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domingo, 6 de janeiro de 2019

As Crianças (The Children) 2008

Duas famílias de classe média juntam-se para passar  ano novo numa casa de campo, e o caótico barulho dos seus vários filmes transforma-se em algo mais sinistro quando uma doença misteriosa os transforma em loucos assassinos.
Invulgar para um filme de terror contemporâneo britânico, "The Children" éum filme muito recto, onde os raros momentos de humor subtil são em conversas entre o elenco. Hannah Tointon, com a maior parte do filme, como a rebelde teenager Casey, é brilhante, presa na relação que tem entre o seu padrasto idiota(Jeremy Sheffield) e o seu tio "cool", mas um pouco prevertido(Campbell Moore), que junto com as duas mães Eva Birthistle e Rachel Shelley, fazem um óptimo trabalho ao caricaturarem o mundo presunçoso da classe média em que habitam.
Depois temos as crianças, que parecem ter uma vida tão frenética como os adultos. O primeiro terço do filme mostra o seu jogo hiperactivo e o stress que colocam nos adultos, um crescente suspense enquanto perguntamos que direcção o filme vai tomar. Vai ser um longo e tortuoso caminho que nos vai deixar o coração bem perto da boca. 
O filme é baseado numa história de Paul Andrew Williams, e é aqui adaptada pelo argumentista e realizador Tom Shankland, que desde então deixou o cinema para se dedicar em exclusivo à televisão. 

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

A Barreira do Medo (Cape Fear) 1962

Robert Mitchum é Max Cady, um ex-presidiário determinado a uma terrível vingança contra o seu ex-advogado Sam Bowden (Gregory Preck), e a sua família. Sam é advogado numa pequena cidade e o seu pior pesadelo torna-se realidade quando o criminoso que ele defendeu regressa para perseguir e atentar contra a vida e a honra da sua jovem esposa e da sua filha adolescente. Apesar da ajuda do chefe da polícia local e de um detetive particular, Sam não tem poderes legais para impedir Max neste jogo sádico de gato e rato.
Filme de suspense magistral, escrito pelo argumentista James R Webb e baseado no livro de John D MacDonald chamado "The Executioners", é um grande filme para J. Lee Thompson, um realizador mais vocacionado para filmes de acção, como era o caso de "The Guns of Navarone", também com Gregory Peck. 
Um filme surpreendentemente corajoso para o seu tempo, que ficou mais conhecido pelo papel de vilão tão naturalista de Robert Mitchum,  que sete anos antes tinha desempenhado outro muito famoso vilão da história do cinema, o Pastor de "The Night of the Hunter". Gregory Peck também está muito forte do papel de herói, assim como o filme tem um notável elenco: Polly Bergen, Martin Balsam, ou Telly Savalas. 
Em 1991 Martin Scorsese realizou um remake que melhorou o primeiro filme em quase todos os sentidos, na realização, na fotografia, no argumento que envolve novas dinâmicas sobre a família, nas interpretações de actores como Nick Nolte, agora o novo protagonista, Jessica Lange, Juliette Lewis, mas Robert DeNiro está a léguas da crueldade e da frieza de Mitchum como Max Cady. 

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quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

A Semente do Mal (The Bad Seed) 1956

Christine Penmark parece ter tudo na vida: uma casa adorável, um marido amoroso, e a filha mais "perfeita" do mundo. Só que as coisas nem sempre são o que parecem, e desde a infância que Chhristine sofre com o mais terrível pesadelo recorrente. E as realizações da filha "perfeita" incluem mentir, roubar, e possivelmente muito pior. Apenas Christine desconfia da verdade sobre a filha, e apenas o seu pai sabe a verdade sobre o seu pesadelo.
A cópia original da Warner Bros. tinha no trailer o resumo da natureza surreal de "The Bad Seed,", adaptado de uma peça famosa de Maxwell Anderson, por sua vez inspirada no livro de William March. O trabalho de Anderson era frequentemente adaptado para o cinema por realizadores e argumentistas, sendo "Key Largo" uma das mais famosas adaptações, a par do seu argumento de "Death Takes a Holiday", e o seu trabalho neste filme em questão, obras que revelam o trabalho de Anderson no thriller e no reino da fantasia. Quando o realizador Mervyn LeRoy esta peça no teatro, ficou determinado a transforma-la num filme. 
O filme iniciou o sub-género "filho maléfico", com a interpretação da jovem Patty McCormack a ser absolutamente arrepiante, mas a história é baseada na mãe (Nancy Kelly), também ela com uma interpretação avassaladora. Isto tem mais a ver porque o filme foi adaptado da versão para o palco, com muitos actores a repetirem os seus papeis no cinema. "The Bad Seed" é sem dúvida um trabalho de mulheres, e foi graças a isso que três actrizes foram nomeadas para um Óscar nesse ano. Para além de Kelly ser nomeada para actriz principal, também McCormack e Eileen Heckart foram nomeadas para actrizes secundárias. 
Nota, o filme nunca estreou em Portugal, por isso o título foi livremente adaptado por mim. No Brasil chama-se "A Tara Maldita". 

