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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Domingo Negro (Black Sunday) 1977

O líder de um grupo terrorista árabe junta-se a um piloto veterano do Vietname, desequilibrado, para matar o presidente dos Estados Unidos na final do campeonato de futebol americano, em Miami. Cabe a um militar israelita impedir este plano mortal.
Os anos entre 1965 e 1978 constituíram um momento histórico quando filmes artisticamente ambiciosos e politicamente progressistas eram economicamente viáveis. Exemplos deste momento contra-coltural incluem Bonnie and Clyde (1967), Easy Rider (1969), Five Easy Pieces (1971), e Taxi Driver (1976). A maioria dos estudiosos incluem o fim deste período entre os lançamentos de "Jaws" (1975) e "Star Wars" (1977), uma vez que eles abriam o período dos blockbusters de verão.
"Black Sunday", de John Frankenheimer, servia de transição entre os filmes sombrios e paranóicos da "Nova Hollywood", e os mais edificantes e conservadores, filmes espectaculares que vieram depois. Frankenheimer era velho demais para fazer parte da geração dos "movie brats", mas também se tinha iniciado a trabalhar com Roger Corman, tal como os realizadores desta geração, não se encaixando em nenhuma categoria concisa. No entanto, tinha antecipado os interesses temáticos da época na paranóia, corrupção política e a angústia existencial, nos seus primeiros filmes, ainda nos anos sessenta.
Paranoia sobre estrangeiros, o governo dos Estados Unidos, as mulheres, a guerra, o capitalismo, se havia algum filme ideal sobre o tema "paranoia", ele tinha de ser "Black Sunday". Mas como é paranoico sobre tantas questões, oferece-nos dados úteis como a "paranoia" funciona, e, infelizmente, é um filme que continua a ser muito actual, dada as questões étnicas gravíssimas que se passam no extremo oriente.
Um elenco de luxo, encabeçado por Robert Shaw, Bruce Dern, Marthe Keller e Fritz Weaver.

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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Dois Vultos na Paisagem (Figures in a Landscape) 1970


Dois homens, Mac (Robert Shaw) e Ansell (Malcolm McDowell), escapam de uma prisão, mas agora estão a ser perseguidos a partir do ar. Por forças das circunstâncias,são obrigados a unir-se já que foram amarrados pelos pulsos, e ao longo da fuga vão brigando através dos campos, montes e vales, à procura de água e de uma lâmina para cortar os laços que os unem. Mas o helicóptero que os persegue, sobrevoa em círculos, cada vez mais próximo,caçando-os implacavelmente...
A novela de Barry England, de 1968, foi aclamada na altura como um conto de dois prisioneiros de guerra que fugiam dos seus captores em terreno tropical, atraíndo bastante entusiasmo entre os leitores, por isso era inevitável que uma versão chegasse ao cinema pouco depois. Quem pegou nesta história para a adaptar ao cinema, foi na verdade, a estrela Robert Shaw, embora ele não tivesse planeado originalmente tomar um dos papéis principais, mas no fim de contas, pode-se dizer que era perfeito para ele. O que distinguiu o filme na altura foi que não havia explicação para o que ocorria, e nós nunca descobriamos muito sobre a história, nem mesmo no final.
Isto significa que o filme levanta muitas questões que se recusa a responder, o que para muitos era o aspecto mais frustrante do mesmo. Nas mãos do realizador Joseph Losey o filme parece muito bem feitinho, fazendo justiça ao seu título, com uma infinidade de planos dos dois fugitivos, sempre muito bem enquadrados na paisagem do campo, são espanhóis nesta versão, embora nunca sejam identificados como tal. É muito fácil sermos levados pelo lado visual, mas o grande enigma sobre quem serão os dois fugitivos, continua a ser um pouco vago com o argumento de Shawn, que nos vai atirando pedaços de informação, como por exemplo, sabemos que Ansell aparentemente é algum tipo de professor, mas não é suficiente.

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