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segunda-feira, 21 de abril de 2014

Road trip e uns salmonetes

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No meio das bancas do peixe, de repente, lembrei-me desta viagem.
E ao olhar para as fotografias, parecem vir de tão longe... a bem da verdade vêm mesmo. Outras aventuras a dar o mote à vida, outra máquina e, principalmente, outras ideias, fazem com que 2010 vá tão lá para trás no tempo.
Permanece este entusiasmo, sempre, de conhecer e recordar outras paragens. Viagens que vamos coleccionado vida fora, às vezes aqui tão perto, e tão boas.

Gostamos de sair fora de época e os primeiros dias daquele Março foram guardados para uma road trip pelas Astúrias e País Basco. Ao sabor do mapa, saltitámos por Cudillero, Santillana del Mar, Bilbau, Bermeo, Zarautz , San Sebastian...
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Tenho recordações meio nubladas da viagem (pois, deve ser do tempo que apanhámos...), são mais uns pisca-piscas avivados pelo que me trazem as fotografias. 

As estradinhas a serpentear a costa. O verde, mesmo verde. As pequenas povoações pesqueiras nas encostas a cair para o mar. O museu, claro. E a chuva que nos fez companhia – houve algum desânimo mais para o fim por causa dela.

Se ficaram com vontade de explorar a costa Norte de Espanha, deixo-vos também como sugestão o blogue da Kerry Murray, uma fotógrafa que adoro, e que vai mostrando paisagens fabulosas das viagens que faz. Tem vários posts sobre esta zona, com imagens lindas, lindas. Podem ver aqui.


Como não poderia deixar de ser, as memórias também se fazem de algumas refeições mais marcantes. Entre uma favada asturiana e a frescura do peixe basco, esta coisa da memória selectiva pode ser tramada, mas nos sabores não falha!
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Foi há uns meses, aqui no mercado do bairro, que quando olhei para uns salmonetes e eles olharam para mim, me lembrei do País Basco e do que por lá comi. 
E lembrei-me também do livro do Martín Berasategui que trouxe comigo - cozinha basca em versão familiar, pelas mãos do mestre – onde sabia haver marcada uma receita de salmonetes. 

Bem, a coisa acabou por não se fazer por aí, porque não estava muito para frituras, mas continua assinalada para experimentar noutro dia de salmonetes risonhos. 

Saíram então em versão mais leve, como nunca cansa cá em casa, e tão bem sabe agora em semana pós-mesa-de-páscoa: peixe ao sal e qualquer coisa com pesto.


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Salmonetes ao sal e batatas pesto 

Sal grosso q.b. (aprox 1 kg), previamente humedecido 
2 salmonetes, amanhados, mas com escamas 
1 ramo de coentros 
1 limão 
1 cabeça de brócolos 
2 ovos 
Batatinhas c/casca 
Molho pesto q.b. (usei este, de couve) 
Azeite p/ temperar


// preparação tradicional 

Ligue o forno a 180ºC. 
Num tabuleiro de ir ao forno, faça uma camada de sal grosso e disponha os salmonetes com um ramo de coentros e rodelas de limão na barriga de cada um. Cubra-os com mais sal, calcando bem, e de forma a envolver o peixe completamente. 
Leve ao forno a 180ºC por aproximadamente 30 minutos. 

Enquanto isso, coza as batatas com pele, os ovos e os brócolos. 
Retire o tabuleiro do forno, parta a crosta de sal e retire a pele aos salmonetes. 
Envolva as batatas cozidas com umas colheradas de molho pesto e sirva-as com o peixe, os ovos em quartos e os brócolos com um fio de azeite. 


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix) 

Coloque 800 g de água no copo, insira o cesto com os brócolos em pequenos floretes e programe 10 min/Varoma/vel 1. 
Enquanto isso, cubra o fundo da varoma com sal e disponha os salmonetes com um ramo de coentros e rodelas de limão na barriga de cada um. Cubra-os com mais sal, calcando bem, e de forma a envolver o peixe completamente. 

Quando o tempo terminar, coloque os brócolos na prateleira da Varoma. 
Insira as batatas e os ovos no cesto, coloque a Varoma sobre o copo com o peixe e os brócolos e programe 35 min/Varoma/vel 1. 
Quanto o tempo terminar, parta a crosta de sal e retire a pele aos salmonetes. Envolva as batatas cozidas com o pesto e sirva-as com o peixe, os ovos em quartos e os brócolos com um fio de azeite. 



segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

A maratona, como foi.

Quando cá deixei a receita do salmão em papilote, falei-vos que iria a Sevilha neste último fim de semana porque o Ricardo ia lá correr a sua primeira maratona.
Foram acompanhando o que coloquei no Instagram? Quero muito mostrar-vos mais dos sítios por onde andámos, o que vimos e o que comemos (e comemos tão bem!), mas hoje são apenas algumas imagens destes dias que foram mesmo inesquecíveis.

Na sexta feira pela manhã partimos de carro em direção a Mérida, o Ricardo, a mãe, eu e os meus pais, onde almoçamos e esticámos as pernas num passeio rápido pela cidade (de vistas lindas à beira rio). Depois de um salmorejo dos bons e outras cositas mas, lá fomos então em direção ao destino final.

