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domingo, 13 de setembro de 2020

O Correio do Inferno (Rawhide) 1951

Tom Owens trabalha como assistente de Sam Todd na distante estação de comboio em Rawhide (Nevada). Um dia chega Vinnie Holt, que carrega o bebé nos braços. Sabendo que uma quadrilha está nas redondezas, Todd e Owens obrigam Vinnie a ficar na estação até ao próximo dia. No entanto, chega à estação um desconhecido chamado Zimmerman, que inicialmente se faz passar por um xerife, mas logo revela-se ser o líder do bando..
"Rawhide" não é um filme de acção, mas um conto psicológico lento com foco nas ansiendades, como por exemplo, como um simples crime pode ser complicado por personalidades imprevisíveis e a presença de uma mãe ferozmente protectora do seu filho. Ameaças são trocadas e planos são forjados, mas a maior parte do filme é focado em personalidades complicadas em modo de sobrevivência. Supostamente foi inspiração para o filme de Tarantino "The Hateful Eight", projectando o mesmo tipo de impasses e a exploração de personalidades, até toda a acção irromper no terceiro acto.
Realizado por Henry Hathaway a partir de um argumento original de Dudley Nichols, o argumentista de "Stagecoach" e de tantos outros filmes de John Ford, tem um excelente elenco estrelado por Tyrone Power, Susan Hayward, e Hugh Marlowe, e também por um excelente naipe de secundários, como Dean Jagger, Edgar Buchanan, Jack Elam e Jeff Corey, 

sábado, 5 de setembro de 2020

O Jardim do Diabo (Garden of Evil) 1954

Três americanos que se dirigem para os campos do Ouro da Califórnia, vão parar a uma pacata vila Mexicana, onde lhes é oferecida a tarefa de seguir uma senhora mas profundezas das montanhas infestadas de índios no México, para resgatar o marido da mulher, preso num desabamento na sua mina de ouro. Pelo trabalho eles recebem 2 mil dólares cada um, enquanto que cada um faz os seus planos para ficar com a mulher, e talvez mesmo a mina de Ouro.
Produzido em 1954 pela 20th Century Fox, foi um dos primeiros filmes em Cinemascope, lançado para atrair o público da TV de volta aos cinemas. O tema da ganância é roubado mais obviamente, embora com muito menos imaginação, a "O Tesouro da Sierra Madre", feito sete anos antes. 
Filmado em exteriores no centro do México, com as montanhas cinzentas para sustentarem o tema austero, tinha uma equipa de produção fabulosa: realização de Henry Hataway, Milton Krasner na fotografia, montagem de James B. Clark, música de Bernard Hermann, e um grande naipe de actores, como Grary Cooper, Susan Hayward, Richard Widmark, Hugh Marlowe ou Cameron Mitchell. Mesmo assim algo correu mal, e o filme caíu no esquecimento com o passar dos anos. Dizem que foi por causa do produtor Charles Brackett cujo nome nem aparece nos créditos.