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terça-feira, 1 de janeiro de 2019

This Strange Passion (El) 1953

Francisco é rico, bastante rigoroso nos seus princípios e ainda é solteiro. Depois de conhecer Glória por acidente, está decidido a corteja-la até ela aceitar casar com ele, o que acaba por acontecer. Francisco torna-se num marido dedicado, mas aos poucos a sua paixão começa a revelar traços perturbadores. No entanto, Gloria encontra-se com cepticismo quando revela a sua preocupação aos conhecidos.
Em El, o realizador Luis Bunuel alega que a insanidade incontrolável pode crescer até mesmo nos homens mais racionais. Francisco imagina que o ex-amante da esposa os está a espiar. No inicio, os ciúmes manifestam-se em breves explosões de violência contra intrusos fantasmas. Mas a loucura do noivo floresce até que ela deixe de estar acessível aos outros. Bunuel alterna a desintegração de Francisco com os seus ataques normais ao catolicismo: a igreja não pode oferecer nada a este homem infeliz, a não ser mentir-lhe, que ele está curado, e no fundo todos sabemos que ele nunca estará. O critico William K. Everson acertou em cheio quando considerou o filme como "a mais cínica dissecação de um paranoico em loucura total". 
Realizado no auge do período mexicano de Luis Bunuel, "El" é um dos seus maiores filmes, apesar de ser pouco conhecido. Ironicamente, não tem nada de mexicano. É um simples retrato de um paranoico, que, como um poeta, "nasce, não é feito", diz o realizador na sua autobiografia.

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segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

A Sangue Frio (In Cold Blood) 1967

Um próspero e respeitado fazendeiro do Kansas, a sua mulher e os seus dois filhos adolescentes são brutalmente massacrados de uma forma imoral. Os assassinos são dois ex-condenados desleixados: Perry Smith (Robert Blake) e Dick Hickock (Scott Wilson). Nenhum dos dois homens é são o suficiente para se arrepender do crime. A história penetra profundamente nas mentes dos criminosos enquanto seguem a viagem tortuosa pelo México e Estados Unidos para tentar fugir da lei. Após mais de um ano de fuga, os homens caçados são finalmente presos.
Em 1959 Herbert, Bonnie, Nancy e Kenyon Clutter foram brutalmente assassinados na sua quinta do Kansas. O escritor Truman Capote estava entre os jornalistas que se reuniram no local quando as buscas pelos assassinos começaram, mas ao contrário dos outros, ficou por ali durantes as buscas e tudo o que aconteceu depois. Em 1966 ele publicou "In Cold Blood", um dos mais influentes livros da história da américa, baseado nestes crimes. Este trabalho rapidamente começou a ser transformado em filme, que foi estreado no ano seguinte pelas mãos do  realizador Richard Brooks, com algumas cenas a serem filmadas no próprio local onde ocorreram os crimes. 
É um poderoso legado para qualquer filme. Richard Brooks fez um extraordinário trabalho na recriação do crime que se destaca por si só, num filme que agarra desde o começo com os seus visuais "noiristas", e um inconfundível sentido de ameaça. 
O verdadeiro destaque do filme é a interpretação de Robert Blake, um dos melhores vilões da história do cinema, que em conjunto com o livro de Capote seriam significativos em mudar as atitudes dos americanos para com a pena de morte. Seria irónico que Blake seria acusado de assassinar a sua própria esposa em 2002, mas acabaria por ser ilibado. 

