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terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Um Realizador em Apuros (Living in Oblivion) 1995

"Living in Oblivion" conta-nos um dia na vida do realizador Nick Reve (Steve Buscemi), que está a tentar fazer um filme independente com um orçamento muito reduzido. Nesta manhã em particular, ele tem de filmar a cena seis. Mal sabe ele que pesadelos, reais, figurativos e cinematográficos irão atormentar a produção, e o que eventualmente surgir não será nada como alguém imaginou.
Separado em três segmentos, cada um mostrando uma tentativa de filmar uma cena diferente de um filme, este segundo filme de Tom DiCillo revela o que pode acontecer a uma produção de baixo orçamento quando as coisas não saem conforme o planeado. Parte do que transparece é simplesmente frustrante, observamos como uma cena após a outra é arruinada por problemas técnicos (microfones pendurados muito baixos, focos deficientes, ruido nas ruas).  
Apresentando algumas cenas a cores e outras a preto e branco, e apoiado por algumas interpretações fortes, particularmente Buscemi que consegue capturar perfeitamente a frustração e o desgosto que andam de mãos dadas durante um processo criativo, "Living in Oblivion" é divertido e assertivo num olhar sobre os altos e baixos do cinema independente. DiCillo trabalhou como director de fotografia de Jim Jarmusch em obras como "Stranger than Paradise" ou "Coffee and Cigarretes".

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Cães Danados (Reservoir Dogs) 1992

Cinco estranhos juntam-se para o que pensavam ser o crime perfeito, no entanto, quando este assalto não corre como esperado, Mr. Pink, Mr. White, Mr. Blue, Mr. Orange e Mr. Blonde começam a duvidar uns dos outros e tentam descobrir qual dos cinco é, na verdade, um informador da polícia.
"Reservoir Dogs" é a longa-metragem de estreia extremamente confiante do realizador e argumentista Quentin Tarantino, e, assim como o seu sucessor, "Pulp Fiction" (não veremos neste ciclo), gerou um tipo de hype difícil de explicar, mas que continua tão chocante, perversamente engraçado e estiloso como na altura da estreia, quase 30 anos depois. Ganhou a reputação de ser um filme violento mas a sua visualização revela uma verdade diferente. 
A história é a do assalto que corre mal, que não era nenhuma novidade no mundo do cinema, mas este caso era diferente. Não vemos o roubo, vemos a evolução, Joe a reunir a equipa, a dar-lhes nomes disfarçados, cada tem o nome de uma cor. E depois vemos as consequências, depois de tudo dar errado, mas não vemos o assalto em si. O talento de Tarantino para o diálogo é o que catapulta o filme para o clássico instantâneo. Faz-se rodear de um elenco fantástico: Harvey Keitel, Tim Roth, Michael Madsen, Steve Buscemi, Chris Penn, Lawrence Tierney, ele próprio, e deixa-os falar. Tipos normais a terem conversas normais, mas eles não têm nada de normal, são assassinos que costumam atirar primeiro e perguntar depois, o que ainda torna o filme mais interessante.
Estreou no festival de Sundance de 1992, logo no início do ano. Durante esse ano precorreu inúmeros festivais, tendo finalmente estreado nas salas americanas em Outubro. A Portugal só chegaria em Maio do ano seguinte, e ao Brasil em Junho.