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sexta-feira, 21 de julho de 2023

Hummus de ervilha


“O verão está instalado no meu coração.” 
Clarice Lispector
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 Na mesa têm estado os habituais da estação: muito tomate, saladas de leguminosas, gelados de fruta madura, sopas frias e tudo o que faça boa companhia às bebidas frescas entre amigos.



  blogue 


Hummus de ervilhas

2 cháv. de ervilhas cozidas (aprox. 260 g) 
1 c. sopa tahini 
1 c. sopa azeite 
1 dente de alho 
Sumo de meio limão 
Sal e pimenta 
Uma mão cheia de coentros 
Água fria q.b. (aprox. 1 cháv. de café) 


// preparação 

Triture todos os ingredientes até obter uma mistura homogénea e vá ajustando a quantidade de água até obter a consistência desejada. 
Rectifique os temperos e sirva com cenouras, pepino, tiras de pimento, aipo ou bolachinhas salgadas.

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Pasta de tremoços e tomate seco. É petisco e é molho de massa.

Naquele improviso de quem tem um guisado no frigorífico que já não apetece repetir novamente, olhei para os tremoços e fiz assim.


Uma pasta de tremoços e tomate seco que se falasse, seria para pedir pão.
E havia mesmo um pão de espelta e nozes acabado de fazer logo de manhã.

Mais tarde, a pasta misturada com um pouco de água da cozedura do esparguete, fez um molho zás-tráz que resolveu o jantar: cozimasa com uma curgete em pedacinhos, juntei o molho de tremoços e uns espinafres envolvidos apenas para quebrarem. E está o prato feito.

Deste pão de espelta e nozes falarei com detalhe noutro post.
Mas a qualquer massa de pão com aproximadamente 500 g de farinha, juntem uma pasta de noz na altura de amassar e umas nozes em pedaços mesmo antes de iniciarem a primeira levedação.
Para a pasta de noz, tostei 40 g de nozes numa frigideira e depois triturei com 1 c. sopa de azeite.
Vi numa receita do livro da Ângela Silva, da Padaria Miolo (O Livro do Pão) e ficou o melhor pão de noz que já fiz.

A pasta de tremoços foi feita a olho. Mais coisa, menos coisa, aqui está.


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Pasta de tremoços e tomate seco

½ frasco de tremoços (aprox 160g), demolhados em várias águas para reduzir o sal
4 metades de tomate seco
1 c. sopa de alcaparras
1 dente de alho, sem o veio central
1 c. sopa de tahini
1 c. sopa de azeite
Sumo de ½ limão
Pimenta preta moída na hora Água q.b.


// preparação

No copo da varinha mágica, triture todos os ingredientes e vá adicionando um pouco de água até obter uma pasta homogénea.
Tempere com pimenta (não usei sal, porque os tremoços não ficaram com algum).


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quinta-feira, 9 de abril de 2020

Umas horas na cozinha e uma tosta de legumes com tahini e melaço

Famílias com crianças em casa, sete dias por semana, quatro refeições por dia... Principalmente vocês, principalmente quem ainda tem teletrabalho ou tem que sair todos os dias para trabalhar fora de casa - acho que entendem do que falo.

Procuro rentabilizar ao máximo o tempo a cozinhar tirando partido do forno, da bimby e da panela de pressão eléctrica e encadeando as receitas de forma a minimizar as lavagens e aproveitar o que está feito para as coisas seguintes.
Vou partilhar um exemplo, ficarei feliz se vos puder servir de inspiração.


De manhã coloco leguminosas de molho. Há noite preparo massa de pão de fermento natural (fica a levedar durante a noite) e troco a água das leguminosas, para depois terem 24h de demolha.

Enquanto tomamos o pequeno almoço na manhã seguinte, deixo aveia de molho e cozo o grão ou feijão ou lentilhas... na panela de pressão elétrica. Aproveitarei a água da cozedura para a sopa e um guisado ou feijoada que farei de seguida. Enquanto isso, aqueço o forno.

