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quarta-feira, 6 de maio de 2020

Esparregado de favas. São cascas, cascas de favas.

Todos os anos, quando chegam as primeiras favas da horta dos meus pais é como se finalmente a Primavera viesse instalar-se na minha cozinha.
Não me canso de repetir o quanto gosto delas e percebe-se bem isso pelos arquivos do blogue.

Há anos descobri algures na internet este aproveitamento maravilhoso das cascas das favas que resultam num belo esparregado. Não sei porquê, nos últimos tempos não tenho lembrado dele.
Ora tendo cá em casa mais três devoradores de favas, e de esparregado, é ideia que vem mesmo a calhar ser relembrada. Foi o Ricardo Felner que ma trouxe de novo ao prato e que bom que ficou!
Só tivemos pena que rendesse tão pouco, porque a primeira apanha foi pequena e ainda estou à espera de mais. A repetir nos próximos dias.


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Esparregado de favas

300 g de cascas de favas bem tenras (as vagens)
30 g azeite
4 dentes de alho
2 mãos cheias de espinafres frescos
Vinagre q.b.
Sumo de limão q.b.
Sal e pimenta preta q.b.


// preparação tradicional

Lave bem as cascas das favas e retire as extremidades e os fios laterais.
Coloque as cascas num tacho, cubra com bastante água e coza-as cerca de 15 minutos depois de levantar fervura. Escorra a água e reserve.

Aqueça o azeite numa frigideira, com os alhos picados.
Junte as cascas das favas reservadas e os espinafres. Vá mexendo, em lume brando, até os espinafres murcharem e os sabores apurarem, cerca de 5 minutos.
Triture com a varinha mágica até ficar homogéneo e tempere com sal e pimenta preta, vinagre em quantidade generosa e sumo de limão.


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)

Lave bem as cascas das favas e retire as extremidades e os fios laterais.
Coloque no copo as cascas, cubra-as com água (700 g) a ferver e coza 20 min/100ºC/vel c. inversa. Retire, descarte a água e reserve as cascas.

Coloque no copo vazio o azeite e os alhos, pique 5 seg/vel 5 e depois refogue 3 min/100ºC/vel 1.
Adicione as cascas das favas já cozidas e os espinafres e salteie 5 min/100ºC/vel 2. De seguida, triture 20 seg/vel 7.
Tempere com sal e pimenta preta, vinagre em quantidade generosa e sumo de limão.



A temporada é curta para tanta coisa boa que apetece fazer, deixo-vos outras receitas com favas que tenho no blogue:

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Shakshuka de favas


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Salada de favas e funcho


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Creme de favas e funcho


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Favas com tomate


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Favas à grega






terça-feira, 16 de outubro de 2018

Arroz de tomate integral

Hoje celebra-se o Dia Mundial da Alimentação e também o do Pão.
Habitualmente recai sobre o segundo a temática da receita que partilho neste dia, mas desta vez a vontade foi outra.
Quem segue o blogue sabe o quanto valorizo a importância do que comemos, a qualidade e origem dos alimentos que escolhemos, a diversidade do que cozinhamos, o equilíbrio entre o sabor e a saúde.
A partilha da mesa, do convívio, a reunião da família e a tradição da comida feita em casa.

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A alimentação é, para mim, uma temática fascinante e os princípios em que acredito, embora vão permanecendo coerentes, estão simultaneamente em constante mutação.
A nossa vida muda, o mundo muda. É natural que também a forma como nos alimentamos reflita essas mudanças.
E desde que o No Soup foi criado (vai fazer dez anos em Março!) muito evoluiu na forma como nos alimentamos cá em casa. Mas isso é conversa longa e tema para um outro post. Dos grandes!

Hoje celebro a data apenas com a simplicidade de um arroz. E é tanto, não é?
Arrozeira assumida, não faltam por aqui sugestões do que fazer com este cereal tão nosso.
receitas para todos os gostos: malandrinhos bem tradicionais, risotos, cor de rosa, doces e até gelados - escolham e sirvam-se.

Mas e não é que nunca tinha partilhado um dos meus favoritos?

