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segunda-feira, 11 de novembro de 2024

Lasanha escangalhada na frigideira So Vegan


Esperei por este Outono com pressa. 
A pressa empula-se no ritmo do tempo sempre que a última estação se espreme, como se mais um dia de sol fosse agora apenas o sumo das suas gotas finais. Ao mesmo tempo que quero bebê-las todas, já deixam na boca um sabor forçado a Verão. 
Sim, agora preciso da quietude, dos dias curtos e das noites longas, dos ombros preenchidos pelas camisolas macias, da luz acesa ao jantar de forno e das ruas amarelas pisadas pela chuva. 
Tirei as compras da semana do saco molhado e enchi as mãos com os diospiros, as romãs e os marmelos. Esqueci-me de trazer as castanhas que tinha prometido para hoje, devia tê-las escrito na lista.
Estava mesmo à espera do Outono e não sabia. 


  post 


Lasanha escangalhada 

Serve 4 

Azeite 
1 cebola, picada 
4 dentes de alho, picados 
2 cenouras, em cubos 
1 talo de aipo, em cubos 
1 lata de 400g de tomate em pedaços 
2 c. sopa de molho de soja 
1 lata grande de feijão preto (520g escorrido) 
2 c. sopa de oregãos secos 
Sal e pimento preta 
8 placas de massa de lasanha, partidas em três 

Para o creme de tofu: 
¼ de cháv (40g) de cajus crus 
250 g de tofu 
1 c. sopa de tahini 
2 c. sopa de levedura nutricional 
1 c. sopa de mostarda 
Sumo de ½ limão 
Sal e pimenta preta 

Para o pesto de couve: 
2 folhas grandes de couve portuguesa, sem os talos 
1 punhado de cajus crus 
1 dente de alho, sem o veio central 
Sumo de 1/2 limão 
Azeite q.b. 


// preparação tradicional 

Numa frigideira que possa ir ao forno, aqueça o azeite e refogue a cebola até dourar. 
Junte o alho, as cenouras e o aipo e cozinhe cerca de 10 minutos, até amolecerem. 
Adicione o tomate e o molho de soja, o feijão, os orégãos, sal e pimenta e uma medida da lata do tomate com caldo da cozedura do feijão ou água. 
Quando levantar fervura, mergulhe as placas de lasanha partidas em pedaços até que fiquem submersas no molho. Deixe cozinhar em lume médio-baixo durante 15 minutos, mexendo com cuidado para ir descolando as placas de massa, sem as quebrar. Adicione mais água quente caso fique demasiado seco. 

Enquanto isso, pré-aqueça o forno a 200ºC. 
Coloque a frigideira no forno para acabar de cozinhar durante aproximadamente 20 minutos. 

Entretanto, coloque os ingredientes do creme de tofu num processador ou no copo da varinha mágica e triture até obter uma mistura homogénea. 
Nos últimos dois minutos de forno, distribua colheradas deste creme sobre a lasanha e leve novamente ao forno, apenas para firmar ligeiramente o creme, sem secá-lo demasiado. 

Para o pesto, triture no processador ou no copo da varinha mágica a couve com os restantes ingredientes e vá acrescentando azeite até obter a consistência desejada. 

Retire a lasanha do forno, distribua colheradas de pesto e regue com um fio de azeite.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Gratinado de grão e vegetais. Uma receita de Natal.

Do Natal quero que seja (apenas?) simples, fácil, divertido e confortável, tanto à mesa como fora dela.
A Isabel está com seis anos e a Luísa quase três. Sonhei tanto com isto... que quero esquecer tudo o que sonhei e aproveitar apenas o que são, a leveza que a alegria dum natal com crianças nos traz. Quero olhar para elas e deixar-me existir nessa leveza, nesse tempo em que tudo cabe. 

Quero mimar as minhas miúdas, aproveitar os nossos ali todos reunidos e não esquecer que é apenas, e isso é tanto, mais um dia em que conseguimos estar presentes e juntos.


Fazer do Natal o que for significante para nós pode passar por trazer para a mesa novas formas de celebrar.
Este gratinado é reconfortante como se quer nesta época do ano, versátil e presta-se tão bem a ser preparado com antecedência que nos liberta de menos uma tarefa na cozinha num dia em que temos a casa cheia. Pode ser guardado pronto a ir ao forno (no frigorífico ou no congelador) e depois basta polvilhar com a broa ralada, regar com azeite e gratinar.

Atrevamo-nos a experimentar neste Natal. Uma receita diferente na mesa e um tempo diferente nos dias. 
Para quê tanta pressa. Para quê tantas coisas? 


  blogue 


Gratinado de grão e vegetais 

Rende 6 a 8 doses 

1 kg de batatas, descascadas 
4 c. sopa de azeite (50 g) 
3 cebolas 
4 dentes de alho 
4 cenouras (350 g) 
1 alho francês grande (250 g) – ou couve, espinafres... 
1 folha de louro 
Sal e pimenta-preta a gosto 
2 c. sopa de alga nori em flocos (cerca de 2 folhas) - opcional 
500 g de grão cozido 
Broa ralada q.b. p/ polvilhar 

Para o molho bechamel: 
40 g de azeite 
50 g de farinha 
500 g de bebida de soja ou aveia sem açúcar 
200 g da água da cozedura do grão (pode substituir por bebida vegetal ou água) 
1 c. sopa de mostarda 
1 mão cheia de coentros picados 
Noz moscada 
Sal e pimenta-preta q.b.   