Terminado o pequeno almoço, dou forma ao pão para a segunda levedação e faço bebida vegetal de aveia na bimby. De seguida, faço um bolo também na bimby e coloco-o no forno, junto com legumes embrulhados em papel de alumínio, que servirão para outras refeições (abóbora manteiga, couve flor, batata doce com casca golpeada, cenouras em metades, beringela em quartos... depende do que tenho).

Terminando de fazer receitas doces na bimby, passo o copo por água e pico alguns legumes para a sopa. Aproveito que tenho a panela de pressão a uso e cozo a sopa lá, o que me permite fazer bastante quantidade e congelar uma parte, para ir alternando a variedade de sopa durante a semana.
Faço sempre sopas ricas, com dois legumes principais, uma leguminosa e amaranto. Uso na sopa uma parte das leguminosas que cozi (ou lentilhas vermelhas que não precisam de demolha nem cozimento prévio) e uma parte da água da cozedura.
Enquanto a sopa coze na panela de pressão, uso a Bimby para iniciar o refogado do guisado ou feijoada com as leguminosas que cozi e mais legumes, que retiro depois para terminar na panela de pressão. E uso a Bimby para triturar a sopa.
Aproveito ainda a Bimby para fazer um hummus com outra parte das leguminosas cozidas.
Guardo uma parte das leguminosas simples, que congelo para usar mais tarde. E do guisado/feijoada, reservo também uma parte para congelar e servir noutra altura.

Em retirando o bolo do forno, cozo o pão já levedado e em terminando o pão, coloco granola.

Com os legumes e batata doce assados, as leguminosas simples, o guisado, a sopa, o bolo, pão, granola, ficam garantidas algumas refeições, que podem ser complementadas com massa/cereais e salada. Podem também servir de base a salteados, caril, gratinados, tostas, permitindo aligeirar o peso de cozinhar de raiz a todas as refeições.
No final, rentabilizei ao máximo o forno e lavo a panela de pressão eléctrica e a bimby apenas uma vez, depois de terminar tudo.

Não faço planeamento semanal de refeições na nossa rotina habitual porque pela vida profissional do Ricardo e também pela minha, as nossas semanas estão em constante mutação e não faz sentido.
Mas sempre coloquei em prática esta forma de cozinhar de seguida várias coisas, aproveitando o que tenho e tirando o máximo partido do tempo e dos recursos enquanto estou na cozinha.
É claro que a experiência torna tudo mais ágil e eficaz, mas esta só se adquira com a prática.
Força aí!


Deixo como exemplo uma refeição de improviso rápido, acompanhada de sopa, que pode resultar destas horas na cozinha.
Se nunca experimentaram a combinação de tahini e melaço com pão torrado, deixo o aviso:
é difícil parar!



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Tosta de legumes com tahini e melaço

Pão fatiado
Beringela e couve flor assadas
Azeite
Alho esmagado
Agriões frescos
Sal e pimenta preta moída na hora
Cominhos
Tahini
Melaço
Sementes de sésamo
Hummus p/ servir


// preparação

Saltear a beringela e a couve flor, previamente assados, no azeite e alho grosseiramente desfeito, em lume alto, até ficarem ligeiramente caramelizados.
Temperar com sal, pimenta preta e cominhos e, no final, cobrir com os agriões, apenas para quebrarem. Envolver e desligar o lume.
Torrar o pão (torrar uma faria extra para o hummus), barrar com tahini e um fio de melaço.
Dispor os legumes sobre o pão e polvilhar com sementes.
Cortar a outra fatia de pão em palitos e usar o hummus como dip.



segunda-feira, 28 de maio de 2018

Pickles de cenoura fermentados - Probiótico

Quem gosta de pickles, sabe o quanto podem ser viciantes!
Estes são de fermentação natural, o que para além do sabor delicioso, lhes confere toda uma riqueza enquanto alimento probiótico.

A fermentação é um processo que tira partido do crescimento controlado de micro organismos selecionados, capazes de modificar a textura dos alimentos, o sabor e o aroma, como também as suas propriedades nutricionais.
Quando falamos de probióticos vem logo o iogurte à ideia, mas mesmo sem sair dos vegetais, temos tantos outros, como por exemplo as nossas tão tradicionais azeitonas curadas, o chucrute ou os pickles.
No caso destes, assim como do chucrute, são mantidos num líquido de conserva ácido e salgado, o que evita a contaminação por outras bactérias indesejadas que impediriam o seu consumo.
No processo industrial, cria-se uma salmoura já acidificada através da adição de vinagre e sal, que conserva os alimentos, mas não os torna probióticos.
A fermentação láctica, também chamada de fermentação selvagem, é activada pelas chamadas “bactérias boas” que que vão trabalhar durante a fermentação, ganhando-se assim as benéficas propriedades probióticas.

