro e colocando ao mesmo tempo legumes volumosos a assar que renderão nos próximos dias complementos variados (abóbora, couve flor, batata doce, beringela, chuchu, couve ramanesco...). Simplesmente lavo-os e coloco-os no tabuleiro debaixo forrado enquanto o forno trabalha, e lá permanecem depois enquanto arrefece, para aproveitar todo o calor. 
Com eles ganho opções para acompanhamentos ou integram outros pratos que depois apeteça preparar. - 

- As leguminosas, que deixo de molho idealmente durante 24h (com troca de água a meio) e cozo em quantidade. Com elas tenho base para sopas, guisados, saladas, salteados e separo sempre uma parte para congelar e usar nos dias mais apertados e sem nada à mão. 
Aliadas a um cereal como arroz, bulgur, massa, millet, trigo sarraceno, cuscuz... ou uma fatia de pão torrado, e na companhia de legumes assados, constituem uma refeição completa. E deliciosa, que nós cá em casa todos adoramos grão, feijão, lentilhas (e não se esqueçam também das favas e dos tremoços, por exemplo), nutritiva e rápida. 

Deixo então aqui algumas sugestões de receitas do blogue que vos poderão inspirar para planear as vossas próximas refeições. 



segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Borscht e uma viagem de 2011.

Setembro de dois mil e onze. Parece que foi noutra vida. 
Numa vida ainda sem filhas, sem máquinas fotográficas profissionais, sem google maps. Sem pandemias. 
E foi nessa vida que passei um dia em S. Petersburgo e comi borscht pela primeira vez.
 
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Em Setembro desse ano viajámos pelos países do Báltico e além da Estónia, Letónia e Lituana, ainda demos um salto de barco até à Rússia e passámos um dia em S. Petersburgo. 
Eventualmente foram demasiadas cidades para poucos dias e algumas memórias desses lugares ficaram perdidas, só as encontro nas fotografias que guardamos. 
Mas o borscht... o borscht que comemos em S. Petersburgo nunca mais foi esquecido. 
Penso que terá sido a primeira vez que provei e ficou comigo. 

No restaurante Oásis, ali ao lado da Gulbenkian, costuma ser a sopa do dia às segundas feiras e não fica nada a dever ao que comemos em terras russas. 
Sei que há muitas variações conforme o país, por isso não posso assegurar que esta versão que aqui trago seja a mais tradicional, mas posso com toda a certeza garantir que é viciante. 


Não tenham medo de serem mãos largas nos temperos e no vinagre porque é uma sopa que se quer forte, robusta e pujante. Servida bem quente, aquece o corpo e a alma. 
Hoje, mais do que nunca, isso faz falta.


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Borscht 

Azeite 
1 cebola picada 
1 folha de louro 
4 alhos picados 
2 cenouras (200 g) em cubinhos 
1 talo de aipo 
1 alho francês, em rodelas finas 
4 batatas (400 g) em cubinhos 
4 beterrabas (300 g) pequenas em cubinhos 
1 nabo pequeno (100 g) em cubinhos 
½ pimento vermelho em cubinhos 
2 c. sopa de pasta de tomate 
1 c. chá paprika 
1 c. chá funcho seco 
1 c. chá de erva doce 
8 cháv de caldo de legumes ou água (2 L) 
Sal e pimenta preta moída na hora 
2 cháv. couve portuguesa em juliana fina 
2 cháv. feijão branco cozido 
3 c. sopa de vinagre 
3 c. sopa de rama de funcho fresco ou funcho seco p/ servir 

Molho de limão e funcho p/ servir: 
3 c. sopa de iogurte de soja natural ou creme de caju 
Sumo de meio limão 
1 c. sopa de rama de funcho fresco ou funcho seco 
Sal e pimenta preta moída na hora 


// preparação 

Numa panela grande, coloque uma quantidade generosa de azeite e refogue em lume médio-baixo a cebola até ficar macia e dourada. 
Acrescente o louro e os alhos. 
Enquanto isso, vá preparando os legumes e adicionando-os à panela. 
Adicione a pasta de tomate, a paprika, o funcho seco e a erva doce, acrescente o caldo de legumes ou água, tempere com sal e pimenta preta e depois de levantar fervura coza em lume brando até os legumes ficarem macios (cozinhei na panela de pressão eléctrica por 10 minutos em pressão alta). 
Por fim, adicione a couve, o feijão cozido e o vinagre, rectifique a quantidade de caldo e os temperos e coza mais cinco minutos. 

Para preparar o molho de limão, basta misturar todos os ingredientes e deixar repousar até servir. 

Sirva a sopa bem quente, polvilhada com rama de funcho fresco ou funcho seco e o molho de limão. 



