Qualquer dia é bom para fazer uma refeição vegetariana, mas hoje é um dia ainda melhor: celebra-se o Dia Mundial do Vegetarianismo.
quinta-feira, 30 de setembro de 2021
Fradinho à brasileira
quinta-feira, 4 de março de 2021
Estufado do mar
segunda-feira, 18 de janeiro de 2021
Borscht e uma viagem de 2011.
Numa vida ainda sem filhas, sem máquinas fotográficas profissionais, sem google maps. Sem pandemias.
E foi nessa vida que passei um dia em S. Petersburgo e comi borscht pela primeira vez.
sexta-feira, 20 de novembro de 2020
Risotto de Outono. Castanhas e cogumelos
Há um bom tempo que não fazia risotto e quando esta semana passei os olhos por um bem apetitoso no feed do IG, fiquei logo com o jantar decidido.
Peguei nos ingredientes da estação que tinha em casa e como aproveitei para também cozer umas couves, incorporei os talos na base do refogado. Podem, pois, omiti-los se não tiverem ou substituí-los por talos de brócolos, couve flor ou algum outro legume que queiram aproveitar integralmente.
As castanhas e os cogumelos são sempre uma combinação que não desilude, e a presença discreta da abóbora deu-lhe presença q.b. no conjunto de todos os sabores. Foi pena não ter umas folhas frescas para polvilhar, mas o creme de caju que envolvi no final fez esquecer isso assim que a primeira garfada chegou à boca.
Outono, Outono, como não gostar de ti?
sexta-feira, 16 de outubro de 2020
Feijão com couve e pão - Dia Mundial da Alimentação
quarta-feira, 16 de outubro de 2019
Lentilhas da horta. E o Dia Mundial da Alimentação.
Nunca como agora se falou tanto sobre o que comemos, a origem dos alimentos e a importância das nossas escolhas alimentares para a sustentabilidade do planeta e da nossa saúde.
E no turbilhão de informação, desinformação, modas, dietas, certezas e incertezas, torna-se difícil, a quem procura sustentar as suas escolhas e fazê-las de forma consciente, separar o trigo do joio.
Tenho falado pouco do tema para lá das receitas que vou partilhando, mas quem me acompanha por aqui desde os primeiros tempos do blogue, já lá vão mais de dez anos, nota certamente diferenças.
Estranho seria se assim não fosse. Lendo, estudando, pesquisando, vivendo, crescendo, tornando-me mãe, e mãe novamente, abrindo os olhos e o coração mais e mais para o mundo em que vivo, novas ideias e conceitos foram amadurecendo dentro de mim. E, claro, dentro da minha cozinha.
Não gosto de rótulos. Não gosto de modas. Do sem açúcar processado, mas com açúcar de coco. Do saudável, porque tem óleo de coco. Do zero waste, mas com morangos em Janeiro. Do vegan pelo planeta, mas a consumir roupa e tralhas “descartáveis” em barda só porque sim.
Limito-me por isso às receitas - as motivações, escolhas e opiniões vou guardando-as cada vez mais para mim e deixo que aquilo que partilho fale por elas, se é que a alguém mais suscitam interesse.
Resumidamente e sem grandes justificações, para dar resposta às perguntas que vou recebendo pelo instagram quando partilho receitas: no início do ano passado o Ricardo deixou de comer alimentos de origem animal, eu deixei de comer carne, e cá em casa aquilo que se cozinha para um é igual para todos. Resultado: as receitas que de lá para cá aparecem aqui no blogue não incluem ingredientes de origem animal.
As miúdas comem o mesmo que cozinho para nós, fora de casa comem carne e peixe, a Isabel sempre foi habituada a comer de tudo, a Luísa espero que vá pelo mesmo caminho, agora que já começou a diversificação alimentar. Esta etapa também dá pano para mangas, mas por ser um tema tão dado a opiniões variadas, modas e teorias, muitas delas baseadas em "achismos", acredito que o importante é que que cada família se sinta confortável com as suas escolhas e respeite os princípios básicos de segurança.
Nós somos pela amamentação exclusiva até aos seis meses, prolongada até a bebé e a mãe quererem (a Isabel fez o desmame noturno muito cedo e continuou a mamar durante o dia até aos dois anos e picos), e pela diversificação alimentar respeitosa da vontade e ritmo da criança, como complemento do leite materno e enquadrada nos hábitos da família. Tal como com a Isabel, agora com a Luísa fazemos um misto de baby led weaning e comida em pedaços dada à colher, conforme faça mais sentido uma ou outra coisa no momento. Comida feita de raiz, sem processados, com ingredientes frescos, sazonais, nacionais e de boa qualidade. Assim já comíamos nós, assim comemos agora todos.