Isto é um resumo mesmo muito básico e leigo sobre um tema tão vasto e interessante, mas podem mergulhar na internet que encontrarão imensa informação.


A reter: depois de experimentarem, nunca mais vão parar de fazer. Cenouras, rabanetes, funcho, nabo, couve flor, cebolinhas... Há todo um mundo de vegetais para experimentar e combinações para aromatizar.

Depois de ter partilhado no Instagram uma das vezes em que fiz, foram tantos os pedidos de receitas, que aqui está ela - é rápida, é simples e o resultado conquista todos os que provam.
Juntem-lhe um paté e uma mesa de amigos e vão ver o sucesso que fazem!


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Pickles fermentados de cenoura

1 frasco de vidro, com tampa de vidro
2 dentes de alho, esmagados
1 c. sopa de funcho fresco ou 1 c. chá funcho seco
Sementes de mostarda
Pimenta preta em grão

3 cenouras com casca, bem lavadas, cortadas em palitos

1 c. sopa sal
500 ml de água filtrada (sem cloro)



// preparação tradicional

É importante que todo o material usado na preparação esteja muito bem lavado, por isso comece por lavar e escaldar o frasco.
Misture a água com o sal, mexa para ajudar a dissolver e reserve.

Coloque os aromatizantes no frasco, depois as cenouras (com o frasco deitado fica mais fácil comprimi-las e preenchê-lo na totalidade) e por fim termine de encher com a água salgada, previamente misturada.
Feche e coloque à temperatura ambiente, num lugar fresco e sem luz solar direta, com uma taça por baixo, para apanhar algum líquido caso verta.
Deixe fermentar entre 5 a 7 dias (depende da temperatura da cozinha, deixe menos tempo se estiver calor), até que a formação de bolhas de gás pare.

Identifique com uma etiqueta a data de fermentação e consuma de imediato ou mantenha no frigorífico durante mais alguns meses, deixando que aroma continue a desenvolver-se (vão perdendo a cor).


Notas:

- É muito importante que todos os vegetais fiquem completamente submersos no líquido.
- Durante a fermentação vai produzir-se gás (serão visíveis as bolhinhas) e deve abrir o frasco devagar, para que o gás se solte lentamente.
- Caso verifique o aparecimento de bolor, não deve consumir, pois é sinal de que houve contaminação durante a fermentação.


segunda-feira, 24 de julho de 2017

Quando Agosto chegar

Anda muita gente por aí a contar os dias para a chegada de Agosto e das tão esperadas férias.
Por aqui também se contam. Um a um.
Mas a cenoura que nos espera quando virarmos a página no calendário é outra.

Depois de três meses numa casa alugada no canto oposto do bairro, vamos finalmente voltar para a nossa casa-velha-nova.
Parece mentira que o prazo previsto da obra vá mesmo cumprir-se e que numa semana vamos estar de regresso. Muitas saudades dos meus tarecos, formas e panelas...

O mês de Agosto promete ser de intensidade máxima com o trabalho de edição a mil, uma casa inteira para arrumar e a miúda a animar o programa de festas.
As férias na praia ... essas já lá vão.

Aproveitamos sempre uma semana de Junho para juntar os avós e irmos até Aljezur antes do calorão do pico do Verão.
Muito sobe e desce para encher baldinhos, muitas gargalhadas na espuma das ondas e muita, muita fome, que todos sabemos que isto da praia abre o apetite!

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Das coisas boas do Verão! 
Praia, roupa fresca, dias descomplicados e comida que sabe a férias! 
À mesa chegam sempre coisas simples e de preparação rápida, mas com o sabor inconfundível do que a horta dá e daquilo que na sempre irresistível banca da Petra nos pisca o olho. 

A costa vicentina é mesmo um pedaço do paraíso.