Sevilha recebe-nos sempre com tapas, alegria, passeios que apetece e desta vez não foi diferente. Diferente foi o entusiasmo e a ansiedade que todos tínhamos por domingo, o dia da corrida. Juntaram-se-nos alguns amigos que também foram correr e todos juntos tivemos um fim de semana memorável.

Depois da fase de proteínas e lípidos, os últimos dias antes da prova foram movidos a muitos hidratos de carbono e, para quem perguntou, parece que a dieta deu resultado.
As pernas não falharam, o tão temido “muro” não lhe apareceu à frente e o Ricardo acabou a maratona exausto, claro, mas com o tempo que tanto sonhou!

Nós, os membros da claque, andámos num corrupio desde cedo, na nossa “maratona” de apoio: saímos ainda de noite junto com eles, gritámos na partida, acenámos nos quilómetros 10 e 15 onde só chegámos a tempo com alguma dificuldade, e lá estávamos no estádio olímpico, à chegada, onde a emoção foi mesmo forte quando os vimos cortar a meta.
Um fim de semana verdadeiramente intenso, com todos a torcer e a vibrar.

42,195km em 2h59m15s : OMG!
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Uma cidade que come sopa. Barcelona e Lentilhas com couve flor.

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Eu sou uma pessoa de cidades. 
A primeira vez que o senti foi em Barcelona, numa viagem que, com 17 anos, me contagiou sem cura possível com um caminho totalmente inesperado. Ali respirei arquitectura com uma força que me tomou de impulso e não mais me largou. Nasceu um amor para a vida! 

Os sonhos que para a frente se desenharam acabaram por não vingar, mas regresso às ruas de Barcelona sempre com o entusiasmo inocente de quem sente que nelas os dias se caminham com uma passada maior que nós. 
Faz por esta altura um ano que lá estive pela última vez e, agora com outra vontade e outras mãos, agarrei uma Barcelona ainda mais inspiradora. Com a escala, as ruas, os edifícios, apertei na bagagem que se arruma nas memórias também as pessoas, a arte, os mercados, a comida, a cultura... a comida.  

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Este desafio de vos trazer uma cidade diferente a cada sexta feira de Janeiro tem-me feito revivê-las e recordar como é especial para mim cada uma delas.  As tapas e os petiscos são marca registada da cultura espanhola e uma das peças com que se monta o meu puzzle de cidade feliz.

E vocês, o que é que faz uma cidade colar-vos os pés às ruas? 

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As sobras de uma salada habitual cá por casa, lentilhas e frango, foram o mote para a sopa que completa a dupla de mais uma sexta feira feita de cidades que comem sopa. Para a semana chegamos ao fim e bem mais pertinho de casa!  

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 Sopa de lentilhas e couve flor 

1 cebola 
1 dente de alho 
1 cenoura 
1 alho francês pequeno 
25 g de azeite 
1 couve flor 
Água q.b. 
Sal e pimenta preta moída na hora  

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Coloque no copo a cebola, o alho, a cenoura, o alho francês e o azeite, pique 5 seg/vel 5 e refogue 8 min/Varoma/vel 1. 
Adicione a couve flor e as sobras da salada, cubra com água e programe 40 min/100ºC/ vel 1. 
Tempere com sal e pimenta, programe 2 min e vá progressivamente até à vel 7. 
Rectifique os temperos e sirva. 

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tradicional 

Pique a cebola e o alho e refogue-os no azeite, até que a cebola fique translúcida. 
Adicione a cenoura ralada e o alho francês às rodelas e deixe em lume brando até que murchem. 
Junte a couve flor e as sobras da salada, cubra com água e cozinhe tapado em lume brando até que os legumes fiquem macios. 
Tempere com sal e pimenta e triture. Rectifique os temperos e sirva. 

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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

De pés na areia e gelado na mão: Punta Umbria e Turrón

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Não há nada que me faça acordar da cama com mais vontade do que saber que me espera um fim de semana entre amigos. Conhecem a sensação?
Num saltinho chegámos a Huelva para celebrar a “boda” da Marta e do Zé.
Depois de um casamento ultra-mini-super pequeno, os 30 anos da Marta foram agora o pretexto perfeito para juntar os amigos de cá aos de lá, e com muita praia, dança e alegria, fazer de um fim de semana de Agosto uma festa cheia de salero!

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Os dias perderam-se na praia até o sol fugir e não há como nuestros hermanos para juntar petiscos, esplanada e conversa. Acabámos a noite encostados à roulote dos gelados, enquanto cada um escolhia o sabor de eleição debaixo das estrelas.
Turrón! Para mim, gelado de turrón.

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E assim chegam ao fim as sextas-feiras de “Pés na areia e gelado na mão”!
O Agosto despede-se hoje, mas vem já aí Setembro com mais calor, mais dias de sol e mais Verão para nos fazer sorrir. Vamos lá?