Acima de tudo tentamos que as decisões sejam feitas de forma consciente, o mais informada possível e nunca definitivas, tentando manter a coerência da nossa linha de pensamento.
Hoje são as escolhas que nos parecem fazer mais sentido. E é apenas isso. Não são bandeiras, não são atestados de sabedoria, não são rótulos, não são bengalas para likes no instagram, são etapas de uma caminhada que busca equilibrar a alimentação com a saúde (física e mental), o planeta e o prazer.
Se tiverem curiosidade, deixo alguns links de leituras interessantes:
// EAT Lancet Commission
O Vegetariano - Resumo do documento final EAT Lancet Commission
// Pensar Nutrição - Pela dieta Mediterrânica
// Novo Guia de Alimentação do Canadá
// Plant Based Juniors
// Guia para uma alimentação vegetariana saudável da DGS
// Os bebés sabem comer sozinhos (sobre o baby led weaning)
E agora, vamos à receita?
Tem tudo a ver com o dia de hoje, porque é na falta de tempo que muitas das vezes assenta a dificuldade em conseguir cozinhar regularmente.
Eu trabalho em casa, é verdade, o que me dá alguma elasticidade de horários para essa tarefa, mas com uma bebé a tempo inteiro comigo, outra filha a chegar bem cedo da escola e o trabalho de edição a chamar por mim no computador, tudo o que facilite esta gestão é bem-vindo.
Organização e planeamento são sempre boas ajudas!
Tenho já há uns anos uma panela de cozedura lenta (slowcooker) que adoro, porque como cozinha a temperaturas muito baixas, as horas que demora não requerem a nossa presença nem intervenção: podemos iniciar a preparação à noite e está pronto de manhã ou deixar a cozinhar de manhã e à hora de jantar está terminado. A mais valia em relação à cozedura lenta no fogão ou forno é a poupança energética e a segurança, por não ser necessária supervisão. Quando o tempo termina, podemos usar a potência mais baixa apenas para manutenção da temperatura até servir.
Aqui vos deixo então o último petisco que delá saiu, aprovado pelos quatro cá de casa.
Tirando as lentilhas, só coisas boas da horta dos meus pais, vai daí, batizei a receita.
Lentilhas da horta
1 chávena de lentilhas mungo
1 cebola picada
2 dentes de alho, esmagados
3 cenouras em pedaços grandes
1 abóbora manteiga pequena, cortada em pedaços grandes
1 mão cheia de coentros
1 folha de louro
1 c. sopa de melaço
1 c. copa de mostarda
1 c. chá de cominhos
1 c. chá de sementes de coentros
½ lombardo, cortado em pedaços grandes
Água q.b.
Sal e pimenta preta moída na hora q.b.
// preparação
Coloque as lentilhas de molho por pelo menos 12h (se usar outra leguminosa ou tipo de lentilhas, ajustar o tempo de acordo). Coe e deite fora a água.
Coloque na panela as lentilhas demolhadas e escorridas, a cebola, os alhos, a cenoura, a abóbora, os coentros e o louro e misture tudo. Deite água a ferver até praticamente tapar os ingredientes.
À parte, numa tacinha, misture um pouco de água quente com o melaço, a mostarda, os cominhos e as sementes de coentros e depois misture também na panela.
Por cima disponha a couve (enquanto cruas as couves têm muito volume, a panela ficará cheia até ao cimo) e tape.
Ligue a panela na potência máxima e cozinhe cerca de 7h (o tempo está dependente da qualidade das lentilhas). Pode mexer a meio para misturar as couves, mas não abra a panela mais vezes durante a cozedura para não perder o calor.
No fim, tempere com sal e pimenta, tape e deixe em repouso até servir.
Gostamos de acompanhar com uma fatia de um bom pão aqui da padaria do bairro, batata doce ou um cereal.
Nota: Se não tiverem uma panela de cozedura lenta, podem fazer no fogão ou no forno, numa panela com tampa, com os tempos de cozedura habituais, até confirmarem que as lentilhas e os legumes estão cozinhados. No fim podem destapar para apurar um pouco mais o molho.
quarta-feira, 22 de março de 2017
Espelta com cogumelos e couve.
É verdade que começam a chegar todas as coisas boas que a horta e as árvores no dão nesta época, mas na minha cozinha ainda abundam as laranjas, as couves e a vontade de comida quentinha para um fim de dia reconfortante.