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Salada de maçã 

Maçã 
Funcho (bolbo e rama) 
Pepino 
Lentilhas castanhas, cozidas 
Requeijão 
Azeite e vinagre 
Sal e pimenta preta moída na hora 


// preparação 

Corte a maçã e o pepino em rodelas finas, corte o bolbo do funcho também finamente e reserve a rama. 
Misture tudo com as lentilhas cozidas e o requeijão grosseiramente desfeito. 
Tempere com azeite e vinagre, sal e pimenta e finalize com a rama do funcho.


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terça-feira, 4 de julho de 2017

Paté de salmão e iogurte

Chegou a época alta dos petiscos, refeições leves e parelhas de pica-pica com copo fresco ao lado. Quem não gosta?
Esteja o fim de semana à porta ou acabado de se despedir, sabe bem aproveitar o anoitecer de brisa suave com dois dedos de conversa à volta de uma entradinha antes do jantar chegar à mesa.

 São as coisas boas do Verão!


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Paté de salmão, iogurte e hortelã

1 chávena de iogurte natural coado ou iogurte grego
Aprox. 200 g de sobras de salmão grelhado
1 cebola picada
1 punhado hortelã finamente picada
1 c. sopa de sumo de limão ou a gosto
Sal e pimenta preta moída na hora


// preparação

Se quiser usar iogurte natural coado, comece por colocar uma chávena e meia de iogurte natural num passador forrado com uma gaze fina, disponha-o sobre uma taça e guarde no frigorífico de um dia para o outro para que liberte o soro.
Pode aproveitar esse soro para outros fins (é óptimo para ser usado em panquecas, scones e pães). 

Misture o iogurte com o salmão desfiado, a cebola, a hortelã e o sumo de limão.
Tempere com sal e pimenta, prove e rectifique os temperos.
Guarde no frigorífico e sirva com crackers, pão ou palitos crocantes.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Gratinado de cherovia, batata doce e aipo

Quando era miúda, na noite de consoada, aparecia sempre um ingrediente à mesa que só comia mesmo naquele dia porque nunca mais o voltava a ver até ao ano seguinte. A cherovia.
O meu tio trazia-a de Trás-os-Montes e havia sempre conversa à volta dela, ora porque parecia uma cenoura, ora porque parecia isto e aquilo.

Agora já se encontra com mais facilidade por aí à venda e até já se encontra na horta do meu pai, eheheh.
Com um bolbo de aipo e uma batata doce com a mesma origem se fez um gratinado dos bons.
Se há alguém que goste de gratinados tanto como eu, não deixe de experimentar, porque este fica assim de se comer e ir fazer mais.


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Gratinado de cherovia, batata doce e aipo
Inspirado no gratinado de batata da edição de Novembro 2015 da revista Bon Appétit

3 dentes de alho
Manteiga q.b. p/ untar
Azeite
1 cebola
1 chávena de leite gordo (240 ml)
1 c. sopa de tomilho limão
Sal e pimenta preta moída na hora
1 batata doce, aprox 400 g, cortada em rodelas finas
½ bolbo de aipo, aprox 400 g, cortado em rodelas finas
1 cherovia pequena, aprox 200 g, cortada em rodelas finas
1 chávena de queijo da ilha, ralado na hora


// preparação tradicional

Pré-aqueça o forno a 160ºC. Corte um dos dentes de alho ao meio e esfregue o tabuleiro com ele, depois unte com a manteiga e reserve.

Refogue a cebola e os restantes dois alhos picados em azeite, até a cebola ficar translúcida e amolecer.
Junte o leite, o tomilho limão, tempere com sal e pimenta e deixe em lume brando, cerca de 15 minutos. Aguarde que arrefeça ligeiramente e triture até obter uma mistura homogénea.

Enquanto a cebola cozinha, corte os legumes finamente e distribua-os de forma alternada no tabuleiro untado.
Vá apertando as fileiras, de modo a que o tabuleiro fique bem preenchido e as rodelas fiquem ligeiramente levantadas. Deste modo, a base será cozinhada no molho e ficará macia e a parte de cima ficará crocante.