// preparação tradicional 

Coza as batatas. (Cozi previamente durante 9 minutos na panela pressão, inteiras, com casca). 
Enquanto isso, numa frigideira grande, refogue a cebola picada em lume médio, com o louro, até que amoleçam e ganhem cor. 
Adicione os alhos picados, as cenouras raladas e o alho francês cortado em rodelas finas, tempere com sal e pimenta preta e deixe cozinhar em lume médio-alto até murcharem, aprox. 10 minutos. 
Pré-aqueça o forno a 200ºC.

Para o molho bechamel, aqueça numa caçarola o azeite com a farinha e mexa bem até que a farinha coza. 
Em lume brando, vá juntando a bebida de soja aos poucos, mexendo sempre entre cada adição para não formar grumos, até que engrosse e fique um creme homogéneo. Tempere com sal, pimenta, noz-moscada e mostarda e envolva os coentros picados. Reserve. 

Corte as batatas já cozidas em pedaços de aprox. 1,5 cm e coloque-as num tabuleiro de forno grande, de louça. 
Quando terminar de cozinhar os legumes, misture-os no tabuleiro com as batatas, a alga nori e o grão cozido e depois envolva dois terços do molho bechamel. 
Cubra com o restante molho, polvilhe com a broa ralada, regue com um fio generoso de azeite e leve ao forno a 200ºC cerca de 30 minutos, até gratinar. 
Acompanhe com uma salada de folhas verdes. 


// preparação robot de cozinha_thermomix Bimby 

Coza as batatas. (Cozi previamente durante 9 minutos na panela pressão, inteiras, com casca). 
Para fazer na bimby, coloque a água no copo, depois coloque a Varoma com a batata em pedaços e coza 20-35 min/Varoma/vel 1. Retire a Varoma, descarte a água do copo e reserve as batatas. 

Pré-aqueça o forno a 200ºC. 
Coloque no copo vazio o azeite, as cebolas, os alhos, as cenouras e os alho francês e triture 5 seg/vel 5. Se for necessário, baixe os resíduos da parede do copo com a espátula e triture mais alguns segundos. 
Adicione o louro, tempere com sal e pimenta preta moída na hora e refogue 12 min/varoma, vel 1. 

Enquanto isso, corte as batatas cozidas em pedaços de aprox. 1,5 cm e coloque-as num tabuleiro de forno grande, de louça. 
Quando terminar de cozinhar os legumes, misture-os no tabuleiro com as batatas, a alga nori e o grão cozido. 

Sem lavar o copo, coloque todos os ingredientes do molho bechamel e programe 8 min/90º/vel 4. 
Quando terminar, ajuste os temperos, caso seja necessário. 
Misture dois terços do molho bechamel com o grão, os legumes e a batata no tabuleiro e use o restante para cobrir. 
Polvilhe com a broa ralada, regue com um fio generoso de azeite e leve ao forno a 200ºC cerca de 30 minutos, até gratinar. 
Acompanhe com uma salada de folhas verdes.


sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Feijão com couve e pão - Dia Mundial da Alimentação

Hoje celebra-se mais um Dia Mundial da Alimentação e gosto sempre de trazer alguma receita nova nesta data. 
Com o foco em alimentos simples, acessíveis, baratos e nutritivos, este feijão mostra logo ao que vem, é comida de conforto para saciar o corpo e a mente: na companhia que lhe quisermos dar, com caldo ou mais sequinho, ladeado de uma fatia de pão, qualquer outro cereal cozido ou batata. 

A esta base pode adicionar tomate, outras especiarias, mais caldo, leite de coco e caril, batata, massa...
As opções são tantas que poderíamos comer feijão com couve todos os dias da semana sempre como uma refeição nova.

Como não adorar o feijão com hortaliça de sempre?


  post(3) 

Feijão com hortaliça 

Azeite 
Cebola picada 
Alhos esmagados 
Cominhos 
Louro 
Couve lombarda, cortada em juliana grossa 
Cenoura em cubos 
Nabo em cubos 
Chuchu em cubos 
Feijão cozido 
Caldo da cozedura (ou água)
Sal e pimenta preta moída na hora 


// preparação 

Refogue no azeite a cebola e os alhos, com a folha de louro e os cominhos. 
Quando a cebola estiver macia e dourada, junte a couve, a cenoura, o nabo e o chuchu e deixe cozinhar em lume médio por uns minutos. 
Adicione o feijão cozido e o caldo reservado da sua cozedura praticamente até tapar todos os ingredientes e deixe levantar fervura. Tape e cozinhe em lume baixo cerca de 1h30 a 2h (pode ser menos tempo, mas se houver essa possibilidade, cozinhar comida de tacho com tempo faz tanta diferença). 
Tempere com sal e pimenta e cozinhe mais uns minutos destapado para apurar. 

Sirva com uma fatia de pão, batatas ou algum cereal cozido a gosto.

sábado, 2 de maio de 2020

Salada de feijão frade e pickles

Esta salada tem sido um dos pratos mais pedidos nas últimas semanas.
A Isabel gosta muito, é ela quem pede, e agora com os dias quentes finalmente a chegarem sabe ainda melhor.