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Perfeito para este mês de despedida do tomate de verdade, cá fica ele, com o twist de ser feito com arroz integral e na versão como mais gosto no Verão: seco e soltinho.
A receita mantém-se caso o queiram fazer em modo malandro, basta adicionar mais água para cozer.
Por mim, gosto tanto de ambas, que de sorriso largo as vejo chegar tanto uma como outra ao prato. 
Mas nos meses mais quentes, quantas vezes não lancho uma tacinha de sobras de arroz de tomate, direto do frigorífico...
Alguém mais faz o mesmo? Gosto tanto desse petisco!

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Arroz de tomate integral

1 cháv. de arroz integral, previamente demolhado por 12h
1 cebola
2 dentes alho
Azeite
1 folha louro
½ pimento vermelho (opcional)
400 g de tomate pelado em pedaços, fresco ou enlatado
4 cháv. de água fervida
Sal e pimenta preta moída na hora


// preparação tradicional 

Refogue a cebola picada em azeite até ficar translúcida, em lume médio-baixo, deixando alourar suavemente. Perto do final, acrescente os alhos picados.
Junte a folha de louro e o arroz e deixe cozinhar até mudar de cor.
Acrescente o pimento cortado em pequenos cubos e o tomate grosseiramente desfeito e envolva, cozinhando por mais uns minutos.
Adicione a água (aumente para seis, se quiser um arroz com caldo, malandrinho), tempere com sal e pimenta e cozinhe em lume brando cerca de 45-50 minutos, até que a água evapore e o arroz fique cozido.
Rectifique os temperos e sirva.


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)

Coloque no copo a cebola, o azeite e os alhos, pique 5 seg/vel 5 e refogue 6 min/Varoma/vel 1.
Adicione o pimento, pique 4 seg/vel 5, adicione o tomate e programe mais 4 min/100C/vel 1.
Com o cesto sobre um prato, deite nele o arroz e envolva o refogado.
Coloque no copo a água, o sal e a pimenta, o cesto e programe 45 min/100ºC/vel 4.
Confirme a cozedura (se for necessário, cozinhe por mais 5-8 minutos), rectifique os temperos, e depois retire para uma taça e sirva.



segunda-feira, 24 de julho de 2017

Quando Agosto chegar

Anda muita gente por aí a contar os dias para a chegada de Agosto e das tão esperadas férias.
Por aqui também se contam. Um a um.
Mas a cenoura que nos espera quando virarmos a página no calendário é outra.

Depois de três meses numa casa alugada no canto oposto do bairro, vamos finalmente voltar para a nossa casa-velha-nova.
Parece mentira que o prazo previsto da obra vá mesmo cumprir-se e que numa semana vamos estar de regresso. Muitas saudades dos meus tarecos, formas e panelas...

O mês de Agosto promete ser de intensidade máxima com o trabalho de edição a mil, uma casa inteira para arrumar e a miúda a animar o programa de festas.
As férias na praia ... essas já lá vão.

Aproveitamos sempre uma semana de Junho para juntar os avós e irmos até Aljezur antes do calorão do pico do Verão.
Muito sobe e desce para encher baldinhos, muitas gargalhadas na espuma das ondas e muita, muita fome, que todos sabemos que isto da praia abre o apetite!

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Das coisas boas do Verão! 
Praia, roupa fresca, dias descomplicados e comida que sabe a férias! 
À mesa chegam sempre coisas simples e de preparação rápida, mas com o sabor inconfundível do que a horta dá e daquilo que na sempre irresistível banca da Petra nos pisca o olho. 

A costa vicentina é mesmo um pedaço do paraíso.

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Salada de maçã 

Maçã 
Funcho (bolbo e rama) 
Pepino 
Lentilhas castanhas, cozidas 
Requeijão 
Azeite e vinagre 
Sal e pimenta preta moída na hora 


// preparação 

Corte a maçã e o pepino em rodelas finas, corte o bolbo do funcho também finamente e reserve a rama. 
Misture tudo com as lentilhas cozidas e o requeijão grosseiramente desfeito. 
Tempere com azeite e vinagre, sal e pimenta e finalize com a rama do funcho.


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quarta-feira, 22 de março de 2017

Espelta com cogumelos e couve.

Nesta altura do ano, em que a Primavera chega no calendário mas lá fora sente-se bem o frio no corpo, a cozinha também se ressente da esquizofrenia meteorológica.
É verdade que começam a chegar todas as coisas boas que a horta e as árvores no dão nesta época, mas na minha cozinha ainda abundam as laranjas, as couves e a vontade de comida quentinha para um fim de dia reconfortante.