// Notas: 

-  Para agilizar a preparação dos legumes, em vez de cortá-los em cubinhos pode picá-los grosseiramente num robot de cozinha.


quinta-feira, 16 de maio de 2019

Mafé de vegetais. Do Senegal.

Quando viajo, principalmente para países com culturas marcadamente diferentes da nossa, não perco a oportunidade de conhecer o mais possível a gastronomia local, os seus ingredientes e combinações características. Acho que quase todos o fazemos, não é?
Há muito, muito tempo atrás - ahahaha, há quase uma década - fizemos umas férias inesperadas e meio de improviso, ao Senegal.
Das lembranças que ficaram desses dias, naquela que foi a minha estreia no continente africano, fazem parte um post já publicado aqui nessa altura, e tantas outras fotografias que ficaram meio esquecidas num disco externo algures pela casa.
Aqui estão hoje algumas delas. Marcam o que vimos, o que fizemos e marcam o que era a minha forma de fotografar nesses tempos.
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O que mais perdurou pelos anos foi a memória deste prato que continuo a fazer por cá até hoje.
A versão que mostro é com legumes e traz um bulgur com ervilhas tortas a acompanhar, ou não fosse primavera.
Os amendoins são um dos principais produtos do país, e tendo fama de serem dos melhores do mundo, estão naturalmente presentes em muitas receitas tradicionais. Aqui, na forma de manteiga de amendoim, são eles que marcam a diferença pela cremosidade que conferem ao molho e pela forma como contrabalançam a acidez do tomate.
Quem quer experimentar?


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Mafé de vegetais

1 cebola picada
2 alhos picados
2 dedos de gengibre picado
1 talo de aipo
Azeite
2 c. sopa de pasta de tomate
½ chávena manteiga de amendoim*
400 g de tomate pelado, em pedaços
1 malagueta, s/ sementes
1 folha de louro
650 ml de água (cerca de 2,5 chávenas)

5 chávenas (aprox. 1kg) de legumes variados, em pedaços grandes:
Nabo
Cenoura
Batata doce
Couve flor
Beringela
Sumo de limão q.b. p/ servir


// preparação tradicional

Comece por fazer um refogado com o azeite e a cebola, o alho, o gengibre e o aipo picados, até que amoleçam e caramelizem ligeiramente.
Junte depois a pasta de tomate, a manteiga de amendoim, o tomate pelado, a malagueta, o louro e a água e após levantar fervura, cozinhe em lume brando cerca de 15 minutos.
Adicione os legumes por ordem de tempo de cozedura e cozinhe até ficarem tenros, cerca de 45 minutos (a beringela adicionei 10 minutos depois dos restantes).
Rectifique os temperos, esprema o sumo de limão e sirva de seguida com um cereal à sua escolha (arroz, bulgur, couscous, quinoa...) a acompanhar.

Notas:
*Usei manteiga de amendoim caseira, feita com amendoins ligeiramente tostados e de seguida triturados durante alguns minutos no robot de cozinha até obter uma pasta cremosa.



quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Filetes a vapor limpa-frigorífico

Cá em casa gostamos muito de um bom peixinho com legumes. Pequenos e graúdos, é petisco que traz sorrisos à família toda.
Principalmente neste calorão que se instalou, apetece mesmo é comida mais leve e de preparação simples e pouco trabalhosa, perfeita para quando chegamos da praia já em cima da refeição e procuramos qualquer coisa que “se faça sozinha”.
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Se não é grelhado como tão bem sabe no Verão, mas tão pouco apetece nos apartamentos e na correria dos dias de semana, seja a vapor.
Desta vez foram filetes, pedidos para arranjar na banca do mercado, mas também faço muitas vezes com peixe em posta.
Trazer sempre o “bicho” todo, que dele se fazem os caldos perfeitos para qualquer arroz, sopa ou massada de sabor a mar.

Tenho acompanhado muitas vezes com uma salada de batata e pesto que merece receita própria, mas acabo por nunca a fotografar antes de ir para a mesa e é daquelas coisas que só sobra a taça vazia. Da próxima vez que fizer, não falha!
Mas nestes era dia de limpeza ao frigorífico e para além das batatinhas novas, foram para o papelote curgete, cenoura e chuchu da horta.
Os legumes são a gosto, é daquelas receitas óptimas para aproveitar o que houver por casa.

Aqui fica, então, colorido e cheio de sabor, um peixe cozido com ar de festa. E sabor a horta de Verão.