Verta o leite sobre os legumes, tape com folha de alumínio e leve ao forno cerca de 60 minutos.
Depois desse tempo, destape o tabuleiro, aumente o forno para 200ºC, polvilhe com o queijo e gratine cerca de 10 minutos ou até ficar dourado.

Pode ser tudo feito de véspera até ao último passo e deixado no frigorífico. No dia de servir, deixe arrefecer à temperatura ambiente, polvilhe com o queijo e leve a gratinar.


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)

Pré-aqueça o forno a 160ºC.
Corte um dos dentes de alho ao meio e esfregue o tabuleiro com ele, depois unte com a manteiga e reserve.

Coloque no copo o queijo e rale 4 seg/vel 8-9. Retire e reserve.
Coloque no copo a cebola, os restantes dois alhos e o azeite, pique 5 seg/vel 5 e refogue 6 min/Varoma/vel 1.
Junte o leite e o tomilho limão, tempere com sal e pimenta e programe 15 min/90ºC/vel 3.
De seguida triture 1 min/vel 6, até obter uma mistura homogénea.

Enquanto o molho cozinha, corte os legumes finamente e distribua-os de forma alternada no tabuleiro untado.
Vá apertando as fileiras, de modo a que o tabuleiro fique bem preenchido e as rodelas fiquem ligeiramente levantadas. Deste modo, a base será cozinhada no molho e ficará macia e a parte de cima ficará crocante.

Verta o leite sobre os legumes, tape com folha de alumínio e leve ao forno cerca de 60 minutos.
Depois desse tempo, destape o tabuleiro, aumente o forno para 200ºC, polvilhe com o queijo ralado reservado e gratine cerca de 10 minutos ou até ficar dourado.

Pode ser tudo feito de véspera até ao último passo e deixado no frigorífico. No dia de servir, deixe arrefecer à temperatura ambiente, polvilhe com o queijo e leve a gratinar.


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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Tarte de abóbora, espinafres e roquefort. Sabe a Outono.

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Estamos em plena época de abóboras.
Castanhas, dióspiros, romãs, cogumelos, abóboras. É isto tudo.
E a luz. Esta luz do Outono é mesmo especial.
Tenho muita dificuldade em escolher uma estação favorita porque viver em Lisboa é ter o melhor de todas elas, na medida certa.

Foi um Verão maravilhoso, fins de tarde quentes, praia aqui ao lado, o parque sempre à mão até à hora do jantar.
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Agora são estes dourados a fazer de almofada às brincadeiras.
É brincar com os patinhos a sentir o fresco na cara ao fim do dia, é a paragem certa no vendedor de castanhas, é deslizar no escorrega vezes sem fim para aquecer.

Agora é a vez do Outono. E é tão bom!


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Tarte de abóbora e espinafres com roquefort

Massa:
130 g de farinha de trigo s/ fermento
70 g de farinha de arroz integral (usei arroz pulverizado em casa)
Raspa de ½ limão
80 g de manteiga fria, em pedaços
20 g de água gelada

Recheio:
1 abóbora manteiga pequena, cortada em cubinhos
Azeite
2 dentes de alho
200 g de espinafres frescos
50 g de queijo roquefort, grosseiramente desfeito
160 g de iogurte natural
3 ovos
Sal e pimenta preta moída na hora


// preparação tradicional

Numa taça grande, misture as farinhas e a raspa de limão. Junte a manteiga gelada e vá amassando o mínimo possível com a ponta dos dedos, apenas até obter uma farofa grossa.
Junte a água bem fria, até que a farofa se torne mais homogénea.
Forme uma bola com a massa, envolva em película aderente e deixe no frigorífico por pelo menos 1 hora ou de um dia para o outro.
Estenda a massa com o rolo da massa sobre uma superfície enfarinhada e forre com ela uma forma de tarte.
Pique com um garfo e leve ao forno pré-aquecido a 180ºC cerca de 30 minutos.

Enquanto isso, prepare o recheio.
Salteie a abóbora em azeite, com o alho picado, cerca de 8 minutos.
Junte os espinafres e deixe em lume médio até murcharem.
Retire a base do forno, deite esta mistura sobre ela e distribua o queijo.
Bata os ovos com o iogurte, tempere com sal e pimenta e verta sobre o recheio.
Leve ao forno a 180ºC mais 30 minutos.

