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domingo, 1 de dezembro de 2019

O Sinal de Drácula (Dracula Has Risen from the Grave) 1968

Quando uma jovem é encontrada enforcada na igreja com marcas de dentes no pescoço, os aldeões suspeitam logo que Drácula (Christopher Lee) esteja por detrás do crime. Embora ele supostamente esteja morto há algum tempo, o vampiro é o principal suspeito. O Monsenhor (Rupert Davies) é chamado para exorcizar o castelo onde Drácula viveu. A próxima vítima de Drácula será a sobrinha de Monsenhor, que trabalha no Pub local.
O quarto filme da franquia de Drácula não é das coisas mais bonitas da Hammer, centrado principalmente numa história de amor aborrecida, enquanto que Christopher Lee se esconde nas sombras. No entanto, com o ex director de fotografia Freddie Francis atrás das câmaras, os visuais quase psicadélicos transformam a pequena história numa delirante história de terror aos quadradinhos.  Acaba por ser muito divertido, com momentos atraentes, incluindo um cadáver pendurado dentro do sino de uma igreja.
Não são muitos os temas religiosos no argumento de Anthony Hinds, que resolveu renovar a franquia com algum humor deliciosamente obsceno, principalmente entre o par amoroso do filme. Francis projectou o estilo visual usando cores mais realistas, mas adicionando um filtro âmbar a cada shot de Drácula, dando ao demónio um olhar alucinatório que se intensifica na intensificação das cores.

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sábado, 23 de novembro de 2019

A Maldição de Frankenstein (The Evil of Frankenstein) 1964

Fugindo dos furiosos moradores da cidade por causa das suas experiências pouco vulgares, o Dr. Frankenstein (Peter Cushing) e o seu assistente Hans descobrem a sua criação original - que todos pensavam estar destruída - preservada no gelo. Enquanto tenta reviver o monstro no seu novo laboratório, o doutor percebe que o cérebro da criatura está dormente. Apenas Zoltan (Peter Woodthorpe), um místico hipnotizador, pode despertá-lo. Mas Zoltan decide usar a criatura para os seus próprios fins, e causa uma violenta sequência de eventos.
Realizado por Freddie Francis, "The Evil of Frankenstein" era uma sequela directa de "The Revenge of Frankenstein", e o terceiro na série de Frankenstein da Hammer. Foi mal recebido pelos críticos e é frequentemente considerado o pior da série, que chegou a sete capítulos. 
Em primeiro lugar, o filme sofreu com a troca de realizador, com Freddie Francis a ocupar a cadeira outrora de Terence Fisher. Por outro lado, o filme era prejudicado com o acordo que a produtora chegara a acordo com a Universal, acordo esse que permitia maquilhagem semelhante à usada pela Universal, assim como uma apropriação mais liberal de elementos da história. A maior parte do filme é sobre os esforços do Barão de Frankenstein em fugir às autoridades locais, e o argumento de Anthony Hinds faz do Barão um génio temperamental em vez de um génio implacável.
Felizmente Terence Fisher voltaria ao leme da franquia no quarto episódio da série, e tudo voltaria à normalidade.

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quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Nightmare (Nightmare) 1964

Janet é uma jovem aluna de uma escola particular. As suas noites são perturbadas por sonhos horríveis em que vê a sua mãe, que na verdade está trancada num manicómio, a assombra-la. Expulsa por causa dos pesadelos persistentes, é enviada para casa, onde os pesadelos continuam. 
Escrito por Jimmy Sangster, esta foi mais uma tentativa da Hammer de imitar o sucesso de "Psycho", ou melhor, pegar nessa história sinistra e inspirar-se no filme que inspirou Alfred Hitchcock, "Les Diaboliques," um thriller francês que era imensamente influente na sua época.
Freddie Francis realiza aqui o seu segundo filme para a produtora, uma obra pouco conhecida comparada com os mais famosos filmes de monstros, e poucas vezes vista. Apesar de não ser um filme de terror, é parecido com os filmes de monstros, em grande parte porque a primeira metade do filme tem um tom muito parecido com o melhor de gótico que a Hammer fazia, principalmente porque a razão principal porque a jovem protagonista está fragilizada é porque está a ser assombrada. Mas é aqui que o argumento de "Nightmare" dá uma súbita guinada levando-nos para território imprevisível. 
Com um jovem Jennie Linden no papel de protagonista, a estrear-se aqui no mundo do cinema. Ao longo da sua carreira viria a trabalhar praticamente só em televisão.

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segunda-feira, 18 de novembro de 2019

O Louco (Paranoiac) 1963

Onze anos antes, a rica família Ashby foi abalada quando o Sr. e a Sra. Ashby morreram num acidente de avião, e o seu filho de luto, Tony, cometeu suicídio. Tudo o que resta da família é o cruel Simon, um alcoólatra que precisa desesperadamente de fundos, a irmãm mentalmente frágil, Eleanor, e a tia protectora, Harriet. Simon está apenas a alguns dias de receber a herança quando o há muito tempo julgado morto, Tony, chega de repente, e o que trás consigo não é bom para o resto da família.
Mais um bom exemplo da vaga de thrillers inspirados por "Psycho", dos quais eu já falei anteriormente, os chamados "mini-Hitchcock", lançados pela Hammer durante a década de sessenta, escrito mais uma vez por Jimmy Sangster, que assim aos poucos abandonava o território do terror gótico, terreno onde tinha sido uma peça fundamental da produtora. Freddie Francis estreava-se atrás das câmaras, um mestre na direcção de fotografia, que tinha ganho o Óscar dois anos antes nesta categoria com "Sons and  Lovers", e que já tinha no seu currículo trabalho em filmes como "The Innocents", "Um Lugar na Alta Roda" e "Sábado à Noite, Domingo de Manhã". Durante um período de mais de quinze anos ele faria para se dedicar à realização, principalmente de filmes de terror, onde se incluiriam alguns trabalhos para a Hammer, que veremos aqui futuramente.
O argumento de Sangster é um pouco leve na caracterização, mas compensa com uma narrativa firmemente construída onde se acumulam twists atrás de twists, que mantém o espectador constantemente a adivinhar sobre as motivações de cada personagem. Do elenco destaca-se Oliver Reed no papel de Simon, com excessos melodramáticos que podem parecer um pouco exagerados para a época que corre, mas a intensidade visceral do seu trabalho encaixa-se perfeitamente no tom do filme.

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