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terça-feira, 8 de setembro de 2020

Terror no Texas (Terror in a Texas Town) 1958

Prairie City, no Texas, é uma pequena cidade que tem um "dono", Ed McNeil (Sebastian Cabot). Com a ajuda de pistoleiros, comandados por Johnny Crale (Nedrick Young), McNeil aterroriza a população forçando-os a vender as suas terras, pois sabe que há uma quantidade enorme de petróleo na região. O proprietário Sven Hansen (Ted Stanhope), um sueco que pescara baleias no passado, é assassinado por Johnny, pois não quis vender as suas terras. Logo depois George Hansen (Sterling Hayden), o filho de Sven, chega à cidade e, vendo que o xerife (Tyler McVey) é corrupto, tem como única alternativa agir por conta própria.
Estranho e surreal e único entre os westerns da época. Embora contenha a maior parte dos clichés do género (o xerife corrupto, o magnata ganancioso por terras, o pistoleiro sinistro, o herói vingador), cada cada cliché tem uma variação. A música é bizarra e por vezes parece não encaixar, mas acaba por aumentar a sensação invulgar que temos ao ver o filme. A história está repleta de dilemas morais que lhe conferem uma profundidade surpreendente.
Escrito, sob pseudónimo, por Dalton Trumbo, um dos nomes mais fortemente perseguidos pelo Macarthismo, e realizado por Joseph H. Lewis, um dos mais reconhecidos realizadores da série B, conta-nos uma história bastante directa sobre o bem vs. o mal. Sombras de "Johnny Guitar" são imediatamente evocadas quando Hayden surge na sequência de abertura, empunhando um arpão contra um inimigo invisível, e também vemos Frank Ferguson, que interpretou um xerife no mesmo filme, mas o filme segue por um caminho muito diferente, e com muito entretenimento do inicio ao fim. 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Mortalmente Perigosa (Gun Crazy) 1950


Logo depois de deixar o exército, Bart Tare (John Dall) vai com um amigo até uma festa. Lá ele conhece a mulher perfeita: Annie Laurie Starr (Peggy Cummins). Linda, destemida e exímia atiradora, a jovem é tão apaixonada por armas como ele e o casamento não tarda a acontecer. A parceria amorosa transforma-se também numa criminosa e os dois iniciam uma série de assaltos, chamando a atenção da polícia. 
Se tivéssemos de escolher um único filme para justificar todo o entusiasmo pelo film noir e o seu fascínio natural, poucos poderiam competir com "Gun Crazy". O mesmo vale para celebrar o potencial dos filmes de série B a alcançarem um toque de classe A, e inteligência artística que era fundamental. O filme explode descaradamente numa energia sexual quase animal que o torna único, mesmo num imaginário de filmes conhecido pela psicologia perversa. E alcança os seus objectivos com um orçamento muito limitado, através de duas estratégias que deviam chocar em vez de se revigorarem: a ousada estilização expressionista, com cenários minimalistas, e a adopção de movimentos de câmara que nos transportam para o mundo real, uma abordagem que se aproxima do realismo documental. 
A realização de "Gun Crazy" estava a cargo de Joseph h. Lewis, que tinha saltado do banco de montagem para a frente das câmaras, em westerns de série B, veículos para Bela Lugosi, e alguns noirs notáveis como eram o caso de "My Name is Julia Ross", e "The Big Combo".

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