domingo, 9 de outubro de 2016

Idílio Selvagem (The Lusty Men) 1952

"“The Lusty Men” começa com um dos mais belos momentos de nostalgia, momento mítico do velho oeste e do cinema clássico norte-americano, desse homem mítico e sem rumo que vagueia pela mesma mítica América dos westerns e dos noirs que tudo dizem e tudo mostram, esse homem tão mítico e tão próprio de Ray como de Ford que por um instante ou por um impulso ou só por “não ter mais pernas para andar” (e quem já viu “The Lusty Men” sabe que estas “pernas” tudo dizem) visita a casa onde passou a infância para recordar ou apenas para sonhar com aquilo que nunca teve, outra das coisas tão míticas de Ray e tão longes de Ford, a ausência do lar. Coisa tão distante de Nicholas Ray e tão próxima de Ford, o lar, o oposto a tudo o que sempre Ray procurou, o vaguear, a inadaptação e a falta de rumo e dum sentido na vida. É desse momento tão mítico e nostálgico quanto lírico que nasce todo o sentido de “The Lusty Men”, essa coisa de homem errante nessa América selvagem dos rodeos, nesse oeste daquele tempo que abandonou os pistoleiros e os fora-da-lei para abraçar os bravos e os cowboys que enfrentam os touros e os potros e os dominam por alguns segundos, é disso tudo que se fazem os bravos nessa América tão bruta quanto fascinante donde brotam os mais perigosos jogos da vida, é disso que irrompe Jeff McCloud o tal que visita a casa onde nasceu, o tal que encontra o que em tempos foi uma pistola ainda escondida onde a deixou, o tal que por momentos visita aquilo de que sempre se afastou, o lar. 
E se falava das “pernas” mais atrás é porque cedo se percebe que McCloud se retirou desse mundo dos rodeos, dessa coisa fria e brutal que tudo rouba e tudo desvia do caminho que os inicia, coisa de costelas partidas e de pernas fodidas que tudo impossibilitam e tudo fazem perder. É também cedo que se percebe que Wes Merritt, o aprendiz, vai repetir o mesmo trajecto de Jeff, caminhos errantes de quem se perde nesse mundo viciante do dinheiro rápido (e a certa altura Louise a mulher de Wes diz para Jeff: “o que rápido vem rápido se vai”), nessa coisa viciante que lhes faz ferver o sangue e que os faz sentir vivos e desejosos de enfrentar o medo, que os faz esquecer os sonhos e os propósitos de estar naquele meio. É pelo rancho que outrora foi dos McClouds que Wes se lança às arenas e aos touros e aos potros, coisa de sonhador que já Jeff o fora (e sabemo-lo pela sua confissão na tal visita inicial), sonhos do casal que até ali economizava o que podia para ter o que sempre desejaram, coisa que Jeff sabia no que resultaria porque já o viveu, porque ele sabe que o tal dinheiro rápido se desvanece nos vícios adquiridos, porque mesmo com uma mulher a querer controlar tudo se destrói e tudo se vai pelo álcool ou pelo jogo ou pelas mulheres, porque ele sabe que enfrentar o perigo vicia e fá-los sentir mais vivos e heróicos. É por causa do lar que tudo começa e tudo brota, o mesmo lar que Jeff sonhou um dia voltar, é pelo lar que eles se lançam aos touros, mas ele sabe-o bem que o caminho é tortuoso e errante e que todo o homem tomba. E é precisamente por Louise que Jeff vai ficando e ficando e aguentando o declínio de Wes, é por ela que ele se vai espelhando nele e é por ela que se lança uma última vez à arena e aos touros…"
Texto de Álvaro Martins, daqui.

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quarta-feira, 6 de maio de 2015

O Vale das Bonecas (Valley of the Dolls) 1967



Anne Welles (Barbara Parkins), uma brilhante e impetuosa estudante, acabada de se graduar na universidade, deixa a pequena cidade onde vive e parte para a Broadway, onde espera encontrar um trabalho emocionante e homens sofisticados. Durante as suas desaventuras em Manhattan, e, depois, em Hollywood, partilha experiências com outras duas jovens aspirantes: Jennifer North (Sharon Tate), uma mulher escultural, que quer ser aceite como um ser humano mas é tratada como um objecto sexual por todos os homens que conhece, e Neely O'Hara (Patty Duke), uma jovem actriz talentosa, acusada de usar meios ilícitos por uma estrela de cinema mais velha, Helen Lawson (interpretada por Susan Hayward) para alcançar o topo.
"Valley of the Dolls" é um melodrama intenso (e clássico de culto), baseado num best seller de Jacqueline Susann, sobre o lado negro da fama. Bebidas alcoólicas e o uso de drogas é um tema central, embora o filme ilustre claramente o quão destrutivo o vício é. A sexualidade adulta também é um tema central (sexo, pornografia, aborto, são todos temas centrais da história) e alguma linguagem adulta é utilizada (não esquecer que estávamos num filme de 1967).
Por ter sido feito em 1967, o realizador não pode ir tão longe como Russ Meyer foi na espécie de sequela que lançou anos depois, "Beyond the Valley of the Dolls", o que resultava numa espécie de ousadia tímida, onde, por exemplo, os homossexuais eram chamados de "bichas", mas os diálogos não podiam ter "son of a bitch". Os cenários do filme, embora fosse uma grande produção, parecem de uma produção barata e duvidosa.
Apesar de ter recebido criticas bastante más foi um dos maiores sucessos de bilheteira do ano, colocando a actriz Sharon Tate definitivamente no mapa. Sharon Tate até conseguiu uma nomeação para o Globo de Ouro de Best Promising Newcomer, mas tinha como rival Katherine Ross em "The Graduate". A realização estava a cargo do canadiano Mark Robson, que se tinha notabilizado pelos filmes de terror da RKO, nos anos 40.