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domingo, 30 de dezembro de 2018

O Génio do Mal (Compulsion) 1959

Chicago, 1924. Judd Steiner (Dean Stockwell) e Artie Straus (Bradford Dillman) são dois jovens homossexuais que pertencem a famílias ricas. Os dois acreditam ser superiores intelectualmete, além disto se consideram acima da moralidade convencional. Para provar que são superiores, eles assassinam Paulie Kessler sem qualquer razão. Depressa um pequeno detalhe faz o “crime perfeito” ser um falhanço. Para tentar alterar este quadro, as famílias de Judd e Steiner contratam Jonathan Wilk (Orson Welles), um famoso advogado que tem a fama de convencer os jurados.
"Compulsion" foi realizado em 1959, 35 anos depois de Nathan Leopold e Richard Loeb cometerem um assassínio na vida real no qual o filme (e o livro, que o precedeu em 3 anos, escrito por Meyer Levin em 1956) é baseado. É difícil imaginar um mundo onde os média levariam tanto tempo para capitalizar tais eventos terríveis, dado que a televisão moderna teria assunto para um drama no ar durante meses. O facto é que o advogado de Leoold e Loeb era o famoso Clarence Darrow, o que tornaria tudo mais complicado para a comunicação social. O filme "Rope"(1949) de Hitchcock, também teria ecos destas duas personagens, e também teve influências de um peça de 1929, muito mais oportuna. 
"Compulsion" está dividido em duas partes. A primeira é dedicada ao crime, mais especificamente à tentativa de Judd e Artie o esconderem, com duas grandes interpretações do par central, Dean Stockwell e Bradford Dillman. Judd é o cérebro, um jovem perdido que tenta esconder as suas emoções atrás de um elevado intelecto. Stockwell interpreta a sua personagem com uma tensa fragilidade, ansioso por agradar a Artie, que é muito mais visceral. A segunda parte do filme é dedicada aos eventos no tribunal, e é aqui que aparece Orson Welles, no papel do advogado dos dois jovens. 
Atrás das camaras estava Richard Fleischer, um homem mais dado a filmes de acção, que aqui consegue mergulhar no melodrama da melhor forma. De notar que os três actores principais, Stockwell, Dillman e Welles, ganharam em conjunto o prémio de melhor actor no Festival de Cannes.

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domingo, 23 de dezembro de 2018

Angst (Angst) 1983

Um homem é libertado da prisão depois de cumprir quatro anos pelo homicídio de uma mulher idosa. Rapidamente começa a sentir a compulsão para matar novamente. Depois de não conseguir matar uma motorista de táxi, foge e descobre uma casa rural isolada, onde vive uma jovem, com a mãe doente e um irmão retardado. Então, começa a descarregar os seus prazeres sádicos sobre eles, na tentativa de mantê-los como reféns, enquanto pensa na sua infância conturbada com a mãe abusiva e a avó ... 
Angst é sobre um assassino liberto da prisão para iniciar outra matança. Há aqui pouco comentário social sobre a reabilitação ou a dureza da sociedade para os ex-reclusos. Assim que ele sai dos portões da prisão, quer matar de novo - não há conflito interno dentro da sua personalidade, e parece satisfeito com o monstro que é. Este filme é um dos favoritos de Gaspar Noé (o realizador de Irreversível) e percebemos facilmente como inspirou a sua obra, tanto visualmente como no conteúdo. As duas coisas que instantaneamente nos atingem são a fotografia e o sound design. Zbigniew Rybczynski (que fez o video de John Lennon, Imagine) foi o responsável pelo aspecto visual do filme e usou algumas sequências estranhas para grande parte do filme. Ele dá ao público uma certa distância do protagonista, para que possamos gostar ou desprezar deste assassino, mas quando a acção começa colocando-nos tão perto quanto possível do assassino, que pára instantaneamente tornando-o uma figura patética e perturbadora. O design de som intenso também é excepcional. O som, que é anormalmente alto, tem um ritmo bastante acentuado, enquanto a banda sonora de "synth 80" evoca memórias de "Halloween". 
 Embora outros personagens apareçam em cena, é o desempenho de Erwin Leder como o assassino que consome o filme. Um pouco como o desempenho de Jackie Earle Haley em "Little Children", este personagem  é tão terrível como patético, o que é coisa muito rara de se ver no cinema. Nós vemos e ouvimos tudo desde a sua perspectiva distorcida, mas em nenhum momento conseguimos sentir simpatia por ele.

