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2017-02-16

DO BANHO - Adelmar Tavares


Manhã. Verão. Um sol rútilo, e quente.
Gritos das andorinhas no telhado.
Há no dia uma festa de noivado.
No ar, - um perfume que entontece a gente...

Do gabinete, no silêncio amado,
leio, e medito preguiçosamente.
Ouço cantar... És tu, meu lírio doente,
que vens do banho morno e perfumado.

Rumor de chita nova se quebrando...
Aromas de jasmins sobem revoltos,
enchendo a sala onde tu vais passando

e deixando uma música de avenas,
gorjeios claros de canários soltos,
frou-frou de cisnes sacudindo as pernas...

Adelmar Tavares da Silva Cavalcanti (n. Recife, Pernambuco, Brasil, 16 de fevereiro de 1888 — m. Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil, 20 de junho de 1963)

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2013-02-16

AS ESTRELAS (Trovas) - Adelmar Tavares

No céu, - frente à sua casa,
primeira vez que a beijei,
brilhava, linda, uma estrela...
ninguém nos viu, bem o sei.

Mas não sei que disse a estrela,
que há, desde essa ocasião,
bem defronte à sua casa,
toda uma constelação...


Adelmar Tavares da Silva (Recife, 16 fevereiro 1888 - Rio de Janeiro, 20 junho 1963)

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2011-02-16

A Gente Nunca Está Só - Adelmar Tavares

A gente nunca está só.
Ou se está com uma saudade
De um sonho desfeito em pó;
Ou se está com uma esperança
De nova felicidade
No coração que não cansa...

Sempre uma sombra com a gente,
Constantemente
Uma sombra... Boa... ou má...
Só é que nunca se está.


in Antologia de poemas para a infância, organização de Henriqueta Lisboa, Ediouro Publicações

Adelmar Tavares da Silva Cavalcanti (n. Recife, Pernambuco a 16 de Fev. de 1888 — m. Rio de Janeiro, 20 de Jun. de 1963)

Ler do mesmo autor, neste blog: Amor

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2009-02-16

Amor - Adelmar Tavares

Querer que o amor seja eterno, é
querer eterna a primavera.
JÚLIO DANTAS

Todo amor dura, apenas, um segundo,
ou quando dura muito, - uma estação.
É como a Primavera o amor no mundo,
querê-lo, eternamente, uma ilusão.

Chega... Perfuma tudo... O charco imundo
faz em jardim, e passa... É um sonho vão.
- Mas o amor-sofrimento?!... O amor-profundo,
lá da raiz do nosso coração?!...

Amor que sendo angústias sufocadas,
ama cada vez mais, sereno e forte,
e acha encanto nas lágrimas choradas?!...

- Esse, há de eterno, pelo seu sofrer,
arder por toda a vida, até a Morte,
para no além da Morte, reviver...

Adelmar Tavares da Silva Cavalcanti (n. Recife, 16 de Fev. de 1888 — m. Rio de Janeiro, 20 de Junho de 1963)

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