A bem da verdade, o prato que hoje trago foi feito para o meu almoço.
Em doses fartas para render e facilitar o jantar de todos sem ter que voltar à cozinha.
Grãos e legumes são sempre uma combinação versátil e por isso não se prendam às couves e à espelta e agarrem-se ao que houver aí por casa para despachar uma refeição bem simples de preparar.
Basta jogar por antecipação com o demolhar e a cozedura da espelta (que faço sempre em mais quantidade e congelo) e depois é um vapt-vupt.
Espelta com cogumelos e couve
Serve 4, como acompanhamento
1 chávena de espelta em grão
Azeite
2 dentes de alho
½ bolbo de funcho
1 chávena de cogumelos frescos, fatiados
½ couve coração, cortada finamente
Sumo e casca de ½ laranja
Sal e pimenta preta moída na hora
// preparação tradicional
Deixe a espelta de molho em água abundante, de um dia para o outro. Escorra.
Coloque os grãos demolhados e escorridos num tacho com o triplo do volume de água e coza cerca de 45 min a 1 h, em lume brando, até que fique cozida.
Refogue os alhos e o funcho picados em azeite, até que amoleçam.
Adicione os cogumelos e deixe em lume médio, até que os seus sucos evaporem.
Junte a couve, o sumo de laranja e uma tira da casca (só a parte cor de laranja), tempere com sal e pimenta preta e deixe cozinhar em lume baixo, cerca de 10 minutos, até que a couve fique tenra e o molho evapore.
Rectifique os temperos e sirva de seguida, ou à temperatura ambiente.
// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)
Deixe a espelta de molho em água abundante, de um dia para o outro. Escorra.
Coloque 800 g de água no copo, insira o cesto com a espelta e coza 45 min/100ºC/vel 4.
Retire o cesto e reserve a espelta.
Coloque no copo vazio o azeite, os alhos e o funcho e pique 5 seg/vel 5.
Adicione os cogumelos e refogue 6 min/Varoma/vel c. inversa.
Junte a couve, o sumo de laranja e uma tira da casca (só a parte cor de laranja), tempere com sal e pimenta preta e programe 10 min/Varoma/vel c. inversa, sem copinho, até que a couve fique tenra e o molho evapore.
Rectifique os temperos e sirva de seguida, ou à temperatura ambiente.
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Coleslaw de funcho e chips rápidas de batata doce
Não é um ingrediente da moda, não faz parte da lista trendy dos super ingredientes, mas o que fazer? Adoro couve! E por isso acabo e começo o ano com ela.
Não se assustem com o nabo cru, que esta conjugação de sabores pode parecer atrevida, mas vale bem a pena experimentar.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
Coração de Natal
Uma couve coração linda, linda, vinda da horta.
Uns cogumelos acabados de chegar depois de uma ida às compras.
E um bolo de maçã no forno, a deixar o stock de maçãs a zeros. Mas havia marmelos.
E é assim que tantas vezes se decide o que cozinhar aqui por casa. Ficou tão bom, o improviso, que acabou por ter direito a foto para um futuro post cá no blogue.
Sem grandes planos. Novamente.
Tornou-se na receita das Boas Festas deste ano.
Já houve sopas, tronco de chocolate, biscoitos, entradas bonitas, saladas, bombons, mais biscoitos ou biscottis, e tantas outras coisas que ficam sempre bem na mesa que junta família e tempo para saborear o que nos faz felizes.
Há muito Natal para explorar aqui nos arquivos.
Pois este ano é com um acompanhamento bem simples, mas diferente e delicioso, que vos venho desejar um Feliz Natal.
O nosso será certamente muito, muito especial!
Coração salteado com cogumelos e marmelo
Azeite
Alhos esmagados
Cogumelos frescos cortados em quartos
Couve coração grosseiramente cortada
Marmelo ralado, s/ casca
Vinagre
Sal e pimenta preta moída na hora
// preparação tradicional
Aqueça o azeite com os alhos e junte os cogumelos, em lume médio, até que soltem os seus líquidos.
Adicione a couve e cozinhe uns instantes, apenas até quebrar e amolecer ligeiramente.
Quando o líquido evaporar todo, junte um jorro de vinagre e aumente o lume, mexendo sempre.
Tempere com sal e pimenta, junte o marmelo ralado, mexa bem, e deixe por uns minutos apenas até o marmelo cozinhar.
Sirva morno ou frio, como acompanhamento. Ou adicione alguma proteína para que se transforme numa refeição completa.