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sábado, 22 de dezembro de 2018

Uma Voz na Escuridão (Experiment in Terror) 1962

Kelly (Lee Remick) é atacada por um desconhecido, que exige que ela roube 100.000 dólares do banco onde trabalha. Caso recuse, a sua irmã será assassinada. O FBI consegue interceptar um telefonema do desconhecido através do agente John Ripley (Glenn Ford), mas as pistas não são suficientes para encontrá-lo.
Depois de se especializar em comédias ligeiras (Operation Petticoat, High Time), romance (Breakfast at Tiffany’s), e mini-aventuras na TV com o detective Peter Gunn, em 1962 Blake Edwards resolveu virar-se para dois géneros completamente novos para ele: o drama social em "Days of Wine and Roses", sobre a força destrutiva do alcoolismo, e o horripilante suspense psicológico, em "Experiment in Terror", onde uma investigação do FBI se transforma num jogo entre um gato e um rato, entre uma heroína e um assassino chantagista.
Ambos os filmes eram interpretados por Lee Remick, e enquanto em "Experiment in Terror" a actriz partilhava o papel de protagonista com o actor veterano Glenn Ford, a verdadeira estrela do filme é sem dúvida Ross Martin, que transformou um vilão genérico num dos mais brilhantes e cruéis vilões de Hollywood, sem derramar uma gota de sangue na tela, ou fazer um acto gráfico de violação sexual. 
Mesmo sem ser visto em corpo completo até perto do final do filme, apenas através da sua voz ofegante, dos maneirismos faciais capturados pela macro-cinematografia, e o zumbido do órgão de Henry Mancini, Martin transforma-se num monstro capaz de atormentar as suas vítimas da forma mais cruel. 
O filme combina muito bem um imaginário de pesadelo e um olhar fascinante sobre as várias culturas em redor de São Francisco, saltando com grande facilidade entre locais e classes sociais, para o grande final em Candlestick Park.

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quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

O Homem Que Queria Saber (Spoorloos) 1988

Co-produção Franco-holandesa, de George Sluizer, "Spoorloos" é um exemplo de uma narrativa hábil. Um art-house hit em 1988 (re-feito nos EUA pelo mesmo realizador em 1993, com resultados previsivelmente lamentáveis​​), o filme é um reinterpretação arrepiante do enredo que Hitchcock usou em The Lady Vanishes (1938). Um casal holandês está de férias em França. As animadas brincadeiras indiciavam que a sua relação era um compromisso profundo, com o tipo de fraturas inevitáveis que ​​qualquer casal pode sofrer. Eles descansam na viagem, para que Saskia Wagter (Jahanna ter Steege) possa comprar algumas bebidas frias numa estação de serviço completamente normal. De repente, ela desaparece, e Rex Hofman (Gene Bervoets) é atingido pela tristeza, confusão e culpa. Como poderia ele não ter visto o que aconteceu? Quem queria prejudicar alguém sem motivo aparente? 
 Passam-se três anos, e Rex continua a procurar o amor perdido. Atormentado e propenso a crises de raiva e desespero, Rex colocou a vida em suspenso até que descubra o que aconteceu naquele dia fatídico. O interesse de Sluizer, no entanto, não reside na solução do enigma, pois ele já mostrou ao espectador quem cometeu o crime: um homem calvo de meia-idade, Raymond Lemorne (Bernard-Pierre Donnadieu), raptou Saskia na estação de serviço depois de subjuga-la com clorofórmio. Mas enquanto nos mostra isto, Sluizer retém-se no destino de Saskia. E uma vez que Rex descobre que Raymond está envolvido, torna-se claro que o realizador está preocupado com o jogo de gato e o rato entre os dois homens, e a explicação do sequestrador. 
O que se torna imediatamente evidente é que Raymond é um sociopata. Um exterior benigno que desmente uma obsessão em cometer um crime perfeito contra uma vítima aparentemente aleatória. O pouco que sabemos sobre a sua banal vida familiar retira-lhe qualquer possibilidade de homicídio, muito menos rapto e tortura. Por conseguinte, a tensão em "Spoorloos" não reside na antecipação da solução do destino de Saskia (e, eventualmente, Rex), mas na incompatibilidade entre a aparência benigna de Raymond e as suas tendências voláteis. Rex, de coração partido oferece-se ao assassino, a fim de descobrir o que aconteceu com a namorada. A descoberta desta informação e as suas consequências constituem o clímax do filme, e o elemento mais perturbador de uma narrativa consistentemente inquietante.

