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sábado, 6 de junho de 2020

D. Quixote (Don Quijote de la Mancha) 1947

O velho Alonso Quijano enlouquecido pela leitura de livros de cavaleiros decide ele próprio armar-se em cavaleiro, e abandonar a sua aldeia, acompanhado pelo fiel escudeiro Sancho Panza. Depois de uma série de peripécias os seus amigos tentam trazê-lo de volta a casa e fazê-lo ver a razão.
Em 1947 realizaram-se várias actividades para comemorar o quarto centenário do nascimento de Miguel de Cervantes. Entre os vários projectos e eventos inclui-se uma versão cinematográfica de "Don Quixote de La Mancha", realizada por Rafael Gil, e com produção da Cifesa. Já havia várias versões internacionais deste livro para o cinema, desde os tempos do cinema mudo, mas a versão de Gil era especial: era a primeira versão espanhola do livro de Cervantes, e foi considerada, até aos dias de hoje, como a versão mais fiel ao livro.
O escritor e jornalista Antonio Adab Ojuel, colaborador de Gil em vários argumentos anteriores, ficou encarregue da adaptação, selecionando os episódios mais notáveis do livro, eliminando os relatos incrustados e fazendo uma clara síntese da trama. Rafael Rivelles foi escolhido para o papel principal, enquanto Juan Calvo era o actor escolhido para o papel de Sancho Panza. O grandioso elenco contava ainda com Sara Montiel e Fernando Rey, ambos em inicio de carreira cinematográfica.
Legendas em espanhol.

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terça-feira, 2 de junho de 2020

O Castelo dos Doidos (Eloísa está Debajo de un Almendro) 1943

Quando Fernando conhece Mariana e a sua família excêntrica não consegue deixar de se apaixonar por ela, embora a sua relação tenha altos e baixos, e seja estranhamente assombrada por um segredo de família.
"Eloisa está debajo de un Almendro" tem como base uma peça com o mesmo nome de Enrique Jardiel Poncela, e serviu de inspiração para a quarta longa metragem de Rafael Gil, um ex-crítico de cinema que foi um dos realizadores mais proeminentes da era de Franco. "Eloisa..", a peça de Poncela, foi importante na história da dramaturgia espanhola devido à revolução humorística que propôs, apostando na evasão da realidade através do que era implausível, onde a fantasia quase surreal e um humor mais intelectual ou inteligente assumem uma importância especial, numa discussão que gira à volta de um jovem que regressa a casa depois de anos a estudar em Bruxelas, para encontrar uma estranha nota de suicídio do seu pai assinada dez anos antes.
A adaptação de Rafael Gil, até certo ponto, é fiel e rigorosa ao texto original, sem dúvida para tirar proveito de alguns diálogos que contêm algumas notas cómicas dignas de nota. Mas longe de querer realizar uma adaptação académica e óbvia, Gil demonstra com a sua câmara intenção de evitar uma clara servidão teatral, introduzindo ligeiras e óptimas  mudanças. Desta forma a versão cinematográfica não pode ser simplesmente classificada de comédia com base nos lugares comuns do género, devemos também adicionar o epiteto de fantástico. Isto porque tem uma grande inspiração gótica, que emerge praticamente de todos os cenário criados por Enrique Alárcon, para um filme filmado inteiramente em estúdio, onde se destaca a concepção do castelo da personagem principal.
Estreou em Portugal com o nome de "O Castelo dos Doidos", um título que não faz justiça à atenção que ele merece. Legendas em inglês.

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