Vale tanto a pena cozer o feijão em casa, faz a diferença no sabor. Se cozermos em quantidade podemos congelar uma parte e na próxima vez é tão rápido quanto abrir uma lata.
Deixei meio quilo de molho durante 24h, (trocando a água duas vezes), depois cozi sete minutos na panela de pressão elétrica, apenas com água, louro, azeite e alhos esmagados e usei uma parte na salada. O restante podia ter sido congelado, mas comemos mesmo assim, com o caldo da cozedura, apenas com uns espinafres misturados e um creme de caju e mostarda.

O toque de midas da salada são mesmo os pickles, não deixem de os usar. Se quiserem fazer os vossos, podem ver a minha receita aqui.
Acompanhámos com um pão acabado de fazer, torrado em azeite na frigideira e esfregado com alho.


   photo post_zps5mgsmu51.jpg 


Salada de feijão frade e pickles

400 g de feijão frade cozido
1 cenoura ralada
Aprox. 200 g de pickles (usei cenoura e couve flor) 
1 cebola roxa picada
1 tomate chucha maduro
Coentros
Azeite e vinagre q.b.
Sal e pimenta preta moída na hora

Pão torrado
Azeite
Alho


// preparação

Numa taça grande, misture todos os ingredientes da salada, tempere com sal e pimenta preta moída na hora, azeite e vinagre e polvilhe com os coentros.
Acompanhe com o pão torrado em azeite na frigideira e esfregado com alho.



sábado, 18 de abril de 2020

Bolo de cenoura e laranja

Depois de tantas semanas fora, o Ricardo está de volta a casa.
No hospital os serviços já estão reorganizados em função da situação actual e as medidas de segurança e prevenção permitem-nos acreditar que a exposição a um possível contagio existe, claro, mas vamos assumir o risco.
Ora, se fosse preciso um pretexto para fazer (mais) um bolinho nesta quarentena, não podia haver melhor que este: celebrar o seu regresso a casa!

Inspirei-me neste da TugaVegetal, dei-lhe umas quantas voltas e ficou tão bom, que já teve direito a bis. Com molho de chocolate a acompanhar e tudo.


   photo 390A3727_zpsmaabiwzf.jpg 


Bolo de cenoura e laranja

150 g de cenoura cozida, 2 un (aprox. 200 g, pesadas cruas)*
1 laranja inteira, sem os topos, com casca
Sumo de 1 laranja, 80 g
100 g de azeite (1/2 cháv)
150 g de tâmaras ou açúcar (3/4 cháv)
240 g de farinha (2 cháv)
1 c. chá fermento
60 g chocolate preto, grosseiramente esmagado (1/3 cháv) - opcional


* Aproveite sobras de cenoura cozida ou assada ou, caso não tenha, corte cenouras cruas em pedaços e coza rapidamente no microondas, numa taça com dois dedos de água. Retire e deixe arrefecer.



// preparação tradicional

Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Unte com azeite e polvilhe com farinha uma forma redonda com buraco.

Com uma liquidificadora ou varinha mágica, triture a cenoura cozida, a laranja com casca, o sumo, o azeite e as tâmaras ou açúcar até obter uma mistura homogénea.
De seguida, envolva com uma vara de arames a farinha e o fermento e termine envolvendo o chocolate, caso opte por usar.

Deite a massa na forma e leve ao forno a 180ºC durante aproximadamente 30 minutos ou até que um palito espetado no centro saia seco.

Se quiser servir com molho de chocolate, basta derreter alguns quadrados de chocolate preto no microondas, aquecendo-o em pequeno intervalos de 10 segundos e mexendo sempre. No fim, misture uma bebida vegetal a gosto e deite sobre o bolo ou sobre as fatias.


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)

Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Unte com azeite e polvilhe com farinha uma forma redonda com buraco.

Coloque no copo a cenoura cozida, a laranja com casca, o sumo, o azeite e as tâmaras ou açúcar e triture 20 seg/vel 7.
Envolva a farinha e o fermento 10 seg/vel 3 e termine de envolver com a espátula, adicionando também o chocolate, caso opte por usar.
Deite a massa na forma e leve ao forno a 180ºC durante aproximadamente 30 minutos ou até que um palito espetado no centro saia seco.

Se quiser servir com molho de chocolate, basta derreter alguns quadrados de chocolate preto no microondas, aquecendo-o em pequeno intervalos de 10 segundos e mexendo sempre. No fim, misture uma bebida vegetal a gosto e deite sobre o bolo ou sobre as fatias.



   photo 390A3736_zpsnjeqeeca.jpg

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Empadão de couve flor e batata doce com lentilhas

Coronavírus.
São mais de três semanas de quarentena, o Ricardo fora de casa por ser médico no Curry Cabral.
Uma casa só com mulheres, muito apetite e muita coisa boa a sair da cozinha. Tudo o resto, que sinto, que vejo, que choro, que faço, que danço, que esqueço, sei lá eu...

No meio de tanta informação, reflexão, opinião, apreciação que o mundo solta, não tenho nada de relevante a acrescentar-vos que não seja uma receita, como tantas outras que sempre vou partilhando. 
Tudo o que se cozinha divide-se entre o que fica e o que vai “pela janela” nas visitas de namoro familiar ao parapeito. O forno tem estado especialmente activo entre bolos, pão, legumes, pizza, granola, quiches: a palavra de ordem, mais do que nunca, é rentabilizar - tempo, energia, recursos e ideias.

