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quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Smoke - Fumo (Smoke) 1995

Brooklyn, Nova York, verão de 1987. Auggie Wren, o dono de uma tabacaria, dedica-se a elaborar uma coleção de fotografias peculiar: todos os dias, à mesma hora, tira uma foto do cruzamento de ruas na frente da sua casa. A história rocambolesca de como conseguiu a sua câmara fotográfica e por que se vem dedicando a esse hobby curioso há quatorze anos servirá de argumento a Paul Benjamin, um romancista de prestígio em crise criativa. Paul, por sua vez, ajudará Rashid, um adolescente negro um tanto perdido, a procurar o pai, que é Cyrus, um modesto mecânico que tenta recomeçar a vida. 
"Smoke", de Wayne Wang, é um daqueles pequenos filmes perfeitos que sabe que não deve ir além do que deveria. Observa de perto o dia a dia de um punhado de pessoas, neste caso os clientes e trabalhadores de uma tabacaria do Brooklyn. Paul Auster, o argumentista, baseou esta história numa matéria de opinião do New York Times, e seria a sua primeira de quatro colaborações com Wang.  "Blue in the Face", realizado no mesmo ano, e produzido pela mesma dupla, faz par com "Smoke".
Um destaque especial para o elenco, que incluía Harvey Keitel, Willliam Hurt, Giancarlo Esposito, entre muitos outros.

sábado, 8 de dezembro de 2018

Edição Especial (Broadcast News) 1987

Três ambiciosos "Workaholics" estão à solta na sala de imprensa de uma rede de TV onde as suas vidas profissionais e pessoais acabam irremediavelmente interligadas. Tom (William Hurt) é um âncora moderno, bonito, bem educado e um pouco burro. Jane (Holly Hunter) é a sua ambiciosa e brilhante produtora, que está decidida a transformar Tom num verdadeiro sucesso das notícias. E Aaron (Albert Brooks) é um competente repórter, mas totalmente desprovido de carisma para atrair o público, que não consegue tolerar o rápido sucesso de Tom frente às câmeras ou junto de Jane. Os elementos perfeitos para um explosivo e divertido triângulo amoroso.
Visto hoje, 31 anos depois da sua estreia no cinema, "Broadcast News", a segunda longa metragem de James L. Brooks e sucessor do hiper sucesso "Laços de Ternura", é uma excursão antropológica à era passada das notícias em rede, assim como uma comédia sintonizada com as relações no sucesso profissional. Dadas as massivas mudanças que se deram nos mídia desde os anos oitenta, há pouco sobre a representação do frenético pulso que há nas redações de hoje em dia, mas em 1987 o filme foi um retalho detalhado do que acontece por detrás de uma câmara de uma noticiário, em 2018 é um documento histórico de como as coisas costumavam ser (ou deviam ainda ser).
Ao contrário da maioria dos filmes de Hollywood, que tendem a concentrar num protagonista singular ou casal, Brooks divide "Broadcast News" em três personagens centrais, cujas várias interacções, antagonismos, acoplamentos e desacoplamentos, definem tanto o arco dramático da história, quanto as várias facetas do ambiente de trabalho. Somos apresentados a cada um desses personagens como crianças, que Brooks usa para definir com humor as suas características de carácter conflituante.
Foi nomeado para 7 Óscares, mas perdeu-os todos. Era o ano em que ganhava "O Último Imperador", de Bernardo Bertolucci.
Filme escolhido pelo André Sousa. 

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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Cidade Misteriosa (Dark City) 1998

Quando John Murdoch (Rufus Sewell) acorda num estranho quarto de hotel, ele descobre que é procurado por uma série de crimes brutais. O problema é que ele não se lembra de nada. Procurado pela polícia e caçado pelos Estranhos, misteriosos seres que têm a habilidade de parar o tempo e alterar a realidade, ele procura desvendar o enigma da sua identidade. Mas numa cidade onde a realidade é definitivamente uma ilusão, descobrir a verdade poderá ser fatal.
Como seres humanos, as memórias são uma das mais queridas posses. Então, que aconteceria se não pudéssemos confiar nelas como nossas? Não são as nossas memórias que mostram que somos reais? A memória não é a nossa identidade? O que aconteceria se o passado que armazenamos na nossa mente não fosse realmente nosso? Estas são as questões básicas subjacentes a este thriller de Alex Proyas. Parte film noir, parte ficção científica, parte fantasia, e parte cenário de sonhos psicóticos, "Dark City" assume a essência de um pesadelo visceral, onde as imagens inundam e se despejam umas nas outras, num mundo cheio de escuridão.
O filme ocorre numa cidade onde não há luz do dia, e ninguém é o que pensa que é. É o terreno perfeito para Proyas, um realizador nascido na Austrália, especialista em videoclipes, e que tinha impressionado o mundo quatro anos antes com a versão cinematográfica da BD "The Crow". Proyas tinha uma habilidade especial para transformar as vistas mais fantásticas da imaginação na realidade cinematográfica, que é exactamente o que ele faz aqui. "Dark City" assemelha-se a filmes de anime japoneses como "Akira", tanto em estilo como substância. E rapidamente se transformou num dos filmes de culto dos anos noventa.