A bem da verdade, o prato que hoje trago foi feito para o meu almoço.
Em doses fartas para render e facilitar o jantar de todos sem ter que voltar à cozinha.

Grãos e legumes são sempre uma combinação versátil e por isso não se prendam às couves e à espelta e agarrem-se ao que houver aí por casa para despachar uma refeição bem simples de preparar.
Basta jogar por antecipação com o demolhar e a cozedura da espelta (que faço sempre em mais quantidade e congelo) e depois é um vapt-vupt.


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Espelta com cogumelos e couve
Serve 4, como acompanhamento

1 chávena de espelta em grão
Azeite
2 dentes de alho
½ bolbo de funcho
1 chávena de cogumelos frescos, fatiados
½ couve coração, cortada finamente
Sumo e casca de ½ laranja
Sal e pimenta preta moída na hora


// preparação tradicional

Deixe a espelta de molho em água abundante, de um dia para o outro. Escorra.
Coloque os grãos demolhados e escorridos num tacho com o triplo do volume de água e coza cerca de 45 min a 1 h, em lume brando, até que fique cozida.

Refogue os alhos e o funcho picados em azeite, até que amoleçam.
Adicione os cogumelos e deixe em lume médio, até que os seus sucos evaporem.
Junte a couve, o sumo de laranja e uma tira da casca (só a parte cor de laranja), tempere com sal e pimenta preta e deixe cozinhar em lume baixo, cerca de 10 minutos, até que a couve fique tenra e o molho evapore.
Rectifique os temperos e sirva de seguida, ou à temperatura ambiente.


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)

Deixe a espelta de molho em água abundante, de um dia para o outro. Escorra.
Coloque 800 g de água no copo, insira o cesto com a espelta e coza 45 min/100ºC/vel 4.
Retire o cesto e reserve a espelta.

Coloque no copo vazio o azeite, os alhos e o funcho e pique 5 seg/vel 5.
Adicione os cogumelos e refogue 6 min/Varoma/vel c. inversa.
Junte a couve, o sumo de laranja e uma tira da casca (só a parte cor de laranja), tempere com sal e pimenta preta e programe 10 min/Varoma/vel c. inversa, sem copinho, até que a couve fique tenra e o molho evapore.
Rectifique os temperos e sirva de seguida, ou à temperatura ambiente.



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Gratinado de cherovia, batata doce e aipo

Quando era miúda, na noite de consoada, aparecia sempre um ingrediente à mesa que só comia mesmo naquele dia porque nunca mais o voltava a ver até ao ano seguinte. A cherovia.
O meu tio trazia-a de Trás-os-Montes e havia sempre conversa à volta dela, ora porque parecia uma cenoura, ora porque parecia isto e aquilo.

Agora já se encontra com mais facilidade por aí à venda e até já se encontra na horta do meu pai, eheheh.
Com um bolbo de aipo e uma batata doce com a mesma origem se fez um gratinado dos bons.
Se há alguém que goste de gratinados tanto como eu, não deixe de experimentar, porque este fica assim de se comer e ir fazer mais.


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Gratinado de cherovia, batata doce e aipo
Inspirado no gratinado de batata da edição de Novembro 2015 da revista Bon Appétit

3 dentes de alho
Manteiga q.b. p/ untar
Azeite
1 cebola
1 chávena de leite gordo (240 ml)
1 c. sopa de tomilho limão
Sal e pimenta preta moída na hora
1 batata doce, aprox 400 g, cortada em rodelas finas
½ bolbo de aipo, aprox 400 g, cortado em rodelas finas
1 cherovia pequena, aprox 200 g, cortada em rodelas finas
1 chávena de queijo da ilha, ralado na hora


// preparação tradicional

Pré-aqueça o forno a 160ºC. Corte um dos dentes de alho ao meio e esfregue o tabuleiro com ele, depois unte com a manteiga e reserve.

Refogue a cebola e os restantes dois alhos picados em azeite, até a cebola ficar translúcida e amolecer.
Junte o leite, o tomilho limão, tempere com sal e pimenta e deixe em lume brando, cerca de 15 minutos. Aguarde que arrefeça ligeiramente e triture até obter uma mistura homogénea.

