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quinta-feira, 28 de maio de 2020

Pasqualino das Sete Beldades (Pasqualino Settebellezze) 1975

Durante a Segunda Guerra Mundial Pasqualino Frafuso (Giancarlo Giannini), um italiano, deserta do exército. Os alemães capturam-no e enviam-no para um campo de concentração, onde faz quase qualquer coisa para sobreviver. Em flashbacks, é vista a sua família com sete irmãs (as sete belezas), como Pasqualino cometeu um assassinato acidental ao amante de uma irmã, a sua confissão e prisão, a sua calculada troca para um asilo, e como decidiu voluntariamente ser um soldado para escapar da prisão.
"Pasqualino Settebellezze" é uma sátira ousada, irreverente, e densa em camadas sobre uma cultura nacional de machismo, onde a crueldade humana justifica promover um clima de militarismo e permitir a cumplicidade, resultando na tragédia da Segunda Guerra Mundial. Ao apresentar a situação cívil de Pasqualino como uma consequência da interacção entre a vaidade e a covardia, Lina Wertmüller mostra-nos uma correlecção incisiva entre a agressão masculina e a virilidade. 
Lina Wertmüller era uma das realizadoras mais controversas em Itália, e este era um dos seus melhores exemplos. Foi nomeado para quatro Óscares, sendo Wertmüller a primeira mulher a ser nomeada para melhor realizadora. O filme foi também nomeado para melhor actor (Giancarlo Giannini), Argumento, e Filme em Língua Estrangeira.

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quarta-feira, 27 de maio de 2020

Insólito Destino (Travolti da un insolito destino nell'azzurro mare d'agosto) 1974

A tirar férias no Mediterrâneo, a rica capitalista Raffaella Pavone Lanzetti (Mariangela Melato) alugou um iate para fazer um cruzeiro. Ela grita ordens a toda a hora, quando não está a tomar posições bem incorretas politicamente. Raffaella descarrega boa parte da sua futilidade em Gennarino Carunchio (Giancarlo Giannini), um siciliano comunista que trabalha na embarcação, exigindo que ele fique mais apresentável. Gennarino desenvolve desprezo pela independência dela, ficando cada vez mais frustrado com as suas ordens. Por causa de um infortúnio vão os dois parar a uma ilha desabitada, isolados e sem as diferenças sociais, Gennarino e Raffaella vão se ver numa situação que nunca iriam imaginar.
Mais um filme realizado por Lina Wertmuller, na sua fase mais criativa. Foi uma obra controversa na altura da sua estreia, pela sua representação ousada das relações de género. Hoje em dia, quando se dá tanta importância ao politicamente correcto, a abordagem e o conteúdo do filme tornaram-se uma maldição. Mesmo o facto do filme ter sido escrito e realizado por uma mulher não permitiu que evitassem o nome impróprio de "misógino".
O filme aborda dois assuntos desafiadores, política e sexo, e fá-lo da forma mais carregada que se possa imaginar, acrescentando violência e subjugação a uma mistura já tóxica de opinião e desafio. É um filme de nervos disfarçado de comédia negra, ou talvez um romance, com Wertmuller a usar o conflito de classes para provocar os espectadores o máximo que pode, fazendo um filme provocativo com uma sensualidade estranha.

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quinta-feira, 21 de maio de 2020

Filme de Amor e Anarquia (Film d'amore e d'anarchia) 1973

Itália, inicio dos anos trinta. Em "La Maison" de madame Ainda (Pina Cei), um "bordel" destinado aos sonhos proibidos dos prazeres da carne e do amor, é o local onde se cruzam os destinos de Salomé (Mariângela Melato), uma anarquista que deseja vingar a execução do seu noivo, morto injustamente por uma multidão enfurecida, de Tonino (Giancarlo Giannini, um ingénuo camponês que também procura vingança pela morte de um grande amigo e de Tripolina (Lina Polito), uma menina que, de alguma forma, quer vingar a morte do seu pai falecido durante a guerra. Três pessoas humildes e sofridas que unidas pela dor, procuram suas vinganças e se entrelaçam no amor e nos sonhos.
Neste filme, Lina Wertmuller incorpora muitos detalhes Fellinescos: o trabalho de câmara de Giuseppe Rotunno, as harmonias características de Nino Rota, prostitutas a fazer música e a vender os seus produtos, e até uma personagem feminina que implora ao seu público que respeite pelo seu passado de estrelato (tal como a Mademoiselle Fifi em "8 e 1/2"), mas o objectivo da realizadora dificilmente poderia ser mais diferente de Fellini. Basta observar "Amarcord" e depois este "Filme de Amor e Anarquia" para perceber quanto diferentes podem ser duas vozes narrativas com articulações estilísticas semelhantes. 
Wertmuller deriva muito do seu poder de misturar política com as emoções universais desagradáveis. Ela criou o oposto do épico, trabalhando a partir de detalhes psicológicos caseiros, com a grandiosidade épica a ser reservada para representar os fascistas. Retratando o medo e a vulnerabilidade Wertmuller encontra novas dimensões, uma exploração mais completa da relação entre política e vida do que em "O Conformista", de Bertolucci, com o qual este filme foi comparado.
Gincarlo Giannini ganhou o prémio de Melhor Actor no festival de Cannes.