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Gelado de turrón e café

200 g de turrón
400 ml de leite gordo
200 ml de natas 33% de gordura
60 g de açúcar amarelo - opcional
1 c. sopa de café solúvel
4 gemas  

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thermomix_bimby

Coloque o turrón partido em bocados no copo seco e pulverize 10 seg/vel 9. Retire e reserve.
Coloque no copo as natas, 350 g do leite e o açúcar e programe 10 min/90ºC/vel 2.
Adicione o turrón reservado, o café e as gemas (previamente misturadas com um pouco de leite retirado do copo) e marque 5 min/80ºC/vel 3.
Transfira para uma taça ou jarro com tampa, deixe arrefecer e leve ao frigorífico. Depois de frio, congele em cuvetes ou sacos de gelo.
Quando estiverem congelados, coloque os cubos no copo, junte os restantes 50 g de leite e triture 1 min/vel 9, envolvendo com a espátula através do bocal da tampa.
Guarde o gelado numa caixa e retire do congelador para amolecer 15 minutos antes de servir.

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tradicional

Triture o turrón o mais finamente possível e reserve.
Aqueça o leite, as natas e o açúcar, até levantar fervura e apague o lume.
Bata as gemas à parte e adicione-lhes um pouco do leite quente, para que não talhem.
Mexendo constantemente, adicione-as ao leite, acrescente o turrón reservado e o café e deixe em lume médio, mexendo sempre até que a mistura engrosse.
Transfira para uma taça ou jarro com tampa, deixe arrefecer e coloque no frigorífico até ficar fresco. Leve o gelado à máquina de gelados, ou, em alternativa, coloque no congelador e vá batendo com a batedeira várias vezes durante a solidificação. Quantas mais vezes for batido mais cremoso ficará.
Guarde o gelado numa caixa e retire do congelador para amolecer 15 minutos antes de servir.

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De pés na areia e gelado na mão: Guincho e Chocolate
De pés na areia e gelado na mão: Arrábida e Morango com Melância
De pés na areia e gelado na mão: Odeceixe e Gelado de arroz doce

 

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Galette de Couves e Queijo Fresco

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Lisboa. Londres. Berlim. Porto. Barcelona. Não interessa o nome... são cidades que tocam a várias mãos todas as músicas que quisermos ouvir. Os prédios esticam-se até depois das árvores, mas cá em baixo, as ruas cruzam os passos de quem fala com a cidade todos os dias.
Eu escuto tudo. As idas ao mercado, as brincadeiras das crianças, os passeios dos carrinhos de bebés, os travões das bicicletas.

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Há sempre uma música que se solta de tudo isto. Vem das conversas, vem da rotina feita de gente que entrelaça os seus dias nos de todos os outros. É a grande sinfonia da cidade imensa.

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Nas redondezas dos mercados respira-se toda essa vida de pequenos tempos. A caminho de casa, entre uma paragem no banco da praça e dois dedos de conversa com a vizinha, vamos ouvindo também a vontade de almoçar...

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Gallete au chou . Round 2

Serve 6

2 c. sopa de azeite
200 g de couve coração
200 g de couve roxa
200 g de queijo fresco
3 chalotas
3 dentes de alho
Salsa
2 ovos
250 g de leite
200 g de farinha de trigo integral
Sal e pimenta preta moída na altura

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thermomix_bimby

Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Unte uma forma de tarte com o azeite e coloque-a no forno.

Corte a couve coração em quartos, coloque-a no copo e pique 7 seg/vel 4. Retire para uma taça e repita com a couve roxa.
Cubra as couves com água a ferver e deixe repousar por 10 minutos. Escorra muito bem.

Pique grosseiramente o queijo 2 seg/vel 4. Retire e misture-o com a couve já escorrida.

Pique as chalotas no copo com o alho e a salsa 5 seg/vel 5.
Adicione os ovos, o leite, a farinha, tempere com sal e pimenta e misture 15 seg/vel 5.

Retire a forma de tarte do forno e cubra o fundo com metade desta massa. Distribua por cima a couve com o queijo fresco e termine com o resto da massa.
Leve ao forno a 180ºC durante 35 minutos, até ficar dourada.
Sirva quente ou morna.

tradicional

Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Unte uma forma de tarte com o azeite e coloque-a no forno.

Corte as couves em quartos e pique-as grosseiramente.
Depois coloque-a numa taça, cubra-a com água a ferver e deixe repousar por 10 minutos. Escorra muito bem e misture o queijo fresco desfeito com as mãos.

Numa tigela bata os ovos com as chalotas picadas, junte o alho e a salsa picados e tempere com sal e pimenta. Incorpore o leite e a farinha e misture tudo até obter uma massa homogénea.

Retire a forma de tarte do forno e cubra o fundo com metade desta massa. Distribua por cima a couve com o queijo fresco e termine com o resto da massa.
Leve ao forno a 180ºC durante 35 minutos, até ficar dourada.
Sirva quente ou morna.

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Nota:

- Existe cá no blogue outra versão desta tarte, que podem ver aqui.

Fonte – Adaptada a partir da receita do livro “Recettes de famille”, de J.Harris e F.Warde, retirada do blogue da Helena, “Sabores de Canela”.