Enquanto a cebola cozinha, corte os legumes finamente e distribua-os de forma alternada no tabuleiro untado.
Vá apertando as fileiras, de modo a que o tabuleiro fique bem preenchido e as rodelas fiquem ligeiramente levantadas. Deste modo, a base será cozinhada no molho e ficará macia e a parte de cima ficará crocante.

Verta o leite sobre os legumes, tape com folha de alumínio e leve ao forno cerca de 60 minutos.
Depois desse tempo, destape o tabuleiro, aumente o forno para 200ºC, polvilhe com o queijo e gratine cerca de 10 minutos ou até ficar dourado.

Pode ser tudo feito de véspera até ao último passo e deixado no frigorífico. No dia de servir, deixe arrefecer à temperatura ambiente, polvilhe com o queijo e leve a gratinar.


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)

Pré-aqueça o forno a 160ºC.
Corte um dos dentes de alho ao meio e esfregue o tabuleiro com ele, depois unte com a manteiga e reserve.

Coloque no copo o queijo e rale 4 seg/vel 8-9. Retire e reserve.
Coloque no copo a cebola, os restantes dois alhos e o azeite, pique 5 seg/vel 5 e refogue 6 min/Varoma/vel 1.
Junte o leite e o tomilho limão, tempere com sal e pimenta e programe 15 min/90ºC/vel 3.
De seguida triture 1 min/vel 6, até obter uma mistura homogénea.

Enquanto o molho cozinha, corte os legumes finamente e distribua-os de forma alternada no tabuleiro untado.
Vá apertando as fileiras, de modo a que o tabuleiro fique bem preenchido e as rodelas fiquem ligeiramente levantadas. Deste modo, a base será cozinhada no molho e ficará macia e a parte de cima ficará crocante.

Verta o leite sobre os legumes, tape com folha de alumínio e leve ao forno cerca de 60 minutos.
Depois desse tempo, destape o tabuleiro, aumente o forno para 200ºC, polvilhe com o queijo ralado reservado e gratine cerca de 10 minutos ou até ficar dourado.

Pode ser tudo feito de véspera até ao último passo e deixado no frigorífico. No dia de servir, deixe arrefecer à temperatura ambiente, polvilhe com o queijo e leve a gratinar.


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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Porque eu acredito na Primavera. Salada de favas e funcho

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Se o último post trazia a Primavera em jeito doce, hoje chega em modo salgado.
Pelo menos na horta e à mesa o calendário não falha. Valha-nos isso como consolo para esta chuva e frio contantes tão fora de época...
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Tudo o que é sazonal é certamente mais saboroso, mas quando a temporada é daquelas bem curtas, a vontade de cozinhar torna-se quase uma urgência - favas frescas são um verdadeiro objecto de desejo!
Não faltam ideias para elas cá no blogue e seja qual for o destino que tenham, sei que vão fazer-me sempre sorrir.

Na receita de hoje são mesmo o único ingrediente cozinhado.
Simplesmente cozidas, mas vindas da horta do meu pai e trazidas já prontas a comer pela minha mãe, é um simples que vale por tudo.
Na sacola também vinham cenouras, cebola nova e funcho, por isso nem houve o que pensar quanto ao jantar.

Como acompanhamento, entrada ou prato principal, a Primavera aqui canta cheia de sabor.
Vale sempre a pena acreditar na Primavera!


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Saladas de favas com funcho

Favas cozidas com coentros
Cebola nova, em rodelas finas
Cenoura ralada
Maçã ralada
Bolbo de funcho, em rodelas finas

Para o molho:
3 c. sopa de azeite
Sumo de meio limão
½ c. chá de mostarda de boa qualidade
1 c. sopa de rama de funcho


// preparação

Disponha todos os ingredientes da salada num prato de servir.
Misture bem os ingredientes do molho, regue a salada e sirva de seguida.

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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Coleslaw de funcho e chips rápidas de batata doce

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Começar o ano com coisas boas da horta
Depois das festas sabe bem retomar as rotinas e trazer para a mesa coisas mais leves. 

Aproveitando as últimas sobras de carnes e uns bagels vindos do brunch de domingo, compôs-se um almoço simples e rápido. Sopa de beringela, chuchu e hortelã para abrir as hostes e depois um fast-food-caseiro que despachou o almoçou em três tempos.