As fotos são de há uns meses, este empadão é prato da casa.
Hoje repeti na versão lentilhas vermelhas, mas quando tenho sobras de leguminosas guisadas, é sempre um dos petiscos que mais faço. Alegra pequenas e graúdos e com a batata doce da horta do meu pai, como o de hoje, acreditem no que vos digo: não há empadão melhor!


   photo 390A5025_zpsugkinfub.jpg 


Empadão de couve flor e batata doce com lentilhas

Puré:
1 couve flor, separada em floretes (900 g)
3 batatas doces, inteiras, com casca (900 g)
1 cebola
1 dentes de alho
Azeite
300 g de bebida de soja, sem açúcar
Sal e pimenta preta moída na hora
Noz-moscada

Recheio:
1 cebola
2 dentes de alho
2 cenouras
1 alho francês
Azeite
 1 lata 800g de tomate pelado (tomate e molho)
½ pimento vermelho
1 folha de louro
200 g de cogumelos frescos, em pedacinhos
1 cháv. de lentilhas vermelhas (não precisam demolhar) ou 2 cháv. de lentilhas verdes estufadas

Para polvilhar: Pão seco, broa ou bolachas salgadas
1 mão cheia de cajus
1 mão cheia de coentros



// preparação tradicional

Pré-aqueça o forno a 200C.
Lave bem e dê uns golpes na batata doce, embrulhe em papel de alumínio juntamente com os floretes de couve flor e leve ao forno cerca de 45 minutos. Pode assar os legumes de véspera, caso use o forno.

Refogue em azeite a cebola e o alho picado.
Junte a couve flor, a batata assadas e a bebida de soja e cozinhe em lume brando, até levantar fervura. De seguida, passe por um passador para reduzir a puré, tempere com sal, pimenta preta e noz moscada e ajuste a consistência, adicionando mais bebida de soja caso seja necessário.
Distribua metade por um tabuleiro de forno e reserve o restante.

Para o recheio, refogue em azeite a cebola e os alhos picados, depois adicione as cenouras raladas e o alho francês em rodelas finas.
Depois de amolecerem, adicione o tomate e o pimento em pedaços e reduza a puré com a varinha mágica.
Adicione o louro e os cogumelos deixe cozinhar em lume brando 20 minutos.
Tempera com orégãos, sal e pimenta, adicione as lentilhas e cozinhe mais 8 minutos, em lume brando.

Triture os ingredientes para polvilhar e reserve.
Rectifique os temperos das lentilhas e deite o molho sobre o puré (se sobrar, pode congelar ou usar numa lasanha, como molho de massa, acompanhamento de legumes...), cubra com o restante puré e polvilhe com o pão ralado previamente triturado.
Leve ao forno a 200ºC até gratinar, cerca de 30 minutos.
Aqui servi com uma salada coleslaw com molho de tahini.



// preparação robot de cozinha_thermomix Bimby

Pré-aqueça o forno a 200C.
Lave bem e dê uns golpes na batata doce, embrulhe em papel de alumínio juntamente com os floretes de couve flor e leve ao forno cerca de 45 minutos. Pode assar os legumes de véspera, caso use o forno.

No copo seco, triture todos os ingredientes que vai usar para polvilhar o empadão. Retire e reserve.

Coloque no copo o azeite, a cebola e o alho, pique 5 seg/vel 5 e refogue 5 min/Varoma/vel 1.
Adicione a couve flor e a batata assadas e a bebida de soja e cozinhe 5 min/90C/vel 4 (caso tenha assado os legumes com antecedência, aumente o tempo para 15 min/90C/vel 4). Tempere com sal, pimenta preta e noz moscada e ajuste a consistência, adicionando mais bebida de soja caso seja necessário.
Distribua metade por um tabuleiro de forno e reserve o restante.

Para o recheio, coloque no copo o azeite, a cebola, o alho, a cenoura e o alho francês, pique 5 seg/vel 5 e refogue 8 min/Varoma/vel 2.
Adicione o tomate e o pimento e triture 15 seg/vel 7. Junte o louro e os cogumelos e cozinhe 20 min/100C/vel 2.
Tempere com orégãos, sal e pimenta, adicione as lentilhas e cozinhe mais 8 min/100C/vel c.inversa. 
Rectifique os temperos e deite o molho sobre o puré (se sobrar, pode congelar ou usar numa lasanha, como molho de massa, acompanhamento de legumes...), cubra com o restante puré e polvilhe com o pão ralado.
Leve ao forno a 200C até gratinar, cerca de 30 minutos.
Aqui servi com uma salada coleslaw com molho de tahini.



   photo 390A5039_zpsf37i31gk.jpg

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Lentilhas da horta. E o Dia Mundial da Alimentação.

Hoje celebra-se o Dia Mundial da Alimentação.
Nunca como agora se falou tanto sobre o que comemos, a origem dos alimentos e a importância das nossas escolhas alimentares para a sustentabilidade do planeta e da nossa saúde.
E no turbilhão de informação, desinformação, modas, dietas, certezas e incertezas, torna-se difícil, a quem procura sustentar as suas escolhas e fazê-las de forma consciente, separar o trigo do joio.

Tenho falado pouco do tema para lá das receitas que vou partilhando, mas quem me acompanha por aqui desde os primeiros tempos do blogue, já lá vão mais de dez anos, nota certamente diferenças.
Estranho seria se assim não fosse. Lendo, estudando, pesquisando, vivendo, crescendo, tornando-me mãe, e mãe novamente, abrindo os olhos e o coração mais e mais para o mundo em que vivo, novas ideias e conceitos foram amadurecendo dentro de mim. E, claro, dentro da minha cozinha.

