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terça-feira, 3 de setembro de 2013
Para Onde Foi o Amor (Where Love Has Gone) 1964
Um brutal esfaqueamento coloca a história em movimento. A rica escultora Valerie Hayden (Susan Hayward), do influente San Francisco Haydens, testemunha o esfaqueamento até à morte do seu amante, pela histérica filha de 15 anos de idade, Danny (Joey Heatherton). Ellis (George Macready), o frio e sombrio advogado da igualmente imperiosa matriarca Hayden, a Sra. Gerald Hayden (Bette Davis), chama o pai de Danny, o construtor Lucas Miller (Mike Connors), que vive e trabalha no Arizona, para chegar rapidamente a Frisco. A Lucas é contado por Ellis que a sua presença é estritamente necessária para o espectáculo, por assim dizer, para dar a ilusão de uma família unida quando os tribunais começarem o processo do julgamento. Divorciado de Valerie, Lucas detesta a sua ex-sogra, quase tanto como ela o detesta a ele, mas ama a filha (com quem nunca teve contato), então vai ajudar neste plano.
Edward Dmytryk, junto com o mesmo argumentista de "The Carpetbaggers", John Michael Hayes (Janela Indiscreta), adapta outro romance violento e sexy de Harold Robbins. Para quem não sabe, Robbins era o rei das famosas "novelas de aeroporto" de bolso, cheias de glamour a fazer coisas sujas, sórdidas exemplificadas em posteriores adaptações gráficas para o cinema como "The Adventurers", "The Betsy", e o inspirador "The Lonely Lady". "Where Love Has Gone" ainda resiste bem em comparação com os filmes anteriores, em grande parte graças à relação de adversárias na vida real de Susan Hayward e Bette Davis, ambos a rasgarem o cenário em pedaços durante duas horas.
Embora os produtores negassem na altura, toda a gente sabia que esta história tinha sido inspirada por um dos escândalos mais famosos de Hollywood, de 1958, o esfaqueamento até à morte do amante de Lana Turner, Johnny Stompanato, pela sua filha, Cheryl Crane. Um banquete saudável de voltas e reviravoltas no argumento e personagens enlouquecidas, o filme proporciona enormes quantidades de entretenimento. Dmytryk, mais tarde voltou a trabalhar com Heatherton no gótico "Barba Azul", em 72. Inimigas ou não, é muito divertido ver Hayward e Davis nas suas cenas juntas, facilmente ofuscando o resto do elenco (que inclui também uma série de atores secundários respeitáveis como Whit Bissell, George Macready, Jane Greer, DeForest Kelley e Ann Doran).
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sábado, 11 de maio de 2013
O Arrependido (Out of the Past) 1947
Jacques Tourneur dirigiu um dos maiores noirs de todos os tempos com Out of the Past, que também deu a Robert Mitchum um dos seus dois maiores papéis (o outro foi o de The Night of the Hunter).
Mitchum interpreta Jeff Bailey, um trabalhador de um posto de gasolina que namora com uma rapariga local, Ann (Rhonda Fleming), com quem está tentando fazer uma vida normal. Mas o seu passado persegue-o e ele é forçado a terminar uma história iniciada noutro ponto da vida. Trabalhar para um rico gangster (Kirk Douglas), é enviado para a América do Sul para encontrar a namorada errante do gangster, Kathie (Jane Greer). Mas em vez de trazê-la para casa, apaixona-se por ela e fogem juntos.Mas o gangster não vai desistir de procurá-los.
Tendo-se formado na escola de cinema de Val Lewton, Tourneur era um mestre das sombras e da escuridão, e como tal era uma realizador mais adaptado ao noir, do que a qualquer outro género. O filme começa de um modo muito brilhante, mas no momento em que Jeff se afunda de volta para o submundo das sombras, a escuridão começa a invadir cada frame. Até os cantos das salas, portas e janelas, conspiram contra ele, fechando-o e impedindo-o de entrar em cena. Daniel Mainwaring adaptou a sua novela, "Build My Gallows High", sob o pseudónimo de Geoffrey Homes.
Explicar o enredo de "Out of the Past" seria uma tarefa difícil e, francamente, o argumento do filme não pretende ser claro. É como um sonho, um quebra-cabeças pelo qual Mitchum vai caminhando. É a viagem ao presente, passado e novamente ao presente seguindo um caminho até a um final fatalista, que é o que torna o filme tão interessante. A maior parte do filme nem sequer parece noir. A High Sierra sem núvens e o verão mexicano parecem brilhantes demais para um noir. Mas Out of the Past é sem dúvida um dos maiores e mais originais, com algumas das suas qualidades a serem produtos do seu tempo, ao passo que outros aspectos garantem, pelo contrário, a sua atemporalidade. O filme atravessa a linha entre estas duas identidades, equilibrando cada uma numa perfeita sincronia, sempre com fortes indícios de que um verdadeiro artesão está no comando. Ironicamente, o nome de Jacques Tourneur não é dos primeiros que vêm à mente quando se fala dos grandes realizadores da altura como John Huston, Billy Wilder, Nicolas Ray ou Stanley Kubrick, os quais dirigiram alguns dos melhores noirs. Mas isso nunca vai mudar o facto de que Tourneur saltou a cerca com Out of the Past.
O filme estreou em Inglaterra com o mesmo título do romance, mas os distribuidores americanos mudaram para o título mórbido e mais simples Out of the Past. Seria refeito em 1984 com o nome de Against All Odds, e com Jeff Bridges, Rachel Ward e James Woods nos principais papéis.
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