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 // preparação robot de cozinha / thermomix - bimby

Para a massa, deite todos os ingredientes no copo e programe 8 seg, vel 6.
Forme uma bola com a massa, envolva em película aderente e deixe no frigorífico por pelo menos 1 hora ou de um dia para o outro.
Estenda a massa com o rolo da massa sobre uma superfície enfarinhada e forre com ela uma forma de tarte.
Pique com um garfo e leve ao forno pré-aquecido a 180ºC cerca de 30 minutos.

Enquanto isso, prepare o recheio.
Coloque o alho e o azeite no copo e pique 3 seg/vel 5.
Adicione a abóbora em cubos e os espinafres e programe 10 min, Varoma, vel colher inversa.
Retire a base do forno, deite esta mistura sobre ela e distribua o queijo.
Bata os ovos com o iogurte, tempere com sal e pimenta e verta sobre o recheio.
Leve ao forno a 180ºC mais 30 minutos.

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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Porque eu acredito na Primavera. Salada de favas e funcho

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Se o último post trazia a Primavera em jeito doce, hoje chega em modo salgado.
Pelo menos na horta e à mesa o calendário não falha. Valha-nos isso como consolo para esta chuva e frio contantes tão fora de época...
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Tudo o que é sazonal é certamente mais saboroso, mas quando a temporada é daquelas bem curtas, a vontade de cozinhar torna-se quase uma urgência - favas frescas são um verdadeiro objecto de desejo!
Não faltam ideias para elas cá no blogue e seja qual for o destino que tenham, sei que vão fazer-me sempre sorrir.

Na receita de hoje são mesmo o único ingrediente cozinhado.
Simplesmente cozidas, mas vindas da horta do meu pai e trazidas já prontas a comer pela minha mãe, é um simples que vale por tudo.
Na sacola também vinham cenouras, cebola nova e funcho, por isso nem houve o que pensar quanto ao jantar.

Como acompanhamento, entrada ou prato principal, a Primavera aqui canta cheia de sabor.
Vale sempre a pena acreditar na Primavera!


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Saladas de favas com funcho

Favas cozidas com coentros
Cebola nova, em rodelas finas
Cenoura ralada
Maçã ralada
Bolbo de funcho, em rodelas finas

Para o molho:
3 c. sopa de azeite
Sumo de meio limão
½ c. chá de mostarda de boa qualidade
1 c. sopa de rama de funcho


// preparação

Disponha todos os ingredientes da salada num prato de servir.
Misture bem os ingredientes do molho, regue a salada e sirva de seguida.

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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Ovos rotos de batata doce

Se eu gosto de ovos? De todas as maneiras e feitios.
Das coisas melhores que se podem comer... uma gema bem molinha, de ovo caseiro, rebentada com um pedaço de pão. Uns ovos mexidos com pimenta. Um ovo cozido de gema treme-treme com palitos de pão.
Tudo petiscos dos bons!
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A versão que tem andado na moda cá por casa ultimamente são ovos rotos.
Com a batata frita trocada por batata doce, assada e salteada, sai do fogão uma frigideira de nos deixar os olhos aos pulos!

Nesta altura do ano tenho muita batata doce da horta, por isso quando uso o forno vou assando-as inteiras, embrulhadas em papel prata, e ficam pronto para serem usadas nas refeições ou pequenos snacks – sim, eu adoro comer batata doce nos lanchinhos a meio do dia.
Para esta receita, cortei-as já assadas, em rodelas e depois em cubos, o que faz destes ovos rotos uma receita super rápida de fazer em dias de semana.

São, pois, uns ovos rotos outonais, chamemos-lhe assim: vamos a eles!


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Ovos rotos de batata doce

Serve 2

2 batatas doces médias, em cubos
Azeite
Sal e pimenta preta moída na hora
50 g de chouriço regional de qualidade, às rodelas finas
1 cebola às rodelas finas
2 dentes de alho esmagados
1 jorro de vinagre balsâmico
Oregãos
3 a 4 ovos


// preparação

Aqueça o forno a 180ºC.
Sem descascar, lave bem e corte as batatas em cubos.
Numa taça, envolva-as com um fio de azeite, tempere com sal e pimenta e disponha-as num tabuleiro, bem espalhadas.
Leve ao forno cerca de 20 minutos, até que a batata fique assada, mas firme.