Não gosto de rótulos. Não gosto de modas. Do sem açúcar processado, mas com açúcar de coco. Do saudável, porque tem óleo de coco. Do zero waste, mas com morangos em Janeiro. Do vegan pelo planeta, mas a consumir roupa e tralhas “descartáveis” em barda só porque sim.
Limito-me por isso às receitas - as motivações, escolhas e opiniões vou guardando-as cada vez mais para mim e deixo que aquilo que partilho fale por elas, se é que a alguém mais suscitam interesse.

Resumidamente e sem grandes justificações, para dar resposta às perguntas que vou recebendo pelo instagram quando partilho receitas: no início do ano passado o Ricardo deixou de comer alimentos de origem animal, eu deixei de comer carne, e cá em casa aquilo que se cozinha para um é igual para todos. Resultado: as receitas que de lá para cá aparecem aqui no blogue não incluem ingredientes de origem animal.
As miúdas comem o mesmo que cozinho para nós, fora de casa comem carne e peixe, a Isabel sempre foi habituada a comer de tudo, a Luísa espero que vá pelo mesmo caminho, agora que já começou a diversificação alimentar. Esta etapa também dá pano para mangas, mas por ser um tema tão dado a opiniões variadas, modas e teorias, muitas delas baseadas em "achismos", acredito que o importante é que que cada família se sinta confortável com as suas escolhas e respeite os princípios básicos de segurança.
Nós somos pela amamentação exclusiva até aos seis meses, prolongada até a bebé e a mãe quererem (a Isabel fez o desmame noturno muito cedo e continuou a mamar durante o dia até aos dois anos e picos), e pela diversificação alimentar respeitosa da vontade e ritmo da criança, como complemento do leite materno e enquadrada nos hábitos da família. Tal como com a Isabel, agora com a Luísa fazemos um misto de baby led weaning e comida em pedaços dada à colher, conforme faça mais sentido uma ou outra coisa no momento. Comida feita de raiz, sem processados, com ingredientes frescos, sazonais, nacionais e de boa qualidade. Assim já comíamos nós, assim comemos agora todos.

Acima de tudo tentamos que as decisões sejam feitas de forma consciente, o mais informada possível e nunca definitivas, tentando manter a coerência da nossa linha de pensamento.
Hoje são as escolhas que nos parecem fazer mais sentido. E é apenas isso. Não são bandeiras, não são atestados de sabedoria, não são rótulos, não são bengalas para likes no instagram, são etapas de uma caminhada que busca equilibrar a alimentação com a saúde (física e mental), o planeta e o prazer.


Se tiverem curiosidade, deixo alguns links de leituras interessantes:

// EAT Lancet Commission
   O Vegetariano - Resumo do documento final EAT Lancet Commission

// Pensar Nutrição - Pela dieta Mediterrânica

// Novo Guia de Alimentação do Canadá

// Plant Based Juniors

// Guia para uma alimentação vegetariana saudável da DGS

// Os bebés sabem comer sozinhos (sobre o baby led weaning)


E agora, vamos à receita?
Tem tudo a ver com o dia de hoje, porque é na falta de tempo que muitas das vezes assenta a dificuldade em conseguir cozinhar regularmente.
Eu trabalho em casa, é verdade, o que me dá alguma elasticidade de horários para essa tarefa, mas com uma bebé a tempo inteiro comigo, outra filha a chegar bem cedo da escola e o trabalho de edição a chamar por mim no computador, tudo o que facilite esta gestão é bem-vindo.
Organização e planeamento são sempre boas ajudas!

Tenho já há uns anos uma panela de cozedura lenta (slowcooker) que adoro, porque como cozinha a temperaturas muito baixas, as horas que demora não requerem a nossa presença nem intervenção: podemos iniciar a preparação à noite e está pronto de manhã ou deixar a cozinhar de manhã e à hora de jantar está terminado. A mais valia em relação à cozedura lenta no fogão ou forno é a poupança energética e a segurança, por não ser necessária supervisão. Quando o tempo termina, podemos usar a potência mais baixa apenas para manutenção da temperatura até servir.

Aqui vos deixo então o último petisco que delá saiu, aprovado pelos quatro cá de casa.
Tirando as lentilhas, só coisas boas da horta dos meus pais, vai daí, batizei a receita.


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Lentilhas da horta

1 chávena de lentilhas mungo
1 cebola picada
2 dentes de alho, esmagados
3 cenouras em pedaços grandes
1 abóbora manteiga pequena, cortada em pedaços grandes
1 mão cheia de coentros
1 folha de louro
1 c. sopa de melaço
1 c. copa de mostarda
1 c. chá de cominhos
1 c. chá de sementes de coentros
½ lombardo, cortado em pedaços grandes
Água q.b.
Sal e pimenta preta moída na hora q.b.


// preparação

Coloque as lentilhas de molho por pelo menos 12h (se usar outra leguminosa ou tipo de lentilhas, ajustar o tempo de acordo). Coe e deite fora a água.

