Blog Widget by LinkWithin
Mostrar mensagens com a etiqueta Cândido Guerreiro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cândido Guerreiro. Mostrar todas as mensagens

2013-12-03

A Minha Terra - Cândido Guerreiro

Minha terra embalada pelas ondas,
Lindo país de moiras encantadas,
Onde o amor tece lendas e onde as fadas
Em castelos de lua dançam rondas…

Oh meu Algarve, quero que me escondas…
Que na treva da morte haja alvoradas!
Hei de sonhar com moiras encantadas,
Se eu dormir embalado pelas ondas…

Quando o sol emergir de trás da serra,
Sempre será o sol da minha terra
A fecundar-me o chão da sepultura…

Ao pé dos meus, na minha aldeia querida,
A morte será quase uma ventura,
A morte será quase como a vida…


Francisco Xavier Cândido Guerreiro (nasceu em Alte no dia 3 de Dezembro de 1871; faleceu em Lisboa, no dia 11 de Abril de 1953).

Ler do mesmo autor, neste blog:
3-XII-1871
Do Meu Pequeno Quarto de Estudante
Porque Nasci ao Pé de Quatro Montes
A Minha Terra
HOMO

Read More...

2012-04-11

A Minha Terra - Cândido Guerreiro

foto: Nascer do sol daqui

Minha Terra embalada pelas ondas,
Lindo país de mouras encantadas,
Onde o amor tece lendas e onde as fadas
Em castelos de lua dançam rondas…

Oh meu Algarve, quero que me escondas…
Que na treva da morte haja alvoradas!
Hei-de sonhar com moiras encantadas,
Se eu dormir embalado pelas ondas…

Quando o sol emergir detrás da Serra,
Sempre será… da minha terra
A fecundar-me o chão da sepultura…

Ao pé dos meus, na minha aldeia querida,
A morte será quase uma ventura,
A morte será quase como a vida…

Francisco Xavier Cândido Guerreiro (n. em Alte a 3 Dezembro 1871; m. em Lisboa a 11 Abril 1953).

Ler do mesmo autor, neste blog:
Do Meu Pequeno Quarto de Estudante
Porque Nasci ao Pé de Quatro Montes
HOMO

3-XII-1871

Read More...

2010-12-03

AL-HAMBRAS - Cândido Guerreiro

Alvor (imagem daqui)

Costa algarvia... Fogo e sangue-argila
De que Deus extraiu essa mancheia
Com que fez carne e a insuflou ideia
Certa manhã genésica e tranquila...

Costa algarvia... Pinheirais, areia
Que a gente pisa, e brota uma cintila,
E o nosso andar parece que rutila,
Quando o poente ao largo se incendeia...

E torres de almenaras, destas grutas,
Em vez de fumo leve espiralando
Destas varandas, plintos, colunatas

De capitéis floridos de volutas,
Sobem às vezes, de repente e em bando,
Pombas bravas, cinzentas, timoratas...


In, Sonetos e Outros Poemas

Francisco Xavier Cândido Guerreiro nasceu em Alte (Loulé) a 3 de Dezembro de 1871 e faleceu em Lisboa a 11 de Abril de 1953.

Ler do mesmo autor, neste blog:
3-XII-1871
Do Meu Pequeno Quarto de Estudante
Porque Nasci ao Pé de Quatro Montes
A Minha Terra
HOMO

Read More...