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Filetes ao vapor com legumes da horta

Serve 4

4 filetes de robalo (ou outro peixe a gosto)
1/3 chávena (80g) de azeite
Sal e pimenta preta moída na hora
1 limão
2 mãos cheias de coentros
200 g de vegetais cortados em cubinhos (usei cenoura, curgete e chuchu)
400 g de batatinha nova cortada em rodelas de aprox. 3 mm


// preparação tradicional

Seque o peixe com papel de cozinha, tempere com sal, pimenta e a raspa de meio limão, regue com o azeite e deixe a marinar no frigorífico por uns 30 minutos.

Escorra o azeite para uma taça, misture o sumo de limão e os coentros picados e deixe em repouso enquanto prepara o peixe.
Disponha cada um dos filetes sobre um quadrado de papel vegetal de 20x20cm, distribua uma porção da mistura de vegetais por cima e feche.
Cozinhe os papelotes numa panela a vapor ou no forno pré-aquecido a 180ºC durante cerca de 20 minutos e, ao mesmo tempo, coza também as batatas.

Quando terminar, sirva o peixe com os vegetais e as batatas, temperados com o azeite de coentros reservado.


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)

Seque o peixe com papel de cozinha, tempere com sal, pimenta e a raspa de meio limão, regue com o azeite e deixe a marinar no frigorífico por uns 30 minutos.

Escorra o azeite para o copo, junte o sumo de limão e os coentros e bata 5 seg/vel 4. Retire e reserve.
Disponha cada um dos filetes sobre um quadrado de papel vegetal de 20x20cm, distribua uma porção da mistura de vegetais por cima, feche e coloque dois na Varoma e outros dois no tabuleiro de cima.
Coloque 400 g de água no copo, insira o cesto com as batatas, monte a Varoma e programe 25 minutos/Varoma/vel 2.
Retire a varoma com o peixe e confirme a cozedura das batatas.
Se necessário, programe mais 5 min/Varoma/vel 2, apenas com o cesto.

Quando terminar, sirva o peixe com os vegetais e as batatas, temperados com o azeite de coentros reservado.

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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Let's go Fusing!

Quem acompanha mais assiduamente o No Soup deve lembrar-se que no ano passado apoiei a divulgação da primeira edição do Festival Fusing, na Figueira da Foz.

Todo o conceito é irresistível: o local (adooooro a Figueira!), a oferta de experiências com muitos workshops e exposições - uma programação cultural rica e eclética que tem o ponto alto, claro, nos concertos de música portuguesa num palco à beira mar plantado.
A ideia passava também pela possibilidade de eu fazer um wokshop de cozinha lá, mas isto dos workshops de cozinha... not for me!

Numa altura em que o trabalho na fotografia era mais que muito, o que me soube mesmo bem foi ir passear até à Figueira, desfrutar do ambiente descontraído do espaço, aproveitar tudo o que havia a acontecer por lá e, claro, fazer algumas fotos para vos mostrar.

Neste momento os preparativos para a edição deste ano já correm a todo o vapor, o cartaz musical está cheio de coisas boas e com uma promoção para a compra do passe completo a decorrer, achei que era boa ideia mostrar-vos como foi bom (e bonito!) o dia que lá passei.
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A ala das comidas tinha muita oferta e a surpresa boa é que fugia às tradicionais comidas de festival em troca com balcões de comida saudável e mais caseirinha (adorei descobrir este projecto que aparece nas fotos, o DeRaiz), mas é sempre boa ideia forrar logo o estômago em casa, para preparar o terreno para a farra.

Era esse o mote dos posts que fiz dedicados ao Festival, vinham acompanhados de receitas festivaleiras que vale a pena recordar.
Ficou a falhar uma das coisas que me sabe sempre bem quando o que falta é mesmo apenas um “chega para lá” à vontade de comer fora de horas: a boa da sopinha!

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Creme de legumes e maçã

1 cebola
1 dente de alho
Azeite
2 cenouras, cortadas em pedaços
1 nabo grande, cortado em pedaços
1 abóbora manteiga pequena, cortada em pedaços
1 maçã, cortada em pedaços
Sal e pimenta preta moída na hora
Água


// preparação tradicional 

Refogue a cebola e o alho picados no azeite, até que a cebola amoleça.
Adicione a cenoura, o nabo, a abóbora e a maçã e cubra com água. Coza tapado em lume brando até que os legumes fiquem macios. 
Tempere com sal e pimenta e triture até obter um puré cremoso. Rectifique os temperos e a consistência.


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)

Coloque no copo a cebola o alho e o azeite, pique 5 seg/vel 5 e refogue 6 min/Varoma/vel 1.
Adicione a cenoura, o nabo, a abóbora e a maçã, cubra com água (atenção para não ultrapassar a marca dos 2 L) e coza 40 min/100ºC/ vel 1.
Tempere com sal e pimenta, programe 2 min e vá progressivamente até à vel 7. Rectifique os temperos e a consistência.

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