Coloque na panela as lentilhas demolhadas e escorridas, a cebola, os alhos, a cenoura, a abóbora, os coentros e o louro e misture tudo. Deite água a ferver até praticamente tapar os ingredientes.
À parte, numa tacinha, misture um pouco de água quente com o melaço, a mostarda, os cominhos e as sementes de coentros e depois misture também na panela.
Por cima disponha a couve (enquanto cruas as couves têm muito volume, a panela ficará cheia até ao cimo) e tape.
Ligue a panela na potência máxima e cozinhe cerca de 7h (o tempo está dependente da qualidade das lentilhas). Pode mexer a meio para misturar as couves, mas não abra a panela mais vezes durante a cozedura para não perder o calor.
No fim, tempere com sal e pimenta, tape e deixe em repouso até servir.
Gostamos de acompanhar com uma fatia de um bom pão aqui da padaria do bairro, batata doce ou um cereal.

Nota: Se não tiverem uma panela de cozedura lenta, podem fazer no fogão ou no forno, numa panela com tampa, com os tempos de cozedura habituais, até confirmarem que as lentilhas e os legumes estão cozinhados. No fim podem destapar para apurar um pouco mais o molho.



quinta-feira, 16 de maio de 2019

Mafé de vegetais. Do Senegal.

Quando viajo, principalmente para países com culturas marcadamente diferentes da nossa, não perco a oportunidade de conhecer o mais possível a gastronomia local, os seus ingredientes e combinações características. Acho que quase todos o fazemos, não é?
Há muito, muito tempo atrás - ahahaha, há quase uma década - fizemos umas férias inesperadas e meio de improviso, ao Senegal.
Das lembranças que ficaram desses dias, naquela que foi a minha estreia no continente africano, fazem parte um post já publicado aqui nessa altura, e tantas outras fotografias que ficaram meio esquecidas num disco externo algures pela casa.
Aqui estão hoje algumas delas. Marcam o que vimos, o que fizemos e marcam o que era a minha forma de fotografar nesses tempos.
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O que mais perdurou pelos anos foi a memória deste prato que continuo a fazer por cá até hoje.
A versão que mostro é com legumes e traz um bulgur com ervilhas tortas a acompanhar, ou não fosse primavera.
Os amendoins são um dos principais produtos do país, e tendo fama de serem dos melhores do mundo, estão naturalmente presentes em muitas receitas tradicionais. Aqui, na forma de manteiga de amendoim, são eles que marcam a diferença pela cremosidade que conferem ao molho e pela forma como contrabalançam a acidez do tomate.
Quem quer experimentar?


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Mafé de vegetais

1 cebola picada
2 alhos picados
2 dedos de gengibre picado
1 talo de aipo
Azeite
2 c. sopa de pasta de tomate
½ chávena manteiga de amendoim*
400 g de tomate pelado, em pedaços
1 malagueta, s/ sementes
1 folha de louro
650 ml de água (cerca de 2,5 chávenas)

5 chávenas (aprox. 1kg) de legumes variados, em pedaços grandes:
Nabo
Cenoura
Batata doce
Couve flor
Beringela
Sumo de limão q.b. p/ servir


// preparação tradicional

Comece por fazer um refogado com o azeite e a cebola, o alho, o gengibre e o aipo picados, até que amoleçam e caramelizem ligeiramente.
Junte depois a pasta de tomate, a manteiga de amendoim, o tomate pelado, a malagueta, o louro e a água e após levantar fervura, cozinhe em lume brando cerca de 15 minutos.
Adicione os legumes por ordem de tempo de cozedura e cozinhe até ficarem tenros, cerca de 45 minutos (a beringela adicionei 10 minutos depois dos restantes).
Rectifique os temperos, esprema o sumo de limão e sirva de seguida com um cereal à sua escolha (arroz, bulgur, couscous, quinoa...) a acompanhar.

Notas:
*Usei manteiga de amendoim caseira, feita com amendoins ligeiramente tostados e de seguida triturados durante alguns minutos no robot de cozinha até obter uma pasta cremosa.



quinta-feira, 5 de julho de 2018

Batido de pêssego e melancia.

Cá em casa temos sempre um super pequeno almoço - seja dia de semana ou dia de descanso, não há tréguas.
Iogurte com fruta, cereais tufados, sementes ou granola, tosta de abacate, manteiga de frutos secos ou creme de caju. E um valente copo de sumo.
Sumo que na verdade é um batido, daqueles em que não falta nada.

Há um disco a tocar, há seis mãos a preparar tudo e no fim há uma mesa cheia antes de começarmos mais um dia.
Não há mesmo melhor que isto!
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A fruta e os vegetais vão rodando conforme a época e o que há por casa, mas fica sempre garantida a dose de todos para o pequeno almoço, mais outra para o Ricardo levar com ele e outra para eu beber durante o dia.
A água ajusta-se a gosto, caso prefiram mais líquido como um sumo, ou mais denso como um batido. Se reduzirem ainda mais, fica com consistência de um iogurte de fruta, tornando-se uma boa base para uma tigela de pequeno almoço que se pode comer à colher, com os toppings de que mais gostarem.
Fica a ideia, os essenciais são fruta bem madura e vegetais frescos, e os cajus a demolhar quando nos vamos deitar.

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Batido de pêssego e melancia

Serve 4 a 5 copos grandes


½ cháv. de cajus ao natural demolhados por 4-8 horas
½ curgete pequena
½ beterraba
1 cenoura
2 cubos de espinafres congelados
2 pêssegos grandes
400 g de melancia
1 rodela de limão, s/ casca
Água q.b.