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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Até ao Fim do Mundo (Bis ans Ende der Welt) 1991

Num futuro próximo, em 1999, assaltantes de bancos fazem amizade com Claire (Dommartin) e pedem a sua ajuda para levantar uma quantia em dinheiro em Paris. No caminho ela cruza com Sam Farber (William Hurt), um fugitivo da CIA. Sam alega que as acusações contra ele são falsas e os policias querem apoderar-se de um aparelho que o seu pai inventou na tentativa de encontrar a cura para a cegueira da sua mulher.
 Com a máquina em questão, é possível captar as imagens do cérebro e gravar sonhos e visão para reproduzir as imagens em outros cérebros. Agora a fugir dos ladrões e da CIA, o casal passa por vários países e chega à Austrália, onde está o pai de Sam, com a esperança de recuperar as gravações que fez para sua mãe cega. A criação e a operação de tal máquina contrastam com a deterioração da situação do mundo, quando a existência da humanidade é ameaçada por um satélite nuclear que cai na direção a Terra. Uma odisseia para a era moderna que, assim como a Odisseia de Homero, procura restaurar a luz, numa reconciliação espiritual entre um pai obcecado e o seu filho abandonado. 
Wim Wenders cria uma épica meditação visual ressonantemente lírica sobre a ligação, comunicação, sobre as imagens e o significado da visão humana em "Until the End of the World". Desdobrado em três partes, interligadas por uma trilogia narrativa abrangente, o filme reflete a intertextualidade das imagens no processo criativo, desde a invocação de observações e experiências pessoais de Eugene, até aos rascunhos das suas novelas de ficção ao próprio subconsciente do realizador. É um orgulho deste filme ter sido filmado em quase todos os continentes, apenas África, América do Sul e a Antártica ficaram de fora, embora Wim Wenders bem tivesse tentado. A perseguição ao longo de todo o mundo tem um clima alegre e cativante, mantendo os seus segredos ao longo do caminho. 
Wenders foi obrigado a lançar uma primeira versão, bastante incompleta, com um pouco mais de duas horas e meia, que foi bastante mal recebida. Mas o realizador continuou a editar o filme, até que chegou a uma versão com mais de cinco horas, lançada em 2010, essa sim uma obra prima, sendo essa a que podem encontrar nos links em baixo. Lisboa foi uma das várias cidades por onde passam os nossos heróis.

Parte 1
Parte 2
Parte 3
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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Fumo (Smoke) 1995



Personagens e subtramas são habilmente tecidas numa tapeçaria de histórias que só lentamente emergem à nossa vista..."Smoke" tenta convencer-nos de que a realidade não importa tanto como a satisfação estética. Na tabacaria de Auggie (Harvey Keitel), em Nova Iorque, o dia a dia passa aparentemente imutável, até que eles nos ensina a notar nos pequenos detalhes da vida.  Paul Benjamin (William Hurt), um escritor desmotivado e falido, tem um encontro com a morte, que vai gerar uma série improvável de acontecimentos que lhe vão dar luz para um novo livro, nesta rua da tabacaria de Auggie.
A essência de "Smoke" é que providencia um elemento pretendido por tantos outros filmes: personagens fortes, complexas, interessantes e difíceis. Toda a gente no filme tem algo a dizer, o que implica que o seu discurso seja sempre articulado, e que revele um pouco de si em cada sentença. A loja de cigarros da esquina é fundamental para estas interligações, uma janela para as vidas diárias de Brooklyn, e uma âncora que se estende muito no passado. A lenta libertação de cada personagem dá-nos tempo para crescer com eles, e apreciar as suas boas e más qualidades em vez de nos inundar com a habitual informação do início dos filmes. No entanto, esta abordagem leva-nos a um ritmo contido que ocasionalmente se torna pesado e difícil. O argumento não flui continuamente por causa do corte, do filme, deliberado, em secções, que servem para juntar as histórias.
"Smoke" foi rodado em conjunto por Wayne Wang e o novelista Paul Auster, que voltariam a trabalhar juntos em "Blue in the Face". Além de Keitel e Hurt, o elenco contava ainda com Giancarlo Esposito, Harold Perrineau, Forest Whitaker e Stockard Channing. Tom Waits colaborava na banda sonora, com 2 temas: "Downtown Train" e "Innocent when you dream".

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