Não é um ingrediente da moda, não faz parte da lista trendy dos super ingredientes, mas o que fazer? Adoro couve! E por isso acabo e começo o ano com ela.
Não se assustem com o nabo cru, que esta conjugação de sabores pode parecer atrevida, mas vale bem a pena experimentar.

Tudo fresco e com sabor a Inverno, para receber 2016 com honras de petisco dos bons!


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Coleslaw de funcho 

1 couve coração pequena 
½ bolbo de funcho 
1 cenoura 
½ nabo pequeno 
4 c. sopa de iogurte natural (vaca, coco ou soja) 
Sumo de meio limão 
1 c. chá de mostarda inglesa 
Rama de funcho 
Sal e pimenta moída na hora  

Corte a couve, e o bolbo de funcho em juliana fina e misture numa taça grande com a cenoura e o nabo ralados. 
Numa tacinha, misture o iogurte, o sumo de limão, a mostarda e a rama de funcho, tempere com sal e pimenta e mexa. Misture o molho com a misture de couve, rectifique os temperos e sirva de seguida.



Chips rápidas de batata doce 

1 batata doce 
1 c. sopa de azeite, mais q.b. p/ untar
Sal e pimenta moída na hora 
Oregãos

Com uma mandolina ou uma faca afiada, corte a batata doce em rodelas o mais finas possível. 
Lave bem passando várias vezes por água e seque as rodelas num pano de cozinha. 
Numa taça, envolva as rodelas de batata no azeite e misture bem. 
Unte o prato do microondas com azeite, disponha uma parte das rodelas de batata sem sobrepor e leve ao microondas, na potência máxima, cerca de 6-8 minutos. 
Confirme se estão cozinhadas, secas e estaladiças e, se necessário, marque mais 1 a 2 minutos. 
Retire e repita até terminar as rodelas. 
Tempere com sal e pimenta e os oregãos e sirva com o molho da sua preferência. Na foto servi com um ketchup caseiro cuja receita partilharei em breve aqui no blogue. 


Para os bagels, parta-os ao meio e torre-os ligeiramente, apenas para amornar e ficarem estaladiços, aproveitando para derreter uma fatia de queijo numa das metades. 
Pincele a outra metade com azeite (aqui usei o ketchup caseiro), recheie com sobras de carne a gosto e uma parte do coleslaw e sirva acompanhado das chips de batata doce e da restante salada.


quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Coração de Natal

Sem grandes planos.
Uma couve coração linda, linda, vinda da horta.
Uns cogumelos acabados de chegar depois de uma ida às compras.
E um bolo de maçã no forno, a deixar o stock de maçãs a zeros. Mas havia marmelos.
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E é assim que tantas vezes se decide o que cozinhar aqui por casa. Ficou tão bom, o improviso, que acabou por ter direito a foto para um futuro post cá no blogue.
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Sem grandes planos. Novamente.
Tornou-se na receita das Boas Festas deste ano.

Já houve sopas, tronco de chocolate, biscoitos, entradas bonitas, saladas, bombonsmais biscoitos ou biscottis, e tantas outras coisas que ficam sempre bem na mesa que junta família e tempo para saborear o que nos faz felizes.
Há muito Natal para explorar aqui nos arquivos.

Pois este ano é com um acompanhamento bem simples, mas diferente e delicioso, que vos venho desejar um Feliz Natal.

O nosso será certamente muito, muito especial!

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Coração salteado com cogumelos e marmelo

Azeite
Alhos esmagados
Cogumelos frescos cortados em quartos
Couve coração grosseiramente cortada
Marmelo ralado, s/ casca
Vinagre
Sal e pimenta preta moída na hora


// preparação tradicional

Aqueça o azeite com os alhos e junte os cogumelos, em lume médio, até que soltem os seus líquidos.
Adicione a couve e cozinhe uns instantes, apenas até quebrar e amolecer ligeiramente.
Quando o líquido evaporar todo, junte um jorro de vinagre e aumente o lume, mexendo sempre.
Tempere com sal e pimenta, junte o marmelo ralado, mexa bem, e deixe por uns minutos apenas até o marmelo cozinhar.

Sirva morno ou frio, como acompanhamento. Ou adicione alguma proteína para que se transforme numa refeição completa.