// preparação

Triturar todos os ingredientes com água até tapar a fruta e vegetais, ajustando a gosto no final.
Se quiser bem fresco, adicione alguns cubos de gelo.




segunda-feira, 28 de maio de 2018

Pickles de cenoura fermentados - Probiótico

Quem gosta de pickles, sabe o quanto podem ser viciantes!
Estes são de fermentação natural, o que para além do sabor delicioso, lhes confere toda uma riqueza enquanto alimento probiótico.

A fermentação é um processo que tira partido do crescimento controlado de micro organismos selecionados, capazes de modificar a textura dos alimentos, o sabor e o aroma, como também as suas propriedades nutricionais.
Quando falamos de probióticos vem logo o iogurte à ideia, mas mesmo sem sair dos vegetais, temos tantos outros, como por exemplo as nossas tão tradicionais azeitonas curadas, o chucrute ou os pickles.
No caso destes, assim como do chucrute, são mantidos num líquido de conserva ácido e salgado, o que evita a contaminação por outras bactérias indesejadas que impediriam o seu consumo.
No processo industrial, cria-se uma salmoura já acidificada através da adição de vinagre e sal, que conserva os alimentos, mas não os torna probióticos.
A fermentação láctica, também chamada de fermentação selvagem, é activada pelas chamadas “bactérias boas” que que vão trabalhar durante a fermentação, ganhando-se assim as benéficas propriedades probióticas.

Isto é um resumo mesmo muito básico e leigo sobre um tema tão vasto e interessante, mas podem mergulhar na internet que encontrarão imensa informação.


A reter: depois de experimentarem, nunca mais vão parar de fazer. Cenouras, rabanetes, funcho, nabo, couve flor, cebolinhas... Há todo um mundo de vegetais para experimentar e combinações para aromatizar.

Depois de ter partilhado no Instagram uma das vezes em que fiz, foram tantos os pedidos de receitas, que aqui está ela - é rápida, é simples e o resultado conquista todos os que provam.
Juntem-lhe um paté e uma mesa de amigos e vão ver o sucesso que fazem!


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Pickles fermentados de cenoura

1 frasco de vidro, com tampa de vidro
2 dentes de alho, esmagados
1 c. sopa de funcho fresco ou 1 c. chá funcho seco
Sementes de mostarda
Pimenta preta em grão

3 cenouras com casca, bem lavadas, cortadas em palitos

1 c. sopa sal
500 ml de água filtrada (sem cloro)



// preparação tradicional

É importante que todo o material usado na preparação esteja muito bem lavado, por isso comece por lavar e escaldar o frasco.
Misture a água com o sal, mexa para ajudar a dissolver e reserve.

Coloque os aromatizantes no frasco, depois as cenouras (com o frasco deitado fica mais fácil comprimi-las e preenchê-lo na totalidade) e por fim termine de encher com a água salgada, previamente misturada.
Feche e coloque à temperatura ambiente, num lugar fresco e sem luz solar direta, com uma taça por baixo, para apanhar algum líquido caso verta.
Deixe fermentar entre 5 a 7 dias (depende da temperatura da cozinha, deixe menos tempo se estiver calor), até que a formação de bolhas de gás pare.

Identifique com uma etiqueta a data de fermentação e consuma de imediato ou mantenha no frigorífico durante mais alguns meses, deixando que aroma continue a desenvolver-se (vão perdendo a cor).


Notas:

- É muito importante que todos os vegetais fiquem completamente submersos no líquido.
- Durante a fermentação vai produzir-se gás (serão visíveis as bolhinhas) e deve abrir o frasco devagar, para que o gás se solte lentamente.
- Caso verifique o aparecimento de bolor, não deve consumir, pois é sinal de que houve contaminação durante a fermentação.


terça-feira, 18 de abril de 2017

Tarte de legumes e espelta

Foram uns dias em família mesmo em cheio!
Pintura e caça aos ovos (de esferovite, mas também conta, certo?), muito sobe e desce no escorrega do jardim e os miúdos acabaram a mergulhar na piscina, que com este calor é mesmo de aproveitar. 

Em semana de pós-Páscoa, que é como quem diz, pós mesa cheia e muitas coisas boas para entreter a conversa em família, sabe bem voltar às rotinas e às receitas mais leves.
Se tiverem por aí sobras de carnes e assados, a receita de Quinoa Primavera do outro dia é uma óptima ideia para as aproveitarem.
Por aqui fiz uma ronda pelo frigorífico e aproveitei o que encontrei nesta tarte sem base, mas com tudo o que por lá havia.
Não se prendam muito aos ingredientes que indico, que isto é receita para resultar com quase todos os legumes que possam ter aí por casa.
Das boas!


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Tarte de legumes e espelta

100 g de trigo espelta
400 g de curgete
400 g de cenoura
1 cebola
3 ovos
100 g de requeijão (ou 1 iogurte natural)
Azeite
1 c. sopa de mostarda
1 c. sopa mel
50 g de farinha de trigo integral
Sal e pimenta preta moída na hora


// preparação tradicional

Coza a espelta de acordo com as instruções da embalagem e deite numa taça grande.

Aqueça o forno a 200ºC.
Forre um tabuleiro de 30x40 cm com papel vegetal.

Corte a curgete em cubinhos pequenos e reserve junte com a espelta.
Pique a cebola, rale a cenoura e junte-as à curgete.
Bata bem os restantes ingredientes, e depois envolva esse preparado com os legumes reservados.
Tempere com sal e pimenta.