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terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Psico (Psycho) 1960

"Um dos filmes de terror mais famosos de sempre e, muito possivelmente, o mais influente de toda a História, "Psico", de Alfred Hitchcock, trocou os seres sobrenaturais do passado do género - vampiros, lobisomens, zombies e companhia - por um monstro até demasiado humano. O filme fez de Norman Bates um nome conhecido por todos e garantiu de forma definitiva o estatuto do seu realizador como mestre do suspense.
Adaptado por Joseph Stefano, de um arrepiante, mas esquecido, romance de Robert Bloch, que baseou a personagem de Norman num assassino em série real do Wiscoin, Ed Gein, "Psico" conta a história de Marion Crane (Janet Leigh), uma bonita mulher que rouba 40.000 dólares do local de trabalho. Deixa então a cidade sem um plano, a não ser um vago desejo de passar a noite com o namorado, que é casado. Conduzindo a noite inteira à chuva, Marion pára finalmente num Motel, onde o gerente é um rapaz desajeitado mas suficientemente simpático chamado Norman (interpretado com perfeição subtil por Anthony Perkins). Numa reviravolta chocante que pôs o público literalmente a gritar na plateia, Marion é apunhalada até à morte, na mesma noite, quando tomava um duche, por o que parece ser uma velha com uma faca de trinchar de 30 cm. Nunca até ali, um personagem central fora assassinado tão brutalmente e a menos de metade do filme!. Depois do detective da companhia de seguros, incumbido do caso, Milton Arbogast (Martin Balsam), ser também abafado, Lila (Vera Miles) a irmã de Marion e o namorado Sam Loomis (John Gavin) seguem o rasto da desaparecida até à casa da família Bates, situada na mesma estrada do Motel.
Quando "Psico" estreou, recebeu críticas pouco entusiastas - embora de longe muito melhores do que o veneno que acolheu o sinistramente familiar, "Peeping Tom", também distribuido no mesmo ano. Contudo, a reacção do público ao filme foi assombrosa, com as pessoas a formarem fila à volta dos quarteirões para obter bilhetes. A gerar mais publicidade, estava a nova "política especial" de Hitch de não deixar ninguém entrar nas salas depois do genérico de abertura. Claramente, este cineasta nascido em Inglaterra encontrou um meio para tocar directamente na psique colectiva da América: ao tornar o Monstro tão normal, e ao unir sexo, loucura e assassinato numa fantasmagórica e sórdida crónica, Hitchcock antecipou efectivamente as primeiras páginas dos maiores casos criminais das próximas décadas"
Texto de SJS.

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segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

I See a Darkness

A minha inspiração, óbvia, para este ciclo veio de uma canção original de 1999, interpretada por Bonnie "Prince" Billy, da qual Johnny Cash fez uma excelente cover alguns anos depois. Mas a temática do ciclo foge um pouco à temática da canção. Enquanto que a música original é sobre alguém que pede ajuda para sair da escuridão como isolamento, no ciclo programado pretende-se recriar algo muito diferente: o Mal.
A representação do "mal" sempre foi invulgar em todas as formas de arte. É um assunto tanto desagradável como fascinante, poder explicar o que é a maldade na natureza humana. Foi analisada através de crenças religiosas, padrões sociais ou vários estados psicológicos, com a origem do mal a variar de caso para caso, como um mistério intrigante.

Nos filmes que poderão ver nos próximos dias, até dia 5 de Janeiro, vão conhecer uma série de personagens completamente mergulhadas na maldade, e que usam tudo ao seu alcance para fazer mal aos outros, quer física quer psicologicamente. Quer sejam o Anthony Perkins de "Psycho", ou o assassino brutal de Robert Blake, em "In Cold Blood".
Serão cerca de 15 filmes, cada um com uma característica muito especial em relação à maldade. Fiquem por aí, e Feliz Natal, ho ho ho.