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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Para Onde Foi o Amor (Where Love Has Gone) 1964



Um brutal esfaqueamento coloca a história em movimento. A rica escultora Valerie Hayden (Susan Hayward), do influente San Francisco Haydens, testemunha o esfaqueamento até à morte do seu amante, pela histérica filha de 15 anos de idade, Danny (Joey Heatherton). Ellis (George Macready), o frio e sombrio advogado da igualmente imperiosa matriarca Hayden, a Sra. Gerald Hayden (Bette Davis), chama o pai de Danny, o construtor Lucas Miller (Mike Connors), que vive e trabalha no Arizona, para chegar rapidamente a Frisco. A Lucas é contado por Ellis que a sua presença é estritamente necessária para o espectáculo, por assim dizer, para dar a ilusão de uma família unida quando os tribunais começarem o processo do julgamento. Divorciado de Valerie, Lucas detesta a sua ex-sogra, quase tanto como ela o detesta a ele, mas ama a filha (com quem nunca teve contato), então vai ajudar neste plano.
Edward Dmytryk, junto com o mesmo argumentista de "The Carpetbaggers", John Michael Hayes (Janela Indiscreta), adapta outro romance violento e sexy de Harold Robbins. Para quem não sabe, Robbins era o rei das famosas "novelas de aeroporto" de bolso, cheias de glamour a fazer coisas sujas, sórdidas exemplificadas em posteriores adaptações gráficas para o cinema como "The Adventurers", "The Betsy", e o inspirador "The Lonely Lady". "Where Love Has Gone" ainda resiste bem em comparação com os filmes anteriores, em grande parte graças à relação de adversárias na vida real de Susan Hayward e Bette Davis, ambos a rasgarem o cenário em pedaços durante duas horas.
Embora os produtores negassem na altura, toda a gente sabia que esta história tinha sido inspirada por um dos escândalos mais famosos de Hollywood, de 1958, o esfaqueamento até à morte do amante de Lana Turner, Johnny Stompanato, pela sua filha, Cheryl Crane. Um banquete saudável de voltas e reviravoltas no argumento e personagens enlouquecidas, o filme proporciona enormes quantidades de entretenimento. Dmytryk, mais tarde voltou a trabalhar com Heatherton no gótico "Barba Azul", em 72. Inimigas ou não, é muito divertido ver Hayward e Davis nas suas cenas juntas, facilmente ofuscando o resto do elenco (que inclui também uma série de atores secundários respeitáveis como Whit Bissell, George Macready, Jane Greer, DeForest Kelley e Ann Doran).

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sábado, 11 de maio de 2013

Amor Selvagem (Canyon Passage) 1946



Em 1856, um empresário do interior, Logan Stuart (Dana Andrews) acompanha Lucy Overmire (Susan Hayward), a noiva de um amigo, de volta para casa para a remota Jacksonville, no Oregon. No decurso da difícil viagem, Lucy sente-se atraída por Logan, cujo coração parece pertencer a outra. Assim que chegam a Jacksonville, uma confusão de subtramas envolvendo vilões, damas, triângulos românticos, febre do jogo, homicídio, e vigilantismo ... culminando com uma revolta indígena que ameaça todos os colonos.
"Canyon Passage" é um exercício maravilhosamente divertido no subgénero "western psicológico", rodado num glorioso Technicolor, e com algumas interpretações surpreendentemente pesadas ​​pelo excelente elenco. O realizador Tourneur, no auge da sua forma (o filme seguinte a Canyon Passage seria o noir clássico, Out of the Past), manipula de uma forma incrível o argumento deste western (o seu primeiro western, assim como o seu primeiro filme colorido), trazendo um fio condutor, quase hipnotizante. Enquanto os principais elementos da trama são simples (o triângulo amoroso, a cidade civilizada emergente, o valentão da cidade), Tourneur mostra uma atenção quase perversa de intrigantes detalhes ao desenhar os personagens que irão preencher esta trama.Obviamente, Tourneur deu um maior destaque aos canalhas deste filme, deixando Brian Donlevy e Ward Bond criarem vilões memoráveis e ​​complexos que inquietam desenhar a simpatia do espectador. O George de Donlevy, um ladrão que procura sempre o caminho mais fácil, é o suficiente preverso para escolher alguém tão bonita como Lucy para sua noiva, mesmo indo tão longe a ponto de ousar que o seu melhor amigo Logan a beije, para provar que é melhor. Tourneur, na sua busca por personagens mais complexas moralmente, recusa-se a deixar-nos saber, concreta e definitivamente, se George realmente matou o mineiro por causa do ouro, tornando ainda mais desconfortável o personagem George. O tratamento de Tourneur para com o valentão da cidade, Honey Bragg, é talvez o mais estranho neste filme. Bond, dando a Bragg uma inteligência pensativa  e astuta ao seu personagem, sai quase como patético na sua luta com Logan (melhor sequência do filme). Espancado, mas não abatido, ele é o desprezo da multidão que instiga a luta. E quando Bragg foge dos índios que querem vingar a sua violação e assassinato de uma jovem india, Tourneur dá-lhe um momento final do simpatia do público, como um quadro do seu rosto aterrorizado preenchido entre as folhas vermelhas de um outono sangrento (o uso da cor por Tourneur não é nada menos do que brilhante neste filme). 

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