Deite no tabuleiro preparado e leve ao forno durante aproximadamente 30-40 minutos.
Sirva cortado em quadrados, com salada.


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)

Coza a espelta de acordo com as instruções da embalagem e deite numa taça grande.

Aqueça o forno a 200ºC.
Forre um tabuleiro de 30x40 cm com papel vegetal.

Corte a curgete em rodelas grossas e rale 6 seg/vel 4. Retire e reserve junte com a espelta.
Rale a cebola e a cenoura 3 seg/vel 5. Retire e junte à curgete.
Coloque no copo os restantes ingredientes e bata 5 seg/vel 5.

Envolva com os ingredientes reservados, tempere com sal e pimenta e deite no tabuleiro preparado.
Leve ao forno durante aproximadamente 30-40 minutos.
Sirva cortado em quadrados, com salada.


segunda-feira, 3 de abril de 2017

Uma quinoa de Primavera.

Depois de um fim de semana cheio do tão ansiado sol-olá-primavera, a semana começa obrigatoriamente com outra disposição. Estes primeiros dias de calor animam qualquer segunda feira!
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Lá fora, e também cá dentro à mesa, a estação já se instalou em pleno e por isso há que aproveitar a curta temporada de favas e ervilhas que agora chega com tudo.
As carnes de forno são sempre um bom ponto de partida para refeições descomplicadas durante a semana, mas sendo a quinoa também tão rica, facilmente se salta a proteína animal.
Contudo, o gostinho que o molho dá a ligar tudo, faz realmente a diferença. Ai pois faz.

Usei esta pá de porco, mas qualquer frango no forno com molho faz um excelente substituto.
Junte-se isto ou aquilo, haja ervilhas e sol, e venha o prato para a mesa!


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Quinoa Primavera

1 chávena de quinoa
1 haste de hortelã
400 g de ervilhas
2 cenouras grandes, cortadas em pedaços pequenos
Carne da pá de porco em forno lento, desfiada
2 c.sopa do molho da carne
Azeite
1 cebola
2 dentes de alho
Sal e pimenta preta moída na hora
Sumo de limão, p/ temperar


// preparação tradicional

Lave bem a quinoa num escorredor de rede fina.
Coza no dobro do volume de água, com uma haste de hortelã, conforme as instruções da embalagem.
No final da cozedura, adicione duas colher de sopa do molho da carne e envolva bem.

Enquanto isso, coza as ervilhas e a cenoura (pode aproveitar e cozer a vapor, numa grelha para esse fim, no mesmo tacho em que coze a quinoa).
Aqueça o azeite e refogue a cebola e os alhos, até a cebola ficar translúcida.
Adicione as ervilhas, a cenoura e a carne desfiada e salteie apenas uns minutos.
Misture a quinoa, tempere com sal, pimenta e sumo de limão, e sirva morno ou frio.


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)

Lave bem a quinoa num escorredor de rede fina.
Coza no dobro do volume de água, com uma haste de hortelã, conforme as instruções da embalagem.
No final da cozedura, adicione duas colher de sopa do molho da carne e envolva bem.

Enquanto isso, coloque 400 g de água no copo, insira o cesto com a cenoura e as ervilhas e coza 20 min/100ºC/vel 4. Retire o cesto com a espátula e descarte a água da cozedura.
Coloque no copo o azeite, a cebola e os alhos, pique 5 seg/vel 5 e refogue 5 min/Varoma/vel 1.
Adicione a carne desfiada e programe 2 min/100ºC/vel c.inversa.

Retire para uma taça grande e envolva as ervilhas e a cenoura e a quinoa.
Tempere com sal, pimenta e sumo de limão, e sirva morno ou frio.



sexta-feira, 13 de maio de 2016

Porque eu acredito na Primavera. Salada de favas e funcho

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Se o último post trazia a Primavera em jeito doce, hoje chega em modo salgado.
Pelo menos na horta e à mesa o calendário não falha. Valha-nos isso como consolo para esta chuva e frio contantes tão fora de época...
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Tudo o que é sazonal é certamente mais saboroso, mas quando a temporada é daquelas bem curtas, a vontade de cozinhar torna-se quase uma urgência - favas frescas são um verdadeiro objecto de desejo!
Não faltam ideias para elas cá no blogue e seja qual for o destino que tenham, sei que vão fazer-me sempre sorrir.

Na receita de hoje são mesmo o único ingrediente cozinhado.
Simplesmente cozidas, mas vindas da horta do meu pai e trazidas já prontas a comer pela minha mãe, é um simples que vale por tudo.
Na sacola também vinham cenouras, cebola nova e funcho, por isso nem houve o que pensar quanto ao jantar.

Como acompanhamento, entrada ou prato principal, a Primavera aqui canta cheia de sabor.
Vale sempre a pena acreditar na Primavera!


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Saladas de favas com funcho

Favas cozidas com coentros
Cebola nova, em rodelas finas
Cenoura ralada
Maçã ralada
Bolbo de funcho, em rodelas finas

Para o molho:
3 c. sopa de azeite
Sumo de meio limão
½ c. chá de mostarda de boa qualidade
1 c. sopa de rama de funcho


// preparação

Disponha todos os ingredientes da salada num prato de servir.
Misture bem os ingredientes do molho, regue a salada e sirva de seguida.

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