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terça-feira, 19 de maio de 2020

Ferido na Honra (Mimì Metallurgico Ferito Nell'onore) 1972

Mimi (Giancarlo Giannini), durante as eleições, vota no candidato do partido comunista em vez do candidato da máfia. Sendo assim, a máfia faz um boicote para que ele não encontre emprego. Mimi é forçado a sair da Sicília, deixando mulher e filhos, para ir tentar a vida em Turim. Lá, ele consegue emprego, mas é obrigado a fingir ser um mafioso porque em Turim existe mais corrupção do que no lugar de onde veio. Começa a viver com uma mulher vendedora de rua, e activista comunista, com quem tem um filho. No entanto, ele recebe uma oferta irrecusável em sua cidade natal...
Chegou a altura de vos introduzir a mais um nome grande da Commedia All'Italiana: a realizadora Lina Wertmuller. Corajosos, políticos e satíricos são os filmes da realizadora italiana, dos anos 70, que podem ser emocionantes do ponto de vista intelectual, desafiando o espectador com ideias filosóficas e socioeconómicas, e são apresentados com uma paixão avassaladora. 
A maioria dos filmes da realizadora concentram-se em actos sexuais específicos, geralmente indutores de constrangimento. Os seus personagens trocam e retêm relações sexuais como moeda, mas neste "Ferido na Honra", o primeiro dos seus filmes com Giancarlo Giannini como protagonista, e a sua primeira farsa regional, o "eu" corporal é menos uma mercadoria do que uma herança: determina o quanto uma pessoa pode arriscar na vida.
Apesar de não ser o seu primeiro filme, esta seria a obra de revelação de Lina Wertmuller, que se tornaria num dos nomes mais importantes do cinema italiano da década de 70, tendo inclusive sido a primeira mulher a ser nomeada para o Óscar de Melhor Realizadora. Vamos ver vários filmes seus neste ciclo.

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terça-feira, 25 de agosto de 2015

Pasqualino das Sete Beldades (Pasqualino Settebellezze) 1975

Durante a Segunda Guerra Mundial Pasqualino Frafuso (Giancarlo Giannini), um italiano, deserta do exército. Os alemães capturam-no e enviam-no para um campo de concentração, onde faz quase qualquer coisa para sobreviver. Em flashbacks, é vista a sua família com sete irmãs (as sete belezas), como Pasqualino cometeu um assassinato acidental ao amante de uma irmã, a sua confissão e prisão, a sua calculada troca para um asilo, e como decidiu volutariamente ser um soldado para escapar da prisão.
"Pasqualino Settebellezze" é uma sátira ousada, irreverente, e densa em camadas sobre uma cultura nacional de machismo, onde a crueldade humana justifica promover um clima de militarismo e permitir a cumplicidade, resultando na tragédia da Segunda Guerra Mundial. Ao apresentar a situação cívil de Pasqualino como uma consequência da interacção entre a vaidade e a covardia, Lina Wertmüller mostra-nos uma correlecção incisiva entre a agressão masculina e a virilidade.
Lina Wertmüller era uma das realizadoras mais controversas em Itália, e este era um dos seus melhores exemplos. Foi nomeado para quatro Óscares, sendo Wertmüller a primeira mulher a ser nomeada para melhor realizadora. O filme foi também nomeado para melhor actor (Giancarlo Giannini), Argumento, e Filme em Língua Estrangeira.

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