Numa frigideira larga, aqueça um fio de azeite com as rodelas de chouriço.
Junte depois a cebola e os alhos e deixe em lume brando, para caramelizar ligeiramente. Retire e reserve.
Na gordura que ficou, aloure as batatas, até ficarem com uma leve crosta chocante.
Junte a cebola reservada, um jorro de vinagre balsâmico e os orégãos, envolva e deixe mais uns instantes em lume médio.
Por fim, abra os ovos em cima das batatas, e assim que estes comecem a ganhar consistência, envolva tudo e desligue o lume.
Sirva de imediato.
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segunda-feira, 27 de julho de 2015

Beringelas com molho de hortelã

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No Verão basta isto.
Uma manhã de praia. Um churrasco. Umas beringelas acabadas de apanhar.


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Beringelas com molho de hortelã

Serve 4

4 beringelas pequenas
1 molho de hortelã picadinha
1 iogurte natural (120 g)
2 c. sopa de queijo de cabra esfarelado
Sumo de ½ limão
Sal e pimenta preta moída na hora

// preparação

Corte cada uma das beringelas em quartos, no sentido do comprimento, tempere com sal e pimenta e embrulhe uma a uma, como se estivessem inteiras, em papel prata.
Asse na grelha do churrasco ou no forno ou, se preferir, não embrulhe e grelhe os quartos de beringela numa chapa, no fogão.

Enquanto isso, prepare o molho.
Misture todo os ingredientes numa tigela e tempere com sal e pimenta.
Prove, rectifique os temperos caso seja necessário, e deixe descansar no frigorífico até servir.

Sirva a beringela em quartos, morna ou fria, com o molho.

O arroz que aparece na imagem, e que também foi acompanhamento do churrasco, é este arroz de beterraba, cuja receita já cá encontram no blogue.

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quarta-feira, 8 de julho de 2015

Salada de tomate e pêssego

Por aqui as semanas voam entre trabalho, cozinhados, afazeres e preparativos, e uma semana de férias pela Costa Vicentina que soube a passagem pelo paraíso.

Se acompanham o Facebook do blogue já conhecem a banca da Petra, no Mercado de Aljezur, de onde trouxe os melhores souvenirs da viagem.
Comigo para casa vieram batata doce lá da terra, uma amêndoas especiais de corrida que se tornaram o meu vício actual, figos lampos secos ao sol e uma sacada de tomate que alegrou a semana de regresso, enquanto o da horta não ficava no ponto.
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Eu vejo tomate maduro e suculento e não penso em mais nada: Verão, Verão, Verão!
Tanto lá, como cá, fizeram a festa numas belas tomatadas e, claro, nas inevitáveis saladas que este calorão dos últimos dias tanto pedem.
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Mais coisa, menos coisa, ando viciada numa das minhas combinações favoritas: tomate e pêssego. Ora com funcho, ora com pepino, ora com uns tomatinhos cereja amarelos, nunca falha – fica boa demais!
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Se ainda não experimentaram juntar no mesmo prato tomate sumarento e maduro com pêssegos docinhos de sabor veranil, não imaginam o que andam a perder!


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Salada de tomate e pêssego

Serve 1

1 tomate maduro grande ou dois médios
1 mão cheia de tomatinho cereja amarelo
1 pêssego paraguaio grande, maduro (mas ainda firme)
½ cebola pequena
1 mão cheia de amêndoas
1 ovo cozido – opcional
Sal e pimenta preta moída na hora
Azeite e vinagre
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// preparação

Num prato, coloque o tomate fatiado, o tomate cereja cortado em metades, o pêssego cortado em fatias, a cebola em meias luas finas e distribua as amêndoas partidas grosseiramente.
Se optar por usar o ovo (eu usei, mas esqueci-me de colocá-lo quando fiz a foto, ups!), corte-o em pedacinhos e misture.
Tempere com sal e pimenta, azeite e vinagre e está